segunda-feira, 11 de junho de 2018

Ernest Cline apresenta um futuro possível em Jogador Nº1


Já imaginou ser quem você quiser e poder fugir da realidade? Se transformar no seu personagem favorito e visitar diversos mundos em instantes? Pois bem, é isso que Ernest Cline nos apresenta em Jogador Nº1

A história se passa no ano de 2044 (não muito distante do nosso se formos parar para pensar), onde a humanidade vive uma crise de energia, pobreza e destruição. Porém, existe uma forma de escapar dessa realidade nada interessante, e essa forma se chama OASIS, uma realidade virtual em escala global, onde várias pessoas vão para se distrair, comprar, jogar, etc. Um mundo totalmente novo, dentro de um mundo em ruínas. 

Dentro deste cenário conhecemos o personagem principal da história, Wade Watts, ou como é conhecido dentro do OASIS, Perzival. Wade é um jovem que vive com sua tia em um parque de trailers nos arredores da cidade de Oklahoma e passa a maior parte do tempo dentro do OASIS totalmente imerso na cultura pop dos anos 80, que é um dos pontos fortes do livro.

Foto: Mega Hero

O plano de fundo do livro é uma grande competição dentro do OASIS, e que foi desenvolvida por James Holliday, o criador dessa realidade virtual. Após sua morte, a caçada pelo Easter-Egg de Holliday dentro do OASIS começa, e aquele jogador que encontrar as três chaves, e com isso o prêmio final, terá total controle sobre a empresa e a uma quantia estimada em bilhões de dólares. 

Assim como Wade, conhecemos outros personagens que são ditos como “caça-ovos”, no caso, aqueles jogadores que se dedicam exclusivamente a encontrar o Easter-Egg de Holliday e também a estudar a vida do criador do OASIS. Art3mis, Aech, Daito e Shoto são outros personagens que vão ganhando espaço à medida que a trama vai se desenvolvendo, e o interessante é ver como a personalidade deles reflete em seus personagens. Quem já estava acostumado a jogos de MMORPG, sabe que ao criar um personagem, damos a ele um pouco de nossa própria personalidade, e como nós mesmos queríamos parecer, e é justamente isso que acontece dentro do OASIS, esses personagens criam uma nova vida ali dentro. Uma vida melhor.

Apesar de todo o clima futurístico apresentado no livro, é interessante ver que o autor apresenta diversos elementos que se consolidaram dentro da cultura pop, e dá um destaque especial aos Anos 80, o que torna a experiência ainda melhor. Jogador Nº1 acaba sendo, além de uma ótima leitura, um guia para aqueles que querem ou que já consomem ou consumiram jogos, livros, filmes e músicas da época.

Fan-art inspirada em cena do livro - Foto: Reprodução da internet
Entre os desenvolvimentos de todos os personagens, o de Wade é o que mais ganha destaque, justamente por ele ser o personagem principal. Em diversos momentos, o leitor acaba se sentindo como o personagem, querendo fazer o que ele está fazendo, e principalmente, viver aquele momento. A personalidade de Wade condiz com a de muitos jovens que consomem a cultura pop e que jogam MMOs, e em determinados pontos da trama, é visível uma certa crítica a essa subcultura que às vezes pode ser tão cruel. 

Jogador Nº1 não é apenas uma ótima leitura para os fãs da cultura pop, mas sim uma experiência única, pois, a medida que você vai avançando na história, e conhecendo mais sobre o OASIS, maior é a vontade de que aquele mundo se torne real. Quem sabe em um futuro próximo, essa tecnologia não se torne de fato tão real quanto no livro. 

No fundo, a história é um pouco autobiográfica, já que Ernest Cline cresceu consumindo boa parte do material que ele usa no livro, e, em alguns momentos, e nítida a relação que o autor tem com seu personagem principal. 

