sábado, 14 de outubro de 2017

Never Hike Alone é tudo que esperávamos em um filme de Sexta-Feira 13


Anunciado em 2016 através de um projeto de financiamento coletivo, o audacioso projeto da Womp Stomp Films em trazer de volta a franquia Sexta-Feira 13 funcionou como uma luz no fim do túnel depois que grandes estúdios desistiram de reviver o assassino lendário.

Poucos projetos me chamaram a atenção como Never Hike Alone. O fã filme que arrecadou US$18.000,00 dólares no serviço de financiamento Kick Starter é uma das grandes surpresas do final de 2017, sobretudo para os fãs do imaginário que foi construído dentro da franquia Sexta-Feira 13 com o icônico personagem Jason Voorhees.

Kyle encontra o Acampamento Crystal Lake - Foto: Womp Stomp Films

Poupemos aqui uma história ambientada nos anos 80, uma Final Girl ou até mesmo um grupo de jovens que partem para curtir um final de semana nos arredores de Crystal Lake. Ao longo dos anos assistimos Sexta-Feira 13 repetir padrões incansavelmente e era evidente que um desgaste ia acontecer em cima da marca causando desinteresse por parte do grande público. Never Hike Alone é tudo (e um pouco mais) que os fãs esperavam.

A história segue Kyle, um experiente aventureiro que grava suas aventuras com uma GoPro para os seus seguidores na internet. À medida que ele caminha pela floresta e conversa com o telespectador, o público tem a chance de conhecer e simpatizar com o personagem. Diferente dos outros filmes da franquia, conseguimos criar uma conexão com Kyle e isso se torna ainda mais doloroso quando ele cruza um sinal de "Não Ultrapasse" e tropeça nos destroços sangrentos do Acampamento Crystal Lake. Em perigo e alimentado por um conto de terror que ganha vida, Kyle precisa lutar pela sua sobrevivência ao se deparar com o assassino Jason Voorhees.

Kyle usa toda sua experiência para sobreviver contra o implacável Jason - Foto: Womp Stomp Films

A Womp Stomp e o diretor Vincente Disanti aproveitaram todo o dinheiro arrecadado para criar uma obra que fizesse jus ao original criando uma atmosfera de tensão e suspense como poucos filmes conseguem, recriando cada detalhe do acampamento que está muito mais real e assustador. Criei um certo receio antes de assistir por conta do seu tempo de duração, será que em cinquenta minutos conseguiriam criar uma história convincente? A resposta é sim. Disanti entregou um filme de terror que não precisou se sustentar em referências e services para agradar os fãs, mesmo com um final que pode deixar muita gente boquiaberta.

Never Hike Alone da Womp Stomp Films é um passo na direção certa de como um estúdio deve fazer um próximo longa metragem de Sexta-Feira 13. A trilha sonora de Ryan Perez-Daple da um frescor na franquia e coloca o inconfundível "Ki Ki Ki Ma Ma Ma" em toda parte para significar a presença de Jason. Never Hike Alone é um dos melhores filmes de Sexta-Feira 13, mesmo sendo um fã filme.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Blade Runner 2049 traz mistério capaz de gerar guerra entre humanos e replicantes


De volta ao futuro onde a tecnologia se desenvolveu ao ponto de criar humanos sintéticos e carros voadores, Blade Runner 2049, segue os eventos do primeiro filme agora com um novo policial no papel de caçador de replicantes, o agente K. Com uma missão misteriosa em mãos, K descobre que ao resolver seu caso, pode mudar o rumo da humanidade e trazer uma guerra entre humanos e replicantes.

Em 2049, humanos bio-desenvolvidos, chamados replicantes, integram a sociedade incluindo o detetive K (Ryan Gosling), responsável por caçar replicantes de modelos antigos, que não são tão obedientes e eficientes como os atuais. Em uma de suas buscas por um destes modelos, K se defronta com uma ossada de um replicante e uma data gravada em uma árvore e, ao levar as informações para sua superiora, acaba descobrindo que existe um segredo que poderia mudar a relação entre humanos e replicantes, caso viesse a tona. O desenvolvimento da investigação, leva-o até Deckard (Harrison Ford), Blade Runner aposentado que poderá ajudá-lo a desvendar o mistério.

Um dos pontos fortes do filme é a direção de fotografia que consegue a cada cena trazer imagens fantásticas que compõe o universo futurista sci-fi de Blade Runner. As cores escolhidas para destacar momentos marcantes do filme são balanceadas com cenas escuras que ajudam a manter o clima de suspense da história. Acompanhada pela trilha sonora do filme que completa seu clima desolado e cyberpunk.
© 2017 Alcon Entertainment, LLC.

