sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Elektra enfrenta a si mesma e o visceral Lábios Sangrentos em missão de honra


Em busca de uma missão lucrativa e um novo alguém para exterminar, Elektra aceitará o risco de procurar um dos mais violentos assassinos, o Corvo Encapuzado e trazê-lo vivo a mando da Casamenteira, enquanto enfrenta sua própria consciência, assassinos que buscam seu mesmo alvo e um vilão quase tão complexo e brutal quanto ela.

Sem muito contato prévio com a personagem, o quadrinho Linhagem Assassina é surpreendente na profunda apresentação da personagem, sua história e em sua parte visual. A estética das ilustrações depositam uma carga dramática ainda mais intensa com relação à vida de Elektra, com traços soltos, cores frias e uma pintura que muitas vezes se assemelha à técnica giz pastel com texturas interessantes aos olhos.

Ao mesmo tempo que sabemos que Elektra é uma assassina atuante na cidade de Nova Iorque em tempos modernos, a estética de seu encontro com a Casamenteira nos transporta rapidamente para os anos 1920 em um ambiente particular, mas que rapidamente se dissolve para apresentar o selvagem vilão Lábios Sangrentos e sua profusão de pensamentos doentios sobre como realmente funciona sua força.

Aliás, uma das características principais da publicação são os diálogos internos que acontecem tanto com a protagonista, como com o vilão, e que passam toda sua personalidade, dramas pessoais e objetivos através dessas conversas consigo mesmos, restando assim um diálogo mais voltado para as cenas de ação entre os personagens.

Elektra é claramente uma mulher forte, mas muito machucada interiormente. Apesar de ter a possibilidade de sair e viver uma vida normal e correr atrás de seus sonhos, escolhe manter-se na vida dos assassinatos quase como penitência por todas as atrocidades que já cometeu, e assim afunda-se cada vez mais em sentimentos ruins e sofrimentos, que no fim são exatamente o que lhe dão força para continuar lutando.

Tanto ela quanto Lábios Sangrentos passam por um momento de enfrentamento das figuras que mais amaram na vida e é bastante profundo e perturbador como isso acontece lado a lado nas mesmas páginas, ver dois seres tão arraigados na violência, mesmo que por diferentes motivos, se deixarem quase vulneráveis em poucos instantes, até que a realidade volte como um grande soco no estômago.

A personagem de Elektra tem pouco destaque nas grandes mídias então muitas vezes não temos a dimensão das suas habilidades e capacidades como guerreira, ninja e assassina, mas com certeza neste único quadrinho temos uma apresentação mais do que suficiente de todas estas três qualidades, que não deixam a desejar em nenhum momento, provando o quanto esta personagem deve ser respeitada e melhor explorada.

Por uma questão de honrar com sua palavra e seus acordos, Elektra irá enfrentar inúmeros inimigos e se colocar em posição de alvo para ainda mais assassinos virem atrás dela, tudo para terminar sua missão e vencer quaisquer obstáculos que encontre em seu caminho.

Mais uma vez, uma HQ surpreendente e que vale a leitura tanto para fãs da personagem que a verão em um grande arco, como para novatos no mundo dos assassinos que verão o quão forte, determinada e perigosa Elektra pode ser.

Ficha Técnica
Título: Elektra Linhagem Assassina
Editora: Panini Comics
Roteiro: W. Haden Blackman
Arte: Michael del Mundo
Capa: Marco D1 Alfonso
Cores: Sana Amanat
Tradução: Bernardo Santana / Paulo França
Letras: Daniel Rosa
Número de páginas: 116

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O filme do Lanterna Verde é tão ruim quanto falam?


É basicamente um consenso entre os amantes de quadrinhos e cinema, sejam eles fãs da DC Comics ou da Marvel, que Lanterna Verde, filme de 2011 estrelado por Ryan Reynolds, não deve ser mencionado ou lembrando, devido ao tamanho de seu fracasso e da vergonha que os fãs do herói tiveram que passar.

Porém, uma questão que fica no ar até hoje é: será que o filme é tão ruim quanto falam, ou existem coisas nele que valem a pena? Bem, é partindo dessa pergunta que resolvi fazer essa matéria e irei apresentar alguns pontos relevantes  e questionáveis para vocês, sejam eles para tentar salvar o filme ou não.

