quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ação e suspense marcam Nerve: Um Jogo Sem Regras


Com a crescente onda de jogos e aplicativos para smartphones, surgem a todo momento ideias inovadoras que exploram as infinitas capacidades que a tecnologia nos proporciona. Nerve: Um Jogo Sem Regras, a mais nova produção da Lionsgate, traz exatamente esse conceito em meio a um enredo repleto de ação e suspense, onde jogadores colocam sua vida em risco em uma série de desafios.

O filme introduz a jovem Vee (Emma Roberts), uma tímida adolescente que sonha em entrar para uma faculdade ao final do ensino médio. Sempre levando sua vida de maneira controlada e sem tomar grandes riscos, ela vê todo seu mundo mudar após brigar com Sydney (Emily Meade), sua melhor amiga, o que faz com que resolva entrar em Nerve, um jogo no qual precisa executar desafios que vão de encontro ao modo como sempre agiu.

Ao se inscrever em Nerve, há a opção de seguir como jogador, a pessoa que deve realizar os desafios e ganhar a recompensa em dinheiro para cada vitória, ou observador, aquele que envia os desafios para os jogadores e observa seu cumprimento. Para provar que todos estavam errados sobre si, Vee se inscreve como jogadora e em seu primeiro desafio, deve beijar em público o misterioso Ian (Dave Franco), outro jogador. A partir daí, os desafios passam a unir os dois em situações cada vez mais perigosas.

Ian (Dave Franco) e Vee (Emma Roberts) - Foto: Niko Tavernise

Em um primeiro momento, a ideia de existir um aplicativo/jogo que permita a pessoas desafiarem e acompanhar a vida de outros parece um tanto absurda. Mas com pouca reflexão, a existência de um jogo como Nerve no mundo atual passa a ser algo bastante possível. Com o sucesso de reality shows e até de aplicativos como o Snapchat e o Periscope, a vida de muitos já está publicizada na internet, sem falar na existência de jogos que estimulem as pessoas a sair de sua zona de conforto para chegar a algum objetivo, a exemplo de Pokémon Go fazendo jovens e adultos saírem por ai. Assim, não haveria surpresa se surgisse um jogo que reproduzisse, de certo modo, as bases de Nerve.

No filme, é interessante perceber como é trabalhada essa dinâmica de um jogo com altos riscos em uma sociedade no nível da que vivemos. Os comportamentos de jogadores e, principalmente, de observadores, são bastante reais na medida que tomam escolhas e posicionamentos extremamente cabíveis. Os observadores tomam a ideia toda como se fosse um simples jogo, sem considerar a vida dos jogadores no processo, o que acaba elevando a tensão na trama sem criar grandes absurdos.

No decorrer da história, também se eleva o suspense com a incerteza de quem é observador, pois, em um certo ponto, todos começam a parecer suspeitos, o que faz com que os protagonistas sejam vigiados a todo momento. Por outro lado, o suspense criado não retira a naturalidade da trama, sendo ela balanceada com circunstâncias divertidas e pitadas de drama adolescente. Ainda, traz bons momentos de ação típicos da Lionsgate em seus filmes recentes.

São apresentados, ainda, inúmeros personagens com personalidades formadas, mas que não vem a interferir tanto no desenrolar dos fatos como os protagonistas. Há um foco especial para o relacionamento entre Vee e Sydney, que têm sua amizade posta a prova diante da pressão criada pelo jogo e das diferenças de comportamento que cada uma apresenta.

Contudo, no geral, o verdadeiro centro da narrativa está sobre Vee e Ian. Com a sucessão de desafios, os dois passam a se conhecer melhor, criando vínculos e aprendendo defeitos e qualidades um do outro. Há uma insegurança sobre a real identidade de Ian que é bem trabalhada e não deixa de ser explicada até o final do filme, que acaba parecendo um pouco corrido, mas sem grandes prejuízos.

Nerve: Um Jogo Sem Regras traz uma trama equilibrada entre ação e suspense para ser aproveitada por jovens e adultos. Com uma história bem construída e um ritmo satisfatório, desenvolve bem seus personagens com histórias envolventes e uma dose certa de tensão.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Pets é uma animação adorável e engraçada sobre animais de estimação e amizade


Quem tem animais de estimação sabe muito bem como é a vida com cada um de seus bichinhos e como é triste sair de casa deixando-os para trás. A nova animação da Illumination Entertainment, Pets - A Vida Secreta dos Bichos, trabalha com inteligência e humor trazendo todos os clichês construídos sobre animais de estimação de uma maneira muito divertida e que muitos irão se identificar.

