HÁ UM HERÓI EM TODOS NÓS Cinco amigos produzindo conteúdo juntos


Quando falamos em desenhos animados, a maioria das pessoas pensa logo em temáticas bobas, traços totalmente cartunescos e voltadas exclusivamente para o público infantil, porém, atualmente sabemos que não é bem assim.

Várias dessas produções, além de serem para o público mais novo, também acabam chamando bastante a atenção de adolescentes e adultos, especialmente destes últimos. Steven Universe é um desses casos, em que é altamente consumido por adolescentes e adultos, justamente por causa de sua história e mensagem.

Steven Universe foi criado por Rebecca Sugar, que trabalhava anteriormente em Hora de Aventura, produzido e exibido pelo Cartoon Network. O que mais chama atenção no desenho, além de seus traços, é obviamente sua história e as mensagens que são passadas através de seus personagens, como eu já havia anteriormente mencionado.

Pôster de Steven Universe - Imagem: Cartoon Network
Rebecca nos apresenta a história de Steve Universe, um menino que mora na cidade fictícia de Beach City junto com as Crystal Gems, seres intergaláticos que são representações de diferentes tipos de minerais. As principais Gems que conhecemos logo que começamos a série são Garnet, Pérola e Ametista. Elas compõe o corpo familiar de Steven, junto a seu pai, Greg.

O interessante disso tudo é que vamos acompanhando a história de amadurecimento de Steven a medida que os episódios são exibidos, e também começamos a entender mais a respeito de sua história e também das Crystal Gems. Não falarei tanto a respeito disso pois acabaria sendo spoiler e iria estragar a melhor parte do programa.

A missão de Steven e das Gems é proteger a Terra da ameaça de outras Gems corrompidas e malignas do Planeta Natal, o local da onde a grande maioria das Gems vêm. A partir dai temos todo um desenvolvimento de história, personagens, personalidade e revelações. Tudo se encaixando de uma forma simplesmente maravilhosa e única, fazendo com que o telespectador se torne cada vez mais fãs desses personagens e que, na grande maioria dos casos, se identifique com uma Gem.

Porém, o ponto onde quero chegar é o seguinte: mesmo sendo um desenho "infantil" Steven Universe trata de temas muito sérios e que são transmitidos de uma forma um tanto quanto delicada e simples, para que o seu telespectador consiga realmente captar a mensagem da melhor maneira possível, e também da mais saudável, justamente pelo fato de crianças também acompanharem.

Deedee Magno Hall (Pérola), Rebecca Sugar (criadora), Michaela Dietz (Ametista) e Zach Callison (Steven) - Imagem:
Los Angeles Times
Um ponto bastante importante é que essa série foi a primeira do Cartoon Network a ser exclusivamente criada e produzida por uma mulher,  Rebecca Sugar. Para alguns isso pode não ter muita importância, porém é justamente ai que se enganam. Esse fato muda totalmente a visão em cima da série, pois a forma com que Rebecca trata de temas como: relacionamentos abusivos, traumas psicológicos, amor, relações familiares, natureza e amadurecimento é tão única. Pois ela teve o cuidado de saber como abordar esses temas, sem ficarem totalmente caricatos, mas ainda sim, levantando toda a discussão que merecem.

Outro tema que é muito abordado é a temática LGBTQ+, aqui visto através das Crystal Gems. Esse é o único spoiler que darei. O publico LGBTQ+ consome bastante a animação, justamente pelo cuidado que sua criadora tem com a temática, mostrando de forma bem delicada como o amor e o respeito são possíveis em todas as formas.

Eu não poderia esquecer de falar sobre as músicas, que são um outro ponto que chama bastante a atenção de quem acompanha a série. Rebecca é a responsável por compor grande parte das canções da série e em muitos casos ela mesma empresta sua voz para essas músicas. Cada música marca um personagem e um fã de uma maneira diferente e é isso que torna tudo tão especial e único.

