terça-feira, 14 de agosto de 2018

7ª temporada de Voltron leva a batalha dos paladinos para a Terra


Após seis temporadas, os paladinos do Voltron finalmente conseguem chegar a Terra, porém a pergunta que fica é: qual o custo que o nosso planeta terá que pagar?

Desde a primeira temporada da série, os fãs vêm se perguntando quando os personagens iriam retornar a seu planeta natal, e no final da 6ª temporada, eles começam sua jornada de retorno para casa e acreditem, ela não é tão fácil e simples quanto parece.

A primeira metade da 7ª temporada, mais precisamente, do episódio 1 até o 6, é um pouco parada, pois o foco está nos personagens entenderem o que está acontecendo com o universo após a luta contra Lotor. É confirmado que houve um salto temporal de aproximadamente 3 anos durante a luta contra o vilão e nesse espaço de tempo em que os paladinos estiveram fora muita coisa mudou, para pior.

Shiro com novo visual - Foto: Reprodução da Internet
A segunda metade da temporada já é mais dinâmica e com cenas de batalha e claro, acontece o que todos os fãs queriam, os personagens voltam para a Terra, onde o foco da temporada de passa. É interessante ver a dinâmica dos personagens com amigos e parentes, além de conhecermos novos personagens. Um pouco da história de Shiro é apresentada, e graças a confirmação durante a San Diego Comic Con 2018 de que o personagem é gay, conhecemos seu possível ex-namorado.

Neste ponto da história todos os personagens já estão mais maduros e decididos, porém, em alguns momentos somos lembrados que eles ainda são adolescentes e têm que lidar com uma gama de emoções e sentimentos.

Novas relações começam a ser mais desenvolvidas, como é o caso de Allura e Lance, que desde a 6ª temporada já mostrava certo sentimento envolvendo os dois. Se tudo caminhar bem, provavelmente teremos um casal na 8ª temporada.

Allura e Lance - Foto: Reprodução da Internet
O núcleo dos personagens da Terra é bem interessante, pois mostra como o planeta se preparou para a invasão galra e como conseguiu sobreviver às primeiras investidas da raça até que os paladinos aparecessem. E temos algumas surpresas relacionadas a esse núcleo durante a temporada. Algumas boas, outras, não tão boas assim.

Durante a temporada os fãs notarão a ausência de uma certa personagem, a bruxa Haggar, que antes era conhecida como Honerva, uma alteana que se casou com Zarkon, e é a mãe de Lotor. A personagem provavelmente será o foco da próxima temporada, já que o final da 7ª temporada dá margem a isso.

Samuel e Collen Holt, pais de Pidge - Foto: Reprodução da Internet
Como um todo, a temporada é muito boa, apesar de começar com um ritmo um pouco lendo, mas que se intensifica à medida que os episódios avançam. É possível notar que a história se encaminha para a sua conclusão, que será na 8ª e próxima temporada, como foi confirmado na SDCC. Agora resta saber como será finalizado, e que destino terão os paladinos e seus leões.

Ao que tudo indica, a 8ª temporada deverá ser lançada ainda em 2018, porém, até o momento, a data de estreia ainda não foi divulgada pela Netflix, então, a única coisa que nos resta é esperar e torcer para que a série feche com chave de ouro, que é o que ela merece.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Future Quest Vol. 2 abre possibilidades para novos encontros


Chegamos a conclusão épica e cósmica do encontro entre alguns dos maiores nomes da Hanna–Barbera.

Depois de ter reapresentado os clássicos personagens e estabelecido o vilão no Volume 1, a segunda edição de Future Quest avança para unir todos os heróis na derradeira batalha contra a entidade Omnikron.

É interessante ver a releitura que a DC Comics vem fazendo dos personagens da Hanna-Barbera, especialmente quando coloca todos esses personagens para se encontrar, como é o caso de Future Quest. As dinâmicas apresentadas conseguem ser bem fluídas, ao mesmo tempo que não esquecem da nostalgia dos antigos desenhos.

Foto: Mega Hero
Agora que o Terra sabe contra o que está lutando, os heróis têm que de fato reunir suas forças e traçar um plano para destruir o Omnikron, ou nosso planeta será consumido pela criatura, e toda a vida orgânica deixará de existir.

