segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Os Tokusatsu voltaram para o espaço?


Os últimos anos foram cruciais para definir o modelo de filmes e seriados de super heróis. Grandes nomes dos quadrinhos apareceram pela primeira vez e tivemos uma época repleta com esses personagens.

Claro que não acabou ainda essa fase de "super heróis" nos cinemas, na televisão (ou seria melhor dizer serviço de stream?) e nos quadrinhos, mas é certo dizer que Hollywood já busca outras formas de entretenimento para ganhar rios de dinheiro e ditar novas modas.

Mas o que está acontecendo no momento? Qual será o próximo grande "boom" na cultura pop, você consegue adivinhar? Bem, eu poderia fazer uma aposta sobre o retorno da ficção cientifica, mas isso já está acontecendo, basta prestar atenção.

A volta de Star Wars mudou o panorama dos filmes de super heróis - Foto: Reprodução Internet

Minha análise será pautada em um nicho especifico que é o Tokusatsu, mas não posso deixar comentar de outras produções que evidenciam o retorno do Sci-Fi para o grande público. Em 2015 tivemos o retorno triunfal de Star Wars, obra renomada de George Lucas que ditou como se faz um longa metragem de ação e ficção e que hoje está nas mãos da Disney. Não posso também esquecer de Star Trek e suas novas aventuras pela ótica de J.J Abrams e o retorno de Arquivo X em 2016 e as novatas WestworldStranger Things e Voltron: O Defensor Lendário.

Essas novas produções chegam para competir ou melhor conseguir um espaço em meio aos seriados de super heróis que reinam em seus horários de exibição. É uma fuga para quem quer algo diferente ou para quem está saturado de Arrow e Flash por exemplo.

Os seriados de Tokusatsu também já "sofrem" com essas mudanças, mesmo que de forma gradativa. Por serem produções de super heróis em sua maioria esmagadora, os Tokusatsu precisam se moldar às novas tendências de forma sutil em paralelo agradando ao seu público alvo. Programas como Ultraman que retornou com o modelo de seriados em 2013 consegue "navegar" nessa moda Sci-Fi de forma mais tranquila, até porque a própria franquia é pautada nesse segmento.

Do outro lado da maçã, séries como os Super Sentai e Power Rangers também mostram interesse na temática com suas produções atuais. Dino Charge (2015) e Dino Super Charge (2016) dos Estados Unidos mesclaram dinossauros com vilões do espaço e a inédita Power Rangers Ninja Steel (2017) abraça o gênero com maior evidência. Mas quem consegue melhor impactar é o seriado Uchu Sentai Kyuranger que estreia esse mês no Japão e traz nove integrantes e uma missão de salvar a galáxia de um inimigo muito poderoso.

Ultraman Dyna e Ultraman Orb - Foto: Tsuburaya Productions

Se a televisão está bem servida, o mesmo podemos dizer dos Tokusatsu das telonas. Enquanto temos o longa metragem de Ultraman Orb em Março no Japão, Power Rangers ganha o seu reboot no dia 23 de Março com forte influência da ficção científica e pode ser junto com Guardiões da Galáxia, uma das referências da mesclagem de heróis, sci-fi e viagens no espaço. Está bom ou não?

Encerrando (até o momento), temos o aniversário de 35 anos do seriado Uchuu Keiji Gavan, que ficou conhecido no Brasil como Detetive Espacial Gavan. Para celebrar o marco histórico, o personagem Gavan Type-G (o novo Gavan), retorna para um filme especial ao lado da equipe Dekaranger para lutar contra MacGaren, o vilão de Jaspion que está de volta.

Ainda é cedo para dizer se as próximas produções japonesas irão seguir nessa temática, afinal, os Tokusatsu precisam se reinventar a cada ano e trazer novidades para os fãs. Mas olha, ainda da tempo do próximo Kamen Rider pegar carona nessa nave e quem sabe até fazer um crossover com Kamen Rider Fourze.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Desventuras em Série, é melhor não olhar?


Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events), a mais nova produção do Netflix, finalmente teve sua estreia no serviço de stream, adaptando a obra de mesmo nome escrita por Lemony Snicket (o pseudônimo do autor Daniel Handler), que conta a trágica história dos irmãos Baudelaire.

