quarta-feira, 22 de março de 2017

Power Rangers honra início da franquia nos cinemas com referências e nova mitologia


Inspirado na nostálgica série de TV, Power Rangers O Filme cria um novo universo nos cinemas, reintroduzindo a equipe clássica de jovens com garra escolhidos para proteger a Terra. Sob a direção de Dean Israelite e produção da Saban Brands, a produtora da série original de Power Rangers, o longa aproveita elementos marcantes da franquia e abre caminho para futuras adaptações hollywoodianas.

A trama segue cinco adolescentes estranhos entre si que acabam se vendo em uma situação na qual devem se unir para salvar a si mesmos e a vida de todo o planeta. A história começa quando Jason Scott (Dacre Montgomery), o ex-quarterback do time de futebol americano e garoto de ouro da cidade Alameda dos Anjos, agora descreditado em meio a comunidade, conhece o entusiasmado e peculiar Billy Cranston (RJ Cyler) durante as aulas da detenção.

Após breves eventos, os dois seguem para a mina de ouro da cidade a pedido de Billy, que acaba envolvendo uma das garotas populares da escola, Kimberly Hart (Naomi Scott), o solitário Zack (Ludi Lin) e Trini (Becky G.), a garota nova na cidade, em uma batalha de milhões de anos que decidirá o destino da Terra.

O prólogo do filme é o primeiro ponto positivo que pode ser apontado, pois, diferente da série de televisão que já apresenta os rangers sem mostrar mais da mitologia do que é um Power Ranger, o longa vai por um caminho mais bem pensado. E essa mitologia já começa a ser desenvolvida com uma cena inicial que, apesar de parecer confusa a primeira vista, revela a magnitude dessa equipe de heróis, que está ligada a todo um dever muito maior do que cinco jovens lutando para proteger sua cidade, revelando a existência de diferentes raças e ameaças que vão além da Terra.

Jason (Dacre Montgomery), Billy (RJ Cyler), Zack (Ludi Lin), Kimberly (Naomi Scott) e Trini (Becky G.) encontram as moedas do poder pela primeira vez - Foto por: Kimberley French - © 2017 Lions Gate Ent. Inc.

O interessante dessa abordagem, é que, ainda que o filme seja centrado na batalha local desses cinco adolescentes que acabam virando a nova equipe dos Power Rangers, é criada a primeira faísca para desenvolver um universo que tem abrangente potencial e há muito a ser explorado. Dito isso, o filme acaba pecando em explicar algumas pontas soltas, mas não há dúvidas que várias delas foram propositalmente deixadas para serem trabalhadas no futuro da franquia.

Outra questão de extrema importância, e que talvez seja o grande ponto de salvação de Power Rangers O Filme, é o fato de que esse não é um filme de super-heróis. É verdade que essa é uma história de origem e que funciona como ponto de introdução para uma franquia sobre jovens com poderes, mas só isso o faz ser um trabalho de super-heróis? Certamente que não.

Para aqueles que já conhecem o trabalho do diretor Dean Israelite em Projeto Almanaque, algo muito parecido pode ser percebido no novo filme dos Power Rangers. Todo o enredo do filme é voltado sobre os jovens e suas personalidades, existindo uma ligação deles a elementos de ficção científica que definem a ambientação da trama. Mais do que exibir lutas e batalhas de zords (que são extremamente pontuais no filme), há um foco sobre o que é tomar o manto de um ranger e sobre a existência dessa força e da ameaça desconhecidos.

Além disso, a caracterização dos jovens é muito bem feita. Em Mighty Morphin Power Rangers Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack tem personalidades engessadas com pouco desenvolvimento e sem enfrentar problemas do mundo real, o que não chega a ser ruim, considerando a época em que a série estreou e as circunstâncias da sua produção. Na adaptação de 2017, por sua vez, cada jovem possui dilemas muito atuais e personalidades bem aprofundadas que tem repercussões na trama.