O roteiro de Jeff Parker continua impecável e prendendo os novos e antigos fãs. Apesar de algumas páginas serem repletas de diálogos, estes não se tornam cansativos e ajudam bastante no desenvolvimento da história, que avança de forma concisa e sem precisar forçar para que o leitor simpatize com o que está ocorrendo.

Algumas edições que compõem o Volume 2 possuem artes que são de encher os olhos. Os detalhes conseguem prender a atenção em todos os momentos, e, somado ao ótimo roteiro de Parker, consolida Future Quest como um dos melhores quadrinhos lançados nos últimos anos.

Imagem: Reprodução Internet
Homem-Pássaro, Jonny Quest, Space Ghost, os Herculoides, e tantos outros personagens precisam deixar suas diferenças de lado e se unir para salvar a Terra. É justamente a partir dessas interações, algumas um pouco complicadas de início, que novas amizades são formadas.

Ainda não dá para saber se a DC continuará de fato a investir no título de Future Quest, já que o Volume 2 conclui a história envolvendo o Omnikron. Esperamos que a editora mantenha o interesse no título, pois é muito divertido ver os Herculoides tendo que interagir com o Frankenstein Jr., escutar o Space Ghost dando conselhos a Jonny Quest, e acompanhar o desenvolvimento dos Impossíveis agora que eles possuem uma nova integrante na equipe.

O volume conclui a história com a sensação de dever cumprido, ao mesmo tempo em que deixa espaço para que novas aventuras sejam contadas, e encontros aconteçam. Future Quest é definitivamente um quadrinho que todo fã da Hanna-Barbera vai querer ter na prateleira.

Ficha Técnica
Título: Future Quest - Volume 2
Editora: Panini Comics
Roteiro: Jeff Parker
Arte: Evan Shaner, Ron Randall, Steve Lieber, Ariel Olivetti
Capa: Evan Shaner
Número de páginas: 160

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Megatubarão é uma selvagem aventura aterrorizante e divertida


O predador mais mortal dos mares está de volta só que não da maneira que estamos acostumados.

Seguindo na cola dos filmes com monstros gigantes, a Warner Bros. apresenta o longa The Meg que no Brasil ganhou o título de Megatubarão. A obra é uma adaptação do livro "Meg: A Novel of Deep Terror" de Steve Alten, que aliás, ganhou diversas continuações. Em um primeiro momento, o título e a proposta de Megatubarão podem espantar o desavisado, em tempos de Sharknado e Sharktopus ambos filmes de baixo orçamento, é comum o telespectador não dar uma chance para esse tipo de produção, mas não é o caso de "Meg".

O filme de Jon Turteltaub que tem como astro principal Jason Statham no papel de Jonas Taylor é certeiro em apresentar um monstro que existiu no passado e contar uma história convincente. Na trama, um grupo de cientistas encabeçados pelo Doutor Minway Zhang (Winston Chao) descobrem um novo ecossistema no fundo do mar, protegido por uma termo-camada. Depois que um grupo parte para explorar essa região fica preso nas profundezas do oceano, Zhang pede ajuda do experiente mergulhador Jonas Taylor para resgatar sua equipe que foi atacada por uma criatura desconhecida.

A cientista Suying Zhang (Li Bingbing) e o mergulhador Jason Talyor (Jason Statham) -
Foto: Warner Bros.

Humanos vs Megalodonte

Contracenando com Statham temos atriz Li Bingbing no papel de Suyin Zhang, filha do Doutor. Suyin também na trabalha no centro de pesquisas vivendo a maior parte do tempo nesse lugar com a sua filha, a carismática Meiying (Shuya Sophia). Ambas atrizes desempenham seus papeis com muita fluidez e são peças fundamentais no desenrolar da história. O elenco de apoio é bastante diverso e a participação de cada um deles reflete de alguma forma na trama.

Meg, o Tubarão Gigante - Foto: Warner Bros.

Mas o grande astro é o Megalodonte. O desafio do filme era convencer que essa terrível criatura ainda poderia existir. Trazer um ecossistema desconhecido como solução para dar verossimilhança ao Tubarão Gigante é uma ótima sacada. O primeiro momento do longa apresenta esse lugar com muitos detalhes, um vasto mundo para ser explorado. E caso seja de interesse do diretor, quem sabe não sai uma continuação aprofundando ainda mais esse universo?

