HÁ UM HERÓI EM TODOS NÓS Cinco amigos produzindo conteúdo juntos


Desde que os quadrinhos de super-heróis e os mangás começaram a ser lançados, os fãs os colecionam. Isso nunca foi novidade, especialmente para aqueles que estão bastante inseridos dentro da cultura pop. Porém, nem tudo são flores quando o assunto é a compra e aquisição desses materiais.

Colecionar quadrinhos e mangás no Brasil sempre foi um luxo, manter a coleção atualizada um luxo ainda maior. Os problemas que por vezes enfrentamos acaba desmotivando a aquisição de alguns materiais que queremos, não só para completar a coleção que falta, como também para guardar aquela história, ou saga, que gostamos.

Eu resolvi fazer essa matéria para apresentar alguns dos problemas que os fãs brasileiros acabam enfrentando na hora das compras. Possivelmente irei esquecer algum ponto, porém, tentei trazer os principais e mais relevantes.

O valor

Esse acaba sendo o primeiro e principal problema de todos que compram quadrinhos e mangás.

As editoras por várias vezes acabam alterando os preços no meio da publicação e isso reflete bem no bolso de quem compra. Normalmente os quadrinhos mensais ficam na faixa de R$ 9,90, porém, as vezes acontecem deles subirem para R$ 12,90 ou até mais, se tiverem mais páginas ou forem uma edição mais bem trabalhada. O problema é que quem consome, é pego de surpresa por esse aumento e nem sempre sente vontade de continuar a coleção.

Com mangás o valor não altera de forma frequente, porém é difícil encontrar títulos abaixo de R$ 12,00. Novamente, as editoras cobram esse preço por causa do trabalho e do acabamento que fazem no material. Por mais que seja justo, seria legal avisar quando o preço for subir, até para nos prepararmos direito e não tomar susto na hora que formos comprar.

Publicações pausadas e não finalizadas

Esse é o maior medo de quem compra quadrinhos. E um medo que já se tornou frequente entre os consumidores brasileiros.

Não importa de que editora seja, sempre haverá um título ou coleção que entrou em pausa e ninguém sabe quando vai voltar, ou que a editora parou de publicar e esqueceu que ela existe. A sensação de começar uma coleção e não poder terminar é bem frustrante pelas seguintes razões:

a) a história fica incompleta e isso é muito chato; 
b) não fica bonito na estante, justamente por faltar edições (esse ponto é bem importante).

Mangá não sofre muito com isso, a não ser quando é um título que também está em pausa no Japão ou que o autor esqueceu que ainda existe e nunca mais publicou um capítulo (NANA, estou falando de você mesmo).

Reimpressões

Eu acho que esse, depois do valor, é um ponto de extrema importância.

Imagina você, fã de quadrinho, esquece de comprar uma edição daquele quadrinho que está a meses colecionando. A edição sai da banca e você nunca mais a encontra. Quando encontra, em algum site, o valor é muito a cima do que vale e é impossível de comprar, isso se você encontrar.

Aqui vale uma experiência pessoal: eu estou tentando completar minha coleção de Batman: Cavaleiro Branco, porém a Panini não fez a reimpressão de alguns números e até no próprio site deles não tem como comprar, ou seja, minha coleção vai ficar incompleta até eles relançarem as edições, ou resolverem lançar um encadernado (que serei obrigado a comprar).

Com mangá reimpressão não é um problema, pois eles voltam as brancas e livrarias muito mais facilmente do que quadrinhos, então, colecionadores de mangás, vocês são sortudos nesse ponto.

Por hora vou deixar apenas esses três pontos. Acho que com eles já da para ter uma ideia se vale ou não a pena investir nesse ramo de colecionar quadrinhos e mangás.

Mesmo com tudo que apresentei, eu sigo firme e forte com minhas coleções e pretendo continuar, apesar das constantes reclamações e tristezas que por vezes isso trás. Porém, isso faz parte de ser fã de algo e eu sempre tenho a opção de parar de comprar, o que as vezes eu faço com alguns títulos.

