sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Alvorecer dos Jedi: Tempestade da Força revela o inicio dos Jedi


Em uma era de lendas, antes da descoberta das viagens hiperespaciais, antes da formação da Antiga República e antes de as filosofias dos Jedi e Sith serem codificadas.

Publicado originalmente em 2012 pela Dark Horse, "Dawn of the Jedi (Alvorecer dos Jedi)", faz parte de uma minissérie divida em três tomos que contam as verdadeiras raízes dos Jedi e Sith. Sendo assim a primeira série em quadrinhos da era Pré-República e um ótimo material para quem quer entender mais de Star Wars e busca outras histórias fora do núcleo "Skywalker", mesmo sendo um material pertencente ao selo Legends, que em outras palavras: não pertence ao cânone atual.

Capa da Edição Zero ainda sob o comando da Dark Horse e sem o selo Legends, que tirou o quadrinho
do cânone atual - Foto: Reprodução internet

A primeira série de "Dawn of the Jedi" é intitulada como "Force Storm" ou "Tempestade da Força" se seguirmos a tradução literal. Divida em cinco edições mais uma edição zero, Force Storm se passa exatamente 36.453 anos antes da Batalha de Yavin que aconteceu em Star Wars: Uma Nova Esperança. Sensitivos à força são trazidos ao planeta Tython em oito naves em forma de pirâmides, as Tho Yor. Durante dez mil anos o planeta é colonizado com as mais diversas raças da galáxia. Milhares de anos à frente, um poderoso guerreiro Xesh chega no planeta e com ele uma série de eventos acontecem provocando um grande desequilíbrio no planeta. Em em paralelo, o terrível Império Infinito emerge das sombras do espaço e se tornam uma grande ameaça para todos.

O incansável Rexesh e as gigantescas pirâmides Tho Yor - Foto: Reprodução internet

Se essa for a sua primeira leitura fora do que estamos acostumados de Star Wars, pode ficar tranquilo e ler sem problemas. A edição zero serve como um grande apêndice para tudo que está por vir. Semelhante a um manual de RPG, esse volume traz um pouco sobre a história dos Je'daii (Sim, eles são chamados dessa maneira no quadrinho, cujo termo significa "centro místico"), os planetas dessa galáxia, além de uma rápida pincelada nas raças e na Guerra Déspota que é um importante evento dentro da história.

Como estamos diante de uma aventura inédita no universo expandido de Star Wars, tudo que é mostrado aqui é novo e uma vez ou outra você terá que retornar à edição zero para tirar uma dúvida. O roteirista John Ostrander não adentra nos detalhes, o que pode deixar confusa a leitura algumas vezes e o movimento de ir até a edição zero e voltar, um pouco cansativo. Todos os personagens são inéditos e em boa parte interessantes. O trio que parece ser o centro dos próximos tomos tem boas histórias de fundo e instigam o leitor a acompanhar suas trajetórias. O místico Conselho dos Je'daii
também está ali, mas não é tão explorado quanto o habilidoso e charmoso Sek'nos Rath, a guerreira que usa um Rancor alado como montaria, Shae Koda e a Twilek filha de um criminoso espacial, Tasha Ryo.

Juntamente com a história da chegada dos Tho Yor a Tython e o rápido flashback da Guerra Déspota, Ostrander apresenta os terríveis Rakata (conquistadores de povos) e seus Cães de Caça, poderosos guerreiros sensitivos à Força que caçam seus semelhantes. Rexesh ou apenas Xesh é um deles e ponto central da trama, sendo o principal responsável por causar a tempestade em Tython. No final da edição conhecemos Bogan, um lugar escuro onde o Cão de Caça é enviado para meditar depois dos seus feitos sombrios ao planeta. E será à partir desse lugar que a história irá se desenvolver culminando na próxima série.

Os protagonistas de "Tempestade da Força". Da esquerda para a direita: Sek'nos Rath, Tasha Ryo e Shae Koda -
Foto: Reprodução internet

Alvorecer dos Jedi - Tempestade da Força é uma ótima história se formos analisar como um conteúdo que amplia a mitologia da franquia, porém peca em não explorar essas novas adições ao universo e se preocupa apenas em repetir uma trama batida que pode desencorajar aqueles que buscam algo diferente. Mesmo assim é uma importante leitura do universo de Star Wars e com algumas correções, pode melhorar nas edições seguintes.

