HÁ UM HERÓI EM TODOS NÓS Cinco amigos produzindo conteúdo juntos


As manhãs nos anos 90 para muitos aficionados em videogames, significava embarcar em uma aventura colorida pelas colinas esverdeadas de Green Hill.

Sonic the Hedgehog estreava em 1991 no popular console 16-Bits Genesis, conhecido pelos brasileiros como Mega Drive. Em pouco tempo o ouriço azul ganhou o coração dos amantes dos jogos eletrônicos e a franquia expandiu de uma forma esmagadora. Com mais de noventa jogos nas mais diversas plataformas, spin-offs e aparições, animações para TV, Sonic ainda precisava dar uma passo ousado: Uma adaptação nos cinemas.

Verdade seja dita, sempre existe uma certa preocupação em adaptações de jogos para os cinemas. São poucas produções que acertam em transpor fielmente (ou parcialmente fiel) o que vemos nos consoles. Sonic - O Filme é um daqueles típicos longas que conseguem canalizar a essência do jogo e transformar em algo que seja palatável para todos os tipos de público.

O casal Maddie Wachowski (Tika Sumpter) e Tom Wachowski (James Marsden) -
Foto: Doane Gregory - © 2018 Paramount Pictures Corporation
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Sonic é um pequeno ouriço azul que vive correndo em sua terra natal. Sobre a proteção de Garra Longa, uma sábia coruja, ele esconde seus poderes de outras criaturas que podem lhe causar mal. Infelizmente o pequeno porco-espinho é atacado por habitantes da sua ilha (possivelmente a Tribo Perdida dos Echidnas, a qual pertence outro personagem da franquia, Knuckles) o que faz com que Garra Longa o transporte para outro mundo com ajuda dos Anéis (sim, os anéis que vemos nos jogos). À partir desse momento ele precisa se virar sozinho na cidadezinha pacata chamada Green Hill enquanto esconde seus poderes e a si mesmo dos seres humanos.

A história traz em seu âmago um protagonista solitário que precisa se esconder de todos ao mesmo tempo que busca fazer pelo menos um grande amigo. Esse amigo é personificado na figura do Tom Wachowski (James Marsden), um policial apaixonado por Rosquinhas que está buscando crescer sua carreira em São Francisco e vive com sua esposa Maddie Wachowski (Tika Sumpter), uma veterinária apaixonada.

Frustrado por estar sozinho, Sonic acaba liberando uma grande quantidade de energia quando fica irritado, apagando toda a cidade e uma parte do continente. Tal feito faz com que o governo acione seu maior especialista Dr. Ivo Robotnik (Jim Carrey), um louco cientista fissurado em suas máquinas e suas próprias piadas.

Caçado por Robotnik, Sonic busca ajuda através de Tom para fugir do vilão e recuperar seus anéis mágicos que estão desaparecidos.

Jim Carrey vive o engraçado e genial Dr. Robotnik - Foto: Doane Gregory - © 2019 Paramount Pictures
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A direção de Jeff Fowler junto com o roteiro de Patrick Casey e Josh Miller, oferecem uma aventura para toda a família. Apesar de ter dezenas de referências aos jogos espalhados pelo longa, Sonic - O Filme é certeiro em criar um ambiente que convida até aquele que nunca sequer apertou um botão em um controle de Mega Drive. Talvez esse seja o grande mérito da obra, aliada às atuações cômicas de todos os personagens.

Jim Carrey evoca o que ele tem de melhor em sua veia cômica e entrega um Robotnik caricato que protagoniza os momentos mais engraçados. Quem com certeza diverte também é o Sonic, que divide suas piadas e momentos eufóricos com passagens de reflexão sobre quem ele é e o que está fazendo na Terra. James Marsden serve como a balança, o personagem que está ali para colocar tudo nos trilhos e despertar no público a vontade de viver naquele universo onde tudo é possível.

