quarta-feira, 29 de junho de 2016

Diário de um Tokufã #1 | Qual foi o meu primeiro Tokusatsu?


Quantas vezes você não ouviu da sua mãe ou aquele seu amigo falando, "o que é esse negoço que tu tá assistindo ai menino?", "Não para de assistir Tokusatsu?", isso quando não falavam o termo errado. Mas eu nem ficava tão chateado assim, se tornou algo cotidiano em minha vida.

O Diário de um Tokufã será uma série de matérias escritas por mim aqui no Mega Hero onde irei falar das minhas experiências com o gênero Tokusatsu (Quando comecei a assistir, séries favoritas, porque gosto de Tokusatsu, entre outras coisas). E gostaria muito de saber o que cada um pensa sobre determinado assunto e suas experiências. E para começar quero perguntar: Qual foi o seu primeiro Tokusatsu e qual lembrança boa você tem dessa época?

Apesar de não pertencer a "velha guarda" do universo Tokusatsu brasileiro, afinal eu tenho menos de 30 anos, minha paixão por esse pequeno universo japonês me encanta tanto quanto aquele meu vizinho que assistia Jaspion na Rede Manchete.

Minha relação com os heróis japoneses começou quando eu era bem novinho e ganhei os bonecos de Winspector e Solbrain (inclusive tenho o Solbraver até hoje, sem braço, mas tenho). A grande maioria dos meus contemporâneos dos anos 90, começaram a adentrar nesse universo com Power Rangers e só alguns mais tarde vieram conhecer tudo por trás dos heróis coloridos. Lembro também de ter assistido Kamen Rider Black RX e VR Troopers (versão americana de Shaider, Metalder e Spielvan), mas para mim todos eram heróis orientais, não sabia que cada personagem pertencia a um gênero especifico.

Desde bem pequeno eu me cativava mais com séries com atores reais do que desenhos animados, talvez por isso eu não tenha uma relação tão próxima com clássicos como Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakusho. Os anos se passaram e aqui no Brasil fomos bombardeados com as inúmeras versões de Power Rangers. A essa altura eu não me recordava tanto dos personagens nipônicos e meus olhos voltaram completamente para os heróis norte americanos, até o ano 2000...

Ultraman Tiga foi o passaporte para o meu retorno definitivo ao universo Tokusatsu e quando eu quis descobrir a grandeza por trás do seriado e por consequência acabei conhecendo muito mais do que imaginava, Tiga era apenas a décima segunda série de uma franquia que surgiu nos anos 60. Como um bom explorador de internet, fui procurando saber tudo sobre Ultraman, mas na época minha conexão era tão lenta que eu tinha me contentar apenas com as imagens puxadas do "Cadê?".

Quando olho para o passado, fico contente em saber que conheci os ensinamentos das séries japonesas
- Foto: Reprodução internet

Anos mais tarde pude assistir pela primeira vez o Tokusatsu mais popular do Brasil, "O Fantástico Jaspion", em um DVD pirata que comprei no camelô que tinha praticamente todos os episódios. Imagina a cara de felicidade da criança? Na época eu tinha em torno de 9 a 10 anos, foi uma grande surpresa pra mim. Assistia um episódio todo dia no horário da tarde depois que chegava da escola com um pote de sucrilhos e biscoitos. Foi minha aventura por muito tempo até o DVD parar de funcionar.

Eu tive três grandes contatos com séries nipônicas em minha infância, a primeira quando tinha 4 anos com Winspector e Solbrain, Ultraman Tiga em 2000 na Rede Record e quando eu completava 10 anos com O Fantástico Jaspion. Claro que como uma criança envolvida no programa eu fui procurar por produtos desses heróis e obviamente àquela altura, não encontrei nada. Aliás, o único produto que comprei foi o Ultraman Hikari, pertencente a Ultramam Mebius alguns anos depois em um evento da minha cidade.

Gostou da matéria? Fiquem ligados para a segunda parte que sai em breve por aqui.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Amor nos Tempos de #Likes reconta histórias clássicas de um jeito inovador e atual


Título: O Amor nos Tempos de #Likes
Páginas: 272
Editora: Galera Record
Autores: Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni, Pedro Pereira

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem, são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).

Você já imaginou histórias como Orgulho e Preconceito, Dom Casmurro e Romeu e Julieta em pleno século XXI? Se essa imagem não vem em sua cabeça de forma alguma, então te aconselho a ler O Amor nos Tempos de #Like.