Ficha Técnica:
Título: Star Wars - Dawn of the Jedi: Force Storm (EUA, 2012)
Editora: Dark Horse
Roteiro: John Ostrander
Arte: John Ostrander
Arte final: Dan Parsons
Cores: Wes Dzioba
Capas: Gonzalo Flores
Número de páginas: 128

Capa da Edição "Force Storm" - Volume 1 - Foto: Mega Hero

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Elise enfrenta o seu aterrorizate passado em Sobrenatural: A Última Chave


Uma adaptação cinematográfica por si só, já exige muito investimento de tempo e recursos, criando, ao mesmo tempo, uma série de expectativas. No caso de uma continuação, essas expectativas tornam-se ainda mais altas, uma vez que para existir, espera-se que esse prosseguimento adicione algo de novo à história e à mitologia já apresentada nas telonas, o que, felizmente, pode ser visto em Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key).

O quarto volume da saga leva o expectador para o ano de 1953, onde a pequena Elise Rainier (que um dia viria a se tornar a renomada investigadora paranormal deste universo) vive uma dura infância precisando lidar com um pai abusivo e habilidades paranormais com as quais não sabe como lidar. Em sua inocência, a jovem abre uma porta para um terror que volta para aterrorizá-la em 2010, quando a história a leva de volta à sua casa de infância para confrontar um mal do passado.

O primeiro acerto de A Última Chave é não ser mais uma continuação da franquia, mas sim uma prequel que cria a oportunidade de conhecer bem mais a fundo a interessante personagem que é Elise (Lin Shaye). E o filme faz muito bem esse trabalho, explorando as mais pessoais cicatrizes que a protagonista carrega, alternando entre passado e presente para tal.

Um antigo mal ameaça Elise e todos aqueles próximos a ela

O tom da continuação é outro importante destaque, mantendo o clima tenso dos projetos anteriores, dando espaço para o público acompanhar o desenvolver do caso junto à Elise e sentir os receios e medos que a personagem sente, mas, principalmente, sua determinação inabalável em salvar vidas.

Para contrabalancear essa tensão, o humor dos ajudantes Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell) é bastante utilizado, o que fica exagerado em alguns pontos e retira um pouco da imersão da história. Principalmente na primeira metade da trama há uma má distribuição desse humor, quase que como se não houvesse história suficiente para preencher o espaço até chegar na parte que realmente interessa.

Por sorte a continuação recupera seu fôlego no ato final, se aproximando mais do tom dos demais filmes e levando os personagens a um cenário sombrio e com uma interessante visão da entidade que assombra a casa da protagonista.

Comum à franquia Sobrenatural, o tema esperança acaba sendo um importante tópico para a conclusão da trama e funciona bem nesse novo projeto, considerando a criatura que Elise enfrenta e o conceito do Além que vem atrelado a esse ser. Definitivamente é algo que merecia mais tempo de tela, mas não se pode dizer que foi mal utilizado de qualquer maneira.

Elise (Lin Shaye) enfrenta a entidade que a assombrou desde sua infância - Foto por: Justin Lubin - © 2017 - Universal Pictures

O longa ainda tem outras questões menores como atuação medíocre em certos momentos e previsibilidade, mas no fim das contas serve como um boa última oportunidade à atriz Lin Shaye em representar o papel de Elise mais uma vez.

Em sua essência, Sobrenatural: A Última Chave torna-se uma válida adição à franquia, ainda que passe por algumas dificuldades para engajar a trama, mas definitivamente aprofunda mais a mitologia desse universo e liga o filme diretamente com o início de Sobrenatural (Insidious - 2010).

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ultraman em Anime, uma nova fase para o herói?


A internet é um lugar onde diversos nichos se concentram para adorar suas séries, filmes e programas favoritos. De um lado temos aqueles que vibraram com o trailer de Vingadores: Guerra Infinita e na outra metade, um grupo vibra com a chegada da animação de Ultraman

Baseado no mangá de sucesso de Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi, Ultraman foi uma grande surpresa para a editora japonesa que logo viu sua obra fazendo sucesso na América do Norte. Não demorou muito para que chegasse no Brasil (obrigado Editora JBC), terra onde o Tokusatsu é bastante popular.

