HÁ UM HERÓI EM TODOS NÓS Cinco amigos produzindo conteúdo juntos


Muitas sequências acabam sendo apenas uma cópia do original. Através delas, se busca conquistar o público com fórmulas, piadas e tramas que funcionaram em um primeiro momento e que se espera que atinjam novamente o mesmo objetivo. O problema é que na grande maioria dos casos, as sequências falham em reproduzir o sucesso alcançado no lançamento original, virando apenas versões diluídas do que deveriam ser as suas inspirações, os pontos de partida para se trabalhar algo novo.

Zumbilândia: Atire Duas Vezes é um balanço perfeito dessas duas questões. Enquanto mantém várias das piadas e estética do primeiro longa, consegue atualizar o humor e mostrar um desenvolvimento dos personagens desde que os vimos 10 anos atrás.

Os quatro protagonistas seguem juntos, mas suas relações estão desgastadas pelo período cômodo que tiveram na segurança da Casa Branca. Columbus (Jesse Eisenberg) e Wichita (Emma Stone) estão em um ponto onde sua relação mais parece um fruto da conveniência e falta de opções, enquanto Tallahassee (Woody Harrelson) continua com seus jeitos, que agora incomodam Little Rock (Abigail Breslin), enquanto ela deseja apenas estar com outras pessoas da sua idade. O tédio e a calmaria levam Wichita e Little Rock a abandonar a Casa Branca e procurar a sua aventura própria.

Columbus, Tallahassee, Wichita e Little Rock se reúnem em meio a um ataque de uma horda de zumbis - Foto: Reprodução internet

Toda a questão do apocalipse e do mundo tomado por zumbis é tomada de forma bem acessória no longa e isso é tido de forma bastante natural pelos protagonistas. A própria trama trata os zumbis mais como elementos da cultura pop do que um real problema, dando nomes para cada tipo de zumbi e os tratando da maneira mais clichê possível. E isso não é algo ruim. Um dos pontos fortes da franquia é explorar clichês e trabalhar com o humor a partir deles.

A subtrama na qual existe um ranking que categoriza as melhores mortes de zumbis é bastante divertida e criativa, mantendo-se paralela à trama principal, assim como várias outras subtramas como as excessivas regras de Columbus e adoração de Tallahassee a Elvis. Tudo isso é bem amarrado pelo roteiro e cada ponto trazido nessas narrativas paralelas é pago em algum momento.

O fato do filme não se levar a sério é um dos fatores determinantes para fazer com que ele funcione. Enquanto espectador, não me preocupei com o apocalipse zumbi, mas sim com  o humorístico relacionamento dos protagonistas e das suas interações sarcásticas.

Mas tudo isso já estava no primeiro longa. Inclusive, Atire Duas Vezes mantém muito da estética de 2009. O que ele conquista como uma sequência é atualizar o humor para que em 2019 seja algo divertido e que ressoe com o período atual.

Madison, a mais nova integrante do grupo, mostra toda a sua inteligência - Foto: Reprodução internet

Os elementos do filme de 2009 servem mais como homenagens do que uma reutilização barata, enriquecendo o cínico cenário a que somos apresentados e se sustentando bem com a apresentação dos novos personagens. Tanto as versões alternativas de Columbus e Tallahassee, quanto o clichê da patricinha burra, que, por sinal, é uma das melhores personagens, tem uma ótima química com os protagonistas.

Por mais que tenha sim alguns repetições e momentos desnecessários, essa é uma sequência que funciona e que poderia muito bem ter saído 8 anos atrás e funcionado com o humor da época, mas a questão importante é que a sequência respira muito bem nos tempos atuais.


Anthony Burgess é famoso pelo seu trabalho em romances distópicos, principalmente através da obra Laranja Mecânica. Apesar do tamanho sucesso dela, Burgess tem, em seu arsenal, uma outra obra escrita em 1962 que mergulha fundo em uma distopia na qual vemos diversos modelos de sociedade e política se desenvolvendo em questão de anos.

Com sua nova edição em capa dura pelo clube de assinaturas Escotinha_ns, a Novo Século traz o romance distópico Sementes Malditas que segue como pretexto um triângulo amoroso entre Tristram Foxe, um historiador entusiasta pelas mudanças sociais, sua mulher e dona de casa Beatrice-Joanna Foxe e Derek Foxe, o irmão de Tristam e um oficial do governo que finge ser homossexual para conseguir melhores cargos.