Na trama, Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny (Presley Smith), acabam de perder seus pais em um incêndio, tornando-se órfãos sem qualquer família próxima com quem contar. É a partir daí que o Sr. Poe (K. Todd Freeman), o banqueiro responsável pelos assuntos financeiros dos irmãos, os leva para viver com um parente distante chamado Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um excêntrico criminoso que planeja colocar as mãos na fortuna dos Baudelaire.

Escrita ao longo de 13 livros, a história dos órfãos Baudelaire recebe o título "Desventuras em Série" devido à sequência de infortúnios que a caracteriza. O autor, desde o momento em que se inicia a leitura, avisa àqueles que não desejam encarar as inúmeras adversidades que vem por ai para não seguirem em frente, realizando constantes apontamentos das tragédias a serem enfrentadas pelas crianças. Não apenas nesses momentos, a presença de Lemony Snicket como narrador é constante por todas a narrativa, criando um verdadeiro diálogo com o leitor.

Os quatro primeiros volumes da edição nacional de Desventuras em Série adaptados para a primeira temporada - Foto: Mega Hero

A série, por sua vez, manteve essa característica, na qual Patrick Warburton representa o autor Lemony Snicket, que interrompe e complementa em diversos momentos a trama para explicar detalhadamente o significado de frases e palavras, assim como para expressar sua opinião de maneiras satíricas. Mesmo aparecendo como narrador e observador, Snicket integra muito bem a história, não atrapalhando seu desenvolvimento e até mesmo criando certo suspense sobre seu envolvimento no enredo.

Consistindo no total de 8 episódios, a primeira temporada de Desventuras em Série adapta um livro a cada dois episódios e consegue, com sucesso, adequar o material original sem retirar momentos indispensáveis ou prolongar desnecessariamente os acontecimentos. Cada episódio, assim, consegue passar de modo bastante orgânico e atrativo as histórias dos livros, juntamente com a bem elaborada (e um pouco creepy) abertura que é cantada por Neil Patrick Harris e tem diferentes versões para diferentes episódios.

Um ponto forte da adaptação do Netflix é, certamente, seu elenco. Além de Patrick Warburton, fortes nomes como Joan Cusack (Juíza Strauss), Aasif Hakim (Tio Monty), Catherine O'Hara (Dra. Georgina Orwell), Cobie Smulders (Mãe) e Will Arnett (Pai) contribuem para a bem produzida série, assim como os próprios atores que interpretam os órfãos, em especial Malina Weissman na pele de Violet Baudelaire. Já K. Todd Freeman, como o Sr. Poe, levanta suspeitas quanto a sua atuação, que, por um lado, aparenta ser fraca, mas, por outro, poderia ser simplesmente um reflexo da estranheza e indiferença do personagem, o que, no fim, acaba combinando com o tom da série.

O Conde Olaf (Neil Patrick Harris) recebe os irmãos Baudelaire em sua casa - Foto: Reprodução Internet

Ao viver o papel de Conde Olaf, Neil Patrick Harris se destaca positivamente, representando os modos excêntricos e bizarros do suspeito ator e criminoso que é o Conde. Da mesma maneira como nos livros, o vilão é apresentado com sua inclinação para arruinar a felicidade dos órfãos, contando com seu grupo singular de capangas e uma série de fantasias extremamente ridículas, mas que funcionam para esconder a identidade do Conde Olaf de todos, exceto dos irmãos Baudelaire.

Talvez o mais importante aspecto da série seja a fidelidade com que é apresentada. Fidelidade aqui não está necessariamente em seguir os exatos eventos dos livros, uma vez que existem algumas diferenças que não chegam a atrapalhar ou confundir a história. De outra forma, a fidelidade aqui apontada se refere ao cuidado da produção em manter o tom dos livros, que são marcados por seu caráter incomum, que chega a ser esquisito, e apresentam a narrativa de modo melancólico e cartunizado à certo ponto.

Todo o cenário, o figurino, o diálogo, os personagens e até mesmo a filmagem são feitos de uma maneira bastante peculiar, mas que acabam funcionando juntos. Para aqueles que não leram os livros, a série definitivamente parecerá estranha à primeira vista, enquanto aqueles já familiarizados com as desventuras dos irmãos Baudelaire se sentirão bem acolhidos pela nova adaptação do Netflix.