Também não se pode tirar o mérito dos atores que interpretam os novos rangers, que, apesar de não serem grandes nomes de Hollywood, desempenham seus papéis com bastante entusiasmo e personalidades cativantes, em especial RJ Cyler como Billy, que traz um tom cômico e descontraído para a história.

Elizabeth Banks vive a ameaçadora, louca e caricata Rita Repulsa no longa - Foto por: Kimberley French - © 2017 Lions Gate Ent. Inc.

Bryan Cranston no papel de Zordon é outro grande surpresa positiva, considerando sua participação na série de 93 ao dar voz a alguns dos vilões. Já Elizabeth Banks como Rita Repulsa traz bastante vida à personagem, mantendo seus trejeitos caricatos e uma personalidade um tanto esquisita e única que ajuda o filme a manter um tom mais leve.

Por mais que o longa seja construído com grandes acertos, ainda possui problemas pontuais. Em alguns momentos cruciais, é sensível a falta de sons ou uma música adequada para ajudar a dar intensidade às cenas de ação, assim como há músicas mal colocadas em situações que apenas uma boa edição de som resolveria. No mais, alguns fãs podem sentir faltas de mais lutas, já que há bastante desenvolvimento da história, o que não é um defeito de forma alguma.

Power Rangers O Filme consegue, assim, dar nova vida ao mundo já conhecido dos rangers, inserindo uma boa quantidade de referências para antigos fãs, além de criar um ambiente propício para que novos fãs conheçam a franquia, preparando, ainda, um leque de positivas possibilidades.

quarta-feira, 15 de março de 2017

O Ataque dos Monstros Gigantes! A versão assustadora de Godzilla


Em volta de todo esse "hype" em torno do MonsterVerse, o Mega Hero volta ao passado para falar um pouco sobre os filmes produzidos pela Toho.

É inegável que os longas com monstros gigantes cativam sempre novas gerações, com o ícone principal sendo Godzilla (1954), durante um bom tempo o circuito japonês foi invadido por diversos filmes estrelando o Rei dos Monstros e também teve espaço para outros personagens (que iremos comentar em outras resenhas). O primeiro filme que escolhi para esse especial de resenhas de filmes de "Kaiju" é o notório Godzilla, Mothra and King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack de 2001.

Godzilla destrói o Japão novamente - Foto: Reprodução internet

O terceiro filme da popular "Era Millenium" de Godzilla tem um fator interessante para aqueles que não querem se aprofundar na mitologia da franquia, mesmo esse longa despertando o interesse ao apresentar criaturas clássicas do universo da Toho. "Giant Monsters All-Out Attack" não faz parte da linha cronológica original e respeita apenas os eventos acontecidos no filme de 1954. E assim como o clássico, Shusuke Kaneko quis trazer de volta o Rei dos Monstros de forma aterradora e violenta.

O filme começa mostrando um Japão que ignora o fato de cinquenta anos atrás ter sido atacada por Godzilla. Uma possível aparição do monstro em um mar próximo chamou a atenção do exército para investigar se de fato se tratava da criatura que assolou o país no passado. Longe desse núcleo temos a personagem Yuri Tachibana (Chiharu Niiyama) apresentadora de um programa local que faz filmes de baixo orçamento de ficção cientifica. Ela está à procura de uma grande história e é então que ela descobre a lenda dos antigos guardiões. No dia da gravação ela avista um velho estranho e à partir daquele momento uma série de acontecimentos bizarros no Japão.

A jornalista Yuri Tachibana - Foto: Reprodução internet

Com a iminente chegada de Godzilla à terra firme, três criaturas tratadas como guardiões aparecem, são elas os monstros clássicos Baragon, Mothra e Ghidorah que diferente dos filmes anteriores dessa vez é retratado como "mocinho". Dentro da trama também temos a forte presença do Taizo Tachibana (Ryudo Uzaki) pai da personagem principal que é comandante do exército e precisa acreditar na filha para destruir Godzilla de uma vez por todas.