A publicação original da obra começou em 2011 na terra do Sol Nascente. A trama que se passa em um universo alternativo se compararmos com a série de TV, traz um Hayata idoso que tem um filho adolescente, Shinjiro. O garoto acaba herdando os poderes do Ultraman devido à exposição do seu pai em simbiose com o herói da Estrela de Ultra. Agora ele será o responsável por proteger o planeta Terra de ameaças alienígenas.

Pôster oficial da animação - Foto: Reprodução internet

Eu torcia para uma adaptação em Live Action, estava muito curioso para saber como iriam transpor as histórias do papel para a telinha. Mas por um outro lado, uma animação é muito bem vinda e abre um leque de possibilidades para a franquia. Apesar de termos GARO em animação a algum tempo, Ultraman é um Tokusatsu com uma base de fãs muito grande e um legado que abraça várias gerações. A Tsuburaya desde 2013 trabalha com uma revitalização da marca trazendo novos seriados e a animação é a maneira que ela encontrou para captar um público que não consome séries de Tokusatsu. Foi uma grande jogada não?

Ultraman (será esse o título) chega apenas em 2019 e será feito em computação gráfica com captura de movimentos pelas empresas Production IG e Sola Digital Arts. A direção fica por conta de Kenji Kamiyama (Ghost in the Shell SAC) em parceria com Nobushi Aramaki (Applessed). O elenco de dublagem ainda não foi revelado e quem irá cantar os temas de abertura e encerramento da animação.

Da esquerda para a direita: Eiichi Shimizu, Tomohiro Shimoguchi, ULTRAMAN,
Kenji Kamiyama e Shinji Araki - Foto: Reprodução internet

Mas se você ficou curioso com todo isso, assiste o teaser trailer ai em baixo e depois corre para a banca de revista mais próxima de sua casa e compre o mangá que já está traduzido oficialmente pela JBC. Depois dessa empreitada você vai querer visitar uma vez ou outra a casa dos Ultraman.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O Assassinato no Expresso Oriente é um filme inteligente e mantém a essência dos romances de Agatha Christie


Uma das obras-primas da celebrada romancista Agatha Christie, O Assassinato no Expresso Oriente, é recontado na super produção cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh, também no papel do novo mais famoso detetive que você irá conhecer, Hercule Poirot.

Ao ter de retornar a Londres para a resolução de outro caso ainda em andamento e após solucionar um caso bastante excêntrico em Jerusalém, Poirot consegue uma disputada vaga no famoso Expresso Oriente, trem que ligava Istambul a Paris reservado àqueles de maior poder aquisitivo. Como o crime parece persegui-lo, após sua primeira parada e um acidente descarrilhando a locomotiva por causa da neve, um passageiro é assassinado dentro de sua própria cabine, mas felizmente Hercule Poirot está a bordo para encontrar o assassino em um crime tão tenso e complexo.

A ambiência da história mantê-se bastante fiel ao romance e preserva o trem, locação principal onde a maior parte da trama irá se passar, com aparência antiga e luxuosa percorrendo sua rota original. O Expresso Oriente era uma locomotiva que possuía leitos, bares e restaurantes para acomodar seus exigentes passageiros que passavam um tempo considerável dentro do trem se quisessem percorrer seu trajeto completo.
Kenneth Branagh como Hercule Poirot e Daisy Ridley como Mary Debenham. Foto: 20th Century Fox

Presos por uma grande quantidade de neve e impossibilitados de sair do trem, a única opção dos presentes passageiros é serem interrogados por Poirot, que decide aceitar o caso para não manchar a reputação do Expresso Oriente e não atrasar seu retorno para casa. Mas nada é tão simples, pois suas investigações com os passageiros o jogam em uma rede de informações deturpadas e acontecimentos que não se encaixam com o crime cometido, assim como uma peça de quebra-cabeça em local errado.

A vitima é Edward Ratchett (Johnny Depp), um homem de negócios corrupto que já estava recebendo cartas ameaçando sua segurança. Ao lado de sua cabine, se encontra Caroline Hubbard (Michelle Pfeiffer), uma socialite barulhenta e dramática que jura que um homem invadiu seu quarto na noite do assassinato. Ratchett possuía dois empregados, um secretário e um mordomo que o serviam em todas as situações e que rapidamente viraram suspeitos do detetive.