Dito isso, Desventuras em Série conta, sem dúvidas, uma história bastante peculiar, mas que pode ser acompanhada por todos, desde que não a encarem com um olhar sério e puramente racional, pois, se o fizerem, estariam perdendo seus momentos excêntricos e bem elaborados feitos para prender a atenção do espectador, em meio a uma fraca esperança de um final feliz dentre os infortúnios dos irmãos Baudelaire.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Intensas cenas de ação unem passado e presente em Assassin's Creed


Adaptações cinematográficas de games nem sempre alcançam o sucesso almejado, sendo alvos de extensas críticas que, na maioria dos casos, não se mostram completamente infundadas. Talvez por esse olhar crítico ou pela vontade dos fãs de assistirem seus games favoritos bem representados, bastante atenção tem sido dada a esses filmes, o que não é diferente no caso de Assassin's Creed, que chega aos cinemas dirigido por Justin Kurzel (Macbeth: Ambição e Guerra).

No longa, Callum Lynch (Michael Fassbender) é procurado pela misteriosa empresa Abstergo, por meio da qual descobre ser descendente de um membro do antigo Credo dos Assassinos, conhecido como Aguilar. Através do projeto Animus liderado pela Dra. Sophia Rikkin (Marion Cotillard), Callum passa a reviver as experiências de seu ancestral durante a inquisição espanhola do século XV, devendo lidar com seus dilemas pessoais e com o real objetivo da Abstergo.

Assassin's Creed é uma adaptação da renomada franquia de games de mesmo nome, famosa por explorar o conflito entre o Credo dos Assassinos e a Ordem Templária nos mais diversos períodos da história pelo mundo todo. Nos games, geralmente através da pele de um assassino, o uso de inúmeras técnicas de assassinato e infiltração, assim como as impressionantes escaladas e o parkour, tornaram-se verdadeiras marcas da franquia.

O filme, por sua vez, é apresentado com roteiro original, buscando explorar acontecimentos históricos diferentes aos já utilizados nos games, enquanto mantém seu foco principalmente nos acontecimentos do presente. Os dilemas entre Callum e seu pai acabam tomando muito mais tempo da narrativa do que seria ideal, revelando uma preocupação em tornar o personagem "mais real", do que efetivamente entrelaçar a história do presente, com a vivência histórica de Aguilar.

O assassino Aguilar em meio à Inquisição Espanhola de 1492 - Foto: Reprodução/20th Century Fox

Tendo como pano de fundo a inquisição espanhola, muito poderia ter sido explorado, ficando perceptível a falta de acontecimentos históricos para enriquecer a trama e desenvolver o ancestral de Callum. Ao invés disso, apenas alguns elementos da inquisição podem ser encontrados e o passado é usado para reproduzir cenas de ação, atrás de cenas de ação.

Um elemento dos games que ajudou a estabelecer a franquia, foi o investimento dado aos ancestrais nos primeiros jogos (a exemplo do personagem Ezio em Assassin's Creed II), não utilizando-os apenas como peças de um jogo de ação, mas sim com um verdadeiro desenvolvimento emocional através de eventos históricos. No longa, por outro lado, Aguilar é usado apenas como uma peça do passado e não passa qualquer carisma.

Já de um lado positivo, outros elementos clássicos são bem utilizados, como a desenvoltura para o combate com armas dos assassinos e as impressionantes cenas de parkour. Toda a parte da ação também é muito bem produzida, com acrobacias bem integradas e batalhas bem organizadas, mesmo que sobreponham-se à história em demasiado.