Uniforme em CGI

Uma das principais críticas que o filme sobre é em relação ao uniforme usado por Ryan Reynolds, que foi todo feito em computação gráfica e não agradou em nada os fãs, especialmente a tão comentada máscara que o ator usa.

Ryan Reynolds e Blake Lively em cena do filme - Foto: Reprodução da Internet
Se pararmos e analisarmos um pouco, vamos notar que dificilmente teria outra forma de se fazer o uniforme dos Lanternas Verdes se não fosse por computação gráfica, já que o anel é responsável pela criação do uniforme, que é energia. Porém, admito que ficou muito artificial, e que se fosse melhor trabalhado, poderia ter ficado com um aspecto muito mais natural e realístico. A máscara acaba sendo a pior parte do uniforme, já que é totalmente visível que ela é feita por CGI.

O vilão, Parallax

Acho que a maior insatisfação dos fãs em relação ao filme não é nem a respeito do uniforme, mas sim, referente ao vilão, Parallax, que foi totalmente modificado e transformado em algo que chega a ser cômico, ou como muitos fãs dizem, uma pulga espacial.

Nos quadrinhos, Parallax é a entidade amarela do medo e também um dos maiores inimigos dos Lanternas Verde. Já houveram situações em que o vilão tomou posse do corpo de Hal Jordan e de Kyle Rayner, porém, o que aconteceu no filme não agradou em nada em os fãs. Assim como nos quadrinhos, Parallax no filme também foi retratado como um parasita que se alimenta do medo e que viajava de mundo em mundo destruindo suas civilizações.

Parte do visual de Parallax - Foto: Reprodução da Internet
O que mais desagradou foi o visual utilizado no filme. Não dá para descrever precisamente a ideia que os produtores quiseram apresentar com o visual de Parallax, porém, ele basicamente se assemelha a um emaranhado de massa cósmica, sem uma forma totalmente precisa, e com pequenos traços de amarelo.

O vilão do filme em nada se parece com o material de origem, e isso acabou sendo um dos pontos negativos que até hoje assombra os fãs.

Sinestro

Apesar de tudo, o filme apresentou algo que agrada os fãs até a hoje, que foi o ator Mark Strong dando vida a Sinestro, um dos personagens mais emblemáticos da DC Comics.

Mark conseguiu levar totalmente o personagem dos quadrinhos para a tela, e entregou a melhor atuação do filme, mesmo com Sinestro não tendo tanto destaque no filme. Seja no visual ou na atitude, o ator se tornou a principal referência para o vilão, e os fãs pediram ao longo dos anos para que a Warner o reaproveitasse em um novo filme da Tropa dos Lanternas Verdes, porém, provavelmente dificilmente isso irá acontecer, já que Mark viverá o vilão Doutor Silvana no filme do SHAZAM!

Sinestro se torna um Lanterna Amarelo na cena pós-crédito - Foto: Reprodução da Internet
O melhor momento do personagem no filme é a cena pós-crédito, quando Sinestro coloca o anel amarelo e seu uniforme passa de verde para amarelo. Esses pequenos segundos fizeram valer o filme.

Estes três pontos apresentados mostram que de fato pouco pode ser salvo do filme, já que, além da parte visual, o roteiro também não ajuda em nada, trazendo uma história cansativa, cheia de clichês e pouco atraente.

Sem dúvidas Lanterna Verde entrou para a lista de filmes que os fãs da DC não gostam de lembrar. Vamos esperar que o vindouro filme da tropa consiga reacender a luz a da esperança em cima dos personagens no cinema.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Bleach supera as expectativas e se apresenta como uma boa adaptação


Um dos grandes estigmas para os fãs da cultura pop japonesa sem sombra de dúvidas são os live actions. Algumas, poucas, produções acabam se sobressaindo e agradando aos fãs, como foi o caso de Rurouni Kenshin, porém outras não tem tanta sorte, como foi o caso de Death Note (tanto a versão japonesa quando a americana) e FullMetal Alchemist.