O diretor Denis Villeneuve se preocupou em criar os cenários reais com acessórios para que os atores pudessem interagir diretamente com o ambiente, integrando assim melhor toda a parte física do filme com a computação gráfica, usada para intensificar o argumento tecnológico da produção.

K, protagonista da trama e ponto central para o seu desenvolvimento, é um policial solitário e um exemplar replicante que sempre cumpre seu dever até se deparar com uma missão que o envolve em nível pessoal. Ele é focado e possui um senso de dever para seguir até o fim e descobrindo o seu verdadeiro papel como replicante. Ryan Gosling consegue passar o ar robótico e sintático de um replicante obediente, que está apenas ali para cumprir seu trabalho e demonstra suas habilidades em pontuais cenas de ação.

O icônico replicante Rick Deckard faz sua importante aparição contribuindo para o desenvolvimento da história e trazendo a atuação de Harrison Ford muito mais forte e presente nesta produção do que tem sido visto em papeis anteriores.
Foto: Stephen Vaughan - © 2017 Alcon Entertainment, LLC.

Dentre a trama, somos apresentados ao novo principal produtor dos replicantes, Wallace (Jared Leto), que aparentemente representaria algum perigo, mas que só serve de vitrine para a industria capitalista de humanos sintéticos. Sua subordinada, a replicante Luv (Sylvia Hoeks), tem uma participação muito mais ativa e efetiva no desenvolvimento da história e é uma perseguidora implacável que também busca dados sobre o misterioso caso de K.

Blade Runner 2049 apresenta uma estética neo-noir misturada com um futuro distópico, mas com uma proposta já conhecida de evitar uma catástrofe para que uma grande batalha seja evitada. O filme tem um grande valor estético e honra seu gênero com uma produção intensa e que abre margem para novas histórias dentro do universo.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Kingsman: O Círculo Dourado se mistura ao estilo americano para salvarem o mundo de uma exagerada vilã


Após acompanhar o treinamento e a transformação de Eggsy em um agente da Kingsman, em O Círculo Dourado, podemos acompanhar um agente completo atuando em campo em importantes missões honrando o nome e posição de seu mestre Galahad.

Uma nova missão surge quando os Kingman são são atacados e Eggsy e Merlin precisam ir aos Estados Unidos a procura de ajuda na subsidiária americana Statesman. Ao chegar nos EUA, uma nova organização secreta é apresentada, desta vez com todas as características visuais e trejeitos norte-americanos, situada em uma enorme destiladora de whiskey. Os dois agentes britânicos agora precisam confiar totalmente nos primos americanos, pois seus recursos são necessários para enfrentar a nova ameaça do maior cartel de drogas do mundo, que com seu plano, poderá afetar todos os usuários.

Enquanto os Kingsman são uma organização voltada para os valores ingleses, seja com um disfarce de alfaiataria de alta costura ou no estilo das suas armas e equipamentos, os Statesman representam a cultura dos norte-americanos, com um grande foco em sua base e disfarce em um local de produção de bebidas, assim como os acessórios marcantes como chicotes e laços e vestimentas despojadas.

Agentes Eggsy, Galahad e Whiskey. Foto: Courtesy Twentieth - © TM & © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation.
Esta dualidade entre os americanos e ingleses contrasta com a excentricidade da chefe do cartel de drogas, Poppy, que ao ter que se esconder do mundo para comandar, com muito sucesso, o seu lucrativo negócio, construiu em meio a ruínas esquecidas uma versão de uma cidade americana inspirada na década de 1950, base para o desenvolvimentos de seus planos. Poppy é tem uma personalidade divertida e sádica e comanda sua cidade com exageros dignos de um filme de Kingsman, encaixando-se perfeitamente à estética da produção.

Eggsy, desrespeitando o rígido código dos Kingsman, não só arrumou uma companheira, algo proibido para os cavalheiros, como ela é também uma Princesa e figura pública, podendo comprometer o trabalho do agente. O filme explora bem este relacionamento, assim como o reencontro de Eggsy e Harry, trazendo de volta o mais respeitado agente da Kingsman.