Sonic precisa recuperar seus Anéis para escapar da Terra - Foto: Courtesy Paramount - © 2019 Paramount Pictures
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Por fim, não podia deixar de comentar sobre os efeitos visuais. Sonic passou por uma grande repaginada no ano passado devido à fortíssima reação negativa por conta do primeiro visual apresentado. O que fez com que toda a equipe envolvida se desdobrasse para encontrar um ponto que convergisse todas as opiniões, e voilà! Eles conseguiram descartar o visual realista e assustador e abraçaram a figura aparentemente impossível do mascote da SEGA.

Sonic é um daqueles que filmes que você tem que correr para assistir e levar toda sua família e deixar sua criança interior transparecer. Ao mesmo tempo que é uma carta de amor para todos os fãs, ele também transforma a franquia para uma nova geração e cativa com sua simplicidade e coração. E não esqueça, tem duas cenas pós-créditos que precisam ser conferidas.


Arlequina de Margot Robbie já é nossa conhecida de Esquadrão Suicida, mas nunca a vimos desta forma. Despedaçada após o término de namoro com Sr. C, a ex princesa do crime agora precisa assumir a responsabilidade de seus atos enquanto luta pela sua vida.

Envolvida até o pescoço no submundo do crime de Gotham, Arlequina conhece tudo e todos e para seu azar todos a conhecem também. Ela é A figura pública de Gotham, a influenciadora criminosa e isso faz com que todos os alvos sejam colocados em sua cabeça quando se vê sem a proteção do Coringa.



Essa abordagem em si já traz muito do que Gotham é, uma pobre e grande cidade pega entre brigas sangrentas de gangues. E Arlequina está envolvida em praticamente todas já que tinha imunidade para fazer o que quisesse...até agora.

Dentre o caos envolvendo a protagonista conhecemos através da sua narrativa, pois o filme é contado em primeira pessoa e quebra a quarta parede em vários momentos, o vilão Roman Sionis (Ewan McGregor), psicopata e narcisista e seu comparsa Zsasz, que pretendem usar a riqueza de uma antiga família para ascender no mundo do crime.

Forçada a olhar para além do seu próprio umbigo, Arlequina precisa unir forças com a Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) e Detetive Montoya (Rosie Perez), As Aves de Rapina, todas envolvidas nas ações de Sionis de alguma forma e que veem nesta união um caminho para a vitória, em outras palavras, a destruição de Sionis e a proteção de uma garotinha que se torna o centro das disputas sem querer.

Montoya, Caçadora, Harley, Caim e Canário - Foto: Warner Bros.

A produção consegue dentro deste enredo focar completamente na personagem principal, seus dramas, necessidades e objetivos sem depender de materiais adicionais e nem participações do Coringa e Batman de maneira direta.

Também resgata elementos visuais e de narrativa que deram certo em produções anteriores como o próprio Esquadrão Suicida, mantendo de certa forma uma estética que combina bastante com a personagem e sua personalidade completamente insana.

O fato da história ser contada por um indivíduo completamente fora de si faz com que a trama seja contada de maneira desordenada, mas que faz todo sentido quando estamos falando da Arlequina e sua forma de ver o mundo e resolver seus problemas.

O filme serve como um crescimento da personagem, que antes completamente dependente de seu companheiro, não possuía nem força e nem confiança individuais para lidar com tantos problemas.

A circunstância dela conseguir se juntar com outras mulheres que não se gostam, não confiam uma nas outras e, em alguns casos, se odeiam tudo em prol de sua segurança e de Cassandra Caim, mostra que ela pode sim confiar em si mesma e perseguir sua sonhada emancipação.

Com tempo de tela suficiente para explorar as histórias de cada personagem cabíveis neste filme, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fabulosa consegue ser divertido, colorido, ter cenas de ação bem coreografadas mostrando finalmente uma Arlequina acrobata, e um grupo de mulheres badass, com uma lutadora com super poderes, uma assassina profissional e uma detetive envolvida e bem treinada que enchem os olhos traduzindo o universo dos quadrinhos de forma gratificante.