Quando foi anunciado que Bleach, um dos mangás/animes de maior sucesso do Japão, iria ganhar um filme com atores reais a primeira pergunta que os fãs fizeram foi: isso realmente vai dar certo? As chances de que o filme fosse totalmente criticado pelos fãs eram muito altas, e de certa forma a crítica aconteceu, no caso, antes do lançamento do filme, porém, o que vimos depois foi bem diferente, especialmente com os fãs brasileiros.

Pensando em algo diferente, eu resolvi dividir esse review em dois grandes tópicos, que são: pontos positivos e pontos negativos, pois assim ficará mais fácil e simples mostrar alguns pontos da trama.
  • Pontos positivos:
Ao meu ver, o principal ponto positivo do filme foi a escolha do elenco. Quem já está familiarizado com o ator Sota Fukushi sabe que a personalidade dele é exatamente daquela forma, especialmente se você já conferiu Kamen Rider Fourze, onde o ator viver o personagem principal, que era bem animado, e em alguns aspectos, lembra e muito Ichigo. É interessante notar que existe uma pequena referência ao tokusatsu no filme.

Além de Sota, outro ator que participou de Kamen Rider Fourze foi Ryo Yoshizawa, o Kamen Rider Meteor, que começa como rival do personagem principal e termina como amigo, a mesma dinâmica que existe entre Ishida, personagem que Ryo vive no filme, e Ichigo. A escolha destes dois atores para viver esses personagens em específico foi muito interessante, especialmente porque eles já possuem uma dinâmica anterior, e sabem trabalhar bem em conjunto.

Miyavi caracterizado como Bkyakuya - Foto: Reprodução da Internet
Quando Miyavi foi anunciado como sendo o responsável por viver Byakuya, alguns fãs ficaram receosos, porém, o resultado que o cantor entregou foi bem satisfatório. Eu arrisco a dizer que Miyavi conseguiu deixar o personagem com mais personalidade e menos fechado do que ele normalmente é no começo da história, a interação dele com Taichi Saotome, que deu vida a Ranjii, foi bastante interessante, mesmo em alguns momentos Taichi deixando a desejar na atuação, que ficou um pouco forçada e engessada.

Hana Sugisaki foi a responsável por viver Rukia, que, mesmo não agradando boa parte dos fãs, conseguiu entregar uma dinâmica interessante não só com Miyavi, nas cenas em que Rukia e Byakuya estavam juntos, como também nas que ela e Ichigo estavam juntos, apesar de que, assim como Taichi, Hana entregou também uma atuação um pouco engessada e forçada.

Visual do Grand Fisher no filme - Foto: Reprodução da Internet
É interessante notar que a família de Ichigo teve certa participação na história, levando em conta que o filme adapta o primeiro arco do mangá/anime. O ator, Yosuke Eguchi foi o responsável por viver Isshin, o pai de Ichigo, que participou da trilogia de Rurouni Kenshin no papel de Saito Hajime.

Um dos pontos positivos que surpreendeu a maioria dos fãs foi em relação ao CGI usado nos hollows, que levando em consideração o padrão dos live actions japoneses, foi muito bom e as cenas de lutas, que passaram um pouco da sensação da obra original.
  • Pontos negativos:
Como nem tudo são flores, o filme tem seus lados negativos. Um deles é a total subutilização dos personagens Sado (Yu Koyanagi) e Orihime (Erina Mano, que participou do filme de Kamen Rider Fourze como a Kamen Rider Nadeshiko), que mesmo aparecendo em alguns momentos do filme, não tem seu devido destaque dentro da história, dando a entender que, caso façam uma continuação, eles estarão presentes e ganharão mais destaque.

Souta Fukushi, Ryou Yoshizawa, e Erina Mano relembrando os tempos de Kamen Rider Fourze - Foto: Reprodução da Internet
Outro fator negativo é a duração do filme, que foi de 1h43min, muito pouco tempo para se adaptar um arco inicial que é tão cheio de detalhes e informações. Esse pouco tempo fez com que várias situações passassem correndo e explicações não fossem dadas, levando em conta que uma continuação será feita, e que nela serão explicados alguns quesitos.