Agora você deve estar pensando: "provavelmente essa série deve ser grande e eu tenho preguiça de acompanhar". Pois bem, aqui vão algumas informações que podem te ajudar:

Steven Universe possui cinco temporadas, somando um total de 160 episódios. Porém, calma. Cada episódio possui uma média de 11 minutos, então é bem rápido de ser visto. Depois que a pessoa tiver assistido a série, ele deve procurar Steven Universe: The Movie, que se passa dois anos após a série e continua a contar a história dos personagens. Após o filme temos o epílogo da série, Steven Universe Future, que serve como uma conclusão para toda a história que já foi contada e que possui 20 episódios, também de 11 minutos cada um.

Steven Universe Future - Imagem: Cartoon Network
Eu comecei a ver Steven por causa de alguns amigos que ficaram falando que eu iria adorar, e eles estavam certos. No começo admito que não me chamou atenção, porém, a medida que fui acompanhando a história, me interessei cada vez mais e isso despertou em mim uma grande paixão. Atualmente é um dos meus desenhos favoritos e eu faço questão de indicar a todas as pessoas que conheço.

Se vocês estão atrás de uma história leve, divertida, que vai te inspirar, te fazer chorar, rir e trazer conforto, então veja Steven Universe. Garanto que não irão se arrepender e que irão gostar tanto quanto eu.

Na manhã de ontem (16/03), os fãs de Tokusatsu dos Estados Unidos foram surpreendidos com a chegada de um novo serviço de stream, um stream dedicado aos seriados de Tokusatsu.

O universo fantástico do Tokusatsu, revolucionário gênero de entretenimento japonês conhecido por seus efeitos especiais únicos e batalhas épicas, ganhou um espaço dedicado nos Estados Unidos. Fruto da parceria da Shout! Factory (que lança DVD's legalizados de Super Sentai na América do Norte) e Pluto TV, estreou hoje o TokuSHOUTsu.

O novo serviço de stream dedicado inteiramente ao Tokusatsu é um passo ousado dentro do território americano. Mais ousado ainda porque ele é inteiramente gratuito (pelo menos por enquanto), sendo sustentado apenas por anúncios, semelhante ao que faz a Crunchyroll com usuários não assinantes. O lançamento do TokuSHOUTsu usou como chamariz a série Kamen Rider de 1971, seriado esse que deu start a uma das maiores franquias do gênero Tokusatsu.

Kamen Rider de 1971 já está disponível para os norte-americanos - Foto: Reprodução internet

Com séries e conteúdos originais chegando no futuro, o TokuSHOUTsu pretende ser o canal obrigatório para os devotos de longa data de Tokusatsu. Nesse momento estão disponíveis as seguintes produções: Kamen Rider (1971), Ultraman Leo (1975), Jetman (1991), Zyuranger (1992), Dairanger (1993), Kakuranger (1994), Ohranger (1995), Carranger (1996), Megaranger (1997), Gingaman (1998), GoGo V (1999), Timeranger (2000), Gaoranger (2001) e Hurricanger (2002). Todas elas com áudio original e legendas em inglês.

Além das séries o serviço traz os programas: Let's Talk Toku, programa apresentado por Squall Charlson onde irá trazer curiosidades e debates sobre Tokusatsu com diversos convidados, Backlot, um programa dedicado aos bastidores das séries de Tokusatsu e cobertura de eventos ao vivo começando com a Power Morphicon que acontece em Setembro desse ano.

TEM CHANCE DE CHEGAR AO BRASIL?

Nos Estados Unidos o TokuSHOUTsu estará disponível no Pluto TV em todos os principais dispositivos e serviços de streaming digital, incluindo Roku, Amazon Fire, Apple TV, Google Chromecast, consoles e as principais TV Smart.

No Brasil os fãs conheceram a franquia Kamen Rider com Kamen Rider Black
- Foto: Toei

A esperança do Brasileiro está em um lançamento planejado para o final desse ano (via Observatório de Séries). O Pluto TV, o serviço de streaming gratuito suportado por anúncios da ViacomCBS, será lançado na América Latina no final de março.O serviço deve chegar ao Brasil até o final de 2020.