Talvez um dos maiores problemas da adaptação recaia sobre sua cinematografia. O filme é todo apresentado como se tivesse um filtro reduzindo a nitidez da imagem, ficando marcado pelos cantos escuros e inúmeras cenas contra a luz, que acabam escurecendo o filme ainda mais, além de uma filmagem tremida durante as cenas de ação que dificultam a visualização no geral. Outro destaque negativo é o barulho excessivo, que combinado aos outros fatores, parece ter sido escolhido para confundir e atordoar o espectador.
Sophia (Marion Cotillard) introduz Callum (Michael Fassbender) à Abstergo - Foto: Reprodução/20th Century Fox

O uso excessivo de filmagens cinematográficas de paisagem também poderia ser melhor dosado, reservando esse tempo para maior desenvoltura do passado. O período gasto nas instalações da Abstergo e na aproximação entre Callum e Sophia acaba não sendo tão interessante, não chegando a produzir grandes frutos ao final da trama.

Sob uma visão geral, o filme acaba funcionando muito melhor como mais um projeto de ação, no qual não se pode pensar muito nos fatos sem que se encontre uma série de inconsistências. Ainda, não se revela um fracasso total, como muito tem se difundido pelos grandes veículos de informação, podendo ter seus destaques positivos reconhecidos e seus negativos anotados para uma futura continuação.

Assassin's Creed peca no desenvolvimento da história, caindo em algumas armadilhas evitáveis, mas apresenta material para um filme de ação, com cenas de luta bem produzidas e perseguições notáveis.

domingo, 8 de janeiro de 2017

O retorno de Ao no Exorcist, como assistir?


O mercado dos animes já faz parte, há vários anos, de uma verdadeira máquina de produção japonesa, com inúmeros títulos sendo lançados continuamente. Basicamente, basta que um mangá faça sua quota de sucesso entre os leitores japoneses para que ganhe sua adaptação animada, assim como foi com Ao no Exorcist (Blue Exorcist).

O mangá de Kazue Kato rapidamente agradou ao público e em cerca de 2 anos conseguiu seu próprio anime em 2011, que, apesar de algumas diferenças com o material original, ainda assim obteve bastante sucesso com sua arte e história singulares. O anime teve 25 episódios encomendados, mas, talvez por mal planejamento ou por exigência das produtoras, não conseguiu acompanhar o lento lançamento do mangá, fazendo com que a história da animação se derivasse da história do mangá (que ainda não havia sido publicada).

Em outras palavras, o que realmente ocorreu? Por volta do episódio 16 do anime, a história começou a sofrer alterações e seguir um rumo diferente à história original do mangá, passando, a partir do episódio 18, a exibir um arco filler (filler = diferente do material original/que não está no mangá) e mudando aspectos básicos dos personagens.

Essas mudanças não tiveram boas repercussões, fazendo com que o anime se encerrasse com os 25 episódios originalmente encomendados, enquanto o mangá continuou a ser publicado, desde então. Após vários anos, o anime teve uma continuação confirmada e já tem seu primeiro episódio disponível para exibição no Crunchyroll, agora com o título Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen. Mas, diante das mudanças sofridas no anime de 2011, de onde começa esse novo anime e como continuar a acompanhar a história compreendendo tudo?

O estúdio de Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen responde a essa pergunta de uma maneira bem simples. A continuação segue exatamente de onde começaram as antigas alterações (cerca do episódio 16 do anime/ capítulo 13 do mangá), que, por sua vez, ocorreram logo após a luta de Okumura Rin e Amaimon durante o acampamento das "férias de verão" do grupo, que culminou com o julgamento de Rin perante os exorcistas. O primeiro episódio se inicia, então, seguindo os eventos do volume 5 do mangá, mais precisamente do capítulo 16, dessa vez apresentando uma abordagem visivelmente mais fiel ao mangá.

Cartaz de Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen - Imagem: Reprodução Internet

Mesmo que persistam várias inconsistências com o anime original, a escolha do estúdio em desconsiderar a saga filler e seguir o material original é, sem dúvidas, a mais segura, uma vez que fazer um reboot e começar do zero seria muito custoso, enquanto considerar a saga filler seria extremamente prejudicial para a história de Ao no Exorcist.

Dito isso, o episódio inicial de Kyoto Fujouou-hen começa como se fosse um episódio de meio de temporada, sem maiores explicações, até que alguns flashbacks ao final surgem para relembrar alguns dos eventos anteriores da história. Com esse episódio, também é introduzido um novo arco, mais precisamente o arco do Rei Impuro, que leva Rin e seus colegas a uma nova missão em Kyoto.