Ewan McGregor é o vilão Máscara Negra - Foto: Warner Bros.

O roteiro é simples, mas bem contado, com boa trilha sonora e personagens cativantes. A DC consegue então entregar uma produção que me faz querer ver mais super-heroínas ou anti-heroínas nos cinemas e trabalha bem personagens nunca antes vistos nas grandes telas.

Impressão da Kiki

Particularmente, gostei de como contaram a história e como simplificaram o vilão do filme para algo mais palpável, diferente de Esquadrão Suicida que foi megalomaníaco neste quesito. É um filme divertido, assim como a Harley é divertida, tem momentos de tensão, momentos incríveis de cenas de luta com as personagens e o que mais me impressionou foi como eles trouxeram essas personagens à vida! Adoro a Canário Negro e ela ficou maravilhosa no filme, fiquei surpresa como inseriram a história da Caçadora e sinceramente saí querendo continuação! Assistam e vejam por si, mas na minha opinião a DC acertou bastante o tom do filme!


Após 8 temporadas, Arrow chegou a seu fim, mas deixou para trás todo um legado e um universo em expansão para as séries da DC Comics.

Será que quem começou a acompanhar Arrow em 2012 iria imaginar que o programa se tornaria o que é hoje? O responsável pela criação de um multiverso plenamente estabelecido e cheio de personagens da DC.

Para muitos fãs, a série é ruim e não vale a pena; para outros, mesmo com seus erros, ela continuava a entreter. Apesar dos altos e baixos (e em alguns casos mais baixos do que altos), Arrow tentou se manter fiel ao que propunha e conseguiu criar uma mitologia que deve ser respeitada. Não é todo mundo que consegue criar o que a série conseguiu.

Batwoman, Arqueiro Verde, Flash, Supergirl e Canário Branco - Foto:The CW
Ao longo de suas 8 temporadas, muitos personagens passaram pela série, alguns desses icônicos nos quadrinhos da DC. A série também foi responsável por alguns spin-offs, como The Flash, Legend's of Tomorrow e Green Arrow and the Canaries, que já teve seu piloto exibido, porém, a The CW ainda não deu sinal verde para a produção da série.

Além dos spin-offs, tivemos vários crossovers: Flash vs. Arqueiro, Os Heróis Juntam Forças, Os Melhores do Mundo, Invasão, Crise na Terra-X, Elseworlds e Crise nas Infinitas Terras. Todos esses especiais ajudaram a criar o multiverso da CW, interligando séries (e alguns filmes) para criar algo muito maior e que os fãs sempre quiseram.

Crossovre "Crise na Terra X" - Foto:The CW
Como eu falei previamente, muitos personagens passaram pela série. Vilões como Slade Wilson/Exterminador e Adrian Chase/Prometheus marcaram suas respectivas temporadas e caíram nas graças dos telespectadores. Outros como Ra's al Ghul e Damien Darhk não foram bem recebidos, e na verdade, bem criticados, especialmente Ra's, por ser um vilão do Batman, aspecto esse que foi bastante inserido em Arrow ao longo dos anos.

Tivemos é claro, a participação da Canário Negro, ou melhor dizendo de algumas Canários. A primeira que se apresentou apenas como Canário foi Sarah Lance, uma personagem original e que logo ganhou a paixão dos fãs. Sarah posteriormente ingressou e Legend's of Tomorrow e hoje é a líder da equipe. Tivemos também Dinah Drake, que na série é a terceira a usar o manto da Canário. e por fim, ninguém menos do que Laurel Lance, a segunda Canário e o interesse amoroso de Oliver Queen durante algumas temporadas.

Kat Cassidy no papel de Laurel Lance da Terra 1 - Foto:The CW
Deixei Laurel por último foi ela tem um lugar especial no coração dos fãs. A personagem assim que apareceu marcou presença, porém, não foi respeitada como deveria. Os produções não fizeram jus a ela e foi necessário que ela morresse e sua contraparte da Terra-2, a Sereia Negra, assumisse seu lugar para que finalmente pudéssemos ver todo o seu potencial. Tem quem culpe o polêmico ship Olicity (Oliver + Felicy) pela falta de espaço de Laurel.