O serviço oferecerá programação em espanhol e português. Pluto TV estará disponível nas plataformas das operadoras de cabo, em seu próprio site e por meio de um aplicativo iOS e Android. "O lançamento do Pluto TV na América Latina permite que nossos parceiros ofereçam a seus telespectadores um novo serviço de valor agregado, complementando suas ofertas premium e lineares", disse Pierluigi Gazzolo, presidente de estúdios e OTT da ViacomCBS Networks International. "Estou confiante de que o serviço se tornará rapidamente uma plataforma essencial para parceiros e consumidores em toda a América Latina, como nos EUA e na Europa".

A formação inicial de canais inclui; Pluto TV Cine Estelar, Pluto TV Cine Acción, Pluto TV Cine Drama, Pluto TV Cine Comedia, Pluto TV Cine Terror, Pluto TV Series, Telefe Clásico, MTV Vintage, Nick Pluto TV, Nick Jr. Pluto TV, Pluto TV Junior, Pluto TV Kids, Pluto TV Anime, Pluto TV Deportes, Pluto TV Cocina, Pluto TV Viagens . Mais de 80 canais em todos os gêneros são projetados até o final de 2020. Resta torcer que o TokuSHOUTsu venha nessa leva.



Em tempos onde Marvel e DC ditam o cinema que envolve super heróis, uma outra editora busca abocanhar uma parcela desse mercado, mas será que ela tem poder e vontade pra isso?

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A Valiant Comics ainda é uma "recém-nascida" se compararmos com as outras citadas anteriormente, mas tem um potencial tremendo. Apesar de ter pouco mais de três décadas, a Valiant criada por Jim Shooter (ex-editor da Marvel) já tem uma fã-base considerável e um prestígio dentro da comunidade de consumidores desse tipo de mídia. Personagens como Ninja, X-O Manowar e o próprio Bloodshot, já são amplamente conhecidos e seus quadrinhos já se popularizaram.

Entre 2015 e 2019 a SONY adquiriu os direitos para produzir cinco longas baseados nos quadrinhos de Bloodshot e Harbinger. E a primeira etapa chega aos cinemas agora em 2020 com a adaptação de Bloodshot com Vin Diesel no papel principal.

Vin Diesel é o imparável Ray - Foto: Reprodução internet

David S. F. Wilson (Love, Death and Robots) dirige a adaptação que traz elementos de ficção científica e longas de ação dos anos 90. Na trama, Ray Garrison (Vin Diesel), um soldado americano é morto em uma missão e ressuscitado como super-humano pela empresa RST, comandada pelo misterioso Dr. Emil Harting (Guy Pearce). O corpo de Ray agora conta com um exército de nanorobôs que lhe concede força sobre-humana e uma capacidade de regeneração inimaginável. Mas, ao controlar o seu corpo, a empresa controla também a sua mente e memórias. Agora, Ray não sabe o que é real e o que não é, mas está decidido a descobrir a verdade.

Nos primeiros minutos de filme acreditamos que "Bloodshot" se encaixa no que chamamos de filme de "vingança" e surpreendentemente se desenrola em uma trama que envolve conspiração onde o telespectador fica em um limiar para tentar descobrir o que é real e o que não é real. Com certeza esse é o elemento que faz com que a obra não se perca no "filme genérico de ação" e traga algo minimamente interessante de se acompanhar.

Ray ganha uma segunda graças à tecnologia da RST comandada por
Emil Harting - Foto: Reprodução internet 

Apesar de ser baseado no personagem da Valiant, David S.F. Wilson faz uma adaptação palatável para todos os tipos de público. Não é necessário um conhecimento prévio de Bloodshot para se aventurar no universo. Obviamente os fãs de longa data vão encontrar easter-eggs e outras referências espalhadas pelo filme, mas nada que comprometa o enredo para quem não consome os quadrinhos.

Vin Diesel consegue captar o amargurado e implacável Ray Garrison, enquanto todo o elenco de apoio encabeçado pela atriz Eiza González que faz a personagem KT, circunda o personagem principal criando uma história de origem consistente e de fácil compreensão.

Ray ganha um poder sobre-humano graças aos nano robôs - Foto: Reprodução internet 

A falta de uma trilha sonora marcante deixa o filme sem uma identidade. Momentos onde era necessário uma música para dar enfase a uma situação especifica, acaba ficando apático e esquecível. O teor violento da obra original também foi amenizado para que o filme atingisse um público maior e é até entendível caso a Sony planeje criar uma série de longas dentro do universo da Valliant com o intuito de alcançar os mais jovens.

