sábado, 28 de maio de 2016

Precisamos conversar sobre o Capitão América, o Agente da HYDRA

 

Bom pessoal, não sou de me envolver em polêmicas relacionadas a quadrinhos, a ponto de escrever grandes textos, porém, desta vez, me sinto na obrigação de comentar a respeito de algo que está acontecendo e que vem me chateando muito. Na verdade, chateando é pouco para o que eu estou sentindo em relação a algumas atitudes de pessoas que se dizem fãs de quadrinhos. Acho que a melhor palavra para descrever o que estou sentindo é vergonha.

Para alguns que não estão entendendo muito, irei explicar a situação. Na última terça-feira, dia 24, começaram a ser divulgados os primeiros spoilers a respeito da primeira edição da nova revista do Capitão América, Captain America: Steve Rogers #1. Muitos fãs do personagem não acreditaram no que estavam lendo. Steve Rogers agora é um agente da HYDRA, a famosa organização terrorista que o personagem tanto combateu. Muitos acreditaram que a informação era falsa, porém, no dia seguinte, dia 25, que era a data de lançamento da edição, a informação foi confirmada e a partir daí o grande problema teve início.

Os fãs da Marvel não aceitaram a mudança drástica que a editora havia feito com o personagem, e também pudera. Steve sempre representou tudo de mais justo e leal dentro de um cenário político fictício, e transformá-lo em um “vilão” de uma hora para outra acaba sendo uma mudança bem radical, na verdade, arrisco a dizer, que foi uma das mudanças mais radicais que a Marvel já fez.

Capitão América: Steve Rogers #1 - Foto: Reprodução da Internet
A nova revista é para comemorar os 75 anos de aniversário de criação do personagem, os fãs não ficaram nada satisfeitos com esse presente. Porém, acho que agora, a grande questão não é o fato de Steve ser ou não um agente da HYDRA, já que a primeira edição da revista não mostra basicamente nada. O próprio roteirista da história, Nick Spencer, informou que a segunda edição irá abordar mais a respeito do passado do herói, e contar sobre essa mudança, já que agora, Steve sempre fez parte da HYDRA, agindo como um infiltrado.

O que vem acontecendo no desde quarta-feira é um cenário de ódio partindo de várias pessoas que se dizem fãs do herói. E também, claro, muita desinformação. Pois muita gente que tem comentado, nem chegou a ler a edição. Nela, como já falei anteriormente, não é mostrado quase nada a respeito dessa mudança do personagem, que vai acontecer de forma gradual ao decorrer das edições. Muita gente vem divulgando informações erradas sem ao menos ter lido o material de base.

Não vou impedir ninguém de ficar chateado ou com raiva da Marvel pela mudança no personagem, muito pelo contrário, eu compartilho dessa raiva também, apesar de não ser grande fã do Capitão América, sei o que ele representa e sempre representou. Sei que essa mudança acaba “jogando no lixo” 75 anos de história e de luta em prol da liberdade e do que ele acreditava ser o correto. Porém, também não posso julgar tudo apenas por uma edição de quadrinho que não conta basicamente nada. 

Fãs americanos começaram uma campanha pesada de boicote a revista, para forçar a Marvel a reverter essa situação. Aí eu paro e penso: tudo bem vocês fazerem esse boicote, mas se isso correr, a segunda edição nunca irá sair e ninguém vai começar a entender o que levou o Capitão a se juntar a organização criminosa... 

Capitão América #22 (Alex Ross) - Foto: Reprodução da Internet
Ao meu ver, não vai adiantar a Marvel simplesmente chegar e mudar o que fez, coisa que eu tenho certeza que não irá acontecer, porque, ao que tudo está indicando, a intenção era realmente causar todo esse alvoroço, apesar de que ele acabou saindo do controle de uma forma que ninguém poderia imaginar. E é justamente agora que eu chego na parte da vergonha, que citei no começo desta matéria.