O Godzilla de Shusuke Kaneko - Foto: Toho

Giant Monsters All-Out Attack tem um ritmo diferente dos anteriores e foca muito no drama vivido pela garota e seu sonho de ser jornalista ao mesmo tempo que ganha confiança do pai. Os monstros clássicos estão ali para mostrar o quão é poderoso o Godzilla nesse filme, que por sinal está muito mais inteligente e seu visual assusta diferente das encarnações passadas. A Toho fez um trabalho muito caprichado ao mesclar computação gráfica da época com efeitos práticos, o que gera ótimas cenas no confronto das criaturas e cria cenários ainda mais profundos.

O elenco de apoio funciona de forma coesa e natural e o exército que aparentemente seria o foco da história apenas fica de plano de fundo para dar destaque à história de Yuri. Apesar de ser um filme curto (1 hora e 49 minutos), poderia ter explorado um pouco mais a mitologia das criaturas o que seria um elemento muito interessante para justificar os acontecimentos do arco final.

Godzilla enfrenta King Ghidorah - Foto: Reprodução internet

Godzilla representa um lembrete simbiótico do passado do Japão. Um aviso de que ignorar a história tem repercussões sangrentas. Kaneko se baseou na Guerra do Pacífico para traçar a atmosfera de GMK e o filme é baseado no ditado George Santayana: Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.

Os fãs mais atentos vão notar dezenas de easter-eggs espalhados nas cenas, alguns deles com muito destaque e outros mais ocultos, sendo a maioria fazendo referência aos acontecimentos de 1954. Embalado em uma ótima trilha sonora, Godzilla, Mothra and King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack é um ótimo divertimento para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Rei dos Kaijus que agora está voltando com tudo nos cinemas.

sexta-feira, 10 de março de 2017

MonsterVerse e a solução da Terra Oca


Essa semana estreia nos cinemas mundiais o filme Kong: A Ilha da Caveira, segundo filme que faz parte do universo compartilhado de monstros da Legendary.




Atenção, essa matéria pode revelar detalhes de Kong: A Ilha da Caveira.

Faz pouco tempo desde que foi confirmado que teríamos uma saga de filmes com monstros populares do cinema. Ao fim de Godzilla de 2014 não tivemos muitas pontas soltas mas com a confirmação da sequência e um longa metragem com o símio mais famoso da cultura pop, muitas especulações começaram a ser formadas e tudo isso culminou um pouco tempo depois com o anúncio de Godzilla vs King Kong e que outros monstros da Toho (empresa detentora do Rei dos Monstros) iriam aparecer nas telonas. Mas como explicar tudo isso para uma geração?

Godzilla foi o primeiro no universo lá em 2014 - Foto: Reprodução internet

Para os fãs de longa data dos filmes de Godzilla (e tem muitos filmes), os Kaijus que contracenam com o Rei dos Monstros sempre aparecem de forma inusitadas, alguns vem do espaço outras são criaturas misticas enquanto outra parcela são criações do homem. Para um universo "verossímil" (sim coloquei aspas porque não tem como um mundo real com essas criaturas), a Legendary buscou inspiração em antigas lendas e teorias que fazem tudo ficar mais amarrado e coerente.

Em Kong: A Ilha da Caveira que apesar de se passar em 1973, temos os primeiros passos da Monarch, uma organização fundada em 1946 que tem como objetivo identificar organismos não identificados colossais. Nos quadrinhos do MonsterVerse, a Monarch foi a primeira unidade mista Japão e Estados Unidos após a segunda guerra mundial. A organização cientifica secreta se pauta em uma teoria antiga que foi defendida inicialmente por Edmund Halley no século 17 e que mais tarde iria tomar proporções maiores, a teoria da Terra Oca.

Apesar da versão de Halley afirmar que a Terra é dividida em quatro camadas e possui um sol interno, a apresenta em Kong se assemelha mais a de John Symmes, que, além de acreditar que o nosso planeta era oco, dizia que existiam duas entradas nos polos terrestres - com quase 6.500 e quase 9.700 quilômetros de diâmetro respectivamente - para esse mundo interior.