Em uma Londres de um futuro onde a superpopulação levou a sociedade a extremos, há um estigma sobre a heterossexualidade, sendo por outro lado, a homossexualidade encorajada por questões de controle populacional. Todos os ocupantes de altos cargos do governo e de funções administrativas e da polícia são ocupados pelos 'homos', assim como a obra dita, ou por heterossexuais inférteis ou solteiros. Há todo um movimento contra a fertilidade em um momento inicial, inclusive existindo um Ministério da Infertilidade onde há um encorajamento a mortes prematuras ''acidentais'' de crianças.

Há, sem dúvidas, um direcionamento homofóbico de Burgess sobre como a homossexualidade é tratada. Não sendo vista como um elemento inerente, ela acaba sendo uma ferramenta social utilizada pelas pessoas dessa sociedade para favorecimento próprio. Toda a forma de agir, trejeitos exagerados e a prepotência desse grupo é um retrato bastante negativo e, em praticamente toda a obra, é usado de forma antagônica aos protagonistas.

Contudo, não se pode desprezar o material de Burgess como homofobia ou até mesmo como Xenofobia, uma vez que essa Londres é retratada como um polo multicultural composto por indivíduos de diferentes nacionalidades, o que também é tratado de forma depreciativa em diversos momentos. O foco do autor é, na verdade, passar receios da sua época, alguns, inclusive, que ainda são válidos hoje diante do forte movimento de imigração na Europa. Além disso, ele busca mostrar mudanças sociais extremas, como o faz por toda a narrativa.

Mais do que acompanhar o triângulo amoroso de uma esposa traindo o marido com o próprio irmão, Sementes Malditas se enriquece ao tratar das exageradas políticas adotadas nessa distopia e a luta daqueles que tem que se adaptar a elas para sobreviver.

Em um primeiro momento, o Estado é extremamente controlador e as políticas de controle populacional visam impedir que a população cresça ainda mais. No momento que se percebe que esse posicionamento não está sendo eficiente, os direitos individuais se vão e quaisquer meios, válidos ou não, passam a ser utilizados pelo Estado de maneira opressora. O resultado disso é um contramovimento da sociedade, levando à queda do Estado e eventualmente ao canibalismo pela falta de alimentos. Disso, um novo movimento leva ao nascimento de um novo governo que usa a guerra como meio para reduzir a população.

O ponto que Burgess tenta passar é que, em meio há todo esse caos social, os protagonistas (que representam o indivíduo comum), pouco ou nada tem o que opinar ou mudar diante das políticas adotadas e que mesmo sobre tamanhas mudanças, são as liberdades morais de cada um que os mantém como indivíduos diante do Estado. O que a obra faz, desse modo, é apenas se utilizar de uma lente de aumento por meio de uma distopia para se tratar de problemas reais.

Titulo: Sementes Malditas
Autor: Anthony Burgess
Editora: Grupo Novo Século (por meio do clube de assinaturas ESCOTILHA NS)
Tradução: Fábio Fernandes
Ilustrações: Paula Cruz
Páginas: 253

Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira! Esse título com certeza remonta aos saudosos anos 90, só que desde de Outubro de 2018 que essa frase mudou de significado.

Se você assim como eu é cria dos anos 90, com certeza vai lembrar da personagem Sabrina, que ganhou uma série de TV com a atriz Melissa Joan Hart no papel da protagonista. Essa foi a referência de muitos para a criação da Archie Comics, uma das editoras mais populares dos Estados Unidos, datada do ano de 1939.

A nova geração agora tem como referência uma outra Sabrina. No dia 26 de Outubro de 2018 estreava no serviço de stream da Netflix, O Mundo Sombrio de Sabrina. A nova versão da bruxinha chamou bastante atenção por conta do seu teor sombrio e totalmente diferente do seriado noventista. Para muitos pareceu um remake desnecessário, mas a verdade é que as novas aventuras de Sabrina vieram um pouco antes da série estrear.