Devo admitir que fiquei muito admirado com o livro. Logo quando a Galera Record anunciou que a obra seria lançada eu me interessei, justamente pelo fato dos autores recontarem histórias clássicas. Porém, o que mais me surpreendeu foi o fato de que esses autores são booktubers, ou seja, são youtubers que dão dicas ou comentam a respeito de obras literárias, falam sobre eventos de livros e tudo relacionado ao mundo da literatura.

Eu devo admitir que não sou lá muito fã de youtubers, e justamente por isso fiquei surpreendido por gostar do livro, pois os autores souberam muito bem como adaptar três grandes histórias da literatura para os tempos atuais, e de uma forma que faz com que o leitor se prenda a história e que implore por mais. Acreditem, dos três contos do livro, dois eu estou quase implorando para que tenham continuações, pois preciso saber o que acontece com os personagens.

Assim que soube que os autores eram booktubers, resolvi ir atrás de suas páginas e canais e fiquei muito interessado com a forma que eles utilizam para falar sobre livros e também porque são super carismáticos.

Arte da primeira história - Foto: Alexandre Teixeira
A primeira história, Próximo Destino: Amor, é escrito pela Pam Gonçalves e é uma adaptação de Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Acredito que Jane iria adorar a adaptação que a Pam fez de sua história. O interessante é que a personagem principal desta história, a Liz, é uma youtuber, e dá para notar que ela foi muito inspirada na própria Pam, o que torna a leitura muito mais interessante. A autora possui mais de 100 mil curtidas em sua página no Facebook e mais de 180 mil inscritos em seu canal do YouTube. Uma dica de quem não curtia muito youtubers: vale a pena conferir o trabalho da Pam. Ela é super interativa e consegue cativar o espectador muito rápido.

A história é simplesmente envolvente e quando termina você acaba ficando com aquela sensação de quero mais e acreditem meus caros leitores, eu estou com esse sentimento até agora. O ponto positivo dessa história é ver que tanto Liz, quanto Will, tem seus dilemas pessoas, que são apresentados em seus capítulos. Liz tendo que lidar com sua vida de youtuber famosa e também com o fato de sua família, especialmente sua mãe, não aceitar que essa vida de criadora de conteúdo online que a garota tem é sim uma profissão. Enquanto Will tem que aprender a administrar a empresa dos pais e cuidar da irmã mais nova que possuiu uma doença grave. A dinâmica entre os dois é muito boa, e eles acabam aprendendo muito com o outro, e no final, aprendem mais sobre eles mesmos.

Arte da segunda história - Foto: Alexandre Teixeira
A segunda história, (Re)Começos, ficou por conta da Bel Rodrigues e adapta Dom Casmurro de Machado de Assis. Devo ser sincero e dizer que nunca li a obra original, então, por favor, não me matem. Apesar de que, gostei bastante da adaptação feita pela Bel, apesar de não ter sido uma de minhas preferidas no livro. Não sei dizer ao certo o porquê disso, mas parece que a personagem Madu, não me cativou o tanto quando a Liz conseguiu. Eu me senti mais identificado com a Liz do que com a Madu, porém, isso não faz com que a história seja ruim. É apenas uma questão de afinidade que vai de leitor para leitor.

A história é muito boa e trata de um assunto que deve ser discutido: relações abusivas e a falta de confiança entre amigos. É justamente por esses dois pontos que a Madu passa, e devo dizer, ela é uma guerreira. Pois consegue enfrentar muito bem e dar a volta por cima. O legal também é que a personagem passa por um encontro as escuras, ou as cegas, como você prefirir chamar. E o melhor do encontro é a surpresa que ela tem... Não vou falar mais pois seria um grande spoiler da história. Uma dica, se você gostou dessa história, então tenho certeza de que irá preparar uma playlist no Spotify inspirada na personagem.

A Bel possui mais de 11 mil curtidas no Facebook e mais de 100 mil inscritos no YouTube. Ela segue o mesmo padrão da Pam, falando de livros e tudo que envolve o mundo literário. O mais legal da Bel é que ela tem o cabelo colorido! É um amor isso, gente. Adoro pessoas com cabelos coloridos. E o interessante é que ela levou isso para sua personagem, a Madu.

A terceira e última história, e a minha preferida, ficou por conta do casal Hugo Francioni e Pedro Pereira, ou como mais conhecidos, Pedrugo! Sim meus amigos, se vocês imaginaram que adaptação de Romeu e Julieta de Shakespere, se transformou em um romance LGBT, então vocês acertaram. A história é simplesmente linda! E quando digo linda, é muito linda!

