segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Multiverso DC é maior do que os 52 mundos, e isso é ótimo para os leitores


Ao final da San Diego Comic-Con 2015, muitos leitores da DC Comics aumentaram as suas dúvidas em relação a recente abordagem editorial da empresa em relação aos seus super-heróis. Com o anúncio de títulos quecontinuam a cronologia pré-flashpoint (abordada na saga Convergência) e as respostas enigmáticas dadas pelo co-editor Dan Didio após o final do arco, a questão parecia se arrastar por um bom tempo e incomodar a cabeça dos fãs que se apegam as cronologias e histórias canônicas da editora. Entretanto, em nova entrevista ao site Newsarama, o escritor deu nova luz aos fatos e nos trouxe uma solução benéfica tanto para os fanáticos ardorosos quanto aos novos e ocasionais leitores.

“O que estamos tentando fazer agora é diversificar a nossa linha, encontrando os diferentes estilos e tons que as pessoas realmente se interessem”, afirmou Didio, que mesmo assegurando o compromisso com uma linha cronológica central - onde a maioria dos títulos se baseia – reitera que muitas séries terão liberdade criativa suficiente para abordar ideias antigas, resgatando conceitos de diferentes épocas e validando tudo que já foi criado pela editora. “O que queremos fazer é criar as sensibilidades que tínhamos antes e nos levaram até a Crise nas Infinitas Terras – mundos múltiplos e oportunidades que poderão ser tecidas em uma grande história, ou levando e avançando ideias adiante”.


A confissão de Didio se junta a outros anúncios ocorridos na convenção, como o retorno do selo Milestone e os novos títulos de Grant Morrison, trazendo um verdadeiro panorama de oportunidades para a DC, que nos últimos anos se equivocou por diversas vezes em resumir sua linha criativa principal em um curto multiverso de 52 terras. A prova disso é que desde a sua invenção, na saga Crise Infinita de 2005, muitas dessas esferas nem sequer eram confirmadas e a própria direção da editora não chegava a uma conclusão final com medo de desagradar os aficionados por alguma das possíveis dimensões descartadas na conta final.

No final das contas, mesmo dando os méritos merecidos ao atual caminho editorial da DC que dá validade a tudo que já foi feito e o que pode ser criado, fica só a observação de que todo barulho criado na ocasião do reboot dos Novos 52 poderia ter sido facilmente contornado se a ideia de universos infinitos sempre fosse pensada de forma honesta, considerando tudo que foi criado anteriormente em um outro mundo para os velhos e fieis fãs.


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