Para aqueles que não conseguirem lembrar de todos os fatos prévios da história, ou, ainda, que não conheçam esse trabalho, mas que tenham interesse em mudar isso, uma boa opção seria ler o mangá até o capítulo 15 (até o final do volume 4). Isso seria mais benéfico do que assistir ao anime de 2011, que pode causar confusão razoável e atrapalhar a compreensão na nova produção.

Como um fã de Ao no Exorcist, posso dizer que realmente me alegra ver uma continuação ao excelente trabalho criado por Kato, ainda mais diante do arco do Rei Impuro, que expande consideravelmente a quantidade de personagens e ameaças na história. Dessa vez, com 12 episódios encomendados, se espera que essa temporada de Ao no Exorcist faça jus ao seu nome, produzindo um conteúdo atraente para que 2017 já se inicie com boas promessas.

O mangá Ao no Exorcist é publicado no Brasil pela JBC e o novo anime, Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen, pode ser assistido pelo serviço de stream do Crunchyroll.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Passageiros é um drama intergalático sobre as relações humanas


Chris Pratt, nosso Senhor das Estrelas, desta vez se encontra sem seus equipamentos para salvá-lo do infinito espaço e acaba enjaulado dentro de uma nave em rota para um novo mundo.

Passageiros conta a história que nós assistimos milhões de vezes: como estamos fadados a ter de procurar por novas moradas em outros mundos para sobreviver a destruição ou super-população da Terra. O que é diferente neste drama? Bem, filmes com este tipo de premissa, geralmente, carregam uma grande dose de ação em seu desenvolvimento. Mas Passageiros é um filme que traz um drama reflexivo para os expectadores, que poderão fazer diversos tipos de considerações sobre a natureza humana, quando forçada a seu extremo.

A bordo da super moderna nave Avalon, mais de cinco mil passageiros aguardam sua chegada a nova colônia espacial Homestead II. Todos, incluindo a tripulação encontram-se em estado de hibernação em suas cápsulas de criogênio aguardando os 120 anos de viagem para chegar ao seu novo lar. A nave está preparada e equipada para o momento em que seus ocupantes acordarem e desfrutarem de uma curta viagem espacial até o planeta. Mas um acidente faz com que a capsula do engenheiro mecânico Jim Preston (Chris Pratt), o acorde 90 anos antes da verdadeira chegada a Homestead II.

Desesperado, Jim tenta de tudo para voltar a hibernar, sendo, convenientemente um engenheiro mecânico, consegue entender os manuais da nave o suficiente para aprender a ligar e desligar as capsulas, mas a sua parece não querer voltar a funcionar. Sozinho e com toda nave a seu dispor, menos suas refeições que faziam parte da passagem mais barata, Jim tenta aproveitar o máximo de sua estadia na Avalon e desfruta da companhia do androide barman Arthur (Michael Sheen).

Ficar com uma nave super tecnológica deve ser legal, mas até quando? O verdadeiro drama começa quando a solidão e a depressão tomam conta de Jim, que já não se contenta com as conversas engessadas de Arthur, as bebidas, ou com sua rotina na nave. Jim acaba por conhecer, ou esbarrar, na capsula da jornalista Aurora Lane (Jennifer Lawrence) e em seu isolamento após assistir alguns vídeos de Aurora sobre a viagem na Avalon, acaba se apaixonando pela moça. Os dias que Jim possui de sobra vão passando e uma ideia diabólica, mas incrivelmente humana, aparece em sua mente. Ele não precisa mais ficar sozinho. Existem mais de cinco mil passageiros na nave e ele já possui fortes sentimentos por uma em especial.

E aqui está o grande dilema do filme, acordar ou não acordar Aurora? Pelo cartaz, trailers e o próprio título, PassageiroS, já sabemos da decisão de Jim. Agora são duas pessoas presas por 90 anos dentro da Avalon. Aurora tinha uma passagem de ida e uma de volta. Seu plano era ser a primeira jornalista a escrever sobre a vida em Homestead II e a voltar para Terra no futuro, mais de 200 anos depois e contar sua história. Ao ver-se presa na nave e sem a possibilidade de dar continuidade a sua vida, Aurora não aceita tão bem quando Jim. A relação dos dois com Arthur rende várias reflexões e momentos interessantes sobre o convívio.