Para ajudar Oliver tivemos dois personagens originais: Felicity Smoke, que depois se tornou sua mulher e mãe de sua filha e John Diggle, um ex-militar que durante anos os fãs suspeitaram que ele poderia se tornar ninguém menos do que o Lanterna Verde John Stewart. A relação que esses três desenvolveram ao longo dos anos foi bastante profunda, passando de amizade para a construção de uma nova família.

Diggle e Felicity - Foto:The CW
Mesmo com seu final, Arrow ainda ficará na mente dos fãs, seja por seus aspectos positivos ou negativos. Porém, existe algo que não pode ser esquecido: o legado que a série criou irá perdurar enquanto a CW continuar produzindo séries de TV da DC, pois, querendo ou não, Arrow foi a responsável pela explosão de séries de super-herói que temos hoje em dia.

Da mesma forma que Smallville marcou toda uma geração, Arrow também fez sua parte e sempre será lembrada na história da DC Comics.

Em qualquer produção, há o comum e o ruim. Ambos são muitas vezes confundidos, pois vivemos em uma era onde o ''original'' quase que não existe mais. A verdade é que a vasta maioria das histórias atuais tem influência, até certo ponto, de algum trabalho ou ideia anterior, o que não é algo ruim. O problema é quando se confunde algo comum, o que é usual, habitual, ou seja, algo que já vimos, com algo mal produzido e sem qualquer senso de comprometimento.

Filmes de terror tem inúmeros elementos que caem na categoria do ''comum''. As críticas costumam ser severas e muitos são desconsiderados como produções ruins, quando na maioria dos casos são apenas mais uma dentre várias outras produções similares. Dito isso, há produções que pecam excessivamente na qualidade, se apoiando demais em muletas como jumpscares e outros. Como se a quantidade de sustos definisse a qualidade de um filme de terror.

A Possessão de Mary navega com toda velocidade para essa categoria. Quando uma família marcada por traumas recentes tenta reconstruir a sua relação ao adquirir um barco com antecedentes duvidosos, eles logo descobrem que a sua primeira viagem nessa nem um pouco suspeita embarcação pode ser a sua última.

A premissa é simples e direta. Ainda que limitadora, funcionaria bem mantendo o terror no lado psicológico, pois com o pequeno espaço que se tem no barco, não há tanto que se possa fazer em um filme de assombração (o que já elimina sereias, o Kraken e outras criaturas marinhas que poderiam deixar essa viagem mais assustadora).

Diante disso, a trama segue um caminho fraco, se apoiando fortemente nos muitos jumpscares e na subtrama de uma traição que dividiu a família. Ainda que relevante, o tema se repete várias vezes, consumindo tempo que poderia ser usado para desenvolver qualquer um dos 5 outros tripulantes, que não a mãe (Emily Mortimer). É impressionante ver como é mal utilizado Gary Oldman, que fica solto e irrelevante no longa, da mesma forma que os demais.

Dentre os muitos problemas que A Possessão de Mary possui alguns deles são: Não criar uma ambiência apropriada, não explicar mais e nem saber trabalhar a entidade, o uso repetitivo de sonhos e a falta de um fim para história, pois o filme literalmente termina sem um desfecho próprio.

São problemas de roteiro e direção que ficam mais evidentes a medida que a trama progride e, diferente de filmes comuns, que podem ser considerados chatos e entediantes, este passa claramente a imagem de uma produção má planejada, executada e não acabada.

Se a ideia é trabalhar com o espírito vingativo de uma bruxa secular, por que não explorar mais do passado dela? No fim das contas a entidade é mais um fantasma genérico, com motivações genéricas e toda a obra tem tantos problemas que acabam ofuscando quaisquer vantagens que estariam presentes em A Possessão de Mary.