O foco central da história é o cãozinho Max que, como a maioria dos cachorros, tem uma paixão absurda por sua dona Katie, que o adotou após encontrá-lo na rua. Max se pergunta todos os dias para onde sua querida dona vai quando sai de casa e não vê a hora de vê-la novamente. Após conhecermos sua rotina, somos apresentados aos outros pets moradores do prédio. Hamsters, cachorros de várias raças, gatos, peixe, periquito, que se visitam quando todos os donos saem para resolver suas vidas pela cidade.

O mundo de Max parece perfeito com Katie e as visitas de seus amigos, que aprontam muito, até que um dia sua dona aparece em casa com um novo cachorro, também adotado. O coração de Katie não aguentou e acabou trazendo um novo e enorme companheiro para um horrorizado Max, que agora teria que dividir a atenção da dona.

Max e Duke não se dão nada bem e, por causa de uma confusão, acabam perdidos na rua dando início a grande aventura do filme, que é voltar para a segurança do lar com Katie. Claro que após o desaparecimento do querido Max do condomínio, Gidget, que é apaixonada por ele, monta uma força tarefa com animais de estimação, incluindo um gavião que adoraria devorar todos eles, para resgatar Max e Duke, mesmo que isso signifique enfrentar uma seita de ex-animais domésticos rebeldes, que vivem em comunidade no esgoto e são liderados por um assassino coelhinho branco.

Foto - Reprodução internet

Em várias situações apresentadas no filme, mesmo que em contextos absurdos, donos de animais de estimação conseguem se identificar e dar boas risadas como entrar e sair de casa para pegar algo que esqueceu e seu cachorro pirar pensando que você já voltou, ou apenas gatos fazendo gatices (donos de gato vão entender completamente ao assistirem o filme).

O filme não é só divertido e traz uma forte mensagem sobre amizade. Duke e Max não se davam nada bem e brigavam pelas coisas mais banais dentro de casa, mas ao se descobrirem sozinhos e perdidos na rua, os dois tiveram de aprender a confiar e depender um do outro para que conseguissem rever sua dona. A mesma mensagem é passada quando um grupo de animais vizinhos de Max resolvem sair da segurança de seus lares para enfrentar o perigoso "mundo lá fora" e encontrar a dupla perdida.

Além disso, o longa explora bem as relações de cada dono com seu pet de uma maneira bastante interessante. No início do filme, a única dona que tem sua imagem inteiramente mostrada é Katie, e nas outras tomadas mostrando os animais que vivem próximo a Max, os donos são retratados com seus pés ou da cintura para baixo, bem a lá Vaca e o Frango. No fim, os donos são finalmente revelados se relacionando com seus pets, demonstrando todo carinho e saudade depois de passarem o dia todo fora, demonstrando que não são só os animais que sentem falta desse convívio.

Pets - A Vida Secreta dos Bichos é um filme que diverte tanto crianças, como adultos, que poderão lembrar-se de seus próprios animais de estimação em casa e sua relação com eles. Mas recomendo imensamente para aqueles que ainda não possuem um amiguinho peludo, ou com penas, escamas etc., a assistir! Quem sabe não estimula a adotar um novo amigo? Ou se não, pelo menos sei que boas risadas serão dadas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

As manifestações culturais de Tokusatsu no Brasil


Gostar de Tokusatsu é realmente uma arte! Passar horas na internet procurando imagens raras para colocar em um acervo pessoal e baixar episódios é quase a rotina de um Tokufã.

As redes sociais ajudaram muito a ampliar esse público. Outrora você não tinha como conhecer uma pessoa que gostava do mesmo Super Sentai que você e muito menos participar de fóruns de discussão. Depois de uma época onde a maior parte de informação era graças a revistas (Olá Herói!), a internet proporcionou a criação da Tokunet (termo que já comentamos na matéria anterior).