Bloodshot pode ser a porta de entrada para quem não conhece os personagens da Valliant e também um entretenimento para quem quer apenas um filme de ação com uma pitada de ficção científica.


Alguns meses atrás a Disney anunciou um misterioso projeto intitulado "Luminous", que envolvia uma das suas marcas mais poderesas Star Wars. E o segredo foi enfim revelado.

O projeto foi originalmente anunciado durante a New York Comic Con 2019 e foi descrito como uma "nova série que vai ser explorada por meio de livros e quadrinhos conectados uns aos outros, criando assim um universo compartilhado dentro do universo de Star Wars".

Ontem (24/02), em um evento em Los Angels, foi revelado que o Projeto Luminous na verdade se chama Star Wars: The High Republic, a campanha de publicação da Lucasfilm em 2020, que irá explorar o universo da franquia 200 anos antes dos eventos de A Ameaça Fantasma.

Logo oficial de Star Wars: The High Republic - Imagem: Star Wars / Disney LucasFilm Press

As publicações das novas histórias começarão no final do ano através de vários romances para jovens adultos, livros infantis e quadrinhos de diversas editoras, incluindo Disney Lucasfilm Press, Del Rey, IDW Publishing, e Marvel.

Star Wars: The High Republic será ambientado em uma era em que a República Galáctica e a Ordem Jedi estão no auge, cerca de 200 anos antes dos eventos de Star Wars: A Ameaça Fantasma. Este período na linha do tempo da franquia não interfere com nenhuma outra produção já feita, seja ela em série, filme ou animação. Isso acaba dando aos criadores e parceiros uma grande quantidade de espaço para contar novas histórias e criar personagens originais.

Arte conceitual de The High Republic - Imagem: Star Wars / Disney LucasFilm Press


A primeira leva de autores que compõem o elenco de The High Republic conta com: Claudia Gray, Justina Ireland, Daniel José Older, Cavan Scott e Charles Soule.

Os primeiros livros e quadrinhos serão lançados na Star Wars Celebration, em agosto de 2020, com Star Wars: The High Republic: Light of the Jedi, uma enorme história interconectada, contada em vários formatos por vários editores.

Agora chegou a hora de conhecer os primeiros títulos anunciados para essa nova linha.

Star Wars: The High Republic: Into the Dark escrito por Claudia Gray, será um romance jovem adulto (novel) publicado pela Disney Lucasfilm Press em outubro.

Capa de Star Wars: The High Republic: Into the Dark
- Imagem: Star Wars/ Disney Lucasfilm Press

Sinopse: O padawan Reath Silas está sendo enviado da capital galáctica cosmopolita de Coruscant para a fronteira não desenvolvida, e ele não poderia estar menos feliz com isso. Ele prefere ficar no templo Jedi, estudando os arquivos. Mas quando a nave em que está viajando é derrubada do hiperespaço em um desastre na galáxia, Reath se encontra no centro da ação. Os Jedi e seus companheiros de viagem encontram refúgio no que parece ser uma estação espacial abandonada. Mas então coisas estranhas começam a acontecer, levando os Jedi a investigar a verdade por trás da misteriosa estação, uma verdade que pode terminar em tragédia.

Star Wars: The High Republic: A Test of Courage escrito por Justina Ireland, será um livro infantil publicado pela Disney Lucasfilm Press em setembro.

Capa de Star Wars: The High Republic: A Test of Courage
- Imagem: Star Wars / Disney Lucasfilm Press

Sinopse: Quando um nave de transporte é abruptamente expulsa do hiperespaço como parte de um desastre em toda a galáxia, o recém-formado Jedi Vernestra Rwoh, uma jovem padawan, um audacioso garoto que adora tecnologia e o filho de um embaixador ficam presos na lua selvagem, onde eles devem trabalhar juntos para sobreviver ao terreno perigoso e a um perigo oculto à espreita nas sombras.

Star Wars: The High Republic Adventures escrito por Daniel José Older, será um quadrinho publicado pela IDW Publishing.