Se vocês gostam do que colecionam, então sigam em frente, mas com moderação e bom senso!

No final deste mês teremos a estreia de Transformers: War For Cybertron Trilogy na Netflix, e para entrar no clima do mais novo lançamento da franquia, resolvi fazer esse pequeno guia com todas as produções da marca que estão disponíveis no streaming.

Mesmo Transformers sendo uma franquia que junta brinquedos, jogos, quadrinhos, séries e filmes, muitas de suas produções não estão disponíveis nos serviços de streaming, e isso acaba sendo uma dificuldade para aqueles que querem acompanhá-las..

Séries:
  • Transformers Prime
Pôster promocional - Imagem: Hasbro
Essa série foi lançada entre 2010 e 2013, pegando vários elementos apresentados nos filmes de Michael Bay e acrescentando em sua história. Temos aqui pouca interação entre os Transformers e os humanos. Bumblebeee não consegue falar a língua humana, porém consegue se comunicar através de efeitos sonoros de seu rádio, que alguns seres humanos podem entender.

A série possui 65 episódios, divididos em 3 temporadas, mais um filmes chamado Transformers Prime Beast Hunters Predacon Rising, que serve como uma conclusão para a trama.

Infelizmente apenas a 1ª temporada está disponível na Netflix até o momento.
  • Transformers Rescue Bots Academy
Pôster promocional - Imagem: Hasbro
Essa série é mais voltada ao público infantil e acompanha um jovem grupo de Autobots que passam a frequentar uma escola para se tornarem fortes e destemidos Autobots, ao mesmo tempo que têm que enfrentar os Decepticons.

A série foi lançada em 2019 e ainda está em exibição, com duas temporadas já lançada . Assim como Transformers Prime, essa também só possui a 1ª temporada disponível na Netflix. A 2ª temporada entrará no catálogo do streaming em agosto.
  • Transformers: War For Cybertron Trilogy
Pôster promocional - Imagem: Netflix
A mais nova série da franquia é baseada em uma linha de brinquedos da Hasbro e será uma parceria da empresa com a Netflix. Já foi confirmado que essa produção é voltada para o público adulto.

A produção será composta por 3 temporadas de 6 episódios cada. A 1ª temporada será chamada de O Cerco e irá mostrar os últimos dias da guerra civil entre Autobots e Decepticons em Cybertron.

A 2ª temporada recebeu o nome de Earthrise (Nascer da Terra, em tradução literal) e a 3ª será chamada de Kingdom (Reino, em tradução literal). Estas duas temporadas ainda não possuem data para serem lançadas na Netflix.

A Netflix possui quatro filmes da franquia em seu catálogo, com apenas Transformers: O Último Cavaleiro e Bumblebee de fora.
  • Transformers
  • Transformers: A Vingança dos Derrotados
  • Transformers: O Lado Oculto da Lua
  • Transformers: A Era da Extinção
Assim que War For Cybertron Trilogy for lançado, iremos trazer nosso review sobre a série e nos preparar para a próxima temporada. Esperamos também que a Netflix adicione as temporadas que faltam das outras séries, para que assim os fãs possam terminar de acompanhar.

Duas das maiores franquias de ficção científica da década de 1980 vão se encontrar em um novo evento crossover nos quadrinhos!

Transformers/De Volta Para o Futuro, escrito por Cavan Scott e ilustrado por Juan Samu, será uma minissérie de quatro edições lançada em outubro pela IDW Publishing.

Na edição de estreia, Marty McFly retorna da aventura de uma vida para um nova e melhorada Hill Valley... ou seja, até Marty e a máquina do tempo do Doutor Brown atrairem a atenção dos Decepticons. Com um pequeno erro, Marty se vê novamente em ação para desvendar uma trama dos Decepticons no passado, presente e futuro... agora, com a ajuda de uma nova máquina do tempo, o Autobot chamado Gigawatt!

