sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Comemorações dos 35 anos dos Metal Heroes começam antes do esperado


O ano de 2016 tem sido um grande marco para os fãs de séries japonesas do gênero Tokusatsu, sobretudo daqueles que apreciam as mais populares do gênero.

Este ano três grandes franquias alcançam marcas invejáveis, talvez você não saiba, mas para uma marca durar tanto tempo no mercado (ainda mais em um mercado onde tudo muda o tempo inteiro) precisa ter muito gás e uma grande equipe envolvida. O gigante prateado da Tsuburaya completa 50 anos, o motoqueiro mascarado (Kamen Rider) ultrapassa quatro décadas e meia e Super Sentai a única franquia ininterrupta dessas citadas comemora os 40 anos de vida.

Longe dos "holofotes" da Toei (responsável por Kamen Rider e Super Sentai) outra franquia começa a ganhar destaque novamente na mídia. Popular no Brasil entre os anos 80 e 90, os Metal Heroes marcaram época e também são conhecidos por terem o maior número de séries passadas por aqui. Gavan, Sharivan, Shaider, Jaspion, Spielvan ("carinhosamente" chamado de Jaspion 2), Metalder, Jiraiya, Jiban, Winspector e Solbrain. Foram ao todo dez séries exibidas de um universo de dezessete, um bom número no fim das contas.

Kenji Ohba no papel de Ichijoji Takeshi (1982) - Foto: Reprodução internet

Em 2017 a franquia alcançará o marco de 35 anos de existência mesmo tendo parado de fazer séries lá em 1998 com Tetsuwan Tantei Robotack. De la pra cá a franquia só voltou a ser lembrada em 2012 quando comemorou 30 anos e o personagem que iniciou toda a história dos Metal Heroes, Gavan, teve um crossover com os Gokaiger. Timidamente naquele mesmo ano o filme Gavan: The Movie que trazia o novato Yuma Ishigaki no papel Geki Jumonji o Gavan Type-G. Mesmo com a presença do Gavan original interpretado por Kenji Ohba, o longa metragem não emplacou e ainda teve o azar de estrear juntos com outros blockbusters como 007: Operação Skyfall.

Gavan, o clássico de 1982 - Foto: Reprodução internet

O novo Gavan ainda iria aparecer mais duas vezes no universo da Toei. Ele apareceu em dois episódios do Super Sentai, Tokumei Sentai Go-Busters (2012) e o filme Super Hero Taisen Z (2013), esse último onde recebeu grande destaque e tivemos a presença de duas novas versões de Sharivan e Shaider. No ano seguinte a Toei deu um grande salto com dois longa metragens dirigidos por Koichi Sakamoto. Sharivan e Shaider: Next Generation (2014), foram lançados diretamente em Home-Video e trouxe os dois novos detetives espaciais envolvidos em uma trama divertida e que com um sabor dos anos 80.

Sharivan (Vermelho), Gavan (Prateado) e Shaider (Azul), a nova versão dos heróis - Foto: Reprodução internet

A última aparição de um personagem do gênero aconteceu em Outubro do ano passado quando o personagem Jiraiya interpretado por Takumi Tsutsui deu as caras no episódio trinta e quatro de Shuriken Sentai Ninninger (2015). Se analisarmos com cautela, é bem fácil de perceber que a empresa está tentando alavancar o gênero desde 2012, cada ano com uma produção diferente com exceção de 2016 que até o momento não trouxe nenhuma outra produção televisiva ou cinematográfica.

Porém faltando bem pouco para 2017, a Toei decidiu voltar as atenções para os heróis de metal. Programado já para o próximo ano, teremos dois novos filmes para serem lançados em DVD e Blu-Ray. Koichi Sakamoto retorna ao lado de Naruhisa Arakawa (Gokaiger) com Gavan vs Dekaranger e Girls in Trouble: Space Squad Episode Zero. O primeiro filme reúne pela primeira vez o Gavan Type-G com os Dekaranger, Super Sentai de 2004 enquanto o segundo longa irá focar nas protagonistas femininas de Dekaranger e do universo "Next Generation" dos novos Detetives Espaciais.