Arte da terceira história - Foto: Alexandre Teixeira
337 Km narra a história de Ramon e Julio que se conhecem por causa de um grupo de leitores e escritores. A partir daí eles começam uma amizade que vai se transformando em algo mais forte, a única dificuldade é que eles moram muito longe um do outro e tem que enfrentar esse grande problema. Não falarei mais nada pois se não foi estragar a leitura, mas vale muito a pena ler. A história basicamente retrata os dramas de um relacionamento a distância nos dias atuais, em que as redes sociais e a internet estão tão presentes no nosso dia a dia. E também é muito bom ter representatividade entre os personagens.

Dá para notar que os autores colocaram um pouco deles em cada um nos personagens. Infelizmente não posso dizer exatamente o que, pois, assim como as meninas, eu também não acompanhava nada deles. Porém agora faço isso e vale muito a pena. No Facebook eles possuem mais de 20 mil curtidas e quase 70 mil inscritos no YouTube. É muito legal ver a química entre os dois, que as vezes chega a ser engraçado.

A Galera Record fez um excelente trabalho não só de diagramação, como também nas artes que ilustram todo o livro. Além da capa, cada capítulo tem sua arte própria, o que torna a experiência de leitura ainda mais agradável.

Fundo do livro - Foto: Alexandre Teixeira
Então é isso pessoal. Deem uma chance ao livro, pois sei que vocês não irão se decepcionar, na verdade vai acontecer é o contrário. Assim como ocorreu comigo, muita gente vai se apaixonar pelas histórias e vai pedir uma continuação, eu já estou aguardando o dia em que eles vão anunciar o lançamento do volume 2.

Se você já tiver lido, diga o que achou nos comentários, e caso ainda não tenha, corra para a livraria mais próxima e compre. Ele não é muito grande e cada história dá para ser lida em um dia, de tão viciante que é.

Nos vemos na minha próxima matéria.

sábado, 25 de junho de 2016

Atelier revela o universo da criação de lingeries e sua intima relação com pessoas


Em busca de algo para assistir? Tem Netflix e fica rolando os milhares de filmes e séries sem conseguir se decidir? Vem comigo que eu tenho uma super indicação que terminei de assistir hoje de madrugada! Quem curte O Diabo Veste Prada e Paradise Kiss é uma boa pedida.

Para quem quer fugir das séries clichês com histórias batidas, recomendo um dorama, original da Netflix, que basicamente fala sobre lingerie. Isso mesmo, dorama, Netflix e lingerie, mas não pensem besteira não! Atelier (ou Underwear) é uma série japonesa muito boa e sua história é subestimada.

Nos primeiros minutos da série conhecemos a personagem principal, Mayuko Tokita (Mirei Kiritani), uma aficionada por tecidos que consegue um emprego em uma loja que vende lingeries de luxo feitas sob medida, a Emotion, localizada no distrito de Ginza, Tókio.

Quando adentramos pela primeira vez na loja da Emotion juntamente com Tokita, também somos envolvidos pela elegância do lugar, das peças de lingerie e de sua criadora e presidente, Mayumi Nanjo (Mao Daichi), que a primeira vista lembra muito Miranda Priestly de O Diabo Veste Prada.

Tokita e Nanjo entendem beleza de uma forma muito diferente. Enquanto a recém empregada acredita em peças funcionais, sejam elas roupas ou lingeries, a presidente Nanjo acredita que a estética clássica é bela e elegante.

Tokita expressando seu amor pelas malhas e beleza do trabalho da Emotion. Foto: Reprodução/internet

Assim, Tokita primeiramente entra na Emotion buscando fazer com que a presidente e todos os funcionários entendam sua paixão pelos seus preciosos tecidos e como a praticidade é a melhor opção. Mas a convivência com o conceito da Emotion e, principalmente, com a presidente, fazem com que Tokita entenda que existe mais do que suas convicções, e passa a enxergar beleza nos ornamentos e designs da Emotion. Isso faz com que ela inclusive se vista melhor e cuide mais da aparência.

Enquanto a história de Tokita se desenrola, a presidente Nanjo, que demonstrava ser apenas uma chefe fria e sem coração, nos presenteia com uma trama bastante dramática e apaixonada. Não estou falando de romances e amores do passado, Mayumi Nanjo é uma mulher forte e independente que lutou para conquistar seu espaço como designer de lingerie, algo que não era bem visto na indústria de vestimenta do Japão, sacrificando tudo que tinha de mais precioso para alcançar sua posição dentro da indústria.