Mas fugindo um pouco do âmbito "online", quais outras oportunidades tivemos (ou temos) aqui no Brasil para encontrar aquele amigo que gosta de Tokusatsu? Desde o inicio dos eventos de cultura japonesa que grupos locais se mobilizam para reunir os fãs dos heróis de spandex japoneses. As conhecidas salas temáticas ganharam notoriedade em meados dos anos 2000 com a ajuda de sites como Megasatsu e Tokubrasil. Não demorou muito para o modelo passar a ser "copiado" por outros produtores de evento pelo Brasil e bem pouco tempo, todo evento de anime tinha sua salinha de exibição de Tokusatsu.

Alguns desses fãs (que também posso chamar de produtores de conteúdo) não se contentaram apenas com salas em eventos e arriscaram criar seus próprios eventos voltados ao gênero. No embalo da exibição de Ultraman Tiga para comemorar 30 anos da franquia Ultraman (foto ao lado), a gibiteria Comix Book Shop organizou o evento Ultracon (1996), no Anhembi, auditório Elis Regina, localizado em São Paulo, capital. O evento foi encabeçado por nomes conhecidos do universo Tokusatsu como Alexandre Nagado e Marcelo Del Greco. Também houve uma Ultracon no ano 2000 e uma terceira e última com a presença de Ricardo Cruz também no mesmo ano. Vale ressaltar que essa não foi a primeira iniciativa com o gigante prateado. Em 1991, Alexandre Nagado promoveu um min-evento na Gibiteca Henfil, no bairro da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O evento comemorou os 25 anos do herói com palestra, exposição de ilustração e exibição em VHS.

Paralelo às salas de exibição em eventos como AnimeFriends e AnimeCon, fãs se reuniam em locais como o Centro Cultural de São Paulo para assistir seriados clássicos dos anos 70, 80 e 90, dar um belo passeio no bairro da Liberdade também em São Paulo. Em Salvador o site OLAAC (Oxente Live Action Anime Club de 2001) organizava exibições mensais de Tokusatsu e como naquele período o material era escasso na internet, toda exibição era motivo de comemoração.

Só abrindo um parentese. Para quem não sabe o AnimeCon foi o evento pioneiro aqui no Brasil de cultura pop japonesa. A feira começou em 1999 e ao decorrer dos anos trouxe artistas como a Kira da Band Kids e o dublador Toru Furuya (Saint Seiya). Sentiu saudades? Quem sabe não role uma matéria sobre esses eventos depois aqui no Mega Hero.

Com o passar dos anos o evento Anime Friends cresceu de maneira descomunal em São Paulo e a Yamato, produtora responsável começou a ramificar para outras regiões do Brasil com eventos menores, só que carregando o mesmo peso de qualidade. Foi nesse período que os fãs de Tokusatsu tiveram o privilégio de conhecer os seus cantores favoritos. Akira Kushida, Nobuo Yamada, Psychic Lover foram alguns dos nomes que passaram por aqui. Recentemente a Yamato proporcionou encontros com atores que marcaram época no Brasil com as suas séries, como Takumi Tsutsui (Jiraiya) e Tetsuo Kurata (Kamen Rider Black).

Tetsuo Kurata no Anime Friends 2015 - Foto: Reprodução internet

Fora do núcleo de grandes eventos outros grupos começaram a se manifestar em suas regiões. Em São Paulo, seguindo os moldes de encontros antigos o grupo Shocker Project realiza todos os Sábados exibições com séries de heróis japoneses desde 2013. No Rio de Janeiro em 2014 aconteceu a primeira edição do Henshin Rio um grande encontro de fãs de Tokusatsu com exibições, exposição de brinquedos, karaokê e videogames. Já em Belo Horizonte o site Senpuu realizava encontros com fãs para papear e falar de Tokusatsu, a última edição aconteceu em 2013.

Gostaria se me permitirem de falar também do evento que o Mega Hero realiza desde 2012, na época éramos chamados de Toku Bahia (Alguém lembra?). O Super Nippo Heroes é um projeto que criamos em inspiração dos grandes encontros que aconteciam no Brasil. Com uma edição ano sim, ano não o projeto traz circuitos de palestras e bate-papos além de exibições e atividades temáticas.

Por fim, a Tokunet ganhou em 2015 um grande evento promovido pela Sato Company (Sim. aquela que trouxe Cybercop aqui para o Brasil). Intitulado apenas de Festival de Tokusatsu, o evento foi uma parceria da produtora junto com a PlayArte para resgatar as antiga séries que passaram no Brasil. Foi uma oportunidade única para os fãs assistirem Changeman e Jaspion nas telas de cinema e voltar a infância mais uma vez.