O consistente Kong: A Ilha da Caveira abre muitas portas no MonsterVerse, ou diria túneis? - Foto: Reprodução internet

Com o passar dos anos e do avanço tecnológico ficou evidente que todos os dois estavam enganados e tudo isso passou a ser fantasia e ficção. Júlio Verne foi o que melhor transformou "A Terra Oca" em literatura criando o fantástico "Viagem ao Centro da Terra". Voltando a "Kong", a ideia de termos grandes tuneis dentro do nosso planeta e cavernas gigantescas, é a solução perfeita para abrigar criaturas enormes como Godzilla, Mothra, Rodan e King Ghidorah que já foram confirmados nos próximos filmes.

Ainda pode parecer muito cedo para teorizar sobre os futuros filmes com os monstros do Tokusatsu, mas uma coisa podemos confirmar é que se seguirem esses passos, teremos um universo interessante e com múltiplas possibilidades de ser explorado. Aguardemos agora Godzilla II.

quarta-feira, 8 de março de 2017

A Ilha da Caveira eleva Kong a status de força e rei da natureza


Uma obra clássica do cinema retorna não só para um novo reboot da franquia, mas para adentrar um novo multiverso de poderosos monstros que já dominam o planeta muito antes da humanidade ser formada, com Kong: A Ilha da Caveira.

Para quem está considerando assistir ou não o filme, é preciso destacar logo de cara um dos principais pontos da trama, que pode motivar uma nova ida ao cinema para prestigiar o Rei. A história do longa não apresenta um macaco gigante que entreteria plateias em teatros nos Estados Unidos, ou que se diverte as custas da jovem loira do grupo da expedição. O novo filme coloca Kong em um novo patamar como mais do que o Rei de uma ilha cheia de mistérios, pois este Kong é quase um deus. E sua existência, ações e presença podem ser comparada ao original Rei dos Monstros, Godzilla.

Foto: Warner Bros. Enterta - © 2017 Warner Bros. Entertainment Inc.

Desta vez, ambientada nos anos 70, no fim da Guerra do Vietnã, a história conta com uma dupla de cientistas da empresa Monarch, Bill Randa (John Goodman) e Houston Brooks (Corey Hawkins), que desesperadamente busca apoio financeiro e político para uma nova expedição, cujo objetivo é descobrir o que existe em uma das poucas áreas ainda não exploradas do mundo. As imagens de uma até então oculta ilha, apenas visível pela tecnologia dos satélites, são o suficiente para que os dois estudiosos questionem quais os preciosos segredos podem estar lá escondidos. Cura para o câncer? Cura para outras doenças? Novos ecossistemas?

Pelo menos foram estas poucas informações passadas para o Coronel Packard (Samuel L. Jackson), herói de guerra que deslocou uma parte de sua unidade para uma última missão após o Vietnã e dias antes de serem dispensados do dever para seus lares. A aparente tranquila missão de reconhecimento de um território não explorado em favor da ciência, tornou-se um encontro mortal e bastante antecipado com o soberano da ilha.

Photo by Vince Valitutti - © 2015 Warner Bros. Entertainment Inc.

É muito comum em filmes de monstros que o personagem principal demore para aparecer na tela, mantendo sua identidade secreta para com os personagens do filme e sua real forma um mistério por um tempo considerável. É possível observar claramente este fator nos filmes de Godzilla. Pelo contrário, Kong é um monstro nada tímido e não demora nada para se tornar presente para personagens e espectadores. O Rei da Ilha da Caveira aparece em sua total forma logo no início do filme para proteger sua casa dos ataques dos invasores que perturbam sua paz.

Um ponto interessante do filme é a relação dos nativos da ilha, personagens sempre presentes na mitologia de King Kong, com os personagens forasteiros e com a história em si. O grupo de expedição é acolhido por uma cultura muito mais branda e de origem oriental, diferentemente dos canibais ou outras civilizações violentas e excluídas da sociedade. Eles são muito espirituais e consideram Kong seu deus protetor dos perigos da ilha.