A nova versão de Sabrina da Archie Horror tem mais terror e realismo - Imagem: Reprodução internet

Lançado originalmente em 2014, o quadrinho intitulado Chilling Adventures of Sabrina pertence ao selo Archie Horror da Archie Comics, uma vertente da editora focada para o público adolescente com histórias mais complexas e com uma boa dose de Terror. No Brasil o primeiro compilado com as cinco primeiras edições foi lançado pelo selo Geektopia,escrito por Roberto Aguirre-Sacasa (Archie: Mundo dos Mortos, Riverdale), com arte de Robert Hack (Doctor Who, Arquivo X).

A trama da HQ apesar de ser bem parecida com a série de TV apresenta algumas diferenças, começando com a ambientação da história. Aqui Sabrina vive no meio dos anos 1960 enquanto o seriado é pautado nos dias atuais. Sabrina Spellman é uma garota que vive em Greendale junto com suas tias Zelda e Hilda, duas bruxas poderosas que sempre a querem bem. Perto de completar seus 16 anos, Sabrina fica dividida: ela é apaixonada por um humano chamado Harvey, algo inadmissível para os bruxos. Ela precisa escolher entre se tornar uma imortal pela Igreja da Noite ou viver com Harvey perdendo todos os seus poderes e envelhecendo como uma mortal.

Roberto Aguirre consegue guiar a trama em diversos pontos, sempre situando o leitor aonde ele está. A história se divide em épocas diferentes, contando a trajetória do pai de Sabrina e a chegada da sinistra bruxa, Madame Satã. Cada edição é focada em um enredo que se entrelaçam em vários momentos para deixar tudo coeso e de fácil entendimento. O traço pesado de Hack consegue mostrar todo o horror e ambientação decadente da cidade de Greendale.

Capas variantes homenageando os longas Carrie, a Estranha (1976) e Creepshow (1982),
ambos filmes adaptações das obras homônimas de Stephen King- Imagem: Reprodução internet

O Mundo Sombrio de Sabrina é uma leitura de fácil compreensão e bem fácil de ser "devorada", a trama se desenvolve com muita naturalidade e apesar de ser um quadrinho de Terror, deve conseguir agradar outros públicos graças à desenvoltura dos protagonistas e o carisma de Sabrina. Outro ponto que deve ser ressaltado é que em determinado momento do quadrinho, aparecem personagens dos quadrinhos de Riverdale e aqueles que não estão ambientados com tais personagens (mesmo com algumas diferenças da série de TV), podem ficar sem entender porque eles estão ali.

Recheado de referências de filmes e livros de terror, seja explicitamente ou implicitamente, O Mundo Sombrio de Sabrina é uma leitura essencial para os amantes do gênero que buscam um material diferenciado e moderno. Fico agora aguardando o próximo compilado de histórias para saber o que vai acontecer com a bruxa de cabelo platinado e macabra Madame Satã.

Will Smith retorna em novo projeto que mistura ação, ficção científica e aquele sabor dos filmes do inicio dos anos 2000 e final da década de 90.

Aos 51 anos de vida, Will Smith já encarou alienígenas, robôs auto conscientes, mas agora chegou o momento de enfrentar talvez o seu maior desafio: Ele mesmo. Dirigido por Ang Lee (As Aventuras de Pi), Projeto Gemini estreia essa semana em território nacional com uma mistura de gêneros que pode cativar o grande público, mas desapontar quem está procurando algo nos moldes de longas mais atuais.

Aposentadoria de um Sniper

Henry Brogan (Will Smith) é um experiente assassino de elite que trabalha em uma organização secreta super equipada. Assombrado pelos fantasmas das vítimas que fez ao longo de todos esses anos, Brogan decide aposentar seu rifle e viver uma vida pacata. O que ele não esperava é que seus superiores não iriam aceitar sua "carta de despedida" e estariam dispostos a substitui-lo de qualquer maneira, inclusive o matando.

Brogan precisa enfrentar o maior fantasmas do seu passado: Ele mesmo - Foto: Reprodução internet

A trama de Projeto Gemini é carregada de clichês de filmes de ação do inicio dos anos 2000. Temos o aposentado perigoso, a parceira que em um primeiro momento não sabe se aceita seguir com o personagem principal em sua jornada alucinante e também há espaço para parceiros engraçados que fornecem todo aparato para que Brogan consiga cumprir sua missão.