Graças a Steven Spielberg, o livro conseguiu ganhar uma ótima adaptação para o cinema e cativou ainda mais fãs e leitores. Uma obra que se torna obrigatória para os fãs da cultura pop. 

Jogador Nº1, definitivamente é o livro que você vai querer ter na sua estante, a todo custo!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Jurassic World - Reino Ameaçado mistura ação e terror em aventura empolgante


Três anos após o retorno de Jurassic World para os cinemas, J. A. Bayona assume a franquia para mais um capítulo da obra criada por Spielberg em meados dos anos 90.

Vinte e cinco anos após a estreia do primeiro Jurassic Park uma pergunta deve ser feita: A franquia ainda tem fôlego para as próximas décadas? Se existe ainda alguma dúvida na resposta, basta olhar o quão o "Parque dos Dinossauros" de Steven Spielberg influenciou a cultura pop e até hoje arrasta uma legião de fãs para as salas de cinema. O clássico lançado em 1993 é atemporal e existe uma certa mágica em torno dele que faz com que toda vez que assistimos pareça ser a primeira vez que entramos nesse mundo de criaturas pré-históricas.

O Reino está ameaçado

Jurassic World: Reino Ameaçado passa alguns anos após o desastre causado pela Indominus Rex na Ilha Nublar. O mundo agora está ciente de tudo que aconteceu e o prejuízo que isso causou não só à empresa que tomava conta do parque assim como todas as vidas que foram perdidas durante o evento.

Claire (Bryce Dallas Howard) agora está à frente de uma equipe que pretende salvar os dinossauros da ilha que agora está ameaçada por conta de um vulcão em atividade. Ao lado dela estão os novatos na franquia Franklin, interpretado pelo ator Justice Smith e Zia, personagem de Daniella Pineda. Sem muita esperança após o governo negar ajuda para tirar os animais da ilha, ela recebe a ajuda do milionário Benjamin Lockwood (James Cromwell) que possui uma relação muito próxima com o antigo dono do parque John Hammond. A missão fica ainda mais arriscada quando pedem que Claire resgate Blue, a última Velociraptor e para isso precisará da ajuda do especialista Owen (Chris Pratt).

Uma aventura emocionante

O longa metragem vai até o âmago da franquia para resgatar elementos que se perderam no último filme. A cena de abertura de Reino Ameaçado remete aos primeiros filmes onde Spielberg trouxe elementos de terror para criar uma atmosfera muito mais apavorante (como se dinossauros soltos não fossem suficiente). Esse estilo narrativo não fica preso apenas aos primeiros minutos e, ao longo de todo o filme sustos e momentos tensos estão garantidos.

O assustador Indo Raptor - Foto: Reprodução internet

Dosando com o terror, Bayona traz uma forte carga dramática. Estamos no fim da Ilha Nublar e todos os dinossauros estão em perigo, mas será que todos eles terão um final feliz? Esse momento em específico mescla uma boa dose de nostalgia com toda a ideia de preservação dos dinossauros. Vai ser difícil não se emocionar.

Uma última visita à Ilha Nublar - Foto: Reprodução internet

Jurassic World tem uma grande virada de roteiro ao mudar o cenário da Ilha para a mansão dos Lockwood, onde o resto da trama se desenrola. A criação de um novo ser híbrido parece ser o mote novamente, mas não é só isso. O filme mergulha no passado e apresenta um elemento em específico que deve surpreender boa parte do público e encerra a história com algumas interrogações, e isso não é um ponto negativo.

Qual será o limite?

Menos ambicioso que o filme anterior, Jurassic World: Reino Ameaçado cria uma sólida base para o que está por vir. O desenrolar dos eventos mudam drasticamente o cenário da franquia deixando o futuro incerto e interessante. Mas para saber o que vai acontecer teremos que esperar mais três longos anos.



sexta-feira, 1 de junho de 2018

Lugar Nenhum da uma nova vida a aclamada história de Neil Gaiman


Em 2005, Mike Carey e Gleen Fabry lançaram a versão em quadrinhos de umas das mais aclamadas obras de Neil Gaiman, Lugar Nenhum. Através dos traços de Fabry, conhecido ilustrador de Preacher, a Londres Abaixo ganhou vida, e com o roteiro adaptado de Carey, a história foi adaptada de uma maneira única, atraindo novos fãs, e satisfazendo os antigos.

A primeira vez que a minissérie em 6 edições foi lançada no Brasil, foi em 2005, pela Panini Books, sob o selo da Vertigo. 19 anos depois, a editora voltou a publicar a obra, agora em uma nova edição de capa dura, contendo todas as 6 edições. Um item indispensável para todos aqueles que são fãs de Gaiman, e que claro, já se maravilharam com suas histórias.

Apenas para contextualizar: Lugar Nenhum conta a história de Richard Mayhew, um jovem que vive uma vida normal em Londres. Richard é o tipo de pessoa passiva, que não toma atitudes em nada e se contenta com o que tem. Porém, na única vez em que resolve agir, ele acaba resgatando uma jovem chamada Porta, e graças a isso sua vida muda completamente. A partir desse encontro, Richard deixa de existir para o mundo, porém, ele começa a conhecer e a se aventurar na Londres Abaixo, ajudando Porta em busca por vingança, e para encontrar o responsável pela morte de sua família.

Foto: Mega Hero

A partir dessa jornada de Richard a Londres Abaixo, o rapaz começa a redefinir alguns de seus conceitos, e passa a ser não só mais ativo, como também a tomar suas próprias decisões. Ele muda, de uma maneira boa, pois, deixa de ser alguém indiferente, para alguém que começa a ter controle de sua própria vida.

Já é costume de Gaiman usar suas fantasias como uma forma de metáfora para diversas questões, e com Lugar Nenhum isso não seria diferente. A Londres Abaixo é o local onde todos aqueles que não são bem vistos ou aceitos na sociedade dita como “normal” vão parar. Seres com peles azuis, chifres, asas, pessoas que falam com ratos, etc. Todos possuem um local e uma vida neste mundo abaixo do mundo conhecido.

É interessante ver os dilemas que Richard passa, e muitas vezes também é fácil se colocar em seu lugar. Para aqueles que têm que viver a margem ou excluídos da sociedade, seja por causa de sua religião, cor de pele, sexualidade, ou gostos, Lugar Nenhum vai trazer certo conforto, pois mostra que ser diferente não é um problema. Muito pelo contrário. Ser diferente é que torna as pessoas únicas. E na Londres Abaixo, todos esses seres e pessoas, acabam construindo novas famílias que não os julgam por causa de sua aparência.

Foto: Reprodução internet

Os traços de Fabry ajudam a compor esse mundo de metáforas, a medida que passamos a conhecer e a simpatizar com os personagens e suas histórias. Carey faz um excelente trabalho ao adaptar o livro para o quadrinho, tarefa essa que muitas vezes não é fácil. Através dessa dupla, podemos de fato ver como o mundo de Gaiman é sempre mágico e único. A edição é rica em detalhes e ainda conta com uma galeria contendo capas variantes e as capas usadas em todas as 6 edições.

Lugar Nenhum é aquele tipo de quadrinho que você vai querer ter em sua coleção a todo custo. Além de ser uma ótima dica leitura para aquelas tardes monótonas de chuva.

Ficha Técnica:
Título: Lugar Nenhum
Editora: Panini Books
Roteiro: Mike Carey
Arte: Glenn Fabry
Cores: Tonya e Richard Horie
Capa: Glenn Fabry
Número de páginas: 224

terça-feira, 29 de maio de 2018

Divinity surpreende com drama, viagem no tempo e política


Quando lemos ou tentamos contar uma história alguns temas são instigantes: viagem no tempo, perspectivas políticas, dramas existenciais, conflitos pessoais, etc. Entretanto, recorrentemente nos deparamos com a dificuldade de trabalhar esses temas de maneira razoável. Diversas vezes eles se transformam em verdadeiras armadilhas. Já perdi as contas de quantas séries, filmes e livros me decepcionaram nesse sentido. Felizmente Divinity é um ponto fora da curva.

Lançado primeiramente em 2015 no Estados Unidos pela Valiant, posteriormente em 2017 no Brasil pela Jambô. Divinity é roteirizado por Matt Kindt (The Valiant, Mind MGMT) e Ilustrado por Trevor Hairsine (X-Men: Gênese Mortal). A edição brasileira foi lançada em formato de encadernado com quatro histórias sobre a jornada de Abram Adams: cosmonauta da União Soviética que recebe a missão de desbravar e conquistar os limites do universo.


Antes de embarcar na missão de sua vida, Adams precisou vencer todos os desafios que encontrou. O primeiro foi ser órfão de pai e mãe. Nosso protagonista, deixado em frente a um orfanato, foi adotado pela mãe Rússia e desde então preparado para realizar uma das missões mais audaciosas da humanidade. O segundo foi abrir mão de sua individualidade e seus sonhos em prol do projeto da nação que o salvou.

Divinity se passa majoritariamente em dois momentos: O preparo da missão, o lançamento do cosmonauta em plena guerra fria, e os acontecimentos no presente, com a chegada de um ser com poderes semelhantes de um deus. Nesse sentido, o desencadeamento não linear do enredo, alinhado a um excelente trabalho do ilustrador, representando os temas graficamente, deixando pistas interessantes que você só vai entender ao chegar ao final da história, conduzem sua percepção  sobre a noção de História que o protagonista experimenta em sua jornada.

Os autores propõem um conceito de viagem no tempo diferenciado. Ao invés de considerar o tempo e o espaço como um rio que corre em uma única direção, pautada em uma noção objetiva do mundo, Divinity traz uma sobreposição de realidades, assim como um livro que se fecha, onde todas as páginas e  momentos estão unificados, aliado a uma perspectiva subjetiva. Inclusive, a narração presente no quadrinho acentua ainda mais os contornos sobre a percepção do tempo a partir do indivíduo.

O artifício de perceber a História de um ponto particular ajuda a trabalhar a discussão política que está presente na trama. A dicotomia entre Estados Unidos e União Soviética e suas respectivas visões de mundo está representada também nos conflitos dos personagens, muitas vezes em tons sutis e eficientes. Questões como: individualidade ou coletividade; objetividade ou subjetividade; razão ou sentimento; compaixão ou indiferença, engendram toda a obra.



A alegoria invertida de um homem deus como uma possível representação do estado totalitário é sedutora, pois nos oferece a possibilidade de conciliação de todas as contradições constituintes do indivíduo e da sociedade.  Nesse sentido, a oportunidade de retorno simbólico ao paraíso ocupa parte crucial na história. Qual o preço que se paga por termos todas as nossas angústias aplacadas e nossos desejos realizados?

“Você se doará para o Estado e o Estado será o que você é”
“Transformando personalidades solitárias e irritadas em coisas belas”

A experiência de ler o quadrinho é realmente provocativa. A sensação de lembrar e montar na cabeça o que o autor quer comunicar é instigante. Me deparei diversas vezes pensando sobre a história e seus personagens,  o quão perigoso e sedutor é a centralidade do poder.

Foto: Mega Hero

Pesquisando mais afundo sobre o universo da Valiant pude constatar que outros personagens de Divinity têm quadrinhos individuais. Aparentemente a Jambô tem planos de lançá-los no Brasil em breve. Evidentemente irei adquirir todos.

Ficha Técnica:
Título: Divinity
Editora: Jambô
Roteiro: Matt Kindt
Arte: Trevor Hairsine
Cores: David Baron
Capa: Jelena Kevic-Djurdjevic
Número de páginas: 112

segunda-feira, 21 de maio de 2018

DC Universe inova com serviço de streaming exclusivo para fãs da DC com séries e HQs


Os serviços de streaming vêm se tornando cada vez mais populares, especialmente relacionado a produção e exibição de séries originais. Vários canais e empresas já aderiram a isso, e não é nenhuma surpresa saber que tantas outras vão seguir pelo mesmo caminho.

Netflix, Hulu, Amazon Prime, HBO GO, CW Seed, e tantos outros fazem parte da gama de novos serviços online voltado ao público que consome séries, filmes e animações. E se aproveitando desse sucesso dos streamings, a DC Comics resolveu lançar seu próprio serviço, porém, com algumas diferenças.

O DC Universe, nome oficial do streaming da DC, será uma plataforma totalmente imersiva exclusivamente para os fãs da editora. Além das séries originais, sejam elas em live action ou em animações, os fãs que assinarem ainda terão a chance de acessar uma vasta coleção de quadrinhos da DC, que também fará parte do serviço.

Logo da séries dos Jovens Titãs - Foto: DC Universe
Muitas pessoas, fãs e não fãs, já ficaram interessados com a proposta, pois, dificilmente vemos no mercado um serviço assim. Algo que englobe diferentes tipos de mídia em um único serviço. A chance de você poder consumir uma vasta biblioteca de quadrinhos, pagando uma taxa mensal, que ainda não foi divulgada, além de usufruir de materiais inéditos, é de encher os olhos.

O serviço foi anunciado quase no final de 2017, e por algum tempo não se teve nenhuma notícia ou novidade, a não ser o fato de que a série em live action dos Jovens Titãs, que originalmente seria da TNT, passou para o DC Universe. O serviço também confirmou que iria lançar a aguardada 3ª temporada de Justiça Jovem, uma das séries animadas da DC que mais fez sucesso, e Harley Quinn, uma outra série animada e inédita, porém, voltada ao publico mais adulto.

Além dessas três novidades, nada mais havia sido divulgado, e justamente por causa disto, os fãs não estavam colocando muita esperança no serviço, já que ele era focado exclusivamente no conteúdo de uma única editora. A grande pergunta e questão era como a DC iria fazer para o seu mais novo serviço vingar e também atrair os olhares dos fãs, já que existem tanto outros serviços pagos no mercado que já estão consolidados.

Logos das séries do DC Universe - Foto: DC Universe
Juntamente com o anúncio do nome do serviço, a editora resolveu revelar novos projetos. Além de Jovens Titãs, Justiça Jovem e Harley Quinn, o DC Universe também vai lançar outras duas séries em live action: a primeira será uma adaptação de um dos personagens mais famosos da Vertigo, Monstro do Pântano. Essa série terá James Wan, diretor de Aquaman e Invocação do Mal, como o produtor e responsável. Wan já prometeu vários monstros e um clima de terror para o programa.

Outra série é o primeiro derivado de Jovens Titãs, Patrulha do Destino. O grupo fará sua estréia na série dos já conhecidos heróis, e depois seguirá para seu próprio programa. Ainda foi revelado que Ciborgue fará uma participação no piloto da série.

É visível que a DC está tentando criar um novo universo para suas séries, totalmente desvinculado com o criado pela The CW. Ao que tudo indica, nenhuma relação entre os dois universos será feita, o que possibilita ao DC Universe uma chance de usar personagens mais conhecidos, e que a Warner/DC não deixa a CW usar. Como Ciborgue irá aparecer em Patrulha do Destino, é bem possível que outros membros da Liga da Justiça, como o próprio Batman, apareçam nas séries.

Pôster da 3ª temporada de Justiça Jovem - Foto: DC Universe
A DC está seguindo um caminho totalmente natural, que é focar em suas próprias produções, e lançar um produto exclusivamente seu. Vários canais já fazem e vão fazer isso, como é o exemplo da Disney, que também pretende lançar seu serviço de streaming, que contará com uma série em live action de Star Wars, além de uma nova série da Marvel.

Por enquanto ainda não foi revelado nem a data de lançamento do serviço ou seu valor. Infelizmente, no início, o DC Universe estará disponível apenas para o público norte-americano, então teremos que esperar e rezar para que ele venha para o Brasil, pois assim teremos ainda mais material para poder consumir da DC Comics.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Deadpool viaja no tempo para alterar a história e Cable é o único capaz de pará-lo em Deadpool Vs. X-Force


Com a estreia de Deadpool 2 nos cinemas, nada mais justo do que conhecer algumas das histórias do anti-herói nos quadrinhos, em especial aquelas que envolvam o Cable ou alguma participação da equipe X-Force. Obviamente não farei comentários diretos sobre a trama do filme ou darei spoilers, mas farei breves comparações, tendo em mente que o longa alterou alguns dos elementos do quadrinhos para melhor trabalhar com os personagens e sua história.

Escolhi trazer o arco Deadpool Vs. X-Force, originalmente publicado em 2014 e lançado no Brasil pela Panini no segundo volume da revista "Deadpool Extra" com o título Tempo de Morrer. Dividida em quatro partes, a história conta como Deadpool tem seus serviços de mercenário contratados para reescrever momentos chave da história americana. Quando um ponto de divergência é criado no fluxo cronológico, Cable resolve encontrar a fonte do problema e viajar no tempo até ela junto a um grupo de mutantes formando a X-Force.

Nessa edição a X-Force é composta por Cable, Apache, Dinamite, Míssil e Dominó - Foto: Mega Hero

Uma das razões particulares para cobrir essa HQ em particular, foi em razão do diferente tom dos personagens em relação ao filme. Aqui, Deadpool figura muito mais no papel de vilão (como ocorre em outras histórias), tendo Cable como o verdadeiro herói tentando proteger a história da humanidade. Outro ponto é poder ver uma outra configuração da equipe, que aqui se apresenta muito mais como uma equipe paramilitar e muito bem treinada.

Além disso, como esse arco foi publicado em 2017 no Brasil, ele é relativamente fácil de ser encontrado, em comparação a alguns arcos mais relevantes do mercenário.

Mas, ainda assim, é bom ver como alguns dos elementos que também estão na adaptação cinematográfica se apresentam nos quadrinhos, como a viagem no tempo, que aparentemente é baseada nos mesmo conceitos em ambas as mídias.

A edição nacional Deadpool Extra n° 2 que contém o arco Deadpool Vs. X-Force - Foto: Mega Hero

É importante notar, contudo, que essa história se passa antes do Deadpool conhecer Cable nas HQs, o que ocorreu na edição 98 de Novos Mutantes. Então é interessante ver os dois em pontos antagônicos, ainda que exista uma certa "forçação de barra" nesse arco específico, mas ao mesmo tempo é gratificante ver algumas referências às histórias clássicas do Deadpool.

Por mais que não adicione muito à mitologia do herói, Deadpool Vs. X-Force vale a pena como uma leitura rápida e para aproveitar a onda de Deadpool 2 e ver um outro lado do anti-herói.

Ficha Técnica:
Título: Deadpool Extra n° 2 - Tempo de Morrer (2017)
Editora: Panini
Roteiro: Duane Swierczynski
Arte: Pepe Laeeaz
Cores: Nolan Woodard
Letrista: Donizeti Amorim - ‘Don Dutch’
Tradutor: Mario Luiz C. Barroso
Editor original: Axel Alonso, Jordan D. White
Publicada originalmente em: Deadpool Vs. X-Force (2014) n° 1, n° 2, n° 3 e n° 4/2014 - Marvel Comics
Número de páginas: 81