Foto: Chuck Zlotnick - © 2015 Warner Bros. Entertainment Inc.

Com um ecossistema modificado e repleto de criaturas fantásticas e impossíveis, os filmes de King Kong geralmente deixam os fãs de monstros ansiosos para as aparições de tais criaturas. Mas Kong (2017) traz pouca variedade aparente de animais, deixando maior tempo de cena para o verdadeiro astro do filme.

Kong aparece dominante e corresponde às expectativas dos nativos colocando-se como protetor da ilha, de seus moradores humanos ou animais, contra os estranhos e obscuros Skull Crawlers. Os animais parecem ser seres de outro planeta que se alojaram no subsolo da Ilha da Caveira. O único com forças para detê-los é o poderoso Kong. Os Crawlers acabaram por substituir os famosos T-Rex e dinossauros sempre presentes na trama. Talvez um efeito de termos as franquias de Kong e Jurassic Park ao mesmo tempo nos cinemas?

O grupo de exploração também conta com James Conrad (Tom Hiddleston), o essencial especialista em rastreamento em selva com habilidades que salvaram várias vidas; a fotojornalista Mason Weaver (Brie Larson), a mulher do grupo com o importante papel de representar a mídia, além de ser uma forte personagem com experiência como fotógrafa de guerra e Hank Marlow (John C. Reilly) uma adição inesperada e que contribui muito para a dinâmica que acontece entre os exploradores e os nativos da ilha, muitas vezes sendo o alívio cômico das cenas junto com a maravilhosa atuação do soldado Mills Jason Mitchell, parte da unidade do Cel Packard.

É interessante observar o clima de tensão que envolve os três principais personagens da trama, o Cel Packard, Conrad e Weaver, que com objetivos e pontos de vista diferentes enriquecem os diálogos e reflexões no filme. A fotojornalista, por exemplo tem um momento intenso com o Coronel ao discutirem brevemente sobre a importância da mídia nas guerras, para ela essencial para que os conflitos acabem e para ele muito realista e violento atrapalhando a atuação do exército, demonstrando uma situação real de um dos motivos do término da Guerra do Vietnã.

Foto: Cortesia Warner Bros. Picture - © 2016 Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.

Já o Coronel, muito bem representado por Jackson, um militar envolto nos conflitos de guerra e psicológicos de estar sempre na posição de exterminador e em busca constante do inimigo, não percebe o real propósito de Kong na ilha, escolhendo-o erroneamente  como alvo. Por fim, o ex-militar e rastreador Conrad que apesar de viver em ambientes violentos consegue reconhecer Kong como uma força maior da natureza que merece respeito e tem sangue frio para tirar todos que conseguir da ilha.

Kong: A Ilha da Caveira é um bom recomeço para o gigante primata, agora alçado a um posto de rei não só de sua ilha, mas também da natureza. Kong agora já está identificado e mapeado pela empresa Monarch, assim como o Godzilla, o rei nipônico. Com esse filme podemos esperar grandes encontros com fã-services e, por que não, reforçar esse monsterverse iniciado pelo Rei dos Monstros, trazendo cada vez mais gigantes para as telas do cinema.

Ah! Fiquem até o final dos créditos! ;)

terça-feira, 7 de março de 2017

Segunda temporada de Kamen Rider Amazons será mais brutal e dramática


Estreando como um projeto sem muita pretensão, Kamen Rider Amazons conquistou o público japonês e também fãs ao redor do mundo apresentando um novo formato no gênero Tokusatsu.

Com uma primeira temporada com bons números de audiência no Amazon Prime e um episódio piloto de encher os olhos, Amazons traçou um caminho diferente das séries atuais apresentando uma trama um pouco mais adulta e personagens mais aprofundados e com dramas pessoais mais reais das séries comuns do gênero Kamen Rider.