Os dois novos filmes do universo dos Metal Heroes - Foto: Reprodução internet

Esse anuncio por si só já é o marco do aniversário de 35 anos dos heróis, mas ele não vem sozinho. Também programado para 2017, o Gavan (original) será re-lançado em Blu-Ray. O primeiro Box será lançado no dia 01 de Janeiro, enquanto o segundo no dia 8 de Março e todos os quarenta e quatro episódios estarão presentes nesse box fantástico que terá informações adicionais como um bate-papo com Kenji Ohba (Gavan), Osamu Kaneda (diretor da série) e Jun Murakami (Suit Actor de Gavan). Tudo isso custando 29.000, algo em torno de R$ 932,00, um preço salgado mas que para um bom colecionador, com certeza vale a pena.

Da esquerda para a direita, Osamu Kaneda, Kenji Ohba e Jun Murakami - Foto: Reprodução internet

Mas não é só de filmes e séries que os fãs de Metal Heroes vivem. Finalizando a lista de novidades (até o momento) temos uma fantástica peça de colecionador. Aguarda para Janeiro de 2017 a Tamashii Lab Laser Blade é o acessório definitivo para você que quer ser o Gavan. Custando 16.200 ienes (R$ 521,00). A espada foi desenvolvida Tamashii Lab e possui um sensor que ao contato com sua mão, acende a lâmina da mesma forma que vemos na série de TV. De quebra ela ainda faz sons que reproduzem os feitos da série e toca BGM's (músicas de fundo) e acompanha um suporte.



2016 caminha para a sua reta final e 2017 promete ser também um grande ano para os fãs de Tokusatsu. E aqui no Mega Hero você vai acompanhar todas as novidades relacionadas aos Metal Heroes.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Porque você deve ler Magisterium, a nova série de livros de Holly Black e Cassandra Clare


Olá novamente pessoal! Estou de volta para falar sobre livros. Na verdade, sobre uma série em específico. Magisterium, que é uma parceria entre as autoras Holly Black e Cassandra Clare, e que definitivamente vai conseguir prender muita gente.

Para quem não conhece, Cassandra Clare é a responsável pelas séries Os Instrumentos Mortais, As Peças Infernais e os Artifícios das Trevas. Já Holly Black, é mais conhecida pela série As Crônicas de Spiderwick, que ganhou um filme em 2008 pela Paramount.

Antes de mais nada, devo dizer que essa matéria não será uma crítica dos dois livros já lançados, mas sim uma espécie de apresentação para fazer com que novas pessoas comecem a ler a série. E prometo que em breve irei postar minhas críticas de O Desafio de Ferro e A Luva de Cobre.

Agora, sem mais delongas, vamos ao que realmente interessa, que é eu tentar convencer vocês, leitores.

Magisterium é muito bom, vale a pena ser lido. Fim de papo, agora podem ir na livraria mais próxima e comprar. Brincadeira pessoal. Falando sério agora. Magisterium realmente é uma série muito boa e divertida. Na verdade, eu devorei os dois livros sem nem sentir, isso tudo por causa da forma como a história é escrita. A fusão entre Holly Black e Cassandra Clare, fez surgir uma narrativa bem fluida e que te prende a todo momento.

Eu arrisco a dizer que existe mais da escrita de Black do que de Cassandra nos livros, pois, como leitor de Os Instrumentos Mortais, e de todas as outras séries da autora, eu reconheço bem sua forma de escrever, que em algumas horas chega a ser um pouco parada. Porém isso não ocorre com Magisterium. O livro possui uma dinâmica fantástica, e esse é um dos fatores que irá fazer com que os leitores se apaixonem pela série, além é claro, da história e dos personagens.

Os personagens são um dos maiores pontos da série. O trio principal, Callum, Aaron e Tamara são bem carismáticos e o leitor consegue se prender muito a eles. Eu por exemplo me tornei bem apegado à Callum.