"Quando me pediram para escrever o quadrinho do crossover, eu só podia gritar e me jogar", diz o escritor Cavan Scott. "É o encontro perfeito. Transformers e De Volta Para o Futuro estão cheios de aventura, humor e - o mais importante - coração. Além disso, me deu a chance de brincar com várias linhas temporais dos Transformers, relembrando algumas das minhas histórias favoritas da franquia dos anos 80, além de trazer elementos dos três filmes de De Volta Para o Futuro. Fiquem atentos aos personagens clássicos, humanos e cibertronianos, e algumas surpresas ao longo do caminho!”

Capa variante - Imagem: IDW Publishing
O artista Juan Samu diz: “Toda a minha vida esperei por esse momento! Este projeto incrível, além de ser uma jornada autêntica no tempo para mim, trouxe à tona minha criança interior em todas as cenas. Os Autobots, Decepticons, Marty e o Doutor Brown são tão icônicos que me sinto super animado por poder desenhá-los! Agradecemos à IDW, NBC Universal e Hasbro por nos dar essa oportunidade!”

"Transformers e De Volta Para o Futuro ", diz John Barber, editor-chefe da IDW Publishing. "Os dois inspiraram várias gerações de fãs, ambos são sobre personagens e mudanças, e têm pelo menos um carro muito legal. Estamos extremamente empolgados em mostrar como a IDW vai reunir esses dois mundos!”

Transformers/De Volta Para o Futuro #1 estará disponível com várias capas variantes, incluindo a capa A do artista da série Juan Samu, a capa B de Phil Murphy e duas edições do Retailer Incentive, uma ilustrada por Dan Schoening e a segunda com uma imagem do tão Autobot Gigawatt.

A Toei continua com seu plano de expansão de conteúdo fora do território japonês, hoje (05/04) a produtora lançou seu canal oficial no YouTube com dezenas de séries para os amantes do gênero Tokusatsu.

O canal Toei Tokusatsu World Official já ultrapassou a marca dos 20 mil inscritos até o horário de publicação dessa matéria. O espaço é recheado de séries das mais variadas franquias como Super Sentai, Metal Heroes, etc. Mas nem todas estão disponíveis no Brasil e nos Estados Unidos. Vem saber o que pode ser assistido por lá com idioma original e legendas em inglês.

Atualização - 05 de Abril - 15h45

- A TOEI acidentalmente removeu do catálogo Ninja Captor por conta de diretrizes do YouTube.
- Ninja Arashi foi adicionado.

Atualização - 06 de Abril - 12h28

- Canal normalizado.

Disponíveis no Brasil:

Metal Heroes:

- Gavan (1982)
- Sharivan (1983)
- Winspector (1990)
- Solbrain (1991)
- Exceedraft (1992)
- Janperson (1993)
- Blue SWAT (1994)
- Kabutack (1997)
- Robotack (1998)

Kamen Rider:

- Kamen Rider Shin (1992)

Toei Fushigi Comedy Series:

- Robot 8-Chan (1981)
- Batten Robomaru (1982)
- Pettonton (1983)
- Nemulin (1984)
- Katteni! Kamitaman (1985)
- Junior Detective Team: Hadogumi (1987)
- German Tanteidan Maringumi (1988)
- Magical Girl Chukana Paipai (1989)
- Magical Girl Chukana Ipanema (1989)
- Estrela Fascinante Patrine (1990)
- Mysterious Nile Girl Thutmose (1991)
- Utau! Dairyugujou (1992)

Outras séries:

- Captain Ultra (1967)
- Kikaider (1972)
- Suki Suki majou sensei (1972)
- Henshin Ninja Arashi (1972)
- Kikaider 01 (1973)
- Robot Detective (1973)
- Inazuman (1973)
- Inazuman F (1974)
- Akumaizer 3 (1975)
- Ninja Captor (1976)
- The Kagestar (1976)
- Daitetsujin 17 (1977)
- Choujin Bibyun (1977)
- Space Ironman Kyodain (1977)
- Ganbare!! Robocon (1977)
- Kaiketsu Zubat (1977)
- Machineman (1984)
- Bicrossers (1985)
- Changerion (1996)

O que está bloqueado no Brasil?

Algumas séries não estão disponíveis no Brasil como: Jiraiya, Jaspion, Jiban, e National Kid. Isso acontece porque essas produções já estão sendo licenciadas pela Sato Company em território nacional.