Capa de Star Wars: The High Republic Adventures
- Imagem: Star Wars / IDW Publishing

Star Wars: The High Republic quadrinho escrito por Cavan Scott, será lançado pela Marvel.

Capa variante de Star Wars: The High Republic - Imagem: Star Wars/Marvel

Star Wars: The High Republic: Light of the Jedi escrito por Charles Soule, será um romance publicado pela Del Rey em agosto.

Capa de Light of the Jedi - Imagem: Star Wars/Del Rey

Sinopse: Duzentos anos antes dos eventos de Star Wars: A Ameaça Fantasma, na era da gloriosa Alta República, os nobres e sábios Cavaleiros Jedi devem enfrentar uma ameaça assustadora para si mesmos, a galáxia e a própria Força.

Até o momento isso é tudo o que sabemos sobre Star Wars: The High Republic. Provavelmente essa iniciativa está preparando terreno para a próxima leva de filmes que serão lançados, porém, tudo que nos resta agora é esperar os próximos anúncios.

As manhãs nos anos 90 para muitos aficionados em videogames, significava embarcar em uma aventura colorida pelas colinas esverdeadas de Green Hill.

Sonic the Hedgehog estreava em 1991 no popular console 16-Bits Genesis, conhecido pelos brasileiros como Mega Drive. Em pouco tempo o ouriço azul ganhou o coração dos amantes dos jogos eletrônicos e a franquia expandiu de uma forma esmagadora. Com mais de noventa jogos nas mais diversas plataformas, spin-offs e aparições, animações para TV, Sonic ainda precisava dar uma passo ousado: Uma adaptação nos cinemas.

Verdade seja dita, sempre existe uma certa preocupação em adaptações de jogos para os cinemas. São poucas produções que acertam em transpor fielmente (ou parcialmente fiel) o que vemos nos consoles. Sonic - O Filme é um daqueles típicos longas que conseguem canalizar a essência do jogo e transformar em algo que seja palatável para todos os tipos de público.

O casal Maddie Wachowski (Tika Sumpter) e Tom Wachowski (James Marsden) -
Foto: Doane Gregory - © 2018 Paramount Pictures Corporation
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Sonic é um pequeno ouriço azul que vive correndo em sua terra natal. Sobre a proteção de Garra Longa, uma sábia coruja, ele esconde seus poderes de outras criaturas que podem lhe causar mal. Infelizmente o pequeno porco-espinho é atacado por habitantes da sua ilha (possivelmente a Tribo Perdida dos Echidnas, a qual pertence outro personagem da franquia, Knuckles) o que faz com que Garra Longa o transporte para outro mundo com ajuda dos Anéis (sim, os anéis que vemos nos jogos). À partir desse momento ele precisa se virar sozinho na cidadezinha pacata chamada Green Hill enquanto esconde seus poderes e a si mesmo dos seres humanos.

A história traz em seu âmago um protagonista solitário que precisa se esconder de todos ao mesmo tempo que busca fazer pelo menos um grande amigo. Esse amigo é personificado na figura do Tom Wachowski (James Marsden), um policial apaixonado por Rosquinhas que está buscando crescer sua carreira em São Francisco e vive com sua esposa Maddie Wachowski (Tika Sumpter), uma veterinária apaixonada.

Frustrado por estar sozinho, Sonic acaba liberando uma grande quantidade de energia quando fica irritado, apagando toda a cidade e uma parte do continente. Tal feito faz com que o governo acione seu maior especialista Dr. Ivo Robotnik (Jim Carrey), um louco cientista fissurado em suas máquinas e suas próprias piadas.

Caçado por Robotnik, Sonic busca ajuda através de Tom para fugir do vilão e recuperar seus anéis mágicos que estão desaparecidos.

Jim Carrey vive o engraçado e genial Dr. Robotnik - Foto: Doane Gregory - © 2019 Paramount Pictures
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A direção de Jeff Fowler junto com o roteiro de Patrick Casey e Josh Miller, oferecem uma aventura para toda a família. Apesar de ter dezenas de referências aos jogos espalhados pelo longa, Sonic - O Filme é certeiro em criar um ambiente que convida até aquele que nunca sequer apertou um botão em um controle de Mega Drive. Talvez esse seja o grande mérito da obra, aliada às atuações cômicas de todos os personagens.