Desde do lançamento da revista, Nick Spencer vem recebendo várias cartas, e-mail e mensagens no Twitter de fãs que não ficaram nenhum pouco satisfeitos com a situação. Normal você se expressar a respeito de algo que não goste, eu mesmo faço isso muitas vezes. Porém, a situação tomou um rumo muito pior, e delicado quando o roteirista começou a receber ameaças de morte por causa da mudança no status quo do personagem.

Pessoal, temos que lembrar de uma coisa... isso é apenas uma obra fictícia. É um quadrinho. Por mais que você adore, ame, idolatre ou transforme aquele personagem em um deus, nada justiça mandar uma pessoa se matar por causa de uma mudança. Isso chega a beirar o fanatismo, na verdade, não chega... isso de fato é um fanatismo. Desde quando a vida de uma pessoa vale menos do que a de um personagem ficcional? Infelizmente, muita gente não parou para pensar nisso.

Para mim, essas pessoas não podem ser chamas de fãs, justamente por quererem que Nick se matasse apenas por causa dessa mudança. Sei que muita gente vai entender isso como uma crítica, mas é o que realmente é. Até que ponto você, leitor de quadrinho, deixa realmente uma mudança de caráter no personagem influenciar em seus princípios? Aos que estão pedindo a morte do editor, e acreditem, não foram poucas pessoas, Nick recebeu em torno de 900 mensagens de ódios, o que isso os torna tão diferentes dos agentes da HYDRA? Porque para mim, é basicamente o mesmo. Isso para mim não é ser fã do Capitão América que esteve ativo por anos, é justamente o oposto. 

Capitão HYDRA (BossLogic) - Foto: Reprodução da Internet
Temos sim que ficar chateados, com raiva, porém, não devemos partir para o ódio, pois não irá resolver nada. E o mais importante, devemos esperar e ver o que irá acontecer a seguir, pois não dá para ficar especulando sobre o que pode ou não acontecer. A mudança já foi feita. Steve agora é da HYDRA. Tudo que resta é esperar e acompanhar o desenrolar dessa história, que promete grandes reviravoltas.

Até porque, como disse o editor executivo da Marvel, em uma entrevista ao USAToday, “Se isso significa por abaixo o universo Marvel, que seja. Mas nada é tão simples assim”. Vamos esperar os próximos capítulos e ver o que a verdade nos aguarda. Às vezes as coisas não se resumem apenas a um extremo ou outro... um meio termo sempre existe.

Mas agora eu quero saber o que você, leitor, achou a respeito dessa mudança que a Marvel fez na história do personagem. Você achou ou não interessante o fato de Steve Rogers agora (e sempre) ser um agente da HYDRA? Deixe sua resposta nos comentários.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Checklist MH #01 - Maio 2016


Olá meus amigos, tudo tranquilo com vocês? Hoje começa uma nova sessão no Mega Hero (mais uma nova sessão) que segue nos novos moldes que comentamos no post de retorno do site.

O Checklist MH será um espaço onde eu (Raphael) e os outros membros do site irão se revezar para trazer todo mês uma lista com produtos que compramos durante o mês em questão. Vamos trazer quadrinhos, mangás, camisas, jogos, bonecos, etc. Tudo aquilo que adquirimos e que achamos interessante em compartilhar com vocês.

A lenda da galáxia está de volta! - Foto: Mega Hero

• Ultraman #5 - Editora JBC

Com bastante força, o mangá de Ultraman chega a sua quinta edição nas bancas brasileiras. Demorei um pouco para comprar os últimos, mas fiz questão de garantir esse logo porque as bancas em Salvador não vendem o produto. Adquiri em uma loja local em bom estado. Pois bem, mas do que se trata esse mangá?