Também estão bloqueados no Brasil as séries Super Sentai e os Metal Heroes: Shaider, Spielvan, Metalder, B-Fighter e B-Fighter Kabuto. Nos Estados Unidos os Super Sentai e os Metal Heroes citados também estão bloqueados. O acesso para as séries Super Sentai para os norte americanos está sendo através da Shout! Factory e do canal de stream TokuSHOUTsu.

Onde assistir Tokusatsu no Brasil?

Além do canal da Toei no YouTube, as séries de Tokusatsu estão disponíveis no Brasil através do canal no YouTube Tokusatsu TV, no Amazon  Prime, Crunchyroll e as temporadas de Power Rangers disponíveis na Netflix.

Essa matéria será atualizada à medida que novas séries forem liberadas.

E se os deuses reencarnassem em ícones pop e influenciassem a humanidade a partir dai? Pois bem, essa é a principal premissa de The Wicked + The Divine, quadrinho lançado aqui no Brasil pelo selo Geektopia da editora Novo Século.

The Wicked + The Divine é um quadrinho que começou a ser lançado em 2014 nos Estados Unidos. Escrito por Keiron Gillen e desenhado por Jaime McKelvie, nós acompanhamos um grupo de pessoas conhecidos como "Panteão", porém, não acaba por ai. Cada um dos membros deste grupo é a reencarnação de uma divindade diferente.

O "Panteão" é formado por 12 deuses que reencarnam no corpo de jovens adultos a cada 90 anos. Esses deuses são de diversas mitologias e religiões, e não existem um padrão para que eles voltem a Terra. Os membros nascem como uma pessoa comum, porém, quando sua origem divina é revelada, eles passam a ter o tempo limite de vida de 2 anos, até que morram e um novo ciclo de reencarnações seja iniciado.

No Volume #1 nos acompanhamos o começo da história de Laura, uma jovem garota que será arrastada para esse mundo de deuses e que também será a personagem principal da história. Ela é fã do "Panteão" e sua jornada começa quando vai ao show de Amaterasu, a deusa xintoísta do sol, e acaba conhecendo ninguém menos do que Lúcifer, a rainha do inferno. A partir deste momento, Laura vê sua vida ligada não só a Lúcifer, como também a de outros deuses, e sua vida passará por uma grande mudança.

O principal tema do quadrinho é a relação entre a vida e a morte, um tema que Gillen escolheu baseado em uma experiência pessoal, que foi descobrir que seu pai estava com uma doença terminal. Então a todo momento ele apresenta esse tema usando os deuses como esses serem que aparentemente não temem a morte, porém, tem um período limitado de tempo para viver na Terra, e fazem isso da melhor forma que conseguem.

Outro ponto bem notável é a inspiração na música e em ídolos pop. Os membros do Panteão são baseados em grandes astros da música, e a partir dai, é trabalhado toda a questão da glória, do sucesso e em como eles lidam com tudo isso.

Para quem é fã de Deuses Americanos de Neil Gaiman, The Wicked + The Divine é um quadrinho que deve ser lido. Mesmo que com uma premissa completamente diferente, ainda sim podemos ver que eles se assemelham bastante ao retratar deuses vivendo entre pessoas normais, e em como essas pessoas lidam com essas divindades.

Se puderem, tenham esse quadrinho na coleção, pois ele é muito bom e vale a pena. É uma leitura que te envolve do começo ao fim, te dando sempre o gostinho de querer mais.

Quando falamos em desenhos animados, a maioria das pessoas pensa logo em temáticas bobas, traços totalmente cartunescos e voltadas exclusivamente para o público infantil, porém, atualmente sabemos que não é bem assim.

Várias dessas produções, além de serem para o público mais novo, também acabam chamando bastante a atenção de adolescentes e adultos, especialmente destes últimos. Steven Universe é um desses casos, em que é altamente consumido por adolescentes e adultos, justamente por causa de sua história e mensagem.