Meg, que foi apelidada carinhosamente pelo personagem Jonas é uma criatura extremamente poderosa e mortal. Os efeitos especiais que foram usados para animar o monstro colossal são impressionantes e convencem o telespectador que o Megalodonte pode atacar a qualquer momento, não importando aonde você esteja.

A equipe encarregada para conter Meg - Foto: Warner Bros.

Acertando no tom do filme

Megatubarão é uma mistura de vários elementos de filmes que fizeram sucesso no passado. De propósito ou não, em vários momentos você irá lembrar do clássico Tubarão (1975) de Spielberg, sobretudo nos momentos de tensão e terror.

Balanceando com esse clima, Statham traz bastante ação já enraizada em seu currículo. E personagens como Meiying descontraem com bastante humor. Afinal em mundo onde um tubarão gigante existe, precisamos de pelo menos um momento para relaxar.

Essa mistura é coesa e entrega uma obra que no final é bastante autêntica e diverte quem está procurando um filme diferente para assistir no final de semana.


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A Lenda, é uma sedutora fantasia gótica oitentista


Ridley Scott foge da escuridão do espaço para contar uma história em um mundo fantasioso, repleto de criaturas místicas e um ser que pode assustar tanto quanto o "Oitavo Passageiro".

Clássico indubitável da Sessão da Tarde, A Lenda (The Legend no original) de 1985 reúne três grandes astros da década, Mia Sara, Tom Cruise e o multifacetado Tim Curry. Devo confessar que a obra não me chamou atenção quando eu era mais novo e só agora mais de trinta anos depois que pude assistir.

O filme de Ridley Scott apesar de não ter feito sucesso de bilheteria e crítica na época, concorreu ao Oscar, BAFTA e Saturn Awards e anos mais tarde ganhou o status de Cult pela obra. A Lenda é um longa metragem do gênero "Dark Fantasy" e veio em uma rica safra de filmes semelhantes na segunda metade da década de oitenta.

Lili (Mia Safra) e Jack (Tom Cruise) - Foto: Reprodução internet

A história começa apresentando a princesa Lily (Mia Safra), uma jovem e inocente garota que foge do luxo do seu palácio para visitar os amigos na floresta. Jack (Tom Cruise), um habitante de lá a leva para conhecer os místicos Unicórnios. Ele avisa para não se aproximar dos seres, mas a princesa desobedece e acaricia um deles fazendo com que os goblins que estavam escondidos acertassem o animal com um dardo venenoso.

De repente o dia se transforma em noite e começa a nevar. Lily se perde na floresta e os goblins que haviam sido enviados pelo Senhor das Trevas (Tim Curry) comemoram o feito. Jack ao lado de outras criaturas de contos de fadas embarcam em uma jornada para encontrar a princesa, salvar o último Unicórnio e deter o ser misterioso que quer mergulhar o mundo na escuridão.

Tim Curry como o Senhor das Trevas - Foto: Reprodução internet

A versão que eu assisti é a americana. Mas como assim "a versão americana"? Pesquisando um pouco depois descobri que A Lenda recebeu três versões diferentes. A americana, a inglesa e uma versão estendida do diretor. Todas elas possuem particularidades e finais alternativos. O longa chama atenção com suas lindas cenas de plano aberto mostrando o cenário e os detalhes do universo de Scott, as paisagens parecem pinturas em diversos momentos fazendo com o que o telespectador mergulhe e viva por alguns instantes a história.

A atuação não é primorosa, mas a inocência dos protagonistas é cativante e a sensação que passou para mim foi de nostalgia, voltei alguns anos e relembrei a minha infância e as histórias com elfos, fadas e monstros. O destaque é claro vai para o Senhor das Trevas, que durante mais da metade do filme é ocultado para a grande revelação nos minutos finais onde confronta Jack e seus companheiros. Por fim destaco o uso carregado de maquiagem nos personagens que me convenceu em alguns momentos que anões, goblins e elfos podem existir.