O interessante é que cada um deles tem um segredo. Não irei contar pois seria spoiler, mas acredite, esse segredo acaba de certa forma influenciando e muito na história da série.

Muita gente vai relacionar o trio com Harry, Rony e Hermione, porém, é justamente isso que as autoras querem, que você sinta uma familiaridade com eles. Elas usaram a série criada por J.K. Rowling como uma fonte de inspiração para Magisterium. Eu sinceramente não vejo problema nisso, meu problema é quando o autor quer fazer algo parecido, porém não admite, mesmo que todos os indícios estejam no livro.

Outra coisa que fará os leitores relacionarem a história com Harry Potter é o fato de que Magisterium é sobre uma escola de magia. Porém, não é uma magia igual à usada por Rowling. Cassandra e Black resolveram usar magia elemental em sua história, e isso acaba deixando tudo ainda mais atrativo e interessante para o leitor.

Se vocês gostaram da animação Avatar: A Lenda de Aang, então tenho certeza de que vão adorar Magisterium. Imaginem magos que podem dobrar os elementos a sua vontade. É exatamente disso que se trata a história. Callum, Aaron e Tamara devem aprender a dominar os elementos enquanto travam uma batalha mortal contra o Inimigo da Morte, que quer dominar o mundo com sua magia do Caos.

Atualmente já foram lançados dois dos cinco livros da série: O Desafio de Ferro (The Irion Trial) e A Manopla de Cobre (The Copper Gauntlet). O terceiro livro, The Bronze Key (A Chave de Bronze em tradução livre), será lançado internacionalmente na semana que vêm, e a Galera Record, editora responsável por lançar os livros no Brasil, ainda não divulgou quando será lançado por aqui.

O nome dos outros dois livros são: The Golden Boy (O Garoto Dourado) e The Enemy of Death (O Inimigo da Morte). É bom lembrar que os títulos podem ser alterados, como ocorreu com A Manopla de Cobre, que antes iria se chamar The Copper Mask (A Máscara de Cobre) e com The Bronze Key (A Chave de Bronze), que antes seria chamado de The Cosmos Blade (A Lâmina do Cosmos em tradução livre).

Para finalizar, aqui vai uma curiosidade. Cassandra e Black venderam os direitos de adaptação de O Desafio de Ferro para a Constantin Films, a mesma empresta responsável pela adaptação de Os Instrumentos Mortais, tanto para o cinema quanto para a série de televisão, Shadowhunters. Porém, nenhuma novidade a respeito surgiu, e muitos fãs acreditam que a adaptação poderá não ocorrer. Eu até prefiro que seja assim, pois é melhor não ter uma adaptação, do que ter uma malfeita.

É isso pessoal, espero que tenham gostado da matéria. Se já tiverem lido a série, deixem nos comentários o que acharam sobre ela. E fiquem de olho que em breve as críticas estarão disponíveis no site.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ação e suspense marcam Nerve: Um Jogo Sem Regras


Com a crescente onda de jogos e aplicativos para smartphones, surgem a todo momento ideias inovadoras que exploram as infinitas capacidades que a tecnologia nos proporciona. Nerve: Um Jogo Sem Regras, a mais nova produção da Lionsgate, traz exatamente esse conceito em meio a um enredo repleto de ação e suspense, onde jogadores colocam sua vida em risco em uma série de desafios.

O filme introduz a jovem Vee (Emma Roberts), uma tímida adolescente que sonha em entrar para uma faculdade ao final do ensino médio. Sempre levando sua vida de maneira controlada e sem tomar grandes riscos, ela vê todo seu mundo mudar após brigar com Sydney (Emily Meade), sua melhor amiga, o que faz com que resolva entrar em Nerve, um jogo no qual precisa executar desafios que vão de encontro ao modo como sempre agiu.