Jim Carrey evoca o que ele tem de melhor em sua veia cômica e entrega um Robotnik caricato que protagoniza os momentos mais engraçados. Quem com certeza diverte também é o Sonic, que divide suas piadas e momentos eufóricos com passagens de reflexão sobre quem ele é e o que está fazendo na Terra. James Marsden serve como a balança, o personagem que está ali para colocar tudo nos trilhos e despertar no público a vontade de viver naquele universo onde tudo é possível.

Sonic precisa recuperar seus Anéis para escapar da Terra - Foto: Courtesy Paramount - © 2019 Paramount Pictures
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Por fim, não podia deixar de comentar sobre os efeitos visuais. Sonic passou por uma grande repaginada no ano passado devido à fortíssima reação negativa por conta do primeiro visual apresentado. O que fez com que toda a equipe envolvida se desdobrasse para encontrar um ponto que convergisse todas as opiniões, e voilà! Eles conseguiram descartar o visual realista e assustador e abraçaram a figura aparentemente impossível do mascote da SEGA.

Sonic é um daqueles que filmes que você tem que correr para assistir e levar toda sua família e deixar sua criança interior transparecer. Ao mesmo tempo que é uma carta de amor para todos os fãs, ele também transforma a franquia para uma nova geração e cativa com sua simplicidade e coração. E não esqueça, tem duas cenas pós-créditos que precisam ser conferidas.


Arlequina de Margot Robbie já é nossa conhecida de Esquadrão Suicida, mas nunca a vimos desta forma. Despedaçada após o término de namoro com Sr. C, a ex princesa do crime agora precisa assumir a responsabilidade de seus atos enquanto luta pela sua vida.

Envolvida até o pescoço no submundo do crime de Gotham, Arlequina conhece tudo e todos e para seu azar todos a conhecem também. Ela é A figura pública de Gotham, a influenciadora criminosa e isso faz com que todos os alvos sejam colocados em sua cabeça quando se vê sem a proteção do Coringa.



Essa abordagem em si já traz muito do que Gotham é, uma pobre e grande cidade pega entre brigas sangrentas de gangues. E Arlequina está envolvida em praticamente todas já que tinha imunidade para fazer o que quisesse...até agora.

Dentre o caos envolvendo a protagonista conhecemos através da sua narrativa, pois o filme é contado em primeira pessoa e quebra a quarta parede em vários momentos, o vilão Roman Sionis (Ewan McGregor), psicopata e narcisista e seu comparsa Zsasz, que pretendem usar a riqueza de uma antiga família para ascender no mundo do crime.

Forçada a olhar para além do seu próprio umbigo, Arlequina precisa unir forças com a Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) e Detetive Montoya (Rosie Perez), As Aves de Rapina, todas envolvidas nas ações de Sionis de alguma forma e que veem nesta união um caminho para a vitória, em outras palavras, a destruição de Sionis e a proteção de uma garotinha que se torna o centro das disputas sem querer.

Montoya, Caçadora, Harley, Caim e Canário - Foto: Warner Bros.

A produção consegue dentro deste enredo focar completamente na personagem principal, seus dramas, necessidades e objetivos sem depender de materiais adicionais e nem participações do Coringa e Batman de maneira direta.

Também resgata elementos visuais e de narrativa que deram certo em produções anteriores como o próprio Esquadrão Suicida, mantendo de certa forma uma estética que combina bastante com a personagem e sua personalidade completamente insana.

O fato da história ser contada por um indivíduo completamente fora de si faz com que a trama seja contada de maneira desordenada, mas que faz todo sentido quando estamos falando da Arlequina e sua forma de ver o mundo e resolver seus problemas.

O filme serve como um crescimento da personagem, que antes completamente dependente de seu companheiro, não possuía nem força e nem confiança individuais para lidar com tantos problemas.

A circunstância dela conseguir se juntar com outras mulheres que não se gostam, não confiam uma nas outras e, em alguns casos, se odeiam tudo em prol de sua segurança e de Cassandra Caim, mostra que ela pode sim confiar em si mesma e perseguir sua sonhada emancipação.