Primeira edição do Super Nippo Heroes em 2012 - Foto: Mega Hero

É muito incerto traçar como será as manifestações futuras de fãs de Tokusatsu aqui no Brasil. Infelizmente esse vasto universo ainda é um nicho aqui em nossa Terra e não tem o mesmo impacto que outras produções, sobretudo norte-americanas. Mas como um apreciador desse segmento da cultura nipônica, continuo acreditando que o amanhã será sempre melhor e com muito mais Tokusatsu.

E você, conhece alguma manifestação de Tokusatsu na sua cidade? Tem alguma história para contar? Deixe nos comentários.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Como é? Godzilla vai ganhar filme animado em 2017


Com novo filme dominando nos cinemas japonesas (Shin Godzilla), o Rei dos Monstros continua com fôlego e mais um projeto é anunciado.

Se você é um daqueles que acompanha o Mega Hero a algum tempo, sabe que sou um fã incondicional de longas e produções com Kaijus sobretudo com o Godzilla como protagonista. Então imagine como está a minha saúde mental só de saber que o novo filme estreou no Japão e eu não consegui ver ainda. Mas calma, vamos torcer para que essa belezinha venha para o Brasil.

O roteirista, Gen Urobuchi, conhecido por Kamen Rider Gaim (Sim, aquele Kamen Rider que todo mundo falou mal mas depois pagou com a língua), Madoka Magica e Thunderbolt Fantasy, anunciou que será o responsável pelo roteiro da próxima animação de Godzilla.

Urobuchi já havia falado que o projeto estava sendo desenvolvido em segredo durante 16 meses, e que ele já estava inquieto para poder anunciar a novidade. Logo após isso, o roteirista usou seu Twitter para divulgar a primeira imagem teaser do projeto.

O filme está programado para ser lançado nos cinemas japonesas em 2017 e está sendo produzido pela Polygon Pictures, estúdio responsável por Knights of Sidonia, além disso, Kobun Shizuno e Hiroyuki Seshita são os diretores da animação.

Shizuno, que já dirigiu Knights of Sidonia e o mais recente filme de Detective Conan, falou:

“Nosso objetivo é criar uma animação em grande escala para as pessoas que gostam do Godzilla, e até mesmo para quem não está tão familiarizado com ele. Fiquem ligados, por favor!”

Seshita, que trabalhou em Parasite Eve, Final Fantasy, e Kingdom Hearts, e que dirigiu Ajin e co-dirigiu Knights of Sidonia, acrescentou:

“Juntamente com Gen Urobuchi e Shizuno Kobun, dois criadores de um talento quase sobre-humano, iremos criar uma visão magnifica do mundo e do drama humano.”

Por último, Urobuchi afirmou no site oficial do filme:

“Acho que trabalhando em um título como Godzilla é uma grande honra para alguém nascido no Japão. Nós vamos fazer nosso melhor trabalho para atender às expectativas das pessoas, e gostaríamos de agradecer ao grande número de pessoas que estão nos apoiando.”

Galera de responsa envolvida heim? Ah sim, mas é bom lembrar que essa não é a primeira animação do monstrengo. Em 1978, o Rei dos monstros ganhou uma animação pela Hanna Barbera pelo canal NBC. A série teve apenas 26 episódios, mas se tornou um cult dentro da comunidade fãs.

Um pouco mais tarde em 1998, Godzilla: The Animated Series era lançada. A animação durou duas temporadas num total de 40 episódios e serviu como sequência para o filme de 98. Apesar de se basear no universo do longa metragem, a animação é muito superior e acrescenta muitos detalhes como novos Kaijus.

Mas enquanto não sai a animação, vamos torcer para que o novo filme que estreou recentemente no Japão, chegue aqui pra gente.

Bleach termina com final insatisfatório e Live Action é anunciado


Antes de qualquer coisa eu preciso falar algo... Depois de 15 longos anos, finalmente Bleach acabou, meus amigos! É isso mesmo que vocês leram, Bleach chegou ao fim hoje! Depois de 686 capítulos de autos e baixos, o mangá criado por Tite Kubo foi encerrado e um anúncio foi feito. Na verdade, divulgaram o projeto secreto em comemoração ao 15º aniversário da obra.