Durante muitos anos, os canais de TV mantinham o padrão para suas séries, cada temporada tinha em média 20 a 22 episódios, e quem acompanhava não chegava a reclamar, porém isso acabou mudando.

Com a chegada dos serviços de streaming como a Netflix, Amazon Prime, HULU e até mesmo da HBO, cada vez mais o número de episódios por temporada caiu, e a medida que os fãs foram se acostumando a isso, temporadas mais longas não enchiam mais os olhos, e atualmente, é muito mais fácil e menos cansativo, assistir uma série de 8 a 10 episódios por temporada, do que investir tempo em uma temporada de 22 episódios.

As séries de super-heróis ainda estão passando por um processo de transição referente a isso. Enquanto algumas emissoras e streamings já adotaram o padrão de temporadas curtas, outras ainda insistem em continuar com o velho modelo de mais episódios.

Jessica Jones, Punho de Ferro, Demolidor, Luke Cage - - Foto: Netflix
A Netflix com suas séries da Marvel havia optado por um modelo mais curto, com cada temporada tendo em média 13 episódios, enquanto o canal The CW, continua investindo em temporadas de 22 episódios em média, para suas séries do Arrowverse, apesar de Legends of Tomorrow ter um número menor de episódios em relação as outras, entre 16 e 18 episódios por temporada.

O DC Universe optou por manter poucos episódios para suas séries. TITÃS por exemplo tem uma média de 11 a 13 episódios por temporada, enquanto Patrulha do Destino teve 15. Mesmo com essa quantidade de episódios, ainda sim o roteiro consegue ser arrastado e cansar os fãs. Já Runaways (do HULU) e Manto & Adaga (do Freeform) mantiveram a faixa dos 10 episódios por temporada, e conseguiram entregar uma história satisfatória, com arcos interessante e sem se arrastar muito.

Manter um padrão de vários episódios em uma época que se consome várias séries ao mesmo tempo não está mais dando certo.

Esse é o grande problema com o Arrowverse. Como as temporadas são muito extensas, a história acaba se perdendo em vários episódios e os fãs por muitas vezes perdem a motivação de acompanhar, já que a quantidade de episódios que não acrescenta em nada na trama. A temporada atual de Arrow, que é sua última, terá um total de 10 epísódos apenas, e isso está mostrando o quão positivo seria se todas as outras séries mantivessem esse padrão. Daria para contar uma história direta, sem enrolação e que prenderia muito mais os fãs.

Flash, Arqueiro Verde e Supergirl - - Foto: The CW
As séries da Marvel pelo Disney+ começam a sair este ano, e já foi revelado que elas terão de 6 a 8 episódios, que é um padrão que já vêm sendo adotado e que também agrada muito mais quem acompanha.

Resta agora saber como as emissoras que ainda insistem em temporadas longas vão tratar a questão. Se irão se adaptar ou continuar insistindo em algo que, mesmo dando retorno, se torna cansativo e desmotivador a cada temporada que passa.

Bem vindos a Jumanji! Após o sucesso do primeiro filme em 2017 com o novo elenco e conceito, Jumanji: Próxima Fase expande ainda mais o universo do jogo trazendo de volta o grupo de amigos para uma nova aventura.

Spencer (Alex Wolff), agora um estudante universitário em Nova Iorque, volta para sua cidade para rever sua família, amigos e namorada. Seu avô Eddie (Danny DeVito) está morando temporariamente na casa por problemas de saúde e precisa se reconciliar com seu antigo amigo e parceiro de negócios, Milo Walker (Danny Glover).

Por sentir-se frustrado e isolado dos amigos, o rapaz acaba recorrendo aos destroços do videogame que o tragou para o mundo de Jumanji na primeira vez. Preocupados com o sumiço de Spencer, Fridge (Ser'Darius Blain), Martha (Morgan Turner) e Bethany (Madison Iseman) colocarão suas vidas em risco mais uma vez por seu amigo.