Steven Universe foi criado por Rebecca Sugar, que trabalhava anteriormente em Hora de Aventura, produzido e exibido pelo Cartoon Network. O que mais chama atenção no desenho, além de seus traços, é obviamente sua história e as mensagens que são passadas através de seus personagens, como eu já havia anteriormente mencionado.

Pôster de Steven Universe - Imagem: Cartoon Network
Rebecca nos apresenta a história de Steve Universe, um menino que mora na cidade fictícia de Beach City junto com as Crystal Gems, seres intergaláticos que são representações de diferentes tipos de minerais. As principais Gems que conhecemos logo que começamos a série são Garnet, Pérola e Ametista. Elas compõe o corpo familiar de Steven, junto a seu pai, Greg.

O interessante disso tudo é que vamos acompanhando a história de amadurecimento de Steven a medida que os episódios são exibidos, e também começamos a entender mais a respeito de sua história e também das Crystal Gems. Não falarei tanto a respeito disso pois acabaria sendo spoiler e iria estragar a melhor parte do programa.

A missão de Steven e das Gems é proteger a Terra da ameaça de outras Gems corrompidas e malignas do Planeta Natal, o local da onde a grande maioria das Gems vêm. A partir dai temos todo um desenvolvimento de história, personagens, personalidade e revelações. Tudo se encaixando de uma forma simplesmente maravilhosa e única, fazendo com que o telespectador se torne cada vez mais fãs desses personagens e que, na grande maioria dos casos, se identifique com uma Gem.

Porém, o ponto onde quero chegar é o seguinte: mesmo sendo um desenho "infantil" Steven Universe trata de temas muito sérios e que são transmitidos de uma forma um tanto quanto delicada e simples, para que o seu telespectador consiga realmente captar a mensagem da melhor maneira possível, e também da mais saudável, justamente pelo fato de crianças também acompanharem.

Deedee Magno Hall (Pérola), Rebecca Sugar (criadora), Michaela Dietz (Ametista) e Zach Callison (Steven) - Imagem:
Los Angeles Times
Um ponto bastante importante é que essa série foi a primeira do Cartoon Network a ser exclusivamente criada e produzida por uma mulher,  Rebecca Sugar. Para alguns isso pode não ter muita importância, porém é justamente ai que se enganam. Esse fato muda totalmente a visão em cima da série, pois a forma com que Rebecca trata de temas como: relacionamentos abusivos, traumas psicológicos, amor, relações familiares, natureza e amadurecimento é tão única. Pois ela teve o cuidado de saber como abordar esses temas, sem ficarem totalmente caricatos, mas ainda sim, levantando toda a discussão que merecem.

Outro tema que é muito abordado é a temática LGBTQ+, aqui visto através das Crystal Gems. Esse é o único spoiler que darei. O publico LGBTQ+ consome bastante a animação, justamente pelo cuidado que sua criadora tem com a temática, mostrando de forma bem delicada como o amor e o respeito são possíveis em todas as formas.

Eu não poderia esquecer de falar sobre as músicas, que são um outro ponto que chama bastante a atenção de quem acompanha a série. Rebecca é a responsável por compor grande parte das canções da série e em muitos casos ela mesma empresta sua voz para essas músicas. Cada música marca um personagem e um fã de uma maneira diferente e é isso que torna tudo tão especial e único.

Agora você deve estar pensando: "provavelmente essa série deve ser grande e eu tenho preguiça de acompanhar". Pois bem, aqui vão algumas informações que podem te ajudar:

Steven Universe possui cinco temporadas, somando um total de 160 episódios. Porém, calma. Cada episódio possui uma média de 11 minutos, então é bem rápido de ser visto. Depois que a pessoa tiver assistido a série, ele deve procurar Steven Universe: The Movie, que se passa dois anos após a série e continua a contar a história dos personagens. Após o filme temos o epílogo da série, Steven Universe Future, que serve como uma conclusão para toda a história que já foi contada e que possui 20 episódios, também de 11 minutos cada um.