Ao se inscrever em Nerve, há a opção de seguir como jogador, a pessoa que deve realizar os desafios e ganhar a recompensa em dinheiro para cada vitória, ou observador, aquele que envia os desafios para os jogadores e observa seu cumprimento. Para provar que todos estavam errados sobre si, Vee se inscreve como jogadora e em seu primeiro desafio, deve beijar em público o misterioso Ian (Dave Franco), outro jogador. A partir daí, os desafios passam a unir os dois em situações cada vez mais perigosas.

Ian (Dave Franco) e Vee (Emma Roberts) - Foto: Niko Tavernise

Em um primeiro momento, a ideia de existir um aplicativo/jogo que permita a pessoas desafiarem e acompanhar a vida de outros parece um tanto absurda. Mas com pouca reflexão, a existência de um jogo como Nerve no mundo atual passa a ser algo bastante possível. Com o sucesso de reality shows e até de aplicativos como o Snapchat e o Periscope, a vida de muitos já está publicizada na internet, sem falar na existência de jogos que estimulem as pessoas a sair de sua zona de conforto para chegar a algum objetivo, a exemplo de Pokémon Go fazendo jovens e adultos saírem por ai. Assim, não haveria surpresa se surgisse um jogo que reproduzisse, de certo modo, as bases de Nerve.

No filme, é interessante perceber como é trabalhada essa dinâmica de um jogo com altos riscos em uma sociedade no nível da que vivemos. Os comportamentos de jogadores e, principalmente, de observadores, são bastante reais na medida que tomam escolhas e posicionamentos extremamente cabíveis. Os observadores tomam a ideia toda como se fosse um simples jogo, sem considerar a vida dos jogadores no processo, o que acaba elevando a tensão na trama sem criar grandes absurdos.

No decorrer da história, também se eleva o suspense com a incerteza de quem é observador, pois, em um certo ponto, todos começam a parecer suspeitos, o que faz com que os protagonistas sejam vigiados a todo momento. Por outro lado, o suspense criado não retira a naturalidade da trama, sendo ela balanceada com circunstâncias divertidas e pitadas de drama adolescente. Ainda, traz bons momentos de ação típicos da Lionsgate em seus filmes recentes.

São apresentados, ainda, inúmeros personagens com personalidades formadas, mas que não vem a interferir tanto no desenrolar dos fatos como os protagonistas. Há um foco especial para o relacionamento entre Vee e Sydney, que têm sua amizade posta a prova diante da pressão criada pelo jogo e das diferenças de comportamento que cada uma apresenta.

Contudo, no geral, o verdadeiro centro da narrativa está sobre Vee e Ian. Com a sucessão de desafios, os dois passam a se conhecer melhor, criando vínculos e aprendendo defeitos e qualidades um do outro. Há uma insegurança sobre a real identidade de Ian que é bem trabalhada e não deixa de ser explicada até o final do filme, que acaba parecendo um pouco corrido, mas sem grandes prejuízos.

Nerve: Um Jogo Sem Regras traz uma trama equilibrada entre ação e suspense para ser aproveitada por jovens e adultos. Com uma história bem construída e um ritmo satisfatório, desenvolve bem seus personagens com histórias envolventes e uma dose certa de tensão.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Pets é uma animação adorável e engraçada sobre animais de estimação e amizade


Quem tem animais de estimação sabe muito bem como é a vida com cada um de seus bichinhos e como é triste sair de casa deixando-os para trás. A nova animação da Illumination Entertainment, Pets - A Vida Secreta dos Bichos, trabalha com inteligência e humor trazendo todos os clichês construídos sobre animais de estimação de uma maneira muito divertida e que muitos irão se identificar.

O foco central da história é o cãozinho Max que, como a maioria dos cachorros, tem uma paixão absurda por sua dona Katie, que o adotou após encontrá-lo na rua. Max se pergunta todos os dias para onde sua querida dona vai quando sai de casa e não vê a hora de vê-la novamente. Após conhecermos sua rotina, somos apresentados aos outros pets moradores do prédio. Hamsters, cachorros de várias raças, gatos, peixe, periquito, que se visitam quando todos os donos saem para resolver suas vidas pela cidade.