Mas antes de falar do final da história, irei comentar logo sobre o projeto secreto. Apesar de muita gente achar que seria o retorno do anime (algumas pessoas não cansam de bancar a Alice), ou até mesmo do mangá ganhar uma continuação para uma nova geração (isso iria ficar bem Boruto), o que foi anunciado é que a obra irá ganhar uma adaptação em Live Action em 2018.

Sim! É isso mesmo que você leu. Bleach vai ganhar uma adaptação para o cinema com atores reais. Quem acompanha as adaptações em live actions sabe que poucas são as que conseguem ficar realmente boas, como é o caso de Rurouni Kenshin (conhecido como Samurai X aqui no Brasil), outras como Death Note ou Shingeki no Kyojin são uma total decepção e perda de tempo e dinheiro.

Ainda não se sabe sobre o que a história do filme irá tratar, porém já foi divulgado que Sato Shinsuke será o responsável pela direção da adaptação, e que o ator Fukushi Sota (conhecido pelos fãs de tokusatsu como o Kamen Rider Fourze) irá viver Kurosaki Ichigo. Como o filme só chegará aos cinemas japoneses em 2018, então possivelmente até o final do ano deveremos ter novas informações sobre o projeto. Com isso, assim que coisas forem saindo, eu irei trazer aqui para vocês.

Fukushi Sota - Foto: Reprodução da Internet
Agora, sem mais enrolação, vamos ao que realmente importa, que é o final não tão bom de Bleach.

Eu comecei a acompanhar a obra quanto ela havia começado o arco da Soul Society, e desde lá que venho semanalmente lendo cada capítulo que foi lançado e acompanhava o anime. Eu vi o título ter seus melhores e piores arcos. Vi personagens não serem aproveitados, vi expectativas serem destruídas em algumas páginas.

Se me perguntarem qual foi o melhor arco eu fico em dúvida entre a Soul Society e o Hueco Mundo/Batalha de Karakura, sendo que esse segundo ele foi estendido mais do que deveria.

Para terminar de uma forma honrada, Kubo deveria ter encerrado o mangá logo após a derrota de Aizen, e com isso fecharia com chave de ouro, pois Aizen de longe foi o melhor e maior inimigo que Kubo conseguiu criar, não é à toa que ele recorre a ele na última saga da obra.

A decadência de Bleach começou justamente com o arco seguinte à derrota de Aizen, que foi o arco dos Fullbringers. Ficou bem na cara que aquela história era apenas enrolação para o autor conseguir pensar em algo realmente bom e no nível de Aizen novamente, porém isso não ocorreu.

Com os Fullbringers, a popularidade do mangá caiu e com isso o anime sofreu bastante. Na verdade, a primeira grande baixa de Bleach veio com o cancelamento do anime, devido à baixa popularidade da obra, o que acabou resultando em uma série de erros cometidos pelo autor.

Após Ichigo conseguir seus poderes novamente, foi anunciado que o mangá iria entrar em seu último arco, A Guerra Sangrenta dos 1.000 anos, ou o arco Quincy como ficou conhecido entre os fãs.

A última saga tinha tudo para ser de longe a melhor, já que o autor não havia explorado ainda totalmente vários personagens, e muito menos o grupo dos Quincy, porém isso não ocorreu e muita coisa foi feita às presas.

Na condição de fã, eu queria ver várias bankais sendo usadas, vários personagens lutando e mostrando de fato suas habilidades, porém isso não ocorreu. Algumas bankais que foram reveladas, ficou na cara que foi feito apenas para não terminar a história sem mostrar. Como foi o caso de Kyouraku e Urahara. Que eram as mais esperadas entre os fãs. Até Kenpachi ganhou uma bankai, apesar de eu achar isso desnecessário, já que o personagem era um monstro sem nem precisar de uma zampakutou.

Outra coisa que Kubo fez muito foi matar personagem ou não usá-los. Os Vaizards sofreram muito com isso, já que muitos não mostraram sua verdadeira força, e outros simplesmente morreram ou nem chegaram de fato a serem usados. As bankais de alguns deles nunca foram reveladas.