Ainda estão envolvidos como suspeitos na trama a Princesa Dragomiroff (Judi Dench), sua dama de companhia Hildegarde Schmidt (Olivia Colman), o estudioso Gerhard Hardman (Willem Dafoe), a missionária Pilar Estravados (Penélope Cruz), o médico Dr. Arbuthnot (Leslie Odom Jr.) a governanta Miss Mary Debenham (Daisy Ridley), Biniamino Marquez trabalhador dos EUA e o Conde e Condessa Andrenyi.

Hercule Poirot precisa reunir os fragmentos de informações dados por cada passageiro atordoado com o caso e usar suas celulas cinzentas para encontrar uma verdade diferente da que está sendo contada pelos suspeitos. Ao encontrar uma pista sobre um antigo caso, o detetive belga começa a fazer ligações até finalmente ser colocado frente a frente com um difícil decisão.

Kenneth Branagh como Hercule Poirot. Foto: 20th Century Fox

Kenneth Branagh encarna uma nova versão de Hercule Poirot com um bigode bem mais excêntrico que suas últimas representações, mas faz jus à essência do personagem mantendo muitos de seus trejeitos característicos como sotaque, inteligência, sarcasmo, tendência de organização e simetria exageradas. Apesar de ser possível observar algumas diferenças sutis comparando-o com o personagem do livro é indiscutível que o ator estudou Poirot e o retratou de uma maneira muito verdadeira e ativa nos cinemas.

O livro, publicado em 1934, é um dos mais famosos casos do detetive belga (e não francês, por favor) Hercule Poirot, o melhor detetive do mundo, segundo ele próprio. Considerada a Rainha do Crime, Agatha Cristie escreveu mais de 70 romances. Suas sobras são vendidas há mais de 100 anos e várias editoras já publicaram e republicaram as icônicas histórias. Mesmo depois de tanto tempo, Christie continua seduzindo milhões de leitores por seus crimes excentricos e quase perfeitos.

O Assassinato no Expresso Oriente é um filme inteligente e intrigante de assistir ao misturar horrores do passado com um caso atual de Poirot testando suas capacidades e levando o expectador a segui-lo em seu raciocínio. Para quem gosta de um bom romance policial e foge de tramas rasas, Agatha Christe é a distração perfeita para mentes atentas que gostam de um bom mistério.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Liga da Justiça aposta em personagens fortes para solidificar seu universo nos cinemas


Com a morte do Super-Homem, o mundo se encontra mergulhado em caos e medo, cabendo ao Batman reunir uma equipe com habilidades especiais para defender o planeta e capaz de reviver a Era dos Heróis. Diante de uma ameaça intercósmica, Bruce Wayne, ao lado de Diana Prince, recrutam Barry Allen, Victor Stone e Arthur Curry para impedir que Lobo da Estepe, aliado de Darkseid, use o imenso poder das Caixas Maternas para transformar a Terra em um mundo infernal.

Com um cuidado especial na introdução de cada um dos heróis, o filme apresenta cenas individuais respeitando a estética e estilo destes, com uma direção e direção de arte totalmente voltada para as características principais de cada obra, estabelecendo seus universos individuais dentro de um filme coletivo.

As cenas de Gotham são escuras e com apresentam um Batman investigador e combatente do crime, com todas suas clássicas poses e estilo de luta. Já a cena com a Mulher Maravilha, já são claras e com uma dinâmica diferente e bastante própria da Amazona, mostrando um lado de vigilante nesta fase inicial da personagem no universo. O Ciborgue é um importante personagem da equipe, que auxilia até mesmo o trabalho de Alfred como um apoio logístico à equipe, além de ter uma ligação direta com a Caixa Materna, facilitando as conexões durante o filme.

O Lobo da Estepe é o grande vilão de Liga da Justiça - Foto: Warner Bros. Pictures

Por outro lado, o Flash e Aquaman são menos explorados propositadamente, pois seus filmes solo são os próximos lançamentos da DC que trarão mais profundidade para suas histórias, o que não é necessariamente uma fraqueza, já que os personagens estão bem integrados na formação da equipe e conseguem despertar um sentimento de pertencimento na Liga desde o princípio.

Apesar da história se desenrolar com foco no retorno do Super-Homem, seu desenvolvimento não é prejudicado pela sua falta, mas se fortalece ao dar a chance para os outros membros da equipe se conhecerem e se unirem para a chegada do kriptoniano. Com a Liga da Justiça finalmente completa, vemos o quão importante é a presença do Super-Homem, que chega para consolidar a mensagem de esperança passada durante o filme por todos os heróis, até mesmo quando não estão lutando em suas missões.