Acreditem, é uma história cheia de altos e baixos e derramei alguns baldes de lágrimas enquanto descobria capítulo a capítulo sobre os rumos da criadora da Emotion. Atelier mostra a trajetória, triunfo e a necessidade da constante aprendizagem retratados na personagem da presidente Nanjo e sua loja de lingeries sob medida, seu apreço por suas clientes e a relação que suas peças causam nas pessoas.

Presidente Nanjo trabalhando em uma de suas peças. Foto: Reprodução/internet

Além disso, alguns outros personagem também são explorados, não tão profundamente como Nanjo, que tem sua vida inteira explorada durante a série, mas sim sua relação de trabalho e devoção à marca da Emotion. Temos Mizuki Nishizawa (Wakana Sakai), designer da Emotion, que se envolve em um esquema contra a própria empresa, mas depois se redime; Fumikaoru Iida (Maiko) que acaba saindo da Emotion e indo trabalhar na empresa concorrente; Reiko Tanaka (Masako Chiba) funcionária de confiança e de muitos anos da Nanjo, sendo inclusive sua confidente; Jin Saruhashi (Ken Kaito) o gerente da loja que é apaixonado pela maneira que a presidente Nanjo faz negócios. E outros personagens que ajudam a compor a trama.

Atelier fala sobre vencer desafios, trabalho em equipe, trabalhar seus defeitos, entender o próximo, relacionamento entre pessoas, superação e auto-descobrimento. É uma história sobre pessoas que descobrem seus propósitos na vida e trabalham duro para conseguir o que querem. Claro que o foco permanece e transita muito bem entre a presidente Nanjo e Tokita, a primeira buscando entender os sentimentos e atmosfera dos empregados da Emotion, principalmente de Tokita, de quem aprende muito, e tentando aceitar seu envelhecimento para adaptar suas criações após um momento de crise criativa.

A segunda buscando seu caminho através do seu trabalho na Emotion, aprendendo grandes lições de vida com sua chefe e descobrindo sobre suas verdadeiras paixões até descobrir-se como uma criadora de lingerie muito diferente da presidente. Lingerie não é o foco real da série, mas também é o que sustenta toda a história que se utiliza das peças para falar sobre muitos valores preciosos na vida das pessoas. Tokita e Nanjo aprendem muito uma com a outra e é um crescimento bom de acompanhar.

Presidente Nanjo ensinando uma valiosa lição sobre envelhecer para Tokita. Foto: Reprodução/internet

No fim é muito mais sobre pessoas do que lingerie em si. O mundo da moda, das revistas, das modelos, de quem trabalha nos bastidores desse universo caótico e criativo, misturado com histórias de vida relacionadas com lingeries, personagens fortes e bem resolvidos, que envolvem o espectador até o fim da série.

Atelier
Produção: Fuji Television para a Netflix
Gênero: Drama
Número de Episódios: 13
Temporadas: 1
Censura: 12 anos
Ano: 2015
País: Japão

terça-feira, 21 de junho de 2016

Tudo que sabemos sobre o filme da Liga da Justiça: Logo, sinopse e detalhes da trama


Olha eu de volta! E dessa vez é para falar sobre um dos filmes mais aguardados de 2017, Liga da Justiça!

Depois de muita espera, e claro, uma onda de rumores e especulações, finalmente as primeiras informações do filme foram divulgadas, e acreditem em mim, elas são simplesmente fantásticas e maravilhosas. Eu como fã da DC Comics estou pulando de alegria e entusiasmo. E foi pensando justamente nisso que resolvi trazer essas informações para vocês. Acreditem, é muita coisa e muita coisa BOA!

Então sem mais delongas vamos começar. A primeira leva de informações divulgadas foi a logo oficial dos filmes, que diga-se de passagem está linda e lembra muito o visual dos quadrinhos, a primeira sinopse dos filmes, que já deixa espaço para várias teorias (e acreditem, eu irei teorizar muito em cima dela), e a primeira imagem oficial do filme, que nada mais é do que o novo Batmovel!

Abaixo vocês podem conferir já a logo oficial do filme. Como eu falei ela lembra muito as logos clássicas da equipe e tem um ar bem diferente da logo de Batman vs. Superman. Além do que, é bem a cara da Liga da Justiça. Na verdade, a logo lembra muito a logo da série animada da Liga da Justiça, dando um certo ar de nostalgia aos fãs.