Como um todo, Bleach é uma boa adaptação e que parece quebrar o estigma de que todos os live actions são ruins, valendo a pena o tempo que os fãs irão gastar para conferir a obra. Agora tudo que resta é esperar e ver se haverá ou não uma continuação, pois, tudo que os fãs querem agora é ver a Soul Society e as 13 divisões, além é claro, de várias shikais e bankais.

Vamos aguardar ansiosos para saber se teremos pelo menos uma trilogia baseada no arco da Soul Society, caso isso não ocorra, o filme consegue fechar a história de uma maneira simples, ao mesmo tempo em que deixa brechas para uma possível sequência.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

The Promised Neverland é uma dura batalha pela sobrevivência de um grupo de órfãos que só podem contar consigo mesmos


O mercado dos mangás está hoje, sem dúvidas, saturado. São tantos os títulos que não se sabe mais aonde encontrar uma história ao mesmo tempo diferente e que seja interessante o suficiente para prender a atenção. Mas é claro que grandes projetos vem a surgir e inclusive surpreender, como foi o caso, para mim, com The Promised Neverland.

A obra, que acabou de ser lançada no Brasil, conta a história de um grupo de crianças que vivem no Orfanato Gracefield, uma família para os órfãos que se consideram como irmãos junto a sua cuidadora, que para todos é considerada uma verdadeira mãe.

A história se abre em um ambiente familiar e aconchegante, onde as crianças realizam tarefas diárias, são submetidas a testes contínuos para avaliar e desenvolver sua inteligência e aproveitam seu tempo livre para brincar e correr pelos terrenos do orfanato. Mas logo ao final do primeiro capítulo há um reviravolta sombrio de eventos e os dias felizes que uma vez eram tudo que os protagonistas Emma, Norman e Ray conheciam ficam para trás, fazendo com que os órfãos precisem agora lutar pela sua sobrevivência.

Ray, Emma e Norman são as crianças mais velhas e são responsáveis pela segurança dos demais - Imagem: Reprodução Internet.

Para efeitos desse texto, vou comentar o que é essa "reviravolta sombria", então se você, leitor, que ainda não conhece a história e quer descobrir por si mesmo, não leia o que vem a seguir e pule para o último parágrafo. Spoilers a frente.

Por um acaso do destino, Emma, uma garota vivaz com um natural dom para liderar, e Norman, possivelmente o mais inteligente e sagaz do grupo, descobrem que na verdade o local que tanto amavam e consideravam a sua casa é, na verdade, uma fazenda de carne humana. Lá os órfãos são estimulados a desenvolver o seu intelecto para "melhorar a qualidade do produto", basicamente deixando-os mais saborosos para serem consumidos por demônios.

Por mais fantasiosa e esquisita que possa parecer essa premissa, a obra é bem centrada. No momento em que descobrem a sua qualidade de "gado", os órfãos podem apenas contar consigo mesmos e com a sua inteligência, que por sorte vem sido cultivada a anos. O que me atraiu em The Promised Neverland foi justamente a capacidade dos personagens de se adaptar a situação e o seu espírito para enfrentar essa impossível situação em que se encontram.

As crianças do Orfanato Gracefield precisam trabalhar juntas para se salvarem - Imagem: Reprodução Internet

Não apenas isso, após ver o mundo perfeito em que viviam e a esperança de um dia ter uma família serem jogados fora, eles precisam ainda enfrentar a Mama, sua cuidadora que sempre esteve lá como a sua mãe, mas agora se revela como o carcereiro/açougueiro e o inimigo que precisam superar para fugir de Gracefield com todas as crianças.

E a história vai mais além, junto a Ray, um jovem mais fechado, mas bastante culto, Emma e Norman descobrem pistas deixadas para ajudá-los a fugirem. Há também todo um mundo e mitologia fora dos muros do orfanato que vem a ser explorados.

Outro ponto que particularmente me chamou atenção foi a capacidade do autor Kaiu Shirai em trabalhar com diferentes tons e gêneros. Em certos momentos me sinto lendo uma aventura, em outros suspense, um terror ou terror psicológico e em outros em meio a um drama, mas é a naturalidade como eles integram a narrativa que destacam a obra.