Repetindo a dose cômica da produção anterior, Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan são os avatares do grupo principal dentro do jogo. Mas desta vez nem tudo saiu como se imaginava, pois Jumanji levou Eddie e Milo junto com o os quatro amigos e os dois precisam primeiramente entender o que está acontecendo para depois tentarem ajudar de alguma forma.

Kevin Hart, Karen Gillan, Jack Black e Dwayne Johnson. Foto: Columbia Pictures/Sony

O filme traz alguns elementos repetidos da trama de 2017, como a própria missão de resgatar uma pedra mágica, algumas mortes e momentos marcantes da obra original. Mas ao mesmo tempo consegue trazer uma essência diferenciada com a presença de Eddie e Milo, que possuem questões pessoais e delicadas para serem discutidas durante a missão.

Além disso, antigos personagens e novas adições se somam ao grupo principal para aumentar ainda mais as habilidades necessárias para que passem por cada nova fase do jogo. Eles também precisam unir-se para derrotar um novo e assustador vilão Jurgen the Brutal (Rory McCann) que ameaça toda vida em Jumanji.

O roteiro continua a explorar bem a insegurança dos jovens que, em sua maioria, desejam tornar-se seus avatares para esquecerem os problemas do mundo real, ou entender qual o papel daquele personagem e no que ele pode ser útil, mesmo que sua aparência não agrade.

Os astros principais do filme apresentam uma ótima interpretação das personalidades dos personagens originas e rendem boas risadas. Cada um com suas habilidades específicas entre forças e fraquezas consegue contribuir para que a trama se desenrole até o objetivo ser conquistado.

Com bons efeitos especiais, trilha sonora e a famosa percussão de Jumanji, o longa consegue trazer a mesma química entre os personagens com uma trama simples, muita comédia e boas cenas de ação, apresentando mais uma grande aventura para fortalecer a amizade e concluir de vez a relação deles com o jogo...ou pelo menos, foi isso que eles pensavam!



Os últimos anos tiveram sua quota de filmes que se passam em baixo d'água, funcionando especialmente bem nos gêneros de terror e suspense e Ameaça Profunda (Underwater) não é diferente ao trazer um grupo de pessoas em uma situação desesperadora a milhares de metros nas profundezas do oceano.

Com uma premissa típica de filmes do gênero, o longa segue um grupo de cientistas que trabalham na perfuração do local mais profundo conhecido, até que algo é lá despertado, trazendo o caos a toda a equipe e estação utilizada por ela.

Um fato que imediatamente chama atenção é que a história começa como se tivesse ''perdido'' a sua introdução. O ponto inicial da narrativa é o desastre e não temos um momento para conhecermos os personagens. Ao invés disso, o fazemos ao longa da sua jornada ao tentar escapar da estação Kepler, que está em colapso devido ao desconhecido acidente.

Isso torna difícil se importar muito com os protagonistas, uma vez que pouco deles conhecemos, mas, ainda assim, temos suas personalidades brevemente exploradas durante sua tentativa de fuga para uma outra estação e posteriormente para a superfície.

O que torna Ameaça Profunda especial é justamente esse trajeto tenso e inseguro, onde a cada momento se espera que todos os personagens sejam exterminados sem chance de vitória e lembrando, em vários momentos, elementos de Alien: O Oitavo Passageiro.

Por estarem no fundo do oceano, não há nenhuma claridade, então a escuridão e a incerteza do que está a sua volta são pontos extremamente importantes que são bem utilizados pelo diretor.

É com os trajes especiais que os protagonistas conseguem atravessar o fundo do oceano - Foto: Reprodução Internet.

Ao mesmo tempo, quando aprendemos que o acidente foi causado por criaturas das profundezas, não vemos muito delas até o final da trama, o que contribui muito para manter a tensão. Ao finalmente serem mostrados, esses seres não decepcionam e os visuais são suficientes para agradas fãs de Lovecraft.

Apesar da evidente situação de impotência em que os protagonistas se encontram, as suas chances de sobrevivência acabam sendo bem balanceadas com vários momentos de sorte e com o excelente trabalho do diretor em manter o espectador conectado ao que os personagens estão vivenciando. Isso contribui para manter o foco, mesmo com toda a escuridão que toma boa parte das cenas.

