quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Novo Halloween aposta em elementos conhecidos para reerguer a franquia


Michael Myers retorna aos cinemas quarenta anos após o longa original para o combate definitivo contra Laurie Strode.




Dirigido por John Carpenter (O Enigma de Outro Mundo) e produzido por Debra Hill (Fuga de Nova Iorque), Halloween (1978) imortalizou o assassino mascarado Michael Myers como ícone da cultura pop e Jamie Lee Curtis no papel da perturbada Laurie Strode. O sucesso do filme gerou sete sequências e dois remakes dirigidos por Rob Zombie. A franquia passou por altos e baixos ao longo de quatro décadas e a mitologia de Myers passou por diversas transformações, muitas delas rasas demais para serem levadas à sério mas que ainda assim se tornaram marcas registradas do assassino.

O que eu preciso para assistir o novo Halloween?

A nova versão de David Gordon Green é bastante respeitosa com o material original de John Carpenter, dito isso é apenas necessário ter assistido a primeira parte para ficar a par dos eventos, já que todas as sequências foram ignoradas nessa continuação.

Apesar de continuar a história apresentada em 1978, Halloween (2018) facilmente pode ser entendido por novatos, já que a linguagem do longa é bastante condizendo com os filmes atuais do gênero ao mesmo tempo que resgata elementos do estilo que tornou a franquia popular no final da década de 70. Não se preocupe, no decorrer da história a direção consegue amarrar todas as pontas para que você entenda o que aconteceu na "pacata" cidade de Haddonfield tempos atrás.

De volta a Haddonfield

A história do novo filme se passa quarenta anos após a chacina que Michael Myers (Nick Castle) cometeu em Haddonfield. Myers passou todo esse tempo isolado no sanatório Smith's Grove acompanhado pelo doutor Ranbir Sartain (Haluk Bilginer) até receber a ordem de ser transferido para uma prisão perpétua. Em paralelo a isso, uma dupla de jornalistas pretende estudar o psicopata e descobrir suas motivações. Para isso eles também vão atrás de Laurie Strode que agora vive isolada em uma fortaleza particular esperando o dia que Myers irá retornar.

A montanha-russa começa quando o ônibus que transportava Myers sofre um acidente e o assassino recupera sua máscara e parte para Haddonfield para terminar o que começou décadas atrás. Na história também conhecemos a filha de Laurie, Karen Strode (Judy Greer) e sua neta Allyson (Andi Matichak) que vivem em Haddonfield e agora correm um risco mortal com Myers à solta.

O novo, antigo

A nova versão de Halloween homenageia o original de diversas formas. Os fãs mais fervorosos irão encontrar dezenas de easter-eggs e referências a filmes anteriores. Mas não é isso que carrega a obra e torna ela dependente da nostalgia. É uma sequência que abre possibilidades diferentes para o futuro da obra ao mesmo tempo que conforta quem acompanha Halloween.

Michael Myers, o bicho-papão - Foto: Reprodução internet

Myers está mais brutal e as sequências de mortes são mais explicitas e sangrentas. O suspense que é marca registrada do personagem ainda está ali mas apresentado na linguagem dos filmes atuais com alguns sustos e cenas de perseguição. Vale ressaltar também que a contagem de corpos é muito maior que qualquer filme anterior, prepare os dedos para contar.

Para criar a atmosfera perfeita de Halloween, John Carpenter retorna ao lado do seu filho Cody para compor a trilha sonora da continuação. Marcado com forte uso de sintetizadores eletrônicos, a trilha do filme é um dos pontos mais marcantes da obra criando a sensação de terror e suspense com a presença do implacável Michael Myers.

Laurie, a Final Girl definitiva

Os anos que passaram transformaram Laurie Strode. Jamie Lee Curtis agora interpreta uma Laurie vingativa e perturbada com o que aconteceu anos atrás. A protagonista vive agora em uma casa fortemente segura e altamente armada. Vale ressaltar que durante todo esse tempo ela também praticou tiro ao alvo com as mais diversas armas. Myers agora terá um oponente à altura.

Laurie (Jamie Lee Curtis) agora está armada e perigosa - Foto: Reprodução internet

Sem a presença do Dr. Loomis, interpretado por Donald Pleasence no original. Laurie agora está sozinha no combate contra Michael, já que a família de sua filha ignora a sua existência e todos os acontecimentos sangrentos do Halloween passado. A garota que vimos em 1978 finalmente está preparada para enfrentar os seus medos. Será que ela vai conseguir?