A Patrulha Científica (Science Special Search Party) ainda é a força de defesa da Terra da qual Shinjiro Hayata, filho de Shin Hayata – o Ultraman original –, faz parte. Desde criança Shinjiro mostrou não ser comum. Dotado de poderes especiais, ele nunca soube que seu pai um dia foi o hospedeiro humano do Ultraman. O próprio Hayata, hoje Ministro da Defesa, não se lembrava mais de quando compartilhava seu corpo com o herói espacial. Mas a situação não tarda a mudar. Quando uma nova invasão alienígena tem início, a vida do jovem patrulheiro irá mudar drasticamente. O mangá é um ótimo material para quem quer ser introduzido no universo de ficção científica da franquia Ultraman.

Mais uma obra essencial do universo de Star Wars - Foto: Mega Hero

• Star Wars: Império Despedaçado - Panini Books

Os últimos meses para mim tem sido com forte destaque para a franquia Star Wars. Desde o ano passado estou buscando colecionar todos os lançamentos nacionais relacionados a franquia (são muitos, e as vezes você pode até se perder). Ainda não li esse encadernado da Panini, aliás comprei ele hoje (27 de Maio) e já estava de olho quando vi a versão em inglês em uma livraria.

Império Despeçado é uma leitura obrigatória para os fãs da série, já que a obra é canônica e traz muito material interessante que pode ser explorado pela Disney futuramente. A obra foi lançada originalmente em quatro edições com aparições de personagens clássicos da franquia além da apresentação de outros novos.

Estou viciado em Star Wars, essa é uma verdade - Foto: Mega Hero

• Star Wars Legends: Lorde Sith (Darth Maul) e O Clamor das Sombras (Darth Vader) - Panini Comics

Penso que as histórias do universo Legends de Star Wars são ótimas leituras para um fim de tarde ou um dia onde tudo parece estar um pouco chato. Por serem histórias isoladas da atual linha temporal, as obras do selo Legends tanto livros como quadrinhos, podem agradar até quem não é fã da franquia.

Demorei para comprar a edição com Darth Maul porque na época a crise estava pegando, mas por sorte adquiri hoje também. Já a edição com Darth Vader é a mais recente da Panini. Uma dica, se for colecionar esses quadrinhos, seja rápido, eles esgotam facilmente nas bancas.

Aquele presente que você a dá si mesmo - Foto: Mega Hero

• Mighty Morphin Power Rangers Álbum - Editora Abril Panini

Olha, esse aqui foi um presente que me dei porque sou fã assumido de Power Rangers (Quem não sabe tenho outro site chamado Mega Power Brasil). Comprei no Mercado Livre em ótimo estado esse álbum de Mighty Morphin Power Rangers de 1997 da Editora Abril.

A edição veio completa e em ótimo estado, parabéns pelo vendedor que conseguiu conversar esse tipo de material, eu não sei se conseguiria, visto que na época eu era bem novinho. É um álbum de figurinha bem simples se compararmos aos lançamentos atuais. As imagens não estão bem cortadas, mas é o charme dos anos 90.

Barato e bom! - Foto: Mega Hero

• Star Wars: Darth Vader 5 e 6 e Star Wars 5 e 6 - Panini Comics

Ok, vocês vão me matar, mais Star Wars! Mas prometo que é o último da lista e no próximo checklist eu compro outros coisas. Infelizmente acabei perdendo os números 4 das duas novas publicações da Marvel de Star Wars. Torço que encontre em alguma loja especializada em quadrinhos se não terei que caçar mesmo, é difícil a vida de colecionador.

Os novos quadrinhos da Marvel são bem legais e canônicos, são histórias que se passam em momentos distintos da franquia, Darth Vader são histórias isoladas enquanto Star Wars se passa entre os episódios V e V. A publicação começou ano passado e continua firme e forte.

Valeu cada centavo - Foto: Mega Hero

• Eiji Tsuburaya: Master of Monsters - Chronicle Books

O item que mais gostei da lista, foi um achado fantástico e é um material de cabeceira para quem gosta de Tokusatsu e quer entender mais do gênero. Encontrei o livro pela primeira vez por acaso em uma livraria em Salvador e fiquei muito tentado a comprar, mas minha namorada falou que ele estava sem plástico em volta e eu poderia encontrar na internet em melhor estado.