Pôster da segunda temporada de Kamen Rider Amazons - Foto: Reprodução internet

"Estamos muito satisfeitos em estar de volta com uma segunda temporada da nossa série que foi amplamente comentada", disse James Farrell, Chefe da Amazon Prime Video na Ásia Pacífico. "Foi nossa primeira série original japonesa para o Amazon Prime Video e a ótima resposta nos incentivou a nos envolver na produção de uma segunda temporada. Devemos um grande agradecimento à equipe criativa de Shinichiro Shirakura e Yasuko Kobayashi que nos ajudaram a lançar o Amazons no Japão". "Se a primeira temporada o foco foi em sobreviver, então a segunda temporada será como 'ser humano'". Comentou o produtor Shinichiro Shirakura (Toei). "Um garoto criado por Amazons e uma menina revivida como Amazon. A história terá um destino muito mais brutal e desolador que a primeira temporada. Espere um novo Amazons".



"A primeira temporada foi um conto do selvagem vs o culto, mas a segunda temporada é o conto de um garoto e uma garota", comentou a roteirista Yasuko Kobayashi. "Embora esteja ligado ao original (Amazons), espero que você aprecie esse novo mundo".

O protagonista Chihiro - Foto: Cinema Today

"Eu interpreto o papel de Chihiro", comentou o ator principal You Maejima. "Tudo era novo para mim, incluindo a atuação, mas com o apoio de todos ao meu redor assumi o papel de Chihiro. Enquanto homenageia a primeira temporada, acho que posso dizer com orgulho que esta série vai além disso. Eu não sei todos os detalhes, mas espero que você goste de assistir essa segunda temporada"."Eu interpreto o papel de Iyu", comentou a atriz principal Ayana Shiramoto. "Cada vez que vestíamos os trajes e gravávamos, eu aprendi a importância de Iyu para a história e senti o peso do papel. Não importa quantas vezes eu lesse o roteiro, eu não conseguia compreende-la completamente. Todo mundo vai ter idéias diferentes sobre Iyu, mas há uma Iyu que só eu posso entender, uma Iyu que só eu posso representar, e eu assumi esse papel usando todas as minhas habilidades. Por favor, assista a segunda temporada de Kamen Rider Amazons. Aproveite ao máximo!".

Kamen Rider Amazons "Season 2", retrata a história de dois Amazons completamente novos: Chihiro (Kamen Rider Neo), um garoto criado pelos Amazons e Iyu (Crow Amazaon), uma menina morta pelos Amazons, mas revivida como uma arma biológica para lutar contra os mesmos seres que a mataram. O novato You Maejima do grupo JUNON SUPERBOY ANOTHERS será Chihiro, enquanto a atriz Ayana Shiramoto, apresentadadora do programa NHK Suienssa e especializada em papéis de personagens do ensino médio, interpretará Iyu. O elenco de apoio inclui Kouta Miura, Yoshito Momiki, Eiji Akaso, Kairi Miura e Shohei Doumoto.

A primeira Rider protagonista da história da franquia, Iyu - Foto: Cinema Today

A História


Kamen Rider Neo - Foto: Cinema Today

No passado, um grande desastre ocorreu em um laboratório experimental na Amazônia. A maioria dos sobreviventes foram mortos, porém alguns jovens começaram a caçar os Amazons e o experimento parecia ter chegado ao fim. Longe de ter terminado, ele estava na verdade entrando em uma nova fase. O número de casos de pessoas comuns transformando-se em Amazons descontroladamente estava crescendo. O governo se viu obrigado a formar uma nova unidade de extermínio para caçar essas pessoas que se transformavam em Amazons, e também para esconder a verdade.