Logo do filme Liga da Justiça - Foto: Reprodução da Internet
Aqui está também a primeira sinopse do filme, que, apesar de ser um tanto quanto crua, dá margem para muitas interpretações. 

Abastecido por sua nova fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne pede ajuda a sua mais nova aliada, Diana Prince, para enfrentar um inimigo ainda maior do que Lex Luthor e Apocalipse. Juntos, Batman e a Mulher Maravilha terão que trabalhar rapidamente para encontrar e recrutar uma equipe de metahumanos que irá se levantar contra essa nova e recém-despertada ameaça. Mas, apesar da formação dessa liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher Maravilha, Aquaman, Flash e Ciborgue –, pode ser tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.

É interessante notar que o Superman não é citado na formação da Liga, o que dá a entender que ele só irá aparecer ou na metade do filme, depois que o grupo já estiver formado, ou até mesmo no final, para a batalha decisiva. Outro fator muito intrigante é a nova ameaça, que muitos esperam que seja ligada a Darksied, e acreditem meus amigos, será! Irei falar sobre isso daqui a pouco, quando revelar as novas informações do filme.

Não é possível ver detalhadamente o novo batmovel do filme. Na verdade, nem dá para dizer se ele vai mudar alguma coisa em seu visual, já que ele fica danificado após o primeiro encontro entre o Batman e o Superman. Teremos que esperar por novas imagens para saber o que foi alterado.

Novo Batmovel - Foto: Reprodução da Internet
Agora vamos ao que todo mundo estava esperando! As informações sobre a história em si. Peguem suas cadeiras, seus lenços de papel, e preparem seus corações. Pois, assim como eu, muitos fãs vão vibrar e ter esperanças com esse filme da Liga da Justiça!

Ao contrário do que foi divulgado e do que muitos acreditavam, esse filme será totalmente independente, ou seja, não será dividido e irá continuar na Parte 2, e terá um tom muito mais claro e leve do que Batman vs. Superman, o que já era de se esperar, levando em conta que a Warner Bros./DC Films não ficaram muito satisfeitas com a forma como Zack Snyder encaminhou o filme.

Não é à toa que Geoff Johns é agora o responsável pela divisão do cinema da DC para tentar consertar o que Snyder fez. Será um filme que irá focar na união dos heróis para enfrentar uma ameaça ainda maior. Algo que sempre é abordado no começo das histórias da Liga da Justiça, e também, é o começo de qualquer grande equipe no cinema, como aconteceu com Os Vingadores da Marvel.

Uma informação que vai agradar muitos fãs é que o filme será fortemente influenciado por Jack Kirby, ou seja, teremos muitos elementos dos Novos Deuses presentes no filme, além disso, a trama irá girar em torno da busca de três Caixas Maternas, que estão respectivamente: na Terra, em Atlantis e em Themyscira. Muito provável que tenhamos uma disputa entre as Amazonas e o povo de Atlantis, bem ao estilo Flashpoint.

Caixa Materna nos quadrinhos - Foto: Reprodução da Internet
Como já é normal acontecer em filmes de heróis, que seguem uma cronologia preestabelecida, o filme da Liga irá se passar alguns meses após os acontecimentos de Batman vs. Superman, e irá se concentrar em Bruce recrutando a equipe, pelo menos por uma boa parte do filme. Como já havia mencionado quando falei da sinopse, Clark irá retornar apenas perto do final do filme, com um cabelo maior, possivelmente barba e quem sabe até usando o icônico uniforme preto que aparece em O Retorno do Superman.

Como o filme terá grande influência de Jack Kirby, não era de se esperar que um dos vilões principais do filme fosse nada mais do que um dos Novos Deuses. Foi confirmado que Steppenwolf, que provavelmente é o ser que aparece na cena deletada de Batman vs. Superman, conversando com Lex Luthor, será um dos vilões principais do filme. Nos quadrinhos ele é o tio de Darksied e o general do exército de Apokopolis. Além dele, ainda teremos a presença dos Parademônios, que aparecem na cena do sonho de Bruce, e a influência de Darksied será fortemente sentida. E como não poderia faltar, Luthor ainda fará uma participação na trama, apesar de ainda não ter sido revelado o que será.

Steppenwoft em cena deletada de Batman vs. Superman - Foto: Reprodução da Interner
Filme novo, uniforme novo! Exatamente! Bruce terá um novo uniforme no filme, além de uma nova versão de sua armadura, que será usada no filme. Além disso, ele ainda irá construir um jato chamado Flying Fox, que será usado pela equipe. É possível que o jato tenha um visual parecido com o usado pela Liga na série animada. O personagem também terá um novo veículo chamado de Nightcrowler, que foi desenhado por Thomas Wayne.