Um recomeço promissor

Halloween traz o de melhor que já foi apresentado na franquia. Abandona a confusa mitologia de Michael Myers para trabalhar com elementos certeiros e já conhecidos. A versão de David Gordon rima e homenageia John Carpenter com mortes criativas para o público mais jovem. É gratificante saber que Halloween foi recolocado nos trilhos e não decepciona em nenhum momento.

Halloween é um clássico atemporal


Nas vésperas de completar 40 anos da estreia, revisitamos o primeiro capítulo da franquia Halloween para provar que a obra de John Carpenter é atemporal.

Halloween do versátil John Carpenter, apresentou pela primeira vez em 1978 o assassino frio e mortal, Michael Myers. O filme que sofre influências de obras como Psicose (1961), emplacou o gênero Slasher que por sua vez se tornaria uma das principais vertentes do cinema do Terror nos anos 80.

Jamie Lee Curtis e John Carpenter
em cenas dos bastidores - Foto: Reprodução internet
A história começa em 1963 na cidade de Haddonfield, quando Michael ainda criança, esfaqueia sua irmã a sangue frio no dia do Halloween. Quinze anos mais tarde, Myers escapa do sanatório onde estava preso desde a noite que matou Judith Myers. Em seu retorno a Haddonfield, Michael passa a perseguir a estudante Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) enquanto é caçado pelo seu psiquiatra Dr. Loomis (Donald Pleasence).

Apesar de não ficar claro o porquê de Michael perseguir Laurie, o que seria respondido prontamente nas sequências, a relação entre os dois personagens tornou-se um ícone máximo no segmento e suas imagens ficaram atreladas para sempre.

Pouco sangue, mais suspense

Diferente dos Slashers mais modernos, Carpenter optou por seguir uma estética diferente para contar a trama de Halloween. E talvez por isso ele seja tão individual e primoroso.

Parte do filme é vista pela perspectiva de Michael, vemos tudo através dos olhos do assassino, quase como um video-game em primeira pessoa. A cena inicial onde é mostrado como ele matou a sua irmã, emprega uma técnica giallo, comumente vista nas obras de Mario Brava e Dario Argento. Uma cena que mostra como Myers enxerga o mundo e que define o cenário de como será o longa metragem.

Donald Pleasence (Dr. Loomis) no papel que ficou eternizado em sua carreira - Foto: Reprodução internet

Carpenter destaca que o verdadeiro terror não está no evento, e sim o que antecede ele. Halloween é um filme muito mais de tensão e suspense do que um slasher que contém violência gratuita e litros de sangue.

Clássico atemporal

Quase quatro décadas depois Halloween segue como uma das obras máximas do cinema de Terror. O filme emplacou a carreira de John Carpenter que trouxe grandes obras nos anos 1980.

Michael Myers invade a casa onde Laurie Strode está - Foto: Reprodução internet

Michael Myers é o puro mal que se esconde nas sombras e não vai parar até matar todos. Talvez por isso o Dr. Loomis vivia preocupado com o seu paciente fora do hospício ou fora de um caixão. O filme pode não ser considerado o primeiro slasher, já que julgam Black Christmas (1974) e O Massacre da Serra Elétrica (1974) como os percussores. Mas ainda assim impulsionou a chegada de longas como Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo e suas eternas sequências.

Halloween é a combinação perfeita do passado e do futuro. Ele carrega a estética dos filmes dos anos 70 ao mesmo tempo que apresenta o que seria o tom dos filmes de terror dos anos seguintes. Se está procurando algo para assistir no Dia das Bruxas, essa provavelmente será uma das melhores opções.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Castle Rock é o ápice do universo de Stephen King


As obras de Stephen King poucas vezes tiveram uma boa adaptação, seja no cinema ou na televisão, porém, desde 2017 que isso vem mudando. Uma nova versão de IT – A Coisa foi lançada e fez um estrondoso sucesso, mais do que a maioria acreditava ser possível.

O canal norte-americano Audience lançou a primeira temporada de Mr. Mercedes; e até a Netflix embarcou na onda, lançando uma adaptação de Jogos Perigosos e 1922. Mesmo com fracassos como foi o caso de O Nevoeiro e A Torre Negra, 2017 manteve o alto padrão em relação as obras de King, que já é conhecido por não gostar de nenhuma adaptação de suas obras.