Como qualquer história dos quadrinhos da DC Comics, os personagens são apresentados de acordo com a realidade da Terra criada no cinema, assim, a nova Liga deve ser encarada como uma nova versão que será desenvolvida ao decorrer do universo cinematográfico da DC/Warner.

Heróis se reúnem para impedir o plano do Lobo da Estepe - Foto: Warner Bros. Pictures

Como oposição ao nascimento da nova equipe de heróis, o vilão Lobo da Estepe é um destruidor de mundos que chega ao planeta Terra para reunir as três Caixas Maternas e trazer a Unidade. Este fenômeno faz com que o orbe passe por uma metamorfose para que seja transformado em uma versão de Apokolipse, uma expansão do planeta de Darkseid.

Lobo da Estepe é um dos comandantes mais próximos a Darkseid, por isso possui uma força que o torna capaz de cumprir sua missão como destruidor de mundos, na cena inicial vemos a extensão de seus poderes serem justificados ao ser enfrentado por amazonas, atlantis, homens, Lanternas e Deuses ao mesmo tempo, para só então perder uma batalha.

Ao enfrentar o vilão, os heróis demonstram sua força ao lutarem e tentarem conter Lobo da Estepe durante todo o filme, antes da chegada do Super-Homem, mostrando que apenas cinco membros da Liga são capazes de enfrentar um inimigo tão poderoso, que no passado mobilizou forças de toda a Terra, forças intergaláticas e antigos Deuses juntos.

Dando o máximo de si, os membros da Liga superam suas adversidades para salvar a humanidade e dar um final satisfatório à trama, abrindo caminho para um futuro promissor da DC nos cinemas.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Stranger Things retorna em temporada mais sombria sem perder a essência


Stranger Things se consolidou como uma das séries mais populares da atualidade dentro da cultura pop. Resgatando elementos dos anos 80 e trazendo referências de filmes e seriados de Terror e Ficção Científica, a obra dos irmãos Duffer é com certeza uma das melhores obras para assistir na Netflix.

A segunda temporada se inicia um ano após os eventos perturbadores que aconteceram na cidadezinha de Hawkins nos Estados Unidos. Mike e os outros garotos se preparam para curtir a noite mais divertida do ano, o Halloween fantasiados de Caça-Fantasmas. Um pouco longe das festividades do Dia das Bruxas encontramos o Xerife Hopper que agora cuida de Eleven em sigilo. E como vimos no final da primeira temporada, Will continua sendo atormentado pelas visões do Mundo Invertido enquanto tenta ter uma vida normal.

Noite de Halloween em Hawkins - Foto: Reprodução internet

Com um ritmo diferente da primeira parte, “Stranger Things 2” foca em desenvolver ainda mais os personagens já conhecidos na medida que apresenta Maxine (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery), uma garota durona e excelente jogadora de fliperama e um bad-boy que em boa parte da trama confronta Steve. Quem também aparece para fazer um par romântico com Joyce é o veterano Sean Astin (Os Goonies) no papel de Bob Newby.

Stranger Things 2 é mais agressiva e sombria que a primeira temporada. A presença de Will, que é novamente o foco da história traz passagens assustadoras à medida que caminha para o arco final. Tivemos também um episódio completamente focado em Eleven que serve para expandir a mitologia do seriado e dar novos rumos para os diretores caso eles queiram explorar o que é mostrado nesse capítulo. A trilha sonora continua marcante e envolvente em paralelo com a ambientação dos anos 80 que continua primorosa e rica em detalhes, vale ressaltar que o nível de produção aumentou significativamente, visto que Stranger Things se tornou amplamente popular no mundo inteiro aumentando assim o orçamento dos episódios.

Algo muito pior que o Demorgogon da primeira temporada espreita no Mundo Invertido - Foto: Reprodução internet

Com uma primeira temporada focada em apresentar personagens e a década de 80, podemos dizer que a segunda parte da história traz o telespectador para o âmago do Mundo Invertido provando que Stranger Things é muito mais que um seriado preocupado em provocar nostalgia e que é capaz de contar sua própria história sem se sustentar em obras do passado. Se os irmãos Duffer tem algo mais para contar, provavelmente só iremos saber em 2018 ou em 2019.