Acredite, todos esses pontos citados não são negativos. É um grande prazer ter esse estilo de filme voltando em uma época onde as salas estão tomadas de heróis com super poderes, é quase um frescor em meio a um amontoado de obras parecidas. Mas essa não é a cereja do bolo.

O ponto de virada de Projeto Gemini

A grande surpresa de Gemini Man (título original), é que Henry Brogan tem um desafio maior do que "apagar" terroristas, ele precisa enfrentar a si mesmo. Só que agora uma versão mais jovem com todas as suas habilidades e que reconhece suas fraquezas.

Will Smith consegue entregar um grande papel interpretando a si mesmo em dois tempos diferentes. Uma versão de 51 anos e outra de 23 anos. É assustador e ao mesmo tempo empolgante que a tecnologia chegou em determinado ponto onde o recurso de rejuvenescer ficou mais natural e quase cem por cento real. O que o cinema nos aguarda daqui a 20 anos?

Ang Lee também entrega grandiosas sequências de ação, que não devem nada a John Wick por exemplo. O destaque vai para a perseguição com motos na Colômbia, onde as duas versões de Brogan disputam uma perigosa corrida com muita acrobacia e algumas explosões. A obra foi filmada de tal maneira que parece uma cena de video-game com atores reais. De tirar o fôlego.

Sequências de ação de tirar o fôlego - Foto: Reprodução internet

Papel cumprido?

É preciso ter consciência do que está sendo assistido. Projeto Gemini é um longa que trabalha apenas com o que é mostrado em tela, nada surpreendente ou grandes reviravoltas. Os protagonistas conseguem entregar boas atuações, com exceção do caricato vilão que está por trás da clonagem de Brogan.

No final o que ganhamos é um divertido filme de ação que tenta brincar com ficção científica, mas não consegue unir os dois elementos de forma consistente, mas ainda assim cumpre seu papel em satisfazer um público que está carente com longas desse gênero. Assistam de forma despretensiosa e apreciem as belas cenas de ação.

PS: A versão 3D está muito bem feita até para usuários de óculos como eu, não incomoda os olhos.


A espera finalmente acabou e a nova protetora de Gotham finalmente chegou! A CW estreou sua mais nova série dentro do Arrowverse, BATWOMAN, depois da personagem aparecer no crossover do ano passado, Elsewords.

Para começar a falar sobre o piloto, que será meu foco aqui, já enfatizo que de todos os pilotos de séries atuais da DC pela CW, BATWOMAN, no meu ponto de vista, só fica atrás do piloto de THE FLASH, que para mim é o melhor.

Algumas pessoas provavelmente vão discordar do que eu falarei e podem achar que estou sendo fanboy demais, porém, a forma com que o episódio de estreia é conduzido me agradou bastante, não só pela montagem, como também por algumas escolhas, como a câmera aérea que mostra Gotham, que difere bastante das de ARROW e THE FLASH, que muitas vezes faz parecer que Star City e Central City são de fato a mesma cidade.

Arqueiro Verde (Barry Allen) e Batwoman (Kate Kane) no crossover Elsewords
- Imagem: CW

Porém, antes de começar a falar sobre o que gostei, e o que não gostei, vou situar um pouco vocês a respeito da personagem. Kate Kane, Batwoman, é ninguém menos do que a prima (por parte de mãe) de Bruce Wayne, nosso já conhecido Batman.

Na série, tanto Bruce quanto o Batman estão desaparecidos há 3 anos, ainda sem uma explicação para o ocorrido, e Gotham adentrou em uma nova fase de caos, na qual a criminalidade aumentou e diversos vilões começaram a tomar conta da cidade.

Pensando em tentar conter a onda de criminalidade, o prefeito acaba contratando Jacob Kane, pai de Kate, e sua empresa de segurança Crows, para limpar as ruas de Gotham. O problema é que as coisas não saem como ele queria e a Gangue da Alice aparece e começa o terror na cidade, o que faz com que Kate tenha que retornar e assumir a lacuna deixada por seu primo.

Tentei resumir sem muito spoiler o enredo do piloto, pois, o interessante nele é prestar atenção aos detalhes e especialmente as falas dos personagens, já que eles dão uma base interessante para o que será explorado futuramente.