Seguindo a onda de sucessos, o Hulu, um dos vários streamings em atividade, resolveu lançar sua própria série de King, porém, eles não iriam adaptar um livro, mas sim criar uma história original, onde personagens e referências dos livros do autor estivessem presentes, tudo isso localizada em uma única cidade, Castle Rock.

Um dos motivos pelo qual a série fez tanto sucesso entre os fãs é pelo simples fato de que, além do próprio King ser o produtor executivo, J. J. Abrams também é. A forma como Abrams conseguiu ajudar a criar e a estruturar a história é simplesmente fantástica, apesar de que em alguns momentos a série deixa a desejar.

Bill Skarsgard é o centro do mistério da série - Foto: Reprodução da Internet
Castle Rock é uma série de terror com grandes elementos de mistério e, a medida em que os episódios vão avançando, a confusão e o mistério vão ficando cada vez mais tangíveis e complicados. É fácil para um telespectador mais desatento se perder e não saber o que está acontecendo.

A história é centrada no advogado Henry Deaver (André Holland), que retorna a cidade anos depois de uma tragédia que aconteceu em sua juventude. O objetivo de seu retorno é representar um jovem (Bill Skarsgard) que foi encontrado preso em uma jaula secreta na prisão da cidade. A partir dai é que toda a história é desenvolvida, mostrando não só a relação entre os personagens de Holland e Skarsgard, como também de toda a cidade.

Existe uma frase de King que é muito utilizada em O Iluminado, e que pode ser aplicada em Castle Rock (e também em IT – A Coisa): “este lugar desumano cria monstros humanos”. É evidente que existe um mal na cidade, porém, o que fica implícito é se esse mal é causado pelo personagem de Skarsgard, ou se a própria cidade por si só já é maligna e corrompe seus habitantes.

Abertura trás referência a Derry, cidade onde se passa IT - A Coisa - Foto: Reprodução da Internet
Uma coisa que não existe nessa série são mocinhos e vilões. Todos são culpados de algo ou fizeram algo de ruim. Isso mostra que a real natureza do ser humano é corrompida, como King gosta de mostrar em suas obras. Toda crueldade, seja ela alienígena ou sobrenatural, parte de aspectos sociais e decorrentes da natureza humana.

Por ser uma história que reúne vários personagens de universo de King, os fãs logo irão procurar referências, e elas começam já na abertura. Porém, o próprio autor falou que não é para os telespectadores ficarem casando essas referências em tudo, mas sim para aproveitarem a história da série.

O elenco é um dos grandes pontos positivos da série. Além de Bill Skarsgard, que viveu Pennywise no remake de IT – A Coisa e de André Holland, que entrega uma ótima performance, ainda temos a participação da Carrie original, Sissy Spacek, que da vida a mãe adotiva do personagem de Holland.
Sissy Spacek foi a responsável por viver a primeira Carrie no cinema - Foto: Reprodução da Internet
A ideia de Castle Rock é que a série seja uma antologia, e que em cada temporada uma nova história seja contada, como acontece com American Horror Story. O Hulu já confirmou que o show terá uma 2ª temporada, agora basta esperar para saber qual será a história e quando será lançada.

Castle Rock é a série certa para quem gosta não só o universo de Stephen King, como também para quem está atrás de uma boa série de terror e mistério. Vale muito a pena conferir e com toda a certeza o telespectador vai se pegar duvidando de tudo o que acontece, o que é algo bom.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

IT - A Coisa é um terror de qualidade que irá redefinir seu conceito de medo


Qualquer leitor ou não leitor já ouviu falar em Stephen King e sabe de sua fama como um dos maiores nomes entre os escritores do gênero de terror, horror e ficção. King foi o responsável por escrever sucessos como Carrie, a Estranha, O Iluminado, A Dança da Morte, O Cemitério e entre outros ícones.

Apesar de todos esses sucessos, muitos o conhecem por ser o responsável pela criação de um certo palhaço demoníaco que ainda hoje consegue assombrar o imaginário de várias pessoas, e boa parte de delas, adultos. IT – A Coisa, é um de seus trabalhos mais consagrados e amados entre os fãs do terror/horror, e foi justamente por isso que eu o escolhi para esse review especial de Halloween.

O livro foi publicado inicialmente nos Estados Unidos em 1986, porém, foi apenas em 2001 que a Editora Objetiva lançou no Brasil a versão traduzida, que continha um total de 1.104 página. Em 2014, a Suma de Letras lançou uma nova versão do livro, com uma nova capa e um total de 1.103 páginas. Essa nova versão acabou se popularizando mais do que a anterior entre os fãs.