Dito e feito! Comprei pela Amazon Brasil mais barato e bem mais conservado. A obra de August Ragone faz um apanhado geral na vida de Eiji Tsuburaya, o criador de Ultraman e do Godzilla clássico e mostra como o gênero Tokusatsu deu seus primeiros passos no Japão com imagens, entrevistas, recortes e muito material que você não encontra na internet. O único problema para alguns é que o livro é todo em inglês.

Se você gosta da lista desse mês, deixa nos comentários e se conhece algum dessa lista, comenta também. Nos vemos no próximo checklist.

Ai ai ai! A Sakura vai ganhar uma nova animação e poderemos dizer juntos: Liberte-se!


Se o século XXI não é o ano dos reboots e revivals, eu não sei o que vai acontecer quando este ano chegar! Sim, meus amigos. A querida obra Sakura Card Captors além de ganhar uma continuação em mangá vai também ganhar uma nova animação.

Na edição de junho da revista Nakayoshi da Kodansha, no primeiro capítulo do novo mangá há uma pequena nota sobre um anime baseado no novo mangá de Sakura. Um das garotas mágicas mais conhecidas está completando, pasmem, 20 anos desde que seu mangá original foi publicado no Japão!

Primeiras páginas do novo mangá - Foto: Reprodução internet

Se você acompanhou o lançamento do mangá de Sakura no Brasil, assim como eu, sinto dizer que
estamos ficando velhos. Mas velhos e felizes, pois ganhamos este presente com duas novidades do universo de Sakura.

O mangá de Sakura foi lançado no Brasil em 2001, pela JBC, quando eu tinha apenas 11 anos. Acompanhei a trajetória da personagem e posso dizer que sou aficionada e estou muito feliz com a expansão do universo pela CLAMP. Na história, deixamos Sakura quando acaba de se formar na escola primária e entra no ensino médio e depois de 15 anos, poderemos acompanhá-la novamente, nesta nova fase do mangá que vai continuar justamente de onde parou.

Para quem está perdido e caiu de paraquedas na matéria, Sakura Card Captors conta a história de uma garotinha que está na 4ª série e acaba libertando cartas mágicas de dentro de um livro antigo. Junto com as cartas, Sakura também liberta seu guardião, Kérberos, que não se  encontra em sua verdadeira forma por não ter poderes suficientes, assumindo então a aparência de um bichinho de pelúcia. Agora, a missão de Sakura é reunir as poderosas cartas criadas pelo mago Clow e desenvolver seus poderes mágicos.

A menina passa por muitos desafios e após reunir as Cartas Clow, descobre que sua missão não foi suficiente e terá que apostar em seu próprio poder e transformar todas as cartas em Cartas Sakura, apropriando-se e criando sua própria magia, enquanto enfrenta novas provações elaboradas por uma nova ameaça.

Foto - Mega Hero

A história de Sakura tem vários núcleos interessantes, assim como suas relações. A menina perdeu a mãe quando tinha apenas três anos de idade, por isso mora com seu pai, Fujitaka, e seu irmão mais velho, Touya. No colégio ela tem uma melhor amiga, Tomoyo Daidouji e é querida por todos seus colegas. Para quem gosta de mahou shoujo, Sakura é uma personagem cativante e que, apesar de ter uma personagem jovem, possui uma trama elaborada e densa relacionada com magia.

Então pode apostar que você vai se apaixonar!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

14 coisas que você não sabia sobre Alice no País das Maravilhas


"Se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria absurdo. Nada seria o que é, porque tudo seria o que não é." - Alice.

Se você conhece o livro, a versão da Disney ou o filme de Tim Burton, então as chances são baixas em relação a você não estar familiarizado com a icônica história criada por Lewis Carroll, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas.

Aproveitando o clima de lançamento do novo filme, Alice Através do Espelho, resolvi mostrar alguns fatos interessantes sobre a história da obra e sobre os segredos por trás de sua criação.