Chihiro/Kamen Rider Neo é um jovem solitário que foi criado pelos Amazons, que os odeia, e que também deve lutar para suprimir seus impulsos canibais. Um dia ele acaba encontrando Iyu, uma jovem Amazon que se transforma em Crow Amazon, e vence seus inimigos com um incrível poder de lutar. Chihiro fica espantado quando vê Iyu pela primeira vez, pois ela é a primeira pessoa que ele conheceu sem pensar, "Eu preciso comê-la". Ela é a primeira oponente que Chihiro já quis conhecer, porém o jovem não sabe nada a respeito da história da garota. Iyu é uma "Sigma", uma arma biológica que foi trazida de volta à vida depois que seus pais se transformaram em Amazons e a mataram.

Tema de abertura

Muitos chutes e sangue na segunda temporada de Kamen Rider Amazons - Foto: Cinema Today

O tema "DIE SET DOWN" será cantado por Taro Kobayashi. A composição ficou por conta de Nobuo Yamada a letra foi escrita por Mike Sugiyama, os arranjos por Tetsuya Takahashi e produzida pelo grupo Project R (quanta gente heim?). O CD ainda terá incluso o tema da primeira temporada, "Armor Zone". Esse CD chega no dia 24 de Maio pelo preço de 1500 ienes.

Kamen Rider Amazons (Season 2) terá 13 episódios e estreia no dia 07 de Abril com um episódio novo a cada semana. No Mega Hero você irá acompanhar reviews semanais. Fiquem ligados!

quarta-feira, 1 de março de 2017

O Homem do Planeta Deserto é um Kyuranger?


Na terceira parte da aventura dos Kyuranger, conhecemos um possível novo integrante e um pouco mais da história de Champ, o Ranger Preto.

Quer assistir o terceiro episódio antes de ler a nossa crítica? O site THC Subs está legendando a série. Clique aqui para assistir.

O Homem do Planeta Deserto, começa com Champ tendo um rápido sonho envolvendo duas pessoas, ele acorda assustado e acaba "atacando" Lucky (mas sem machuca-lo), na introdução do episódio conhecemos o comandante da equipe, o engraçado Xiao Longbao. Aparentemente o personagem aparece para acompanhar Raptor que nos primeiros episódios aparecia deslocada por não fazer parte da equipe, porém sabemos que isso irá mudar daqui pra frente e será interessante ver como a Toei irá trabalhar esse mini núcleo.

Xia Longbao entrega novas Kyutamas aos heróis - Foto: Toei Company

No planeta distante Needle, o misterioso Stinger está esperando um desafio de verdade. No terceiro episódio também temos um elemento interessante que deverá ser explorado mais pra frente, o Planetium uma espécie de energia que rege os planetas e que está sendo drenada pela Jark Matter. No planeta os heróis lutam contra Stinger que parece não querer fazer parte da equipe e Champ irá se vingar, ele acredite que o Ranger Laranja é responsável por matar o seu criador. Claro que a Jark Matter não ia deixar essa situação em branco e tenta de alguma forma corromper o usuário da Kyutama de Escorpião.

O final permanece em aberto com Stinger fora da equipe e também a resolução da história do criador de Champ em aberto.

Stinger luta contra Champ no planeta Needle - Foto: Toei Company

Dos três primeiros episódios, esse foi o que mais me chamou atenção. A relação de Stinger com a equipe promete fortes emoções (e boas lutas), até finalmente ele entrar pro time. Mas eu acredito que mesmo fazendo parte dos Kyuranger, sua relação deve ser bem conturbada, inclusive pelo fato de ele ter muito de "líder" em si e obviamente pode virar uma rivalidade com Lucky. O magistrado do sistema Sagitário, Eridron está muito interessado no Ranger Laranja e ele está buscando um modo de destruir os heróis de qualquer forma.

Por fim, também teve espaço para "novos brinquedos". Xiao entrega aos personagens novas Kyutamas e entre elas está a usada no episódio que foi a de "Gêmeos" que apesar de ter sido colocada obviamente para vender produto, não atrapalha a trama e deixa tudo mais dinâmico e divertido.

Será que Stinger irá trair os Jark Matter e se unir aos Kyuranger antes do esperado? Essa e outras perguntas irão ser respondidas nos próximos capítulos.