A história de IT – A Coisa não é tão simples quanto muita gente acha, já que o livro se passa em dois períodos distintos e que se alternam constantemente. O período em que os personagens são crianças, e é mostrado como o passado, é em 1958; já o período em que os personagens são adultos, e é mostrado como o presente, é em 1985. A diferença de tempo entre o presente e o passado é de 27 anos, e esse fato não é uma simples coincidência ou um acaso, é algo que faz parte da história.

Capa da Objetiva lançada em 2001 - Foto: Reprodução da Internet
O livro segue a história de sete amigos: Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly, que moram na cidade fictícia de Derry, no estado do Maine. Durante as férias escolares de 1958, esses amigos, que acabam sendo conhecidos como o Clube dos Perdedores, embarcam em uma aventura que irá moldar totalmente suas vidas, e coloca em dúvida tudo que eles sabem sobre amizade, amor, confiança e... medo. Porém não um medo bobo. Mas a verdadeira essência do medo. Algo profundo e tenebroso, que os acompanhará durante toda a vida.

É durante o verão de 58 que eles enfrentam pela primeira vez um assassino que vêm deixando marcas de sangue em toda a Derry, a Coisa, ou como também é conhecido, Pennywise, o palhaço dançarino. Esse verão acaba revelando os verdadeiros medos das crianças, colocando em dúvida seus laços e mostrando verdades a respeito deles mesmos e de seus amigos e familiares que eles nunca imaginaram. A presença de Pennywise desperta o pior nas pessoas de Derry.

Apesar dos esforços das crianças, eles conseguem “vencer” Pennywise, porém, fazem uma promessa: caso o palhaço retorne, e ele irá retornar, todos eles devem voltar a Derry para colocar fim de uma vez por todas na onda de assassinados que a Coisa causa na cidade.

27 anos após o primeiro confronto do Clube dos Perdedores com Pennywise, em 85, eles retornam para a cidade para mais uma fez enfrentar não só a Coisa, mas também fantasmas do passado, que acreditavam terem sido esquecidos. Agora esse grupo de amigos terá que mais uma vez reunir a pouca coragem que resta, e expulsar de uma vez por todas o demônio que assombra a cidade a gerações.

Particularmente IT – A Coisa é meu livro favorito de King, justamente devido a temática e pelo antagonista ser um palhaço, que acabou se tornando um medo coletivo no imaginário das pessoas. Nunca fui muito fã do autor, porém, dei uma chance a história devido ao novo filme que foi lançado em 2017 e que me conquistou totalmente.

Para muitos a leitura acaba sendo um pouco densa, já que um livro com 1.103 páginas não é algo muito simples de ser lido ou carregado, somando a isso, ainda tem o tamanho das letras, que dificulta ainda mais a leitura, já que elas são pequenas, e o leitor acaba tendo que fazer um esforço maior para lê-las.

Capa da Suma de Letras lançada em 2014 - Foto: Reprodução da Internet
A forma como King conduz a história, mostrando que os acontecimentos do presente fazem com que lembranças do passado retornem é interessante, apesar de às vezes ser confuso, já que os capítulos são contados pelo ponto de vista dos personagens, e muitas vezes alguns leitores acabam se perdendo. Essa alternância de tempo também pode ser cansativa e confusa, já que muita informação é dada em um capítulo, que às vezes é escrito com longos parágrafos e com muitas páginas, o que impossibilita um descanso. O aconselhável é que a pessoa leia pelo menos 2 capítulos por dia, pois, é quase certeza de que após isso, ela ficará cansada.

Todos os detalhes que são apresentados no decorrer da história se mostram importantes, e vez ou outra o leitor irá notar que está começando a se interessar por Pennywise, mesmo ele sendo uma máquina assassina. Entre todos os detalhes apresentados na história, existe um em particular que se deve prestar bastante atenção, porém não irei falar, já que é um grande spoiler da história. Outro ponto que não é por acaso é o período de 27 anos entre o passado e o presente. King escreveu a história de uma forma que tudo que é apresentado tem sua importância.

Para fechar, IT – A Coisa é uma leitura obrigatória se você gosta de uma boa história de terror/horror e quer se impressionar em como o medo pode de fato corromper e levar uma pessoa a um estado irreversível. Porém, a história também mostrar que, ao superar esse medo, você acaba renascendo como indivíduo, e conseguindo seguir com sua vida, de uma maneira totalmente diferente.