1 - Alice é real

A personagem Alice foi baseada em uma menina real chamada Alice Liddell. Sendo morena, ela não tinha muito em comum com a Alice retratada nas histórias e filmes. A menina perguntou ao autor, Carroll, se ele poderia lhe contar uma história a respeito de uma viagem por uma toca de coelho em Oxford, e foi assim que ele teve a ideia para seu livro.


2 - Encontre a árvore do Gato de Cheshire em Oxford

"Eu não sou louco, a minha realidade que é diferente da sua". O gato de Cheshire, que vive com um sorriso no rosto, é conhecido por frases, e também por viver sentado em uma árvore. É dito que a árvore em questão é inspirada em uma real, que ficava no jardim atrás da casa de Alice Liddell no Christ Church College, Oxford.

3 - Lewis Carroll é o Dodo

Apesar de ter criado vários personagens ficcionais, Carroll também se inspirou na vida real, baseando vários de seus personagens em pessoas que frequentavam o seu círculo social, irritando algumas dessas pessoas que não gostaram de suas representações. O Dodo é uma representação de si mesmo, já que a forma como o personagem fala, gaguejando, é semelhante a do autor, e muitas vezes ele levou Alice ao Museu de História Natural em Oxford para ver o pássaro Dodo.

4 - A sopa da Falsa Tartaruga é real!

Criada como uma versão mais barata da sopa de tartaruga verde, era um prato muito popular na Era Vitoriana, feita a partir de várias partes ímpares de bezerro, tais como cérebro, cabeça e casco, para se parecer com a sopa de tartaruga. 

5 - A Rainha Victoria amou Alice no País das Maravilhas

Depois de ler sobre as aventuras de Alice, a rainha Victoria sugeriu que Carroll dedicasse seu próximo livro a ela. E assim, seu próximo trabalho, An Elementary Treatise on Determinants, With Their Application to Simultaneous Linear Equations and Algebraic Equations, foi apresentado à rainha. Apesar de não ter sido exatamente isso que ela tivesse em mente.


6 - Carroll via as coisas do mesmo jeito que Alice via no livro

Quem sofre de uma desordem neurológica rara, que causa alucinações estranhas e que afeta o tamanho dos objetos, acaba vendo as coisas maiores ou menores do que realmente são. Carroll sofre dessa desordem, que acabou se tornando um grande tema do livro. Mais tarde a doença foi chamada de "Síndrome de Alice no País das Maravilhas".

7 - Alice já foi censurado

Os livros foram proibidos na China, com o fundamento de que os animais não devem falar a linguagem humana.

8 - O ilustrador John Tenniel achou o primeiro livro horrível

Carroll pediu ao proeminente ilustrador inglês John Tenniel para que criasse uma arte que acompanhasse a história. Quando John viu uma cópia antecipada da história, ele ficou mal com a forma como seus desenhos foram reproduzidos. Gastando mais do que a metade de seu salário anual para reimprimir o livro, Carroll acabou ficando em uma situação muito delicada financeiramente, antes do livro ser lançado. Felizmente Alice foi recebido com um grande sucesso.

9 - Uma versão infantil

Em 1890, Carroll lançou uma versão infantil de Alice no País das Maravilhas, para crianças com idades entre zero e cinco anos. O livro ainda vinha com 20 ilustrações de John Tenniel, que pertenciam ao livro original e que foram coloridas, e em alguns casos, alteradas.

10 - O primeiro filme de Alice teve apenas 12 minutos de duração

Alguns anos após a morte de Carroll, os diretores Cecil Hepworth e Percy Stowe transformaram a história em um filme de 12 minutos. Neste momento, a obra se tornou o filme mais longa produzida na Grã-Bretanha.

11 - Alice no País dos Elfos ou Alice Entre as Fadas

Carroll tentou muitos títulos diferentes para seu livro. O conto original foi chamado de As Aventuras de Alice no Mundo Subterrâneo (Underground em inglês), porém, após a publicação o autor teve ideias como As Horas de Alice no País dos Elfos e Alice Entre as Fadas. Felizmente ele ficou com Alice no País das Maravilhas.