A Lenda é um filme que precisa ser revisitado e apresentado para novos públicos por conta da sua simplicidade que o torna grandioso e único. Ridley Scott com sua habilidade cinematográfica consegue casar fantasia com pitadas de terror com êxito.


sábado, 28 de julho de 2018

Noites de Trevas: Metal 1 abre nova saga de proporções cósmicas com um sombrio mistério


Desde que li pela primeira vez sobre Dark Nights: Metal através do Twitter de Scott Snyder (@Ssnyder1835), que frequentemente comentava sobre o seu lançamento e o sucesso que rapidamente alcançou, passei a querer acompanhar esse inquestionavelmente diferente arco da DC nas HQs. Através da Panini Brasil sob o nome Noites de Trevas: Metal, ele agora se encontra disponível em papel e com direito a capa metalizada que ajuda a construir a imagem única dessa história.

Falarei aqui especialmente do volume 1, composto das histórias Dark Days: The Casting, Dark Days: The Forge e Dark Nights: Metal 1. O arco, com roteiro de Scott Snyder e arte de Greg Capullo, dentre outros grandes nomes, se abre com o prelúdio "Dark Days", que é dividido em duas partes, e é fruto de vários plots semeados ao longo dos Novos 52, servindo agora como a porta de entrada para um dos mais complexos e improváveis casos já investigados pelo Batman.

Seria até mais correto dizer que esse prelúdio não serve para introduzir a história, pois já muita coisa acontece em suas páginas, auxiliando o leitor a se integrar no que está acontecendo e se envolver cada vez mais com um mistério que envolve não só o Batman ou a Liga, como todo o universo da DC. Uma leitura anterior que auxilia sim como um tipo de prelúdio é a serialização do Batman nos Novos 52 pot Snyder e Capullo, especialmente o arco dos volumes 1 e 2 que contam com a Corte das Corujas, além de Gavião Negro (2002) por Geoff Johns, Detective Comics 950, Asa Noturna (2016) 17 e a serialização de Batman por Grant Morrison. Ainda assim, Dark Days é mais do que suficiente para preparar o leitor para Metal.

Foto: Mega Hero

Um tema recorrente nesse primeiro volume é o temor de que algo terrível se aproxima, ainda que em termos de narrativa haja algo bem mais dinâmico e até de certo modo nostálgico em como os personagens interagem, em comparação ao clima mais sombrio que marcos Os Novos 52 em vários momentos. O prelúdio também faz um ótimo trabalho em explicar mais do Metal Enésimo, algo extremamente perigoso e ligado a vários outros elementos desse Universo.

Dark Nights: Metal é forte em justamente se utilizar de inúmeros elementos preexistentes das HQs, sem reformulá-los, mas sim expandindo a mitologia sobre eles. E esse trabalho é feito de uma maneira excelente, criando efeitos diretamente ligados aos personagens, mas também proporções cósmicas. E as graduais mudanças que acontecem a medida que mais desse obscuro mistério é revelado ajudam a construir a ambiência do épico que está por vir.

É então que chegamos a Dark Nights: Metal 1, onde somos jogados em uma batalha a estilo gladiador entre a Liga da Justiça e robôs controlados por Mongul. Depois de uma rápida solução, os heróis retornam a Terra para encontrar parte de Gotham destruída pela aparição de uma montanha no meio da cidade. No interior da montanha, eles encontram uma base secreta, mas antes que possam investigá-la a fundo são interceptados pelos Falcões Negros, uma equipe secreta antiapocalíptica comandada por Kendra Saunders, que os avisa sobre uma invasão em grande escala.

Imagem: Reprodução Internet

Para aprender mais sobre o que está acontecendo, a Liga segue para a Ilha dos Falcões Negros, um local místico, assim como Themyscira, onde aprendemos mais sobre as pesquisas de Carter Hall (previamente visto em Dark Days) e sobre o Multiverso das Trevas.

Esse é talvez o mais importante conceito apresentado em Dark Nights: Metal, pois anteriormente se pensava existirem apenas 52 universos conhecidos. Composto por matéria e energia escuras, O Multiverso das Trevas seria algo mais antigo e vasto que o universo conhecido e o Metal Enésimo seria exatamente a ligação entre este mundo e aquele que já conhecemos. Também aprendemos que neste reino desconhecido tomado pela escuridão há um mal nunca antes visto, Barbatos, que de alguma forma está ligado ao Batman.

O primeiro volume se encerra logo após essa revelação, deixando muito a ser explicado na história que seguirá a partir daí. Mas não sobram dúvidas da capacidade de Snyder para introduzir reviravoltas e revelações catastróficas. Ao final da leitura de Noites de Trevas: Metal, após processar todas as novas informações, só resta a vontade de ler essa história até o fim e ver até onde chegará.