Stephen King conseguiu criar um grande clássico que com toda a certeza ainda será muito comentado no futuro, e claro, muitas pessoas ainda irão ler e ficar traumatizadas com Pennywise, porém, no final, irá valer a pena.

Ficha Técnica

Título: IT – A Coisa
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ilustração da Capa: Glen Orbik
Número de páginas: 1.103

domingo, 14 de outubro de 2018

Titans apresenta a famosa equipe de heróis com um visual sombrio e um futuro promissor


Uma vez que o seu universo cinematográfico finalmente está engatando nos trilhos, a DC passou a investir mais intensamente no seu conteúdo seriado, em especial na plataforma digital, através do novo serviço de stream, o DC Universe. Com uma série de projetos já em produção ou planejados para os próximos anos, o primeiro lançamento que chega para o público é o live action Titans, que também será distribuído pela Netflix.

A série adapta as HQs clássicas dos Jovens Titãs com um tom mais sombrio e com violência bem mais explícita do que comparado aos atuais programas da DC em parceria com a CW (Arrow, The Flash, Legends of Tomorrow, etc...), justamente pelo fato de que não há tantas limitações para o serviço digital.

Robin (Brenton Thwaites) deixa Gotham após ter algum problema com o Batman - Foto: Reprodução Internet.

Intitulado "Titans", o primeiro episódio segue Rachel Roth/Ravena (Teagan Croft), uma garota perturbada por estranhas forças, que está sendo perseguida por inimigos desconhecidos até que se depara com o jovem detetive Dick Grayson/Robin (Brenton Thwaites). Influenciado pelo seu próprio passado e pelas experiências que teve durante os anos que conviveu com o Batman, Dick se vê compelido a ajudar Rachel e acaba se envolvendo em algo que ainda não compreende. Paralelamente a isso, Kory Anders/Estelar (Anna Diop) acorda em meio a um acidente de carro sem quaisquer memórias da sua identidade, mas descobre que está atrás de Rachel por alguma razão.

Um primeiro ponto essencial que é preciso se ter conhecimento antes de assistir Titans é que a série não é uma versão live action da animação de 2003 dos Jovens Titãs e também não possui as mesmas propostas.

Titans é mais voltado para o público adolescente, tem uma visão mais sombria e uma aparência mais crua. Então usar as versões da animação como um referencial é um erro, pois não é daí que a inspiração para o seriado vem.

Ravena (Teagan Croft) ainda não conhece os seus poderes e o que está vindo atrás dela - Foto: Reprodução Internet.

Ainda assim, é direito de qualquer espectador questionar os visuais ou o tom escolhido. Toda a ambiência do projeto é bem mais pesada do que o visual mais comumente associado aos heróis, mas isso ocorre  pelo fato de que pelo menos o primeiro arco da história tem como ponto central Ravena. As descrições da série apontam que a trama da primeira temporada é baseada na história "O Terror de Trigon'', que basicamente é sobre Trigon, o pai da Ravena, buscando uma maneira de adentrar a realidade dos protagonistas.

Há também algumas questões levantadas a respeito dos visuais dos personagens, seja pelo fato da controversa escolha de não se utilizar de uma Estelar de pele laranja (que particularmente não me incomodou ou atrapalhou em nada) ou pelo fato de que os uniformes seguem uma estética mais moderna e em meio a isso Estelar se veste com algo que veio direto do seu visual dos anos 70. Ainda, Teagan Croft, que interpreta Rachel, não entrega a melhor das atuações, o que pode vir a ser um ponto negativo para alguns, de mesmo modo que um Mutano sem a cor de pele verde a todo momento não será aceito por alguns.

Estelar (Anna Diop) não lembra do seu passado e de sua real identidade - Foto: Reprodução Internet.

Por sorte, relatos apontam que há um bom desenvolvimento na atuação ao longo dos 12 episódios que devem compor a temporada e também dos uniformes, que são aprimorados a medida que a história progride. Não apenas isso, mas haverá também um desenvolvimento das habilidades de cada um para ao final serem uma verdadeira equipe.

Mas possuindo apenas a impressão do seu episódio piloto, Titans deixa a desejar com uma narrativa corrida e sem grandes eventos. Não vemos muito dos heróis em ação e Mutano (Ryan Potter) apenas aparece nos minutos finais do episódio. Com ele são formados os 4 membros que compõem a equipe nessa temporada, restando a aparição do Cyborg na futura série Doom Patrol e de Donna Troy, a Moça-Maravilha, em episódios futuros.