12 - O livro nunca deixou de ser republicado

Desde que foi publicado em 1865, quando foi traduzido para 176 idiomas, o livro sempre foi republicado inúmeras vezes. Na época, o livro era tão popular que sua sequência, Alice Através do Espelho e o que ela Encontrou Por Lá, esgotou-se após sete semanas de publicação.



13 - Alice no País das Drogas

Alice bebe poções, come cogumelos e tem alucinações, como se ela estivesse sobre o efeito de LSD. Tudo isso ocorre ao mesmo tempo e o mundo em torno dela muda assustadoramente, juntamente com seu humor e percepções. Parece haver muitas referências a drogas no livro, o que acabou deixando algumas pessoas com a interpretação de que os livros e filmes estão se referindo ao abuso de drogas.

14 - O Coelho Branco sempre estará atrasado

O relógio de bolso do Coelho Branco está sempre marcando 12:25. Ele sempre estará atrasado para qualquer um de seus compromissos.

Magnus Bane finalmente ganhará própria série de livros


Olá pessoal! Então, como já deu para notar, o Mega Hero está de cara nova e nada melhor do que também começar a falar de coisas novas, ou no caso, não tão novas assim.

É bem justo eu me (re)apresentar antes de começar a falar sem parar. Sou Alexandre, um dos redatores do site e sempre trarei novidades sobre séries, filmes, animações, jogos e claro, livros! Quem não gosta de receber boas indicações de livros não é mesmo? E é justamente sobre isso que irei falar nessa primeira postagem do novo Mega Hero.

Quem me conhece pelo meu antigo blog o Leitor Reverso (que fazia parte do Mega Hero), sabe que eu sou um bookholic (viciado em livros) assumido. Se a história for boa, eu irei comprar, mesmo que ele acabe ficando em minha prateleira para eu ler em algum momento no futuro. Mas juro que em algum momento irei ler.

E parece que uma nova trilogia muito em breve vai fazer parte da minha queria estante. Se você é fã da autora Cassandra Clare, responsável pelas sagas Os Instrumentos Mortais, As Peças Infernais e Os Artifícios das Trevas, então pode ir pegando seu suco de maracujá, ou qualquer calmante pois lá vem uma grande bomba.

Durante a semana nossa querida autora resolveu brincar um pouco com os sentimentos dos fãs no Twitter. Ela postou que estava trabalhando em um novo projeto e que ele seria anunciado muito em breve. A novidade é que esse projeto inédito irá envolver um personagem muito querido pelos fãs da franquia. Se você, assim como eu, pensou em Magnus Bane, então devo te parabenizar, pois você acertou.

O murmurinho começou a tomar conta do fandom de uma forma espantosa, para não dizer louca. Todos os fãs sempre imploraram a autora para que ela escrevesse uma história apenas para o personagem e finalmente isso irá acontecer! Não serão apenas crônicas, como ocorreu em As Crônicas de Bane. Será uma trilogia nova totalmente dedicada a história de Magnus! Da para acreditar isso? Na verdade, agora dá, pois foi oficialmente anunciado.

Porém nem tudo são rosas e glitter. O primeiro livro da série, que ainda não tem título definido será lançado apenas no final do ano que vem... sim, teremos que esperar mais de um ano para colocarmos as mãos nessa maravilha.

Assim como ocorreu em As Crônicas de Bane e em Os Contos da Academia de Caçadores-de-Sombras, essa nova saga não será escrita apenas por Cassandra. Wesley Chu será o co-autor junto com nossa já conhecia autora. Infelizmente não conheço o trabalho dele, porém, irei pesquisar até para já ter uma noção de como poderá ser a escrita dessa nova trilogia. E claro, quando fizer isso, irei compartilhar com vocês o que achei.

Agora vem aquela boa e velha pergunta: você gostou dessa notícia de que Magnus vai ganhar uma série só dele? Meus queridos amigos, gostar é pouco perto do que eu estou sentindo! Magnus, e claro, Alec, são de longe meus personagens favoritos de todos os livros que Cassandra já escreveu, logo atrás deles vem Will e Tessa.