Agora vamos a uma das partes mais interessantes, falar dos personagens. Kate Kane (Ruby Rose), como já falei, é a Batwoman e a prima de Bruce. Ela era do exército, porém, acabou sendo expulsa por manter um relacionamento lésbico com uma companheira, a partir daí, ele viaja pelo mundo aprendendo diversos tipos de combate, tudo isso com a finalidade de integrar a empresa de segurança do pai, Jacob Kane (Dougray Scott).

A relação de Kate e Jacob sempre foi bastante conturbada por causa do acidente que resultou na morte da irmã de Kate, Beth Kane e de sua mãe. Kate não se sente desejada pelo pai, que se mostra bastante frio na maioria das vezes.

Ruby Rose no papel de Kate Kate - Imagem: CW

Apesar de muita gente não gostar da atuação de Ruby Rose, eu não vi muito problema. Nas cenas de ação ela se sai muito bem, porém, admito que quando se trata de drama, ela não é das melhores, porém, em um universo onde temos Stephen Amell com a mesma expressão em todos os episódios e situações, Ruby é até boa no quesito drama.

Por ser prima de Bruce, Kate acaba citando seu primo várias vezes durante o episódio, e assim como aconteceu com Kara na 1º temporada de SUPERGIRL, em BATWOMAN, é possível sentir a presença do Batman nitidamente, e devem usar essa estratégia novamente, com o personagem podendo aparecer, ou não, no futuro.

Outro personagem que os fãs de quadrinhos familiarizados com a Batfamília irão reconhecer é Luke Fox (Camrus Johnson), filho de ninguém menos do que Lucius Fox. Luke atua como chefe de segurança, e único empregado da Wayne Tech. Ainda não sabemos se o rapaz no futuro poderá ou não virar o Batwing, porém, seria interessante ver outro membro da família do morcego em ação.

Não irei falar muito a respeito da Alice (Rachel Skarsten), pois seria um tremendo spoiler, e quero que quem não conhece a história, se surpreenda. Esse spoiler será o principal fio condutor da temporada e levará a diversos embates entre Alice e Kate. Imagino que teremos muito drama relacionado a isso… ops… falei demais.

Alice (Rachel Skarsten) e Kate (Ruby Rose) - Imagem: CW

Temos também Sophie (Meagan Tandy), que trabalha para Jacob e que foi sequestrada por Alice, o que resultou no retorno de Kate para Gotham. Porém o x da questão vêm agora: Kate foi expulsa do exército, pois foi pega beijando Sophie, sua antiga namorada. Como já conhecemos a CW, poderemos ter um drama romântico (não sendo nível Oliver + Felicity, estou satisfeito).

No mais, os outros personagens iremos conhecendo aos poucos, como a meio-irmã de Kate, Mary (Nicole Kang), que aparenta ser superficial, porém esconde um lado altruísta e que ajuda os mais necessitados de Gotham em um hospital clandestino; Catherine (Elizabeth Anweis), a atual mulher de Jacob e uma das mais poderosas pessoas de Gotham. Ainda não vimos a relação entre Kate e Catherine, porém não descartaria algo delicado e cheio de atrito, bem ao estilo CW.

Agora sim posso falar de algo que eu gostei. Normalmente não sou muito de apreciar o clima das séries da CW, porém, o que senti com BATWOMAN foi diferente. Me lembrou (e a muitas outras pessoas) muito o clima da trilogia de Christopher Nolan para Batman. Não só na fotografia, como também na construção de Gotham, nas apresentação da personagem, e em como a história se desenvolve. Provavelmente teremos mais semelhanças entre as duas obras, porém, isso apenas o futuro dirá.

Eu realmente espero que a série siga o caminho do piloto, que me agradou bastante, mais do que eu achei possível e isso me surpreendeu positivamente, pois estava com medo de como Ruby Rose iria atuar, e ela foi uma surpresa boa. Ela não é maravilhosa, como já falei, as cenas envolvendo drama pecam bastante, porém, ela também não é horrível como muitos dizem. Da mesma forma que SUPERGIRL surpreendeu, imagino que BATWOMAN fará o mesmo, basta darmos uma chance.