Mesmo com um primeiro trailer (que para mim engana sobre a real ambiência da série e foi um péssimo trailer de introdução) que mais assustou ao público do que trouxe novos apreciadores e um começo não tão forte, Titans tem um futuro promissor com a produção de Geoff Johns, além de que alguns dos principais personagens da DC como o Batman e o Exterminador parecem certos para aparecer em algum momento na série.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sequência de Goosebumps é diversão garantida no mês do Halloween


A criação de Robert Lawrence Stine retorna para mais um Halloween com uma história divertida, assustadora e perfeita para se ver com toda a família.

Lançado em 1992, o livro "Bem-Vindo à Casa dos Monstros" deu inicio a uma série que ficou amplamente popular durante os anos 90, Goosebumps. Robert Lawrence Stine (R.L Stine) embarcou no universo do Terror só que focando no público infanto juvenil, o resultado foi um tremendo sucesso. Com mais de 60 livros publicados, Goosebumps migrou no mesmo período para a televisão e repetiu a popularidade no seriado que durou quatro temporadas.

Goosebumps está longe de ser algo assustador como Stephen King, mas suas histórias apesar de serem voltadas para o público mais jovem, possuem um teor que pode assustar os mais desavisados e claro conseguem divertir sempre com suas histórias criativas e mirabolantes. Em 2015, chegava nos cinemas a versão cinematográfica da franquia que misturava realidade com ficção, tendo Jack Black como R.L Stine no papel principal.

Slappy é encontrado em uma casa abandonada - Foto:© 2018 - Sony Pictures

Goosebumps 2: Halloween Assombrado, se passa alguns anos após os eventos do primeiro longa. Não é necessário que você  tenha assistido o anterior para embarcar nessa nova jornada, mas caso tenha feito isso, toda a história faz muito mais sentido as reviravoltas são mais interessantes e recheada de referências.

Na trama, Sonny (Jeremy Ray Taylor) e seu amigo Sam (Caleel Harris) acidentalmente despertam o boneco Slappy depois de terem encontrado o livro de R.L Stine na sua antiga mansão. Sarah (Madison Iseman) a irmã de Sonny, que em um primeiro momento está desacreditada com o fato de um boneco falante estar andando por aí, acaba se unindo a dupla para impedir que Slappy transforme o dia do Halloween em um grande pesadelo.

A mesma fórmula?

O novato Ari Sandel assume a direção de Goosebumps com o objetivo de dar continuidade a história e criar uma trama nova e que ao mesmo tempo não fugisse da essência da obra. Apesar dos trailers e materiais de divulgação insinuarem que a sequência era uma réplica exata do antecessor, não é isso que acontece. Slappy está de volta, só que seus planos desta vez são maiores e macabros. Ao invés dos adolescentes do primeiro filme agora temos as crianças no melhor estilo "Stranger Things" além é claro dos adultos que são descrentes com tudo que está acontecendo, com exceção de uma figura engraçadíssima que conhecemos logo no inicio da obra.

A nova trupe! - Foto: © 2018 - Sony Pictures

O resultado é uma montanha russa frenética que mistura terror com aventura e comédia, entregando um material divertido que se assemelha a grandes obras do mesmo estilo que marcaram época nos anos oitenta e noventa.

Trazendo os monstros à vida

Goosebumps não poderia ser um filme da franquia se não tivesse pelo menos mais alguns monstros dos livros. Apesar de Slappy ter um foco muito maior nesta segunda parte, diversas criaturas aparecem, algumas delas figuras carimbadas vistas em 2015 e que aparecem para homenagear R.L Stine e criar um sentido de continuidade nessa franquia de filmes que a Sony está produzindo.

Os efeitos especiais estão bastante convincentes e os monstros feitos usando como base acessórios do dia do Halloween foram muito bem desenhados e aproveitados durante as sequências onde aparecem. Apesar de tudo se passar em uma cidadezinha bem pequena, muita coisa acontece ao mesmo tempo e você precisa ficar com o olho grudado na tela para não perder nenhum detalhe.

Arrepiou?

O propósito de Goosebumps 2: Halloween Assombrado é ser um blockbuster para assistir com a família no Dia das Bruxas, papel que cumpre muito bem e vai além em breves momentos. Os roteiristas preparam uma boa surpresa no segundo ato da obra e que vai ser importante para uma terceira parte, caso tudo ocorra como planejado.

Se você cresceu assistindo ou lendo as histórias de "Arrepiar" de Lawrence Stine, com certeza vai relembrar a inocência daquela época quando assistir o filme.