Sobre matar personagens, Kubo se tornou mestre, pois o que mais ocorreu nessa saga foi matar personagem, aparentemente para não se precisar explicar ou o que ele fazia, ou mostrar suas habilidades.

Porém, para mim, a maior decepção de tudo foi a Guarda-Real e o Rei das Almas. Esses foram dois elementos que muita gente estava esperando desde a derrota de Aizen, já que o personagem falava que o Rei era uma figura extremamente poderosa e que acabou se provando o contrário.

A Guarda-Real não foi bem aproveitada, seus membros apareceram apenas para dar suporte aos personagens principais e foram abatidos facilmente. O único que realmente se mostrou bom foi o líder do grupo, Ichibe Hyosube, que travou uma batalha boa contra Yhwach. Tirando isso, foram completamente negligenciados.

Como sempre Ichigo ganhou mais poder e foi o responsável por derrotar o grande vilão, porém dessa vez teve a ajuda de Ishida. 

Para não ser completamente injusto, o arco serviu finalmente para mostrar a origem de Ichigo, que agora sabemos que além de Shinigami, Vaizard/Hollow e Fullbringers, também é Quincy! Na verdade, o personagem é tudo nessa história.

Como aparentemente a Shonen Jump havia se cansado de Bleach, ela fez Kubo terminar a obra de qualquer jeito, e foi justamente o que ocorreu. Uma derrota patética do vilão, um salto temporal de 10 anos, e um final bem insatisfatório para uma obra que tinha tudo para terminar de uma forma simplesmente incrível.

Bleach deve ser lembrado pelo arco de Aizen, e não pelo seu último erro, que foi o arco Quincy. 

Para piorar, o mangá “termina” com uma sensação de que realmente não acabou. Dando gancho para uma nova geração e história. Acho que já vi isso em alguma outra história, chamada Boruto...

Resta saber se irão criar alguma light novel ou mangá especial para falar o que ocorreu nesses 10 anos de salto temporal, porém, não existe mais forma de salvar a obra, já que ela mesmo foi se perdendo durante os anos. 

Tudo que resta agora é aceitar e seguir em frente. Pois a história se encerrou, e duvido que a Jump deixaria voltar, já que o título decaiu muito.

Se você for fã de Bleach, ou conhece a história, deixe seu comentário a respeito do final e da obra como um todo. Estamos curiosos para saber o que você achou.

domingo, 14 de agosto de 2016

Checklist MH #03 - Julho 2016


Passado o mês de Julho, chegou a hora de falar dos produtos que adquiri ao longo dessas semanas. Com tanta coisa por ai e nem tanto dinheiro, pude aproveitar e fazer bons negócios, conseguindo uma série de itens que já estava de olho há algum tempo e algumas outras surpresas que apareceram no caminho.

Box Frozen Kings - NerdLoot

Logo no início do mês, tive em minhas mãos a então mais recente edição da NerdLoot, dessa vez sob a temática de "Reis Gelados". Para quem não conhece, a NerdLoot é um programa de assinatura, através do qual o assinante se inscreve para receber mensalmente uma caixa com produtos secretos nerds, cada vez com um tema diferente.

Com o nome da edição "Frozen Kings", a caixa contou com inúmeros produtos relacionados a personagens que são ou governantes ou demonstram poder ligados ao frio. São destaques itens de Game of Thrones, como um moletom com uma ilustração exclusiva do Jon Snow ocupando o Trono de Ferro, o livro "Guerra dos Tronos - RPG", um chaveiro de lobo, representando a casa Stark e uma placa que mostra as criaturas do outro lado da muralha.

Um detalhe é que a Loot custa apenas R$ 69,90, mais frete, e o conteúdo sempre vem a valer a pena, definitivamente compensando e indo além do valor pago.

HQs Marvel - Panini

Foto - Mega Hero

Dentre as novidades, estão as edições de Julho das revistas em quadrinho da Marvel, atualmente sendo publicadas pela Panini. A parte legal é que consegui essas HQs através de um sistema de assinatura. É possível entrar em contato com a Panini e solicitar um pacote para receber em casa as edições dos quadrinhos da Marvel de cada mês. Isso é muito bom, pois evita que se percam edições e a quantia gasta acaba sendo inferior.

As últimas que chegaram foram as HQs do Wolverine, volumes 19 e 20; a Espetacular Homem-Aranha nº 13 e Vingadores nº 35.