Com tempo de tela suficiente para explorar as histórias de cada personagem cabíveis neste filme, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fabulosa consegue ser divertido, colorido, ter cenas de ação bem coreografadas mostrando finalmente uma Arlequina acrobata, e um grupo de mulheres badass, com uma lutadora com super poderes, uma assassina profissional e uma detetive envolvida e bem treinada que enchem os olhos traduzindo o universo dos quadrinhos de forma gratificante.

Ewan McGregor é o vilão Máscara Negra - Foto: Warner Bros.

O roteiro é simples, mas bem contado, com boa trilha sonora e personagens cativantes. A DC consegue então entregar uma produção que me faz querer ver mais super-heroínas ou anti-heroínas nos cinemas e trabalha bem personagens nunca antes vistos nas grandes telas.

Impressão da Kiki

Particularmente, gostei de como contaram a história e como simplificaram o vilão do filme para algo mais palpável, diferente de Esquadrão Suicida que foi megalomaníaco neste quesito. É um filme divertido, assim como a Harley é divertida, tem momentos de tensão, momentos incríveis de cenas de luta com as personagens e o que mais me impressionou foi como eles trouxeram essas personagens à vida! Adoro a Canário Negro e ela ficou maravilhosa no filme, fiquei surpresa como inseriram a história da Caçadora e sinceramente saí querendo continuação! Assistam e vejam por si, mas na minha opinião a DC acertou bastante o tom do filme!


Após 8 temporadas, Arrow chegou a seu fim, mas deixou para trás todo um legado e um universo em expansão para as séries da DC Comics.

Será que quem começou a acompanhar Arrow em 2012 iria imaginar que o programa se tornaria o que é hoje? O responsável pela criação de um multiverso plenamente estabelecido e cheio de personagens da DC.

Para muitos fãs, a série é ruim e não vale a pena; para outros, mesmo com seus erros, ela continuava a entreter. Apesar dos altos e baixos (e em alguns casos mais baixos do que altos), Arrow tentou se manter fiel ao que propunha e conseguiu criar uma mitologia que deve ser respeitada. Não é todo mundo que consegue criar o que a série conseguiu.

Batwoman, Arqueiro Verde, Flash, Supergirl e Canário Branco - Foto:The CW
Ao longo de suas 8 temporadas, muitos personagens passaram pela série, alguns desses icônicos nos quadrinhos da DC. A série também foi responsável por alguns spin-offs, como The Flash, Legend's of Tomorrow e Green Arrow and the Canaries, que já teve seu piloto exibido, porém, a The CW ainda não deu sinal verde para a produção da série.

Além dos spin-offs, tivemos vários crossovers: Flash vs. Arqueiro, Os Heróis Juntam Forças, Os Melhores do Mundo, Invasão, Crise na Terra-X, Elseworlds e Crise nas Infinitas Terras. Todos esses especiais ajudaram a criar o multiverso da CW, interligando séries (e alguns filmes) para criar algo muito maior e que os fãs sempre quiseram.

Crossovre "Crise na Terra X" - Foto:The CW
Como eu falei previamente, muitos personagens passaram pela série. Vilões como Slade Wilson/Exterminador e Adrian Chase/Prometheus marcaram suas respectivas temporadas e caíram nas graças dos telespectadores. Outros como Ra's al Ghul e Damien Darhk não foram bem recebidos, e na verdade, bem criticados, especialmente Ra's, por ser um vilão do Batman, aspecto esse que foi bastante inserido em Arrow ao longo dos anos.

Tivemos é claro, a participação da Canário Negro, ou melhor dizendo de algumas Canários. A primeira que se apresentou apenas como Canário foi Sarah Lance, uma personagem original e que logo ganhou a paixão dos fãs. Sarah posteriormente ingressou e Legend's of Tomorrow e hoje é a líder da equipe. Tivemos também Dinah Drake, que na série é a terceira a usar o manto da Canário. e por fim, ninguém menos do que Laurel Lance, a segunda Canário e o interesse amoroso de Oliver Queen durante algumas temporadas.