Boa parte do filme somos envolvidos por reflexões e dramas dos personagens que quase esquecemos que a capsula de Jim deu um defeito e por isso a nave não está 100%. Teoricamente ele nunca deveria ter acordado, capsulas não dão defeito. A nave apresenta durante o filme várias falhas, que são ignoradas tanto pelos personagens quanto pelos espectadores, mas alguma hora tínhamos que nos dar conta que algo estava terrivelmente errado.

Bem, para quem gosta de um bom filme de ação no espaço e já tinha perdido as esperanças com o meu relato sobre drama interpessoal, está parte é para você. As falhas finalmente chegam a um nível crítico e Aurora e Jim vão precisar esquecer seus problemas para salvar não só sua vida inteira na nave, como a vida das mais de cinco mil pessoas que estão hibernando dentro dela. Os momentos sobre a sobrevivência física dos personagens gera uma tensão em quem assiste, pois não há real garantia que um engenheiro mecânico e uma jornalista realmente irão conseguir consertar o que há de errado com uma nave tão grande e complexa como a Avalon. Sofremos juntos e pedimos por uma resolução que salve a todos, mas especialmente os dois que estão fadados a viver, envelhecer e morrer na nave.

Chris Pratt vive muito bem o papel tanto do engenheiro mecânico em busca de uma nova oportunidade no novo planeta, a personificação da depressão depois de perder as esperanças e do homem que transborda um misto de afeito e remorso pelo que fez com Aurora. Já Jennifer Lawrence convence como jornalista e consegue passar mais do que bem a frustração que sente pelo seu novo destino, sem mais spoilers... juro que não gostaria de ser o Chris Pratt em algumas das cenas descontroladas de Lawrence. O argumento do filme e seu visual também são facilmente comprados pelo público, um por ser um conceito já conhecido e talvez esperado da humanidade e dois porque já torcemos por naves espaciais tão completas e seguras que nos levem para o espaço.

Mas o nosso conceito de final feliz pode não ser o mesmo dos agora habitantes da Avalon. Com características da personalidade e atitudes humanas muito próximas da realidade, Passageiros escancara a natureza do desespero, solidão, depressão, amor e diversas outras emoções intensas vividas pelos seus personagens, causando uma reflexão interior sobre o limite do certo e errado e a loucura.

sábado, 31 de dezembro de 2016

O que está por vir no universo do Tokusatsu em 2017?


Dois mil e dezesseis foi um ano e tanto para os fãs de Tokusatsu, tivemos séries marcantes e lançamentos em outras plataformas como o stream online, mas o que será que 2017 nos reserva?

Separei para vocês Tokufãs os novos seriados que chegam no próximo ano (que já é amanhã) e também alguns filmes que possuem as suas datas reveladas. E então, vamos?

ZERO - DRAGON BLOOD (06 de Janeiro)


Mais Horrors na nova mini-série de GARO - Foto: Reprodução Internet

A nova série do universo de GARO irá focar nas aventuras do solitário Cavaleiro Makai Rei Suzumura, interpretado por Ray Fujita. Como de costume na franquia, "Dragon Blood" promete muita ação e trama de primeira qualidade. A exibição será na TV Tokyo.

Ultraman Zero: THE CHRONICLE (07 de Janeiro)


O filho de Ultraseven está de volta - Foto: Reprodução Internet

Próxima aposta da Tsuburaya. Apesar de não sabermos como será o formato da nova série (se serão mini episódios ao estilo Ultraman Retsuden onde filmes e especiais são aproveitados e transformados em episódios) é certo dizer que essa nova série já inicia as comemorações de 50 anos de Ultraseven.

Legend Rider Stage (13 de Janeiro)


O primeiro Spin-Off de Kamen Rider Ex-Aid tem data de lançamento - Foto: Reprodução Internet

O spin-off de Kamen Rider Ex-Aid já tem data de estreia. A minisérie que será exibida no canal oficial da Toei no YouTube terá Kamen Rider Genm como destaque e confirmou que teremos a presença dos poderes de outros Riders através dos Gashats. O segundo episódio chega no dia 24 de Fevereiro.