A edição nacional de The Promised Neverland - Foto: Reprodução Internet

The Promised Neverland foi um dos mangás que mais me surpreendeu pela qualidade da história, desenvolvimento de personagens e aproveitamento nos últimos anos e com a sua chegada ao Brasil em lançamento bimestral pela Planet Mangás/Panini por R$21, 90 (Não está fácil para leitores de quadrinhos, eu sei) e o lançamento do anime previsto para o início de 2019, esse é pelo menos um título que acompanharei.

Ficha Técnica
Título: The Promised Neverland
Editora: Planet Mangás - Panini
Roteiro: Kaiu Shirai
Arte: Posuka Demizu
Número de páginas: 192

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O Predador é o filme mais visceral da franquia


A quarta aventura de Predador nos cinemas é provavelmente a mais sangrenta e divertida de toda a franquia.

Lançado originalmente em 1987, Predador rapidamente se tornou uma franquia de sucesso. O primeiro longa que tinha Arnold Schwarzenegger como protagonista é considerado um cult entre os fãs do gênero e rendeu duas sequências até 2010. A segunda parte ainda tinha resquícios do primeiro filme, enquanto o terceiro, mesmo que abraçando elementos da mitologia da criatura, não teve uma repercussão considerável.

A criatura que já enfrentou o Xenomorfo (Alien) nos cinemas, precisava de um filme à altura do original e que ao mesmo tempo reinventasse a franquia e cativasse um novo público. E de fato conseguiram.

O novo Predador - Foto: © TM & © 2018 Twentieth Century Fox Film Corporation. All Rights Reserved

O Predador (2018) é dirigido por Shane Black, que curiosamente foi um dos soldados do primeiro filme. Na trama, um garotinho (Jacob Tremblay) encontra o equipamento de um Predador que caiu em nosso planeta, acidentalmente ele aciona um alerta que atrai outro da espécie para a Terra. Um grupo de ex-soldados encabeçado pelo experiente Quinn McKenna (Boyd Holbrook) deverá unir forças para conter essa ameaça interplanetária.

Em busca do tom do filme

O Predador mistura diversos elementos para construir sua história. Em um primeiro momento parece que estamos em um filme ficção científica com todo aquele ar de conspiração. Logo em seguida somos levados em uma montanha russa de ação com muito sangue e uma atmosfera familiar que remete aos anos 80.

A incomum equipe de soldados - Foto: © TM & © 2018 Twentieth Century Fox Film Corporation.
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Shane foi cuidadoso em criar um grupo de soldados desajustados que possuem a essência dos personagens que eram retratados décadas atrás. Cada um carrega um estereotipo que não fica cansativo com os exageros e funcionam de forma coesa dentro do enredo. Quinn McKenna e a cientista Casey Bracket (Olivia Munn) equilibram o grupo com um pouco de lucidez. Mas não se engane, toda a equipe de coadjuvantes é realmente relevante e ajudam a sustentar o núcleo dos protagonistas com muito humor e piadas ácidas.

A sensação que temos no final do longa é que foi uma homenagem ao primeiro filme e aos filmes de ação dos anos 1980 com o vigor e nível de produção das produções atuais.

Apresentando o Predador para um novo público

Nosso Predador está de volta! Muito mais mortal que suas encarnações anteriores e muito mais interessante. A criatura teve sua personalidade melhorada e se você achava que ele era inteligente e mortal, irá se surpreender com o nível de violência apresentada e as várias maneiras de matar um ser um humano.

Outras criaturas aparecem no filme, mas prefiro nesse momento não me aprofundar muito nelas, deixo para você descobrir o que elas são. A grande surpresa é claro (não tanta, porque mostraram nos trailers) é o "Mega" Predador. O implacável alienígena aparece no meio do filme e muda todo o jogo! Afinal estamos falando de um Predador de quase três metros! Imagina o estrago que ele faz.

Como derrotar um Predador de três metros? - Foto: © TM & © 2018 Twentieth Century Fox Film Corporation.
All Rights Reserved

A surpresa entretanto é uma expansão da mitologia da franquia. Elementos que comumente foram apresentados em quadrinhos e em jogos, finalmente ganharam espaço nas telonas e são essenciais para que a franquia ganhe fôlego para os próximos anos, afinal foi prometida uma trilogia.