Kate e Luke Fox (Camrus Johnson) próximo ao uniforme do Batman - Imagem: CW

Antes de encerrar, tenho que trazer um outro ponto: em Elsewords fomos apresentados a Kate já em ação como Batwoman, então, isso pode deixar algumas pessoas confusas. Sua série mostrará sua formação como a heroína (coisa que acontece rápido diga-se de passagem), e deve mencionar o encontro com os outros heróis de forma breve para situar, até chegar o momento em que a personagem será levada para o grande crossover de CRISE NAS INFINITAS TERRAS. A grande questão é como eles irão fazer tudo isso.

Para concluir, quem ainda está em dúvida sobre se deve ou não ver a série, eu digo tranquilamente, veja. Se dê essa oportunidade. Ela não é uma série perfeita (nem todo mundo é um MONSTRO DO PÂNTANO), porém, também não é tão horrível. É divertida de ver e te deixa empolgado, até porque, estamos falando do universo do Batman. Isso por si só já resume tudo.

Irei continuar acompanhando e ver até onde ela vai chegar, e claro, se teremos a participação de Bruce no futuro. Nunca se sabe quando o Cavaleiro das Trevas irá voltar para uma visita a sua prima.

A origem do emblemático vilão do Batman sempre foi cercada de mistério e controversas. Fato é que desde sua criação em 1940, o Coringa sofreu diversas repaginações, seja nos quadrinhos, desenhos ou nas telonas. Mas ainda assim sua essência foi mantida de "certa forma" para que a identidade do personagem não se perdesse.

Arthur tem um distúrbio que o faz rir de forma incontrolável quando passa por momentos de ansiedade
- Foto: Warner Bros.
Construindo o Coringa

Lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham está Arthur Fleck. Trabalhando como palhaço durante o dia, ele tenta a sorte como comediante de stand-up à noite. Depois de diversas tentativas para emplacar sua carreira, Arthur descobre que a piada é ele mesmo e após isso acaba preso em uma existência intermitente, oscilando entre a realidade e a loucura. Paralelo a isso, ele precisa cuidar da sua mãe adoentada, a única pessoa que o mantém dentro da sanidade.

Todd Phillips é cuidadoso em retratar os distúrbios psicológicos do personagem que somados com a atuação performática e eficaz de Phoenix deixa tudo mais sutil e natural. Em poucos minutos de filme o público se sentirá imerso na trama do personagem, buscando entender porque ele age daquela maneira e como a sociedade que o cerca simplesmente ignora sua existência. Gotham também exerce um papel importante na construção do Coringa sendo um reflexo da personalidade de Arthur e vice-versa.

Após tomar uma decisão equivocada, Arthur causa uma reação em cadeia com graves e letais consequências que por fim irão transforma-lo no criminoso mais conhecido da cidade.

Quem é o Coringa? O que é o Coringa? - Foto: Mega Hero

Ainda é um filme da DC?

Apesar de Coringa não integrar o DC Universe, o longa é recheado de referências que servem para contextualizar onde o personagem se encontra, mas não usa esses elementos como muletas para a trama. Um dos pontos certeiros da obra é justamente ser um filme que não precisa de um universo compartilhado para contar sua história. Além de Gotham e da família Wayne, Todd não faz nenhuma outra grande ligação com os quadrinhos.

O papel da família Wayne funciona como o fio condutor para alguns acontecimentos importantes na "quebra" da personalidade de Arthur. Acompanhamos também a degradação de Gotham City, como a cidade se tornou tão desigual e porque a violência virou algo tão presente no cotidiano daquelas pessoas.

A liberdade de roteiro fez com que o diretor explorasse outras nuances do personagem além de usar a sua loucura como um recurso do enredo evocando a sensação de que nem tudo que é mostrado em tela é exatamente o que parece ser. Outro artificio narrativo do diretor é um caminho de incertezas que faz com que o telespectador duvide do que irá acontecer em seguida.

Um filme acima da média

Coringa tem grandes atuações, uma trilha sonora marcante que conta a história e também funciona para entendermos os pensamentos de Arthur, além de uma belíssima montagem que em tela grande transporta você para a sombria Gotham City.

Coringa levanta uma série questionamentos, quem é o Coringa de verdade? Ou o que é o Coringa? Questionamentos esses que possuem múltiplas interpretações e talvez nenhuma delas esteja errada no final. A Warner foi certeira em trazer uma nova divisão de filmes com temáticas mais adultas e que agora poderá engrenar com o sucesso de Coringa.