A escolha do elenco também é um importante fator para manter o longa interessante. Kristen Stewart, em seu tom mais monótono e melancólico, se conecta surpreendentemente bem com o suspense construído, enquanto o humor de T.J. Miller contrapõe a tensão com breves momentos cômicos, que juntos sustentam toda a produção.


Sejam bem-vindos a Riverdale! Não a série da CW, mas sim a cidade onde viver um dos personagens mais conhecidos dos quadrinhos norte-americanos, Archie Andrews, criado em 1941. Porém, hoje não iremos falar das versões mais antigas dele, mas sim, da atual, que é a que vêm atraindo bastante a atenção de uma nova gama de leitores (e espectadores, já que a série ajuda bastante na divulgação do quadrinho).

Em 2018 a Geektopia, o selo geek da Editora Novo Século, e focado mais em quadrinhos e graphic novels, começou a lançar a versão moderna dos personagens da Archie Comics. Archie Vol. 1 – Bem-Vindo a Riverdale foi um grande sucesso, seja nos Estados Unidos, onde começou a ser lançado em 2016, ou no Brasil, onde acompanhou o sucesso da série de TV. Archie Vol. 2 foi lançado este ano, e continuou a ser um sucesso entre os fãs.

É interessante ver que a história trás para atualidade tudo que os primeiros quadrinhos do Archie já se propunham a debater, que são amizade, relações familiares, amores, comportamento, e vários outros temas que devem e precisam ser discutidos com os jovens, e nada melhor do que colocar adolescentes para falar sobre isso.

Apesar de bem simples, a história prende bastante, e nada mais justo do que falar um pouco sobre ela.

Nos dois volumes já lançados, acompanhamos o jovem e desastrado Archie Andrews em sua cotidiana vida em Riverdale, tendo que lidar com o término de seu relacionamento com Betty, sua vizinha, melhor amiga e agora, ex-namorada. Também se faz presente na história do personagem o excêntrico Jughead, melhor amigo de Archie e uma figura que vai conquistas bastante os leitores, além de um alívio cômico, não mais do que o próprio Archie.

A vida dos jovens é bem tranquila, até a chegada da família Lodge, que acaba por mudar toda a dinâmica da cidade, especialmente a de Archie e seus amigos, já que Verônica Lodge, uma jovem socialite passa a morar na cidade e isso resulta em uma série de situações constrangedoras, trágicas, hilárias e bem dramática envolvendo Archie, Verônica e Betty, um típico triângulo amoroso que vai se estendendo ao decorrer das duas edições que já foram lançadas.

Todas as situações que de desenrolam a partir da chegada da família Lodge fazem com que o leitor comece a pensa e analisar diversos temas, já que Archie, que é o centro da história, se vê confrontando diversos dilemas como a lealdade para com sua família, com seus amigos, situações que ele mesmo criou, mesmo sem saber, e que não terminam da forma que ele imaginava. O quadrinho mesmo tendo um ar bastante leve e agradável, trabalha perfeitamente assuntos sérios, sem deixar de lado a comédia.

A história é escrita por Mark Waid, já conhecido dos fãs por trabalhos como O Reino do Amanhã, Superman: Legado das Estrelas, e The Flash pela DC Comics e por Capitão América, Quarteto Fantástico e Demolidor pela Marvel. Além dele temos um grande time de artistas como: Fiona Staples (que já ganhou o Eisner Awards), Annie Wu (que já trabalhou para a Marvel e DC) e Veronica Fish (que já trabalhou na Marvel e na Boom! Studios).

Archie é definitivamente o tipo de quadrinho que todo fã precisa ter na estante, pois, além de ser uma leitura bem dinâmica e leve, ainda é bastante prazerosa e importante. Quando você começa a ler, não quer mais parar e já fica na expectativa para o próximo volume. A conexão com os personagens é imediata.
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