As infinidades de informações novas que teremos a respeito do personagem são excitantes. Finalmente vamos saber como era o relacionamento dele com a mãe e o padrasto; como ele conheceu Ragnor e Catherine; quem foi seu primeiro amor (isso é um fator muito importante na vida de Magnus, até porque, antes de Alec, ele tinha um péssimo histórico amoroso); como de fato foi o começo do romance entre Alec e Magnus - o que a maioria dos fãs querem ver. E ainda sobre um acontecimento que tem deixado os seguidores da saga (eu por exemplo) muito curiosos, e que a própria autora já falou que estava escrevendo: a primeira relação sexual entre eles.

Ainda não sabemos nada a respeito da história em si, mas será interessante ver o passado, presente e futuro do nosso amado feiticeiro. Assim que novas informações forem divulgadas, trarei-as em primeira mão para vocês.

Mas eu também quero saber o que vocês acharam da notícia? Estão ansiosos com esse lançamento? O que querem saber a respeito da história de Magnus? Deixem suas respostas nos comentários.

Ms. Marvel Nada Normal é a super-heroína que você precisa conhecer


Kamala Khan é uma paquistanesa de família tradicional, nascida e criada em Jersey City, fã dos Vingadores e que sempre sentiu-se deslocada por se interessar por coisas nerds, ter tradições familiares peculiares e não partilhar de um padrão de beleza universal.

Cansada de tantas regras e de seus pais não conseguirem entender seus interesses por super-heróis, Kamala sai escondida para uma festa - que estava proibida de ir - e acaba passando por uma experiência transformadora.

Seu maior ídolo, Miss Marvel, agora Capitã Marvel, aparece como que em uma visão acompanhada do Homem de Ferro e Capitão América e diz que ela sofrerá um "reboot" que outras pessoas só poderiam sonhar.

Foto - Mega Hero

Quando Kamala percebe, ela se transforma na própria Ms. Marvel, com direito até ao uniforme clássico, sua aparência, poderes e muita confusão mental, sem entender o que realmente aconteceu e como controlar suas novas habilidades - que era o que ela pensava que queria. Agora a garota, além de lidar com os desafios de uma família tradicional e regras que recaem sobre a filha mulher, terá que entender e tentar usar seus poderes para um bem maior.

O interessante desta história é que somos apresentados a um mundo que geralmente não temos contato. Uma cultura não muito retratada em quadrinhos e que mostra com bastante propriedade a rotina e vida de uma família paquistanesa vivendo nos Estados Unidos, tentando criar uma filha dentro de uma cultura diferente e cheia de atrativos, que os pais de Kamala consideram ruins para o crescimento de sua filha.

Vemos as idas de Kamala à Mesquita, sua relação com a religião e seus pais, que envolvem o Xeique responsável pela Mesquita nos problemas familiares e seu início como uma heroína. Após algumas enrascadas a garota decide ajudar um amigo a livrar seu irmão de uma situação perigosa e, com isso, vemos a criação do novo uniforme da Ms. Marvel.

Kamala adquire uma gama de poderes como modificar seu tamanho, podendo crescer o corpo inteiro ou apenas partes, encolher, superforça, transformar sua aparência, cura, elasticidade. No decorrer da história a nova heroína treina para dominar suas habilidades e salvar o garoto com problemas, enquanto finaliza seu uniforme, que é bem mais conservador que o original da Ms. Marvel, condizente com suas crenças.

Foto - Mega Hero

O que eu gosto da personagem é que ela não é uma adolescente rebelde tentando se "libertar" de uma família e religião opressora. Kamala é uma adolescente com conflitos da idade como qualquer outro jovem, que tenta conciliar o seu amadurecimento com as tradições e expectativas familiares, ao mesmo tempo que tenta aprender e dominar seus super poderes.

É um encadernado que