O amor de Poppy pelos anos 50. Foto: Courtesy Twentieth - © TM & © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation.
O filme é divertido e e não cansa o espectador apesar das cenas frenéticas onde a câmera acompanha o movimento dos personagens dinamizando ainda mais as esperadas cenas de ação. O plot não é tão interessante como os personagens, pois gira em torno da motivação da vilã em ser reconhecida como uma bem sucedida empresária. Por outro lado, novos agentes que possuem diferentes jeitos de lutar e acessórios diferentes e interessantes, ou até mesmo os agentes já conhecidos, são os que trazem o diferencial com suas personalidades, motivações e muitas habilidades para o filme.

Quando esta missão de Kingsman e Statesman é encerrada e as duas agência privadas voltam para o seu funcionamentos normais, fica bem claro que esta não será a última missão dos agentes nos cinemas e que podemos esperar mais algumas missões conjuntas. Kingsman: O Círculo Dourado é um filme de ação com intensos momentos visuais e uma mistura de humores ingleses e americanos que distraem o espectadores de um enredo batido.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Longe de um horror, Mãe! expressa uma viagem surrealista carregada de simbologia


Do diretor Darren Aronofsky (Cisne Negro), Mãe! traz uma proposta única aos cinemas com grandes nomes e uma ousada direção.

A história segue um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) que vive em uma pacífica e remota casa, até que em uma noite os dois recebem um convidado inesperado (Ed Harris). Contra a vontade da personagem de Lawrence, a presença do convidado se estende, levando a chegada de inúmeras outras pessoas à casa, assim como uma série de invasões que passam a deteriorar a sua integridade.

A medida que a história segue, a atuação do mundo externo passa a afetar cada vez mais Lawrence e a casa, ficando exponencialmente mais exageradas e significativas. Com extrema carga surrealista, o filme segue, então, um ritmo muito mais agitado e intenso que não só dificultam o aproveitamento do longa, como jogam o espectador em um redemoinho de simbolismos e sentimentos sem qualquer filtro.

Os protagonistas também não chegam a ser um ponto de apoio, a medida que a personagem de Jennifer Lawrence sofre e se atormenta com os incessantes ataques ao seu lar desde o começo da trama. O personagem de Javier Bardem, representado em um egocêntrico marido, não convence com o seu ar distante e bizarro, aparecendo como uma peça substituível na trama.

A trama segue a vida de um casal interpretado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem

Em meio a todo esse espetáculo, o diretor dá óbvias dicas do que está ali sendo representado [spoiler] ficando evidente que a personagem de Lawrence e a casa representam a Terra, enquanto o personagem de Bardem é uma alegoria para Deus [fim do spoiler], até mesmo porque essas alegorias são literalmente explicadas pelos personagens ao final da história, assim como uma série de referências bíblicas perpassam o longa.

Contudo, ainda para aqueles que conseguiram identificar as analogias propostas pelo diretor e apreciá-las, o filme passa a seguir um ritmo tão frenético e opressor que não sobra nada a ser desfrutado no momento do encerramento.

Carregada de mensagens e simbolismo, o filme poderia ter sido muito melhor aproveitado, fazendo uma leitura mais sutil dos seus elementos, sem cansar e atacar o público com a violência apresentada por Aronofsky.

Outro problema do filme está na sua divulgação, que se deu em grande parte focando em um viés de horror e suspense. Enquanto há de fato alguns pontos de suspense em Mãe!, o filme passa longe de ser qualquer um dos dois e se constrói muito mais como um drama surrealista.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Strike faz ótima adaptação literária do romance policial de J. K. Rowling O Chamado do Cuco


O Chamado do Cuco, livro do autor Robert Galbraith de abril de 2013, ganha sua adaptação para a televisão no segundo semestre de 2017. Dividido em três partes, o seriado recebeu o nome de Strike, sobrenome do novo detetive Cormoran Strike, que já possui pelo menos três grandes casos em seu portfólio até o momento com os romances policiais: O Chamado do Cuco, O Bicho da Seda e Vocação para o Mal, todos publicados no Brasil pela Rocco.

Robert Galbraith é na verdade ninguém menos que a própria J.K. Rowling, autora de todos os livros de Harry Potter, que foi descoberta como a verdadeira mente por trás dos romances citados acima. Com a notícia de que os casos do detetive Strike chegariam à TV pela BBC, Rowling foi anunciada como produtora executiva, acompanhando de perto o desenvolvimento da série.

A trama gira em torno da modelo Lula Landry (Elarica Johnson), encontrada morta após teoricamente se atirar de sua cobertura. O irmão da vítima, John Bristow (Leo Bill), inconformado com as conclusões de suicídio da polícia, contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike (Tom Burke), por este ter uma ligação com sua família e estar em recentes dificuldades financeiras.