O mundo de Max parece perfeito com Katie e as visitas de seus amigos, que aprontam muito, até que um dia sua dona aparece em casa com um novo cachorro, também adotado. O coração de Katie não aguentou e acabou trazendo um novo e enorme companheiro para um horrorizado Max, que agora teria que dividir a atenção da dona.

Max e Duke não se dão nada bem e, por causa de uma confusão, acabam perdidos na rua dando início a grande aventura do filme, que é voltar para a segurança do lar com Katie. Claro que após o desaparecimento do querido Max do condomínio, Gidget, que é apaixonada por ele, monta uma força tarefa com animais de estimação, incluindo um gavião que adoraria devorar todos eles, para resgatar Max e Duke, mesmo que isso signifique enfrentar uma seita de ex-animais domésticos rebeldes, que vivem em comunidade no esgoto e são liderados por um assassino coelhinho branco.

Foto - Reprodução internet

Em várias situações apresentadas no filme, mesmo que em contextos absurdos, donos de animais de estimação conseguem se identificar e dar boas risadas como entrar e sair de casa para pegar algo que esqueceu e seu cachorro pirar pensando que você já voltou, ou apenas gatos fazendo gatices (donos de gato vão entender completamente ao assistirem o filme).

O filme não é só divertido e traz uma forte mensagem sobre amizade. Duke e Max não se davam nada bem e brigavam pelas coisas mais banais dentro de casa, mas ao se descobrirem sozinhos e perdidos na rua, os dois tiveram de aprender a confiar e depender um do outro para que conseguissem rever sua dona. A mesma mensagem é passada quando um grupo de animais vizinhos de Max resolvem sair da segurança de seus lares para enfrentar o perigoso "mundo lá fora" e encontrar a dupla perdida.

Além disso, o longa explora bem as relações de cada dono com seu pet de uma maneira bastante interessante. No início do filme, a única dona que tem sua imagem inteiramente mostrada é Katie, e nas outras tomadas mostrando os animais que vivem próximo a Max, os donos são retratados com seus pés ou da cintura para baixo, bem a lá Vaca e o Frango. No fim, os donos são finalmente revelados se relacionando com seus pets, demonstrando todo carinho e saudade depois de passarem o dia todo fora, demonstrando que não são só os animais que sentem falta desse convívio.

Pets - A Vida Secreta dos Bichos é um filme que diverte tanto crianças, como adultos, que poderão lembrar-se de seus próprios animais de estimação em casa e sua relação com eles. Mas recomendo imensamente para aqueles que ainda não possuem um amiguinho peludo, ou com penas, escamas etc., a assistir! Quem sabe não estimula a adotar um novo amigo? Ou se não, pelo menos sei que boas risadas serão dadas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

As manifestações culturais de Tokusatsu no Brasil


Gostar de Tokusatsu é realmente uma arte! Passar horas na internet procurando imagens raras para colocar em um acervo pessoal e baixar episódios é quase a rotina de um Tokufã.

As redes sociais ajudaram muito a ampliar esse público. Outrora você não tinha como conhecer uma pessoa que gostava do mesmo Super Sentai que você e muito menos participar de fóruns de discussão. Depois de uma época onde a maior parte de informação era graças a revistas (Olá Herói!), a internet proporcionou a criação da Tokunet (termo que já comentamos na matéria anterior).

Mas fugindo um pouco do âmbito "online", quais outras oportunidades tivemos (ou temos) aqui no Brasil para encontrar aquele amigo que gosta de Tokusatsu? Desde o inicio dos eventos de cultura japonesa que grupos locais se mobilizam para reunir os fãs dos heróis de spandex japoneses. As conhecidas salas temáticas ganharam notoriedade em meados dos anos 2000 com a ajuda de sites como Megasatsu e Tokubrasil. Não demorou muito para o modelo passar a ser "copiado" por outros produtores de evento pelo Brasil e bem pouco tempo, todo evento de anime tinha sua salinha de exibição de Tokusatsu.