Encadernado Shazam (Novos 52)

Com o reboot que o universo da DC Comics sofreu, Shazam teve sua história de origem contada sobre uma nova perspectiva, mas ainda utilizando elementos antigos do herói. Vem essa história compilada no encadernado lançado pela Panini no Brasil, com uma ilustração impecável de Gary Frank e roteiros por Geoff Johns.

Encontrei a HQ no site da Amazon Brasil por um preço mais convidativo do que as livrarias vem demonstrando. Como já conhecia a história, que havia sido previamente lançada em partes como apêndice dos quadrinhos dos Novos 52 da Liga da Justiça, foi ótimo ver a obra em um encadernado de qualidade e por um preço acessível (R$ 24,90).

A Morte do Superman Vol. 1 & 2

Foto - Mega Hero

Talvez a mais icônica história do Homem de Aço, "A Morte do Superman" conta um dos mais importantes arcos do herói, sendo, sem dúvidas, uma obra que deve ser lida por qualquer fã de super-heróis. Dividido em dois imponentes volumes, a história foi bem lançada pela editora Panini, não deixando a desejar na qualidade e permitindo uma leitura fluida.

Enquanto cada volume é, normalmente vendido por R$ 99,00 (ou mais), também os adquiri na Amazon Brasil, vindo a pagar R$ 84,90 pelo vol. 1 e R$ 49,50 pelo vol. 2. Lembrando novamente que os dois possuem tamanhos consideráveis, o preço final valeu bastante a pena, ainda mais pelo fato de que, a partir de uma certa quantia, o frete na Amazon fica gratuito.

Berserk nº 12, One-Punch Man nº 3 e Noragami nº 1

Apesar da minha crescente admiração pelas séries e HQs ocidentais ao longo dos anos, comecei minha jornada pelo mundo geek com os animes que eram exibidos na televisão brasileira e, posteriormente, com os mangás lançados pela JBC em 2001. Mantendo minhas raízes, sempre busquei acompanhar os lançamentos nacionais, vivenciando o desenvolvimento das obras no Brasil e de sua qualidade.

Foto - Mega Hero

Em meio as séries que tento acompanhar, adquiri em Julho a edição nº 12 de Berserk, que preciso dizer que, apesar do preço, possui uma das melhores qualidades da publicação de mangás atual no Brasil. Igualmente respeitável, a edição nº 3 de One-Punch Man é outro exemplar muito bem lançado e que vale a pena acompanhar. Para os leigos, Berserk apresenta uma história fantástica bastante densa e com fortes cenas (uma das melhores do gênero), enquanto One-Punch Man já é mais leve, puxando para a comédia.

Por fim, a edição nº 1 de Noragami é um lançamento fresco que não pode ser ignorado. Fizemos um review sobre o primeiro volume, confira essa elaborada história AQUI!

Camiseta Kylo Ren - C&A

O próximo produto do checklist de Julho é uma camiseta com a estampa do vilão Kylo Ren de Star Wars: O Despertar da Força. Por mais que tenha apresentado seus defeitos, Ren se mostrou um personagem bastante intenso e com uma história de fundo bastante interessante, conquistando fãs pelos segredos que o envolvem.

Ganhei a camiseta enquanto estava de viagem e tenho que dizer que a estampa é bastante bonita (ajuda um pouco por eu já ter um certo apego por camisetas de Star Wars...fora que esse sabre de luz, por si só, já é um atrativo para quem acompanha a franquia).


Harry Potter e a Pedra Filosofal - Edição Ilustrada

Já tocando o lado mais literário do universo Geek, o item final traz a versão ilustrada do livro que criou toda uma franquia de livros e filmes, inspirando uma nova geração de fãs ao introduzi-los no mundo mágico criado por J. K. Rowling, em Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Foto - Mega Hero

Como experiência pessoal, a edição normal da obra foi minha porta de entrada para o mundo literário. Com uma narrativa simples, mas ainda intrigante, Rowling consegue levar os leitores para um universo extremamente imersivo composto por personagens e histórias ainda mais envolventes.

Nessa versão ilustrada lançada no Brasil pela editora Rocco, a mesma magia que se observa na leitura dos livros é encontrada, sendo ainda acentuada pela belíssimas ilustrações de Jim Kay, que só vêm a adicionar à narrativa.