Steven Universe Future - Imagem: Cartoon Network
Eu comecei a ver Steven por causa de alguns amigos que ficaram falando que eu iria adorar, e eles estavam certos. No começo admito que não me chamou atenção, porém, a medida que fui acompanhando a história, me interessei cada vez mais e isso despertou em mim uma grande paixão. Atualmente é um dos meus desenhos favoritos e eu faço questão de indicar a todas as pessoas que conheço.

Se vocês estão atrás de uma história leve, divertida, que vai te inspirar, te fazer chorar, rir e trazer conforto, então veja Steven Universe. Garanto que não irão se arrepender e que irão gostar tanto quanto eu.

Na manhã de ontem (16/03), os fãs de Tokusatsu dos Estados Unidos foram surpreendidos com a chegada de um novo serviço de stream, um stream dedicado aos seriados de Tokusatsu.

O universo fantástico do Tokusatsu, revolucionário gênero de entretenimento japonês conhecido por seus efeitos especiais únicos e batalhas épicas, ganhou um espaço dedicado nos Estados Unidos. Fruto da parceria da Shout! Factory (que lança DVD's legalizados de Super Sentai na América do Norte) e Pluto TV, estreou hoje o TokuSHOUTsu.

O novo serviço de stream dedicado inteiramente ao Tokusatsu é um passo ousado dentro do território americano. Mais ousado ainda porque ele é inteiramente gratuito (pelo menos por enquanto), sendo sustentado apenas por anúncios, semelhante ao que faz a Crunchyroll com usuários não assinantes. O lançamento do TokuSHOUTsu usou como chamariz a série Kamen Rider de 1971, seriado esse que deu start a uma das maiores franquias do gênero Tokusatsu.

Kamen Rider de 1971 já está disponível para os norte-americanos - Foto: Reprodução internet

Com séries e conteúdos originais chegando no futuro, o TokuSHOUTsu pretende ser o canal obrigatório para os devotos de longa data de Tokusatsu. Nesse momento estão disponíveis as seguintes produções: Kamen Rider (1971), Ultraman Leo (1975), Jetman (1991), Zyuranger (1992), Dairanger (1993), Kakuranger (1994), Ohranger (1995), Carranger (1996), Megaranger (1997), Gingaman (1998), GoGo V (1999), Timeranger (2000), Gaoranger (2001) e Hurricanger (2002). Todas elas com áudio original e legendas em inglês.

Além das séries o serviço traz os programas: Let's Talk Toku, programa apresentado por Squall Charlson onde irá trazer curiosidades e debates sobre Tokusatsu com diversos convidados, Backlot, um programa dedicado aos bastidores das séries de Tokusatsu e cobertura de eventos ao vivo começando com a Power Morphicon que acontece em Setembro desse ano.

TEM CHANCE DE CHEGAR AO BRASIL?

Nos Estados Unidos o TokuSHOUTsu estará disponível no Pluto TV em todos os principais dispositivos e serviços de streaming digital, incluindo Roku, Amazon Fire, Apple TV, Google Chromecast, consoles e as principais TV Smart.

No Brasil os fãs conheceram a franquia Kamen Rider com Kamen Rider Black
- Foto: Toei

A esperança do Brasileiro está em um lançamento planejado para o final desse ano (via Observatório de Séries). O Pluto TV, o serviço de streaming gratuito suportado por anúncios da ViacomCBS, será lançado na América Latina no final de março.O serviço deve chegar ao Brasil até o final de 2020.

O serviço oferecerá programação em espanhol e português. Pluto TV estará disponível nas plataformas das operadoras de cabo, em seu próprio site e por meio de um aplicativo iOS e Android. "O lançamento do Pluto TV na América Latina permite que nossos parceiros ofereçam a seus telespectadores um novo serviço de valor agregado, complementando suas ofertas premium e lineares", disse Pierluigi Gazzolo, presidente de estúdios e OTT da ViacomCBS Networks International. "Estou confiante de que o serviço se tornará rapidamente uma plataforma essencial para parceiros e consumidores em toda a América Latina, como nos EUA e na Europa".