Chegou o momento do Predador?

Depois de um terceiro filme abaixo das produções anteriores, O Predador traz de volta o terrível caçador a um patamar de respeito e rivaliza com produções semelhantes sem ter medo de ousar e trilhar um caminho singular. Se os próximos filmes seguirem essa mesma atmosfera, com certeza iremos ganhar boas produções.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

The Purge mostra maior complexidade de casos na série e expande universo do cinema


Não é novidade que quando Uma Noite de Crime (The Purge) foi lançado, em 2013, o filme faria sucesso e ganharia uma legião de fãs. Como consequência, outros 3 filmes da franquia foram lançados, e agora, temos também uma série de TV, que leva o mesmo nome do primeiro filme, The Purge.

A série, exibida pelo canal americano USA Network, conta uma história paralela a dos filmes, mostrando outras histórias a respeito da fatídica noite do expurgo, um feriado nacional que acontece todo ano, no qual, qualquer tipo de violência e mortes são permitidos dentro de um período de 12 horas.

Uma das máscaras utilizadas na série - Foto: Reprodução da Internet
O primeiro episódio da série, sobre o qual irei falar, serve como apresentação de alguns dos personagens principais, além de mostrar a preparação da população americana para o evento. A temporada terá um total de 10 episódios, o que indica que, as 12 horas que serve para o expurgo serão retratadas nesses 10 episódios.

Somos apresentados a Miguel (Gabriel Chavarria), um ex-fuzileiro naval que retorna a cidade para procurar sua irmã, que havia deixado uma carta um tanto quanto suspeita para ele. Os objetivos de Miguel ficam claros desde o início, e o personagem provavelmente será a bússola moral da série, fazendo o telespectador se questionar se a política do expurgo é de fato boa ou não.

Culto do qual Penelope faz parte - Foto: Reprodução da Internet
A irmã de Miguel, Penelope (Jessica Garza), não possui muito desenvolvimento no episódio. Ele aparece apenas em algumas cenas para mostrar que o horror também estará presente na série, assim como é nos filmes. Penelope faz parte de um culto que pretende usar seus seguidores como vítimas na noite de expurgo, usando a desculpa de que eles irão encontrar a salvação a partir desse sacrifício.

A atriz Amanda Warren vive a personagem Jane, uma empresária que continuará seu trabalho durante a noite do expurgo. Já é possível notar que Jane esconde algum segredo e que isso será desenvolvido durante os episódios seguintes. Se Miguel é a bússola moral na série, Jane será aquela que irá mostrar o aspecto trabalhista e empresarial que pode ser adquirido através do expurgo, algo que a franquia dos filmes trabalha de certa forma bem.

Jane em um encontro suspeito - Foto: Reprodução da Internet
Por fim temos o casal Jenna (Hannah Anderson) e Rick (Colin Woodell), que escondem um segredo, que nada mais é do que um relacionamento com a jovem socialite Lila (Lili Simmons). Este provavelmente será o núcleo que estará a salvo do expurgo físico, já que estão protegidos, porém, deveremos ver muito do teor psicológico e de intrigas envolvendo um relacionamento a três.

Como o episódio se preocupa basicamente em mostrar a preparação para o expurgo, acaba não desenvolvendo um dos pontos fortes da franquia, que é o motivo que leva as pessoas a participarem deste ato. A sensação que fica é que muitos, se não todos, matam apenas porque são livres para isso. Apesar de que, pelo menos nos filmes, é visível que os atos acontecem muitas vezes por discordâncias de opiniões, uma diferença de classes, racismo ou simplesmente pelo prazer de ferir e fazer mal a outra pessoa.

A premissa em cima da história é boa, resta saber se ela poderá ser sustentada durante 10 episódios. Se você for um fã da franquia, vale a pena acompanhar e ver como será o desenvolvimento da história, e claro, esperar para que alguns personagens do cinema apareçam ou sejam citados. Em 12 horas, muita coisa pode acontecer, e com toda a certeza, irá.