Possível arte do Nightcrowler - Foto: Reprodução da Internet
Um dos pontos que todos os fãs estavam querendo saber era em relação ao povo de Atlantis. Willem Dafoe, conhecido por viver o Duende Verde nos filmes do Homem-Aranha dará vida a Vulko, um político e estudioso real de Atlantis, que atua como mentor do Aquaman. Ele é um conselheiro em momentos de crise e deve ter um papel fundamental em relação a Caixa Materna que está na cidade submarina.

Outra personagem de Atlantis que tivemos novidades é Mera, a mulher do Aquaman. Ela será uma guerreira e feiticeira, algo que já é muito bem retratado nas histórias em quadrinho. Seu traje será uma roupa de malha que se combina com sua pele. Esperamos que seja verde igual aos quadrinhos, e que ela tenha sua coroa. O arco de Mera provavelmente ficará restrito a Atlantis, juntamente com Vulko.

Além de Vulko e Mera, ainda teremos a participação de um outro personagem importante na história do povo de Atlantis. O ator Kristofer Hivju, responsável por viver o selvagem Tormund em Game of Thrones, dará vida a um antigo rei de Atlantis. Infelizmente ainda não foi divulgado o nome do personagem, porém ele provavelmente não será o antecessor do Aquaman no trono. Para alegria de alguns, o visual desse rei será bem próximo do clássico do Aquaman, na qual é composto pelas calças verdes e o peitoral laranja-amarelado.

Visual do Aquaman dos Novos 52 - Foto: Reprodução da Internet
De  acordo com as novas informações, esse rei será um dos responsáveis por tomar posse de uma das três Caixas Maternas que chegaram a Terra. Já que elas serão divididas entre os humanos, amazonas e o povo de Atlantis. A aparição do rei deverá ficar retida a flashbacks, onde possivelmente teremos uma explicação para as Caixas Maternas. Além disso, Zeus, o deus dos deuses irá desempenhar um papel importante nessa história, já que ele é um dos Antigos Deuses e como foi confirmado, teremos uma relação entre os Antigos e Novos Deuses.

Para aqueles fãs que adoram o bom e velho visual clássico, aqui vai uma ótima notícia. J.K. Simons terá o visual clássico do Comissário Gordon. Apesar de que o ator falou que o personagem não terá muita participação no filme, o que dá a entender que ele provavelmente ficará restrito a apenas alguns momentos ao lado do Batman, ou em algum momento em que Gotham seja retratada.

Agora vamos ao momento em que eu amei, e acho que alguns fãs do Flash também. O personagem terá dois uniformes durante o filme. O primeiro será uma espécie de traje espacial, provavelmente montado por Barry a partir de partes que ele conseguiu (foi revelado pelo figurinista que a roupa tem em média 148 partes, acreditem). Na verdade, é bem interessante essa informação, já que ela acaba casando com a aparição do personagem em Batman vs. Superman, e com o fato de que na cena em particular, a roupa lembra muito um uniforme espacial. Durante o decorrer do filme Bruce irá criar uma roupa mais simples e que facilite sua movimentação, já que sair correndo por ai com uma espécie de armadura não é algo tão prático.

Cena do Flash em Batman vs. Superman - Foto: Reprodução da Internet
Já era de se esperar que pelo menos um dos membros da Liga fosse feito usando computação gráfica, e Ciborgue foi o agraciado com isso. O personagem será totalmente feito usando CGI e captura de movimentos. Junto com isso vêm o medo de que o personagem não fique muito bom, porém, temos que ter um pouco mais de fé e pedir aos deuses que ele fique bom, muito bom na verdade.

Para finalizar essa grande leva de informações, Junkie XL irá retornar para compor a trilha sonora do filme, porém, ainda não sabemos se Hans Zimmer também irá voltar. Esperamos que sim, pois precisamos urgentemente de uma ótima trilha sonora para esse filme, com direito a músicas que nos faram lembrar dos personagens por muito tempo, como aconteceu com a Mulher Maravilha.