Alguns desses fãs (que também posso chamar de produtores de conteúdo) não se contentaram apenas com salas em eventos e arriscaram criar seus próprios eventos voltados ao gênero. No embalo da exibição de Ultraman Tiga para comemorar 30 anos da franquia Ultraman (foto ao lado), a gibiteria Comix Book Shop organizou o evento Ultracon (1996), no Anhembi, auditório Elis Regina, localizado em São Paulo, capital. O evento foi encabeçado por nomes conhecidos do universo Tokusatsu como Alexandre Nagado e Marcelo Del Greco. Também houve uma Ultracon no ano 2000 e uma terceira e última com a presença de Ricardo Cruz também no mesmo ano. Vale ressaltar que essa não foi a primeira iniciativa com o gigante prateado. Em 1991, Alexandre Nagado promoveu um min-evento na Gibiteca Henfil, no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O evento comemorou os 25 anos do herói com palestra, exposição de ilustração e exibição em VHS.

Paralelo às salas de exibição em eventos como AnimeFriends e AnimeCon, fãs se reuniam em locais como o Centro Cultural de São Paulo para assistir seriados clássicos dos anos 70, 80 e 90, dar um belo passeio no bairro da Liberdade também em São Paulo. Em Salvador o site OLAAC (Oxente Live Action Anime Club de 2001) organizava exibições mensais de Tokusatsu e como naquele período o material era escasso na internet, toda exibição era motivo de comemoração.

Só abrindo um parentese. Para quem não sabe o AnimeCon foi o evento pioneiro aqui no Brasil de cultura pop japonesa. A feira começou em 1999 e ao decorrer dos anos trouxe artistas como a Kira da Band Kids e o dublador Toru Furuya (Saint Seiya). Sentiu saudades? Quem sabe não role uma matéria sobre esses eventos depois aqui no Mega Hero.

Com o passar dos anos o evento Anime Friends cresceu de maneira descomunal em São Paulo e a Yamato, produtora responsável começou a ramificar para outras regiões do Brasil com eventos menores, só que carregando o mesmo peso de qualidade. Foi nesse período que os fãs de Tokusatsu tiveram o privilégio de conhecer os seus cantores favoritos. Akira Kushida, Nobuo Yamada, Psychic Lover foram alguns dos nomes que passaram por aqui. Recentemente a Yamato proporcionou encontros com atores que marcaram época no Brasil com as suas séries, como Takumi Tsutsui (Jiraiya) e Tetsuo Kurata (Kamen Rider Black).

Tetsuo Kurata no Anime Friends 2015 - Foto: Reprodução internet

Fora do núcleo de grandes eventos outros grupos começaram a se manifestar em suas regiões. Em São Paulo, seguindo os moldes de encontros antigos o grupo Shocker Project realiza todos os Sábados exibições com séries de heróis japoneses desde 2013. No Rio de Janeiro em 2014 aconteceu a primeira edição do Henshin Rio um grande encontro de fãs de Tokusatsu com exibições, exposição de brinquedos, karaokê e videogames. Já em Belo Horizonte o site Senpuu realizava encontros com fãs para papear e falar de Tokusatsu, a última edição aconteceu em 2013.

Gostaria se me permitirem de falar também do evento que o Mega Hero realiza desde 2012, na época éramos chamados de Toku Bahia (Alguém lembra?). O Super Nippo Heroes é um projeto que criamos em inspiração dos grandes encontros que aconteciam no Brasil. Com uma edição ano sim, ano não o projeto traz circuitos de palestras e bate-papos além de exibições e atividades temáticas.

Por fim, a Tokunet ganhou em 2015 um grande evento promovido pela Sato Company (Sim. aquela que trouxe Cybercop aqui para o Brasil). Intitulado apenas de Festival de Tokusatsu, o evento foi uma parceria da produtora junto com a PlayArte para resgatar as antiga séries que passaram no Brasil. Foi uma oportunidade única para os fãs assistirem Changeman e Jaspion nas telas de cinema e voltar a infância mais uma vez.