Ficha Técnica

Título: Noites de Trevas: Metal
Editora: Panini Comics
Roteiro: Scott Snyder e James Tynion IV
Arte: Jim Lee, Andy Kubert, John Romita Jr. e Greg Capullo
Capa: Greg Capullo
Número de páginas: 116

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Missão Impossível: Efeito Fallout é o clímax das ações extremas de Ethan Hunt para salvar o mundo


Ethan Hunt (Ethan Hunt) precisa salvar o mundo de mais uma catástrofe de nível global, mas que ao mesmo tempo o afeta em níveis extremamente pessoais no novo Missão Impossível: Efeito Fallout.

Contactada novamente pelo governo, a IMF (Impossible Missions Force) precisa recuperar três perigosos núcleos de plutônio que poderiam causar destruição em massa das mãos de uma nova organização de terroristas que se autointitula Apóstolos. Seguidores de Solomon Lane (Sean Harris), os Apóstolos, ainda mais extremos que o antigo grupo do Sindicato, acreditam que causando dor e sofrimento maior será a paz mundial.

Ao escolher salvar uma vida em vez de recuperar os núcleos, Ethan inicia uma longa caçada aos itens, cheia de reviravoltas e situações extremas que seriam impossíveis se não fosse Ethan Hunt no comando das ações da megalomaníaca missão de salvar o mundo.

Mas seu trabalho receberá mais uma dificuldade, pois ao falhar no que parecia ser uma simples tarefa de negociação com o mercado negro, Ethan e sua equipe serão acompanhados pelo agente especial da CIA August Walker (August Walker), homem de confiança de Erica Sloan (Angela Bassett), diretora da agência norte-americana, e que não medirá esforços para completar a missão com ou sem o time da IMF, além de ter autorização para cometer qualquer tipo de crimes necessários para isso.

Agente Walker e Erica Sloan, diretora da CIA. Foto: Paramount 

Missão Impossível conseguiu alcançar um patamar de produções duradouras e bem estruturadas em questão de enredo, trazendo diversos elementos como a aparição de personagens recorrentes nos filmes, como Benji (Simon Pegg), Luther (Ving Rhames), seus parceiros da IMF, Julia (Michelle Monaghan) a esposa de Ethan e o próprio vilão Solomon Lane. Neste filme também presenciamos um momento bastante James Bond com a apresentação da bela personagem Viúva Branca (Vanessa Kirby), envolvida no mundo os crimes e informações que negocia em um bar, situação bastante similar aos filmes do agente 007.

Para o desgosto de Ethan, Solomon Lane está diretamente ligado aos acontecimentos dos Apóstolos e ele terá de enfrentá-lo cara a cara, enfrentando seus medos e raiva por ter que lidar com o ex-agente do MI6 com propósitos insanos e que desde Missão Impossível: Nação Secreta quer destruir Ethan e o IMF a todo custo e que parece ter levado para um lado pessoal o objetivo de acabar de vez com o protagonista.

Infiltrada no Sindicato desde do filme anterior, Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), agente do MI6 continua sua missão de acabar com os planos terroristas e precisa completar sua missão para continuar viva ao mesmo tempo que tenta ajudar Ethan a vencer da maneira que pode.

Foto: Paramount 

Apesar do vilão ser impiedoso, consegue algumas falas poderosas que mexem com a cabeça de Ethan, só não se sabe o quanto. Lane revela que todo o caos que Ethan se encontra em Fallout é uma consequência de suas ações intensas e tentativas de salvar seu país, que mesmo sendo bem sucedidas por um fio, acabam desencadeando reações tão ruins quanto contra o que ele tanto luta, transformando suas missões em imãs de desgraças, já que o governo é sempre responsável por colocá-lo em diversas situações tão perigosas quanto seus inimigos.

As cenas de ação do filme crescem com a franquia e tornam-se cada vez mais espetaculares, principalmente com a ajuda das novas técnicas de filmagens e, claro, da coragem de Tom Cruise de sempre testar seus limites na produção dos filmes da franquia de Missão Impossível.

A trama nos leva a uma sucessão de situações extremas que vão se agravando e ganhando ainda mais ação a medida que o filme corre, culminando no clímax que é de deixar qualquer um ansioso, em que Ethan precisa realmente provar que para ele, NADA é impossível.