Bom, com isso termina as informações divulgadas sobre o filme, e, diga-se de passagem, são senhoras informações. Provavelmente teremos coisas novas no mês que vêm, durante a San Diego Comic-Con, já que os membros principais da Liga estarão no evento para um possível painel da Warner Bros. sobre o filme. É possível também que tenhamos a primeira imagem deles juntos e uniformizados. Vamos aguardar e assim que novidades forem divulgadas, eu estarei trazendo para vocês. Fiquem ligados!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Livro de Warcraft aprofunda dilema dos personagens


Título: Warcraft - Livro do Filme Oficial
Título Original: Warcraft
Páginas: 261
Editora: Galera Record
Autor: Christie Golden

Sinopse: Há muito Azeroth está em paz. Após expulsar os trolls, com a ajuda de Medivh, Guardião do reino, humanos vivem em paz com os vizinhos elfos e anões. Mas um novo mal desponta no horizonte, e a guerra ameaça engolfar mais uma vez os domínios do justo rei Llane.
Uma raça temerária de invasores, os guerreiros orcs, insuflados pelo feiticeiro Guldan e liderados pelo monstruoso Mão Negra, fogem de seu mundo agonizante em busca de caça e oportunidades. Com a ajuda da vileza, a mais cruel das magias, Guldan criou um portal capaz de transportar sua Horda até Azeroth.
A maré verde, de orcs dominados por esse mal, toma de assalto as terras humanas. Morte e destruição ameaçam destruir a tudo e a todos. Então, de lados opostos, dois heróis surgem, em uma rota de colisão que decidirá o destino de sua família, seu povo e seu lar.
Durotan, o líder honrado do clã Lobo do Gelo, quer apenas uma chance para seu filho recém-nascido. Lothar, o Leão de Azeroth, busca redenção. E assim começa uma espetacular saga sobre poder e sacrifício, na qual a guerra tem muitas facetas e todos lutam por algo.

Depois de algum (muito) tempo sem escrever nenhuma resenha, finalmente decidi voltar, e nada melhor do que retornar falando de um livro da Galera Record, não é mesmo?

O livro escolhido é Warcraft – O Livro Oficial do Filme, que foi enviado ao Mega Hero pela editora, para que pudéssemos realizar essa resenha, e adivinha quem foi o escolhido para falar sobre ele? Isso mesmo, euzinho aqui. Na verdade, eu que me candidatei para essa tarefa, então, sem mais enrolação, vamos ao que realmente interessa.

Capa do livro - Foto: Alexandre Teixeira
Warcraft – O Livro Oficial do Filme nada mais é do que do que o filme adaptado para a literatura, e, diga-se de passagem, um filme muito bom. Porém, o diferencial entre o livro e o filme é que podemos ver uma maior profundidade em relação aos personagens, saber o que eles estão pensando a respeito daquele determinado momento. É uma dinâmica que ajuda bastante a todos aqueles que tiveram o prazer de assistir ao filme. O livro serve como um complemento para a adaptação cinematográfica.

Christie Golden, que é a responsável pelo livro, fez um excelente trabalho na romantização da obra. Sua escrita é fluida e rica em detalhes. Ela consegue envolver muito o leitor e prender sua atenção, fazendo com que ele queria buscar mais a respeito daquele mundo do qual ela fala, neste caso, Azeroth.

Dentro do livro - Foto: Alexandre Teixeira
Porém existe um significado por trás dessa facilidade que Christie tem em escrever sobre o mundo de Warcraft. Além de jogar World of Warcraft, a autora também e responsável por outros livros inspirados nos jogos, livros esses que são lançados no Brasil pela Galera Record. Ela já conhece sobre o mundo que escreve e isso acaba facilitando muito seu trabalho. Ela tem amor pelo que faz.

Eu devo admitir que sou muito chato quando se trata de livros inspirados em filmes, normalmente não consigo ler por imaginar que a história ou não vai me agradar, ou porque já vi o filme. Warcraft conseguiu ser uma grande e ótima surpresa. É muito bom saber o que se passa dentro da mente de cada personagem, conhecer mais sobre seus conflitos e opiniões. Saber o que motiva cada um a estar presente ali, naquele local e naquela hora.

Outro ponto bastante positivo é o trabalho que a Galera Record teve em fazer e editar o livro, que está simplesmente impecável. Ainda bem que não usaram as folhas brancas para esse livro em particular, já que elas ficam amareladas mais rápido e acabam estragando a aparência do livro.

Fundo do livro - Foto: Alexandre Teixeira
Por fim, o livro de Warcraft vale muito a pena ser lido, e não se preocupem, essa é apenas a primeira das duas resenhas que serão postadas no site sobre a obra. A próxima, que não será feita por mim, será sobre o livro que conta a história do orc Durotan. Ainda não tive a oportunidade de ler, porém, irei fazê-lo em breve.