Super modelo Lula Landry (Elarica Johnson) antes da tragédia. Foto: BBC

Durante os três episódios somos apresentados ao protagonista, um ex-militar que perdeu uma das pernas em missão no Afeganistão e filho bastardo de uma estrela da música com que não se dá muito bem. Também há a introdução de sua nova secretária Robin Ellacott (Holliday Grainger) que o ajudará não apenas a colocar em ordem seu escritório, assim como seu novo caso com suas habilidades muito convenientes.

A partir disto, muitos personagens e suspeitos entram em cena enquanto Strike tenta pouco a pouco extrair de cada um deles as verdades escondidas por trás de grandes egos, medo, irresponsabilidade e ciúmes. Tony Landry, o tio ameaçador de Lula; Tansy Bestigui a esposa de um famoso cineasta que sofre em suas mãos; Lady Bristol, a mãe adotiva da modelo e Evan Duffield o namorado excêntrico e arruaceiro de Lula; todos estes estão envolvidos na trama central de seu assassinato, junto com tantos outros.

A adaptação para televisão foi muito feliz nas caracterizações dos personagens, bem como na ambientação da série gravada exatamente nos locais citados nas páginas do livro. Cormoran passa bem a imagem de quem tem muitos problemas e tem suas relações pessoais levemente exploradas durante a produção.

Há, certamente, uma maior exploração de suas relações com sua ex companheira e sua complexa família com estrelas do rock e modelos decantes, no livro, sendo mostrado em tela apenas entre conversas e telefonemas. Já sua relação com a irmã recebe um pouco mais de atenção durante a história.

Sua relação com a perna é bastante presente e o ator Tom Burke faz excelente trabalho em retratar as dificuldades de locomoção e incômodos causados pela falta de um mebro. É interessante assistir um dos mais marcantes momentos relacionados com o personagem em que é mostrado em forma de flashback como Strike realmente perde a perna.

Apesar de deixarem de fora o foco nos dramas pessoais do detetive, a série deixa claro pontos importantes do romance como a relação de Robin com o noivo enciumado e que não apoia em nada as escolhas sobre a nova carreira da companheira, além de iniciar a relação crescente entre a secretária e Strike, que passa de apenas serviços de escritório para uma parceria e cumplicidade na hora de resolver os casos.

O Chamado do Cuco mescla bem o lado que seria glamoroso da vida de uma super modelo e dos dramas pessoais dos personagens, incluindo a própria Lula Landry. Em um típico romance policial inglês, somos transportados para as ruas de Londres e dramas familiares enquanto presenciamos o crescimento do detetive Cormoran Strike em seu primeiro caso de sucesso. A série é uma boa pedida para aqueles que apreciam uma boa adaptação vinda da literatura.

A continuação, O Bicho da Seda, já está disponível para ser assistida e também será trazida em review para o Mega Hero assim que possível. Conhecem a trilogia do detetive Strike? Qual o preferido de vocês?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Conheça novos autores nacionais na tag do momento #LeiaNovosBR


Agora em setembro está rolando a campanha #LeiaNovosBR. O objetivo é apresentar novos escritores nacionais ao público e foi criada pelos blogueiros e podcasters Domenica Mendes e Basso dos sites Leitor Cabuloso e Covil Geek, respectivamente.

Procure a hashtag #LeiaNovosBR pelas redes sociais para encontrar boas dicas. Agora, poupando um pouco o trabalho de vocês, fizemos a seleção de algumas obras que estão na campanha e que achamos interessantes. Vamos lá?

https://www.saraiva.com.br/contando-estrelas-9756844.html
https://www.clubedeautores.com.br/book/241029--As_Cronicas_de_Gredon#.WbrIRFWGNph
https://www.amazon.com.br/Z%C3%A9-Calabros-Terra-Dos-Cornos-ebook/dp/B073XFQ2GL
https://www.amazon.com.br/casa-vidro-As-Esta%C3%A7%C3%B5es-ebook/dp/B01M02UG2L
https://www.amazon.com.br/dp/B014U11ZPI
https://www.clubedeautores.com.br/book/223443--O_Arquivo_dos_Sonhos_Perdidos
https://www.amazon.com.br/Olhos-Negros-Terra-Trilogia-Livro-ebook/dp/B06WWJ7D41
https://www.amazon.com.br/Kalciferum-Demônios-Bruxas-e-Vagantes-ebook/dp/B01LZWVEA7
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