Muito mais complexo e ousado que suas encarnações anteriores nos cinemas, Coringa dirigido por Todd Phillips já é clássico por si só.




Lançada em 2011 a série de Terror em formato de antalogia, American Horror Story se popularizou por conta da sua estética e ousadia em trazer elementos para o formato serializado na televisão.

Confesso que apesar de não ser um fã fiel de AHS, a chamada para a nona temporada me chamou mais atenção que as demais. Como fã do gênero slasher e apaixonado pela estética dos filmes de Terror da década de 80, American Horror Story 1984 foi a deixa para que eu voltasse a acompanhar a obra de Ryan Murphy e Brad Falchuk.

É bom deixar claro que não é obrigatório ser fã desse estilo de filme de terror para apreciar o episódio inicial, mas caso você já esteja ambientado provavelmente irá se divertir mais que os demais.

Emma Robert desempenha o papel de Final Girl em AHS 84 - Foto: Reprodução internet

A primeira sequência de Camp Redwood (Episódio 01), se passa no ano de 1970 onde é apresentado pela primeira vez o Acampamento Redwood. Nesse primeiro momento o assassino apelidado de Mr. Jingles promove um massacre em uma das cabanas matando quase todos que estavam ali. A cena claramente homenageia o primeiro Sexta-Feira 13 (1980) onde temos o assassino em primeira pessoa matando os monitores que estavam se divertindo naquela noite. Com direito à cena com "flash branco" a mesma usada quando Pamela Vorhees mata Claudette nos cinco primeiros minutos do filme.

Temos um avanço no tempo e saltamos para o colorido ano de 1984 em uma das cidades mais retratadas nos filmes da época, Los Angeles. É esse ato que o público é apresentado ao elenco principal Brooke (Emma Roberts), Montana (Billie Lourd), Xavier (Cody Fern), Chet (Gus Kenworthy) e Ray (DeRon Horton), cada um deles retratando tipos de personagem vistos em longas slashers, mas com sutis mudanças, feitas talvez para confundir o telespectador já que existe "uma ordem" para cada um desses esteriótipos morrem quando o assassino entra em ação.

Acampamento Redwood, palco do banho de sangue na nova temporada - Foto: Reprodução internet

O grupo decide passar as férias de verão longe da cidade, já que o local irá sediar as Olimpíadas, eles decidem se divertir como monitores no Acampamento Redwood que foi re-aberto por Margaret Booth (Leslie Grossman), uma religiosa que tem uma forte ligação com o local. Apesar de serem avisados pelo frentista do posto de gasolina para não ir a Redwood, os cinco jovens ignoram o alerta e rumam para o acampamento.

Não quero me adentrar na trama do episódio, porque pode tirar boa parte da experiência, mas posso adiantar que nos 50 minutos muita coisa acontece, talvez não no ritmo que eu esperava mas ainda assim aconteceu de forma satisfatória. A revelação do assassino pode tirar um pouco o brilho de AHS 84, embora eu acredite que isso tenha sido feito de forma que em algum momento teremos uma reviravolta interessante, talvez no nível do filme Acampamento Sangrento (1983)?

Diferente de Dead of Summer, seriado de 2016 que tentou ambientar a estética dos anos 80 e falhou em vários aspectos, AHS 84 homenageia e brinca ao mesmo tempo de forma assertiva e nostálgica. A trilha sonora evoca a atmosfera dessa década que somada ao figurino e ambientação alcança o objetivo e faz com que o público anseie para um próximo episódio.

Estética da década de 80 está presente em todo o primeiro episódio - Foto: Reprodução internet

Como citei no inicio do texto, várias referências foram colocadas para "temperar" Camp Redwood, desde O Massacre da Serra Elétrica (1974), Halloween (1978) ou até mesmo Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997), que por mais que não sejam filmes da época, são tão importantes para o gênero quanto os oitentistas.

O elenco carismático e o clima que Ryan e Brad conduziram, chamou novamente minha atenção ao seriado que possivelmente terá sua temporada mais diferente e inusitada. O que vem à seguir?

Comentamos o final da série Kamen Rider Zi-O no vídeo novo do canal!


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MEGA HERO
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