Power Rangers Ninja Steel (21 de Janeiro)


Adaptação americana de Ninninger chega em Janeiro nos Estados Unidos - Foto: Reprodução Internet

A nova temporada de Power Rangers começa nos confins do espaço com o vilão Galvanax que pretende ser o ser mais poderoso da galáxia. O que ele não sabe é que um novo grupo de heróis está sendo formado para derrota-lo com o uso de poderosas Shurikens mágicas. O elenco ainda conta com a presença da brasileira Chrystiane Lopes que interpreta a Ranger Rosa.

Uchu Sentai Kyuranger (12 de Fevereiro)


Kyuranger chega em Fevereiro de 2017! - Foto: Reprodução Internet

Substituindo Zyuohger na TV Asahi, Kyuranger é o Super Sentai de 2017. A nova série que promete fugir dos padrões começando com nove membros na equipe principal, terá uma história futurística onde o universo foi dominado por uma organização maligna. Comentamos sobre esses heróis em uma matéria especial aqui no site.

Ultraman Orb - The Movie (11 de Março)

A nova geração de Ultras irá se unir em novo longa metragem - Foto: Reprodução Internet

O último Ultraman a ser exibido no Japão ganha o seu primeiro filme em 2017. O longa metragem reúne os últimos gigantes Ginga, Victory e X para lutar contra um poderoso vilão. Ultraman Zero e Seven também irão aparecer no filme.

Saban's Power Rangers (23 de Março)


Os Rangers estão de volta a Hollywood - Foto: Reprodução Internet

Os primeiros Power Rangers ganham o seu reboot nos cinemas em Março do ano que vem. Com os personagens repaginados e uma atmosfera de ficção científica com super heróis, os Rangers precisam superar suas diferenças para salvarem o planeta Terra da maligna Rita Repulsa.

Cho Super Hero Taisen (25 de Março)


Quem irá vencer? Os Kamen Riders ou os Super Sentai? - Foto: Reprodução Internet

A franquia de filmes "Super Hero Taisen" está de volta. O longa irá trazer os protagonista de Kamen Rider Ex-Aid (2016) e os novos Kyuranger (2017) para uma batalha sem precedentes que conecta o mundo real com o mundo dos jogos. O que será que está à caminho?

Kamen Rider Amazons - Segunda Temporada (Abril de 2017)


A sombria série Kamen Rider Amazons - Foto: Reprodução Internet

Sucesso no Japão e também na comunidade de fãs brasileira. A série que traz uma nova origem ao Kamen Rider Amazon ganha a sua segunda temporada depois ter feito um ótimo trabalho em 2016. Amazons foi o primeiro seriado de Tokusatsu da Toei a ser transmitido pela plataforma Amazons. Os personagens fizeram tanto sucesso que estrearam no mesmo serviço nos Estados Unidos. Será que temos chance de assistir por aqui também?

Hurricane Polymar (Maio de 2017)


O velho herói está de volta - Foto: Reprodução Internet

Produzido pela Tatsunoko, Hurricane Polymar é a adaptação do anime de 1974 que leva o mesmo nome. O filme, segue o lutador de rua Takeshi Yoroi que se torna um detetive, interpretrado por Junpei Mizobata, que usa suas habilidades de artes marciais para se transformar no Hurricane Polymar e lutar contra o mal.

Girls In Trouble - Space Squad: Episode Zero (Sem data definida)


Girl Power! - Foto: Reprodução Internet

Precedendo o filme de Gavan vs Dekaranger, teremos um prelúdio com bastante ação. Girls In Trouble irá reunir as garotas de Dekaranger e as ajudantes dos novos Detetives Espaciais para lidar contra uma ameaça maligna.

Gavan vs Dekaranger (Sem data definida)

MacGaren está de volta! - Foto: Reprodução Internet

Sob a direção do mestre Koichi Sakamoto, os Dekaranger irão se encontrar com Geki o novo Gavan para combaterem o terrível vilão MacGaren que foi revivido. O longa metragem ainda terá a presença do Gavan original e também do Tokusatsu mais popular que passou no Brasil, Jaspion. Leia mais.

E você, já sabe o que vai assistir em 2017?