Kat Cassidy no papel de Laurel Lance da Terra 1 - Foto:The CW
Deixei Laurel por último foi ela tem um lugar especial no coração dos fãs. A personagem assim que apareceu marcou presença, porém, não foi respeitada como deveria. Os produções não fizeram jus a ela e foi necessário que ela morresse e sua contraparte da Terra-2, a Sereia Negra, assumisse seu lugar para que finalmente pudéssemos ver todo o seu potencial. Tem quem culpe o polêmico ship Olicity (Oliver + Felicy) pela falta de espaço de Laurel.

Para ajudar Oliver tivemos dois personagens originais: Felicity Smoke, que depois se tornou sua mulher e mãe de sua filha e John Diggle, um ex-militar que durante anos os fãs suspeitaram que ele poderia se tornar ninguém menos do que o Lanterna Verde John Stewart. A relação que esses três desenvolveram ao longo dos anos foi bastante profunda, passando de amizade para a construção de uma nova família.

Diggle e Felicity - Foto:The CW
Mesmo com seu final, Arrow ainda ficará na mente dos fãs, seja por seus aspectos positivos ou negativos. Porém, existe algo que não pode ser esquecido: o legado que a série criou irá perdurar enquanto a CW continuar produzindo séries de TV da DC, pois, querendo ou não, Arrow foi a responsável pela explosão de séries de super-herói que temos hoje em dia.

Da mesma forma que Smallville marcou toda uma geração, Arrow também fez sua parte e sempre será lembrada na história da DC Comics.

Em qualquer produção, há o comum e o ruim. Ambos são muitas vezes confundidos, pois vivemos em uma era onde o ''original'' quase que não existe mais. A verdade é que a vasta maioria das histórias atuais tem influência, até certo ponto, de algum trabalho ou ideia anterior, o que não é algo ruim. O problema é quando se confunde algo comum, o que é usual, habitual, ou seja, algo que já vimos, com algo mal produzido e sem qualquer senso de comprometimento.

Filmes de terror tem inúmeros elementos que caem na categoria do ''comum''. As críticas costumam ser severas e muitos são desconsiderados como produções ruins, quando na maioria dos casos são apenas mais uma dentre várias outras produções similares. Dito isso, há produções que pecam excessivamente na qualidade, se apoiando demais em muletas como jumpscares e outros. Como se a quantidade de sustos definisse a qualidade de um filme de terror.

A Possessão de Mary navega com toda velocidade para essa categoria. Quando uma família marcada por traumas recentes tenta reconstruir a sua relação ao adquirir um barco com antecedentes duvidosos, eles logo descobrem que a sua primeira viagem nessa nem um pouco suspeita embarcação pode ser a sua última.

A premissa é simples e direta. Ainda que limitadora, funcionaria bem mantendo o terror no lado psicológico, pois com o pequeno espaço que se tem no barco, não há tanto que se possa fazer em um filme de assombração (o que já elimina sereias, o Kraken e outras criaturas marinhas que poderiam deixar essa viagem mais assustadora).

Diante disso, a trama segue um caminho fraco, se apoiando fortemente nos muitos jumpscares e na subtrama de uma traição que dividiu a família. Ainda que relevante, o tema se repete várias vezes, consumindo tempo que poderia ser usado para desenvolver qualquer um dos 5 outros tripulantes, que não a mãe (Emily Mortimer). É impressionante ver como é mal utilizado Gary Oldman, que fica solto e irrelevante no longa, da mesma forma que os demais.

Dentre os muitos problemas que A Possessão de Mary possui alguns deles são: Não criar uma ambiência apropriada, não explicar mais e nem saber trabalhar a entidade, o uso repetitivo de sonhos e a falta de um fim para história, pois o filme literalmente termina sem um desfecho próprio.

São problemas de roteiro e direção que ficam mais evidentes a medida que a trama progride e, diferente de filmes comuns, que podem ser considerados chatos e entediantes, este passa claramente a imagem de uma produção má planejada, executada e não acabada.

Se a ideia é trabalhar com o espírito vingativo de uma bruxa secular, por que não explorar mais do passado dela? No fim das contas a entidade é mais um fantasma genérico, com motivações genéricas e toda a obra tem tantos problemas que acabam ofuscando quaisquer vantagens que estariam presentes em A Possessão de Mary.

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