Nos vemos em breve, e comentem o que acharam do livro, no caso, para aqueles que já leram.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Voltron retorna trazendo elementos de Tokusatsu para uma nova geração


Em uma era onde a televisão e serviços de stream são invadidos por seriados de super heróis em live action e o cinema é bombardeado da mesma forma, uma animação chama a atenção por reunir diversos elementos que compõem uma boa obra de ficção e aventura.

Antes que eu me prolongue e adentre no assunto do titulo da matéria, gostaria de deixar claro que nunca tive a oportunidade de assistir as séries anteriores da franquia "Voltron", nem as versões americanas ou japonesas. Minha visão sobre a nova série exclusiva da Netflix é baseada em minhas experiências com animações nipônicas e americanas e minha paixão por Tokusatsu. Então aperte os cintos e vamo nessa maluco!

 Faz pouco tempo desde que vi o anuncio de Voltron: Legendary Defender, inclusive postamos aqui no Mega Hero quando ainda o site lançava notas, se você não sabe ainda o que é essa mudança, da uma passada nas postagens anteriores do site. Obviamente como um bom fã de Tokusatsu (séries de efeitos especiais japonesas: Changeman, Jaspion e cia), não consegui deixar de demonstrar interesse pela produção e seus  robôs coloridos e gigantescos. Em adição a essa curiosidade de assistir, duas outras variáveis me instigaram mais ainda, o desenho era produzido pela Dreamworks e quem cuidava dos traços era a mesma equipe de Avatar: A Lenda de Korra, uma das melhores séries animadas que tive oportunidade assistir.

Eita robozão lindo! - Foto: Reprodução internet

Feito isso, dei uma pesquisada sobre a série, mas não quis me aprofundar muito. Não sabia se "Legendary Defender" era um reboot ou novidade, se fosse reboot não queria ser bombardeado de spoilers antes da hora de assistir. Voltron: O Defensor Lendário, título que ficou conhecido no Brasil, chegou recentemente na Netflix com onze episódios, cada um com 23 minutos de duração, exceto o primeiro que é de uma hora, um deleite que passa tão rápido que você não percebe. Apesar de ter assistido apenas o episódio piloto, arrisco dizer que Voltron irá manter o ritmo quando a história se desenrolar, visto a repercussão positiva na internet. Mas assim que terminar de assistir, voltarei aqui e colocarei minha opinião novamente.

Hora de combinar o Mega... epa! Aqui é Voltron! - Foto: Netflix

Na trama, cinco adolescentes comuns são transportados da Terra para o meio de uma guerra intergalática crescente e viram pilotos de cinco leões robóticos na batalha para proteger o universo do mal. Somente por meio do trabalho em equipe eles podem se unir para formar o poderoso guerreiro, conhecido como Voltron. A sinopse pode soar um pouco parecida com séries de Tokusatsu, sobretudo as franquias Super Sentai e Power Rangers, mas não é por acaso.Voltron bebe muito dessa fonte, mas de uma forma revigorada.

Ao assistir o episódio piloto encontrei várias referências as séries japonesas e a alguns elementos mais modernos que vão de Star Wars até Superman. Estamos em uma nova era e Voltron precisa cativar o novo público sem esquecer de homenagear os mais velhos. Fiquei emocionado em algumas partes do primeiro episódio intitulado "The Rise of Voltron", foi como assistir um seriado antigo de super herói japonês com elementos mais modernos e uma dinâmica que seria impossível de ver em uma produção que tem um orçamento limitado. Em uma animação a possibilidade de explorar outros elementos é muito maior e mais fácil também.


Os personagens principais de Voltron: O Defensor Lendário: Foto: Netflix

Outro detalhe que me chamou atenção foi a dosagem de humor e seriedade, é um produto que cativa crianças e adultos, uma boa jogada de marketing para vender mais e alcançar um público ainda maior. Apesar de parecer pouco tempo, em uma hora de episódio você consegue entender um pouco de cada personagem que é apresentado na tela e entender seus dramas pessoais e até mesmo traçar como eles irão se comportar daqui pra frente. Temos o líder, o brincalhão, o inteligente, o mal humorado e por ai vai. Todos os estereótipos são bem trabalhados sem deixar a obra "artificial".

Apesar de não ser muito fã de animações recentes, Voltron me levou de volta ao passado sem esquecer que é um desenho moderno. Se você possui Netflix ou o seu amigo tem, corra pra assistir e depois comenta aqui no Mega Hero. Até a próxima pessoal.