A formação inicial de canais inclui; Pluto TV Cine Estelar, Pluto TV Cine Acción, Pluto TV Cine Drama, Pluto TV Cine Comedia, Pluto TV Cine Terror, Pluto TV Series, Telefe Clásico, MTV Vintage, Nick Pluto TV, Nick Jr. Pluto TV, Pluto TV Junior, Pluto TV Kids, Pluto TV Anime, Pluto TV Deportes, Pluto TV Cocina, Pluto TV Viagens . Mais de 80 canais em todos os gêneros são projetados até o final de 2020. Resta torcer que o TokuSHOUTsu venha nessa leva.



Em tempos onde Marvel e DC ditam o cinema que envolve super heróis, uma outra editora busca abocanhar uma parcela desse mercado, mas será que ela tem poder e vontade pra isso?

Leia também, Divinity surpreende com drama, viagem no tempo e política.

A Valiant Comics ainda é uma "recém-nascida" se compararmos com as outras citadas anteriormente, mas tem um potencial tremendo. Apesar de ter pouco mais de três décadas, a Valiant criada por Jim Shooter (ex-editor da Marvel) já tem uma fã-base considerável e um prestígio dentro da comunidade de consumidores desse tipo de mídia. Personagens como Ninja, X-O Manowar e o próprio Bloodshot, já são amplamente conhecidos e seus quadrinhos já se popularizaram.

Entre 2015 e 2019 a SONY adquiriu os direitos para produzir cinco longas baseados nos quadrinhos de Bloodshot e Harbinger. E a primeira etapa chega aos cinemas agora em 2020 com a adaptação de Bloodshot com Vin Diesel no papel principal.

Vin Diesel é o imparável Ray - Foto: Reprodução internet

David S. F. Wilson (Love, Death and Robots) dirige a adaptação que traz elementos de ficção científica e longas de ação dos anos 90. Na trama, Ray Garrison (Vin Diesel), um soldado americano é morto em uma missão e ressuscitado como super-humano pela empresa RST, comandada pelo misterioso Dr. Emil Harting (Guy Pearce). O corpo de Ray agora conta com um exército de nanorobôs que lhe concede força sobre-humana e uma capacidade de regeneração inimaginável. Mas, ao controlar o seu corpo, a empresa controla também a sua mente e memórias. Agora, Ray não sabe o que é real e o que não é, mas está decidido a descobrir a verdade.

Nos primeiros minutos de filme acreditamos que "Bloodshot" se encaixa no que chamamos de filme de "vingança" e surpreendentemente se desenrola em uma trama que envolve conspiração onde o telespectador fica em um limiar para tentar descobrir o que é real e o que não é real. Com certeza esse é o elemento que faz com que a obra não se perca no "filme genérico de ação" e traga algo minimamente interessante de se acompanhar.

Ray ganha uma segunda graças à tecnologia da RST comandada por
Emil Harting - Foto: Reprodução internet 

Apesar de ser baseado no personagem da Valiant, David S.F. Wilson faz uma adaptação palatável para todos os tipos de público. Não é necessário um conhecimento prévio de Bloodshot para se aventurar no universo. Obviamente os fãs de longa data vão encontrar easter-eggs e outras referências espalhadas pelo filme, mas nada que comprometa o enredo para quem não consome os quadrinhos.

Vin Diesel consegue captar o amargurado e implacável Ray Garrison, enquanto todo o elenco de apoio encabeçado pela atriz Eiza González que faz a personagem KT, circunda o personagem principal criando uma história de origem consistente e de fácil compreensão.

Ray ganha um poder sobre-humano graças aos nano robôs - Foto: Reprodução internet 

A falta de uma trilha sonora marcante deixa o filme sem uma identidade. Momentos onde era necessário uma música para dar enfase a uma situação especifica, acaba ficando apático e esquecível. O teor violento da obra original também foi amenizado para que o filme atingisse um público maior e é até entendível caso a Sony planeje criar uma série de longas dentro do universo da Valliant com o intuito de alcançar os mais jovens.

Bloodshot pode ser a porta de entrada para quem não conhece os personagens da Valliant e também um entretenimento para quem quer apenas um filme de ação com uma pitada de ficção científica.

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