Primeira edição do Super Nippo Heroes em 2012 - Foto: Mega Hero

É muito incerto traçar como será as manifestações futuras de fãs de Tokusatsu aqui no Brasil. Infelizmente esse vasto universo ainda é um nicho aqui em nossa Terra e não tem o mesmo impacto que outras produções, sobretudo norte-americanas. Mas como um apreciador desse segmento da cultura nipônica, continuo acreditando que o amanhã será sempre melhor e com muito mais Tokusatsu.

E você, conhece alguma manifestação de Tokusatsu na sua cidade? Tem alguma história para contar? Deixe nos comentários.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Como é? Godzilla vai ganhar filme animado em 2017


Com novo filme dominando nos cinemas japonesas (Shin Godzilla), o Rei dos Monstros continua com fôlego e mais um projeto é anunciado.

Se você é um daqueles que acompanha o Mega Hero a algum tempo, sabe que sou um fã incondicional de longas e produções com Kaijus sobretudo com o Godzilla como protagonista. Então imagine como está a minha saúde mental só de saber que o novo filme estreou no Japão e eu não consegui ver ainda. Mas calma, vamos torcer para que essa belezinha venha para o Brasil.

O roteirista, Gen Urobuchi, conhecido por Kamen Rider Gaim (Sim, aquele Kamen Rider que todo mundo falou mal mas depois pagou com a língua), Madoka Magica e Thunderbolt Fantasy, anunciou que será o responsável pelo roteiro da próxima animação de Godzilla.

Urobuchi já havia falado que o projeto estava sendo desenvolvido em segredo durante 16 meses, e que ele já estava inquieto para poder anunciar a novidade. Logo após isso, o roteirista usou seu Twitter para divulgar a primeira imagem teaser do projeto.

O filme está programado para ser lançado nos cinemas japonesas em 2017 e está sendo produzido pela Polygon Pictures, estúdio responsável por Knights of Sidonia, além disso, Kobun Shizuno e Hiroyuki Seshita são os diretores da animação.

Shizuno, que já dirigiu Knights of Sidonia e o mais recente filme de Detective Conan, falou:

“Nosso objetivo é criar uma animação em grande escala para as pessoas que gostam do Godzilla, e até mesmo para quem não está tão familiarizado com ele. Fiquem ligados, por favor!”

Seshita, que trabalhou em Parasite Eve, Final Fantasy, e Kingdom Hearts, e que dirigiu Ajin e co-dirigiu Knights of Sidonia, acrescentou:

“Juntamente com Gen Urobuchi e Shizuno Kobun, dois criadores de um talento quase sobre-humano, iremos criar uma visão magnifica do mundo e do drama humano.”

Por último, Urobuchi afirmou no site oficial do filme:

“Acho que trabalhando em um título como Godzilla é uma grande honra para alguém nascido no Japão. Nós vamos fazer nosso melhor trabalho para atender às expectativas das pessoas, e gostaríamos de agradecer ao grande número de pessoas que estão nos apoiando.”

Galera de responsa envolvida heim? Ah sim, mas é bom lembrar que essa não é a primeira animação do monstrengo. Em 1978, o Rei dos monstros ganhou uma animação pela Hanna Barbera pelo canal NBC. A série teve apenas 26 episódios, mas se tornou um cult dentro da comunidade fãs.

Um pouco mais tarde em 1998, Godzilla: The Animated Series era lançada. A animação durou duas temporadas num total de 40 episódios e serviu como sequência para o filme de 98. Apesar de se basear no universo do longa metragem, a animação é muito superior e acrescenta muitos detalhes como novos Kaijus.

Mas enquanto não sai a animação, vamos torcer para que o novo filme que estreou recentemente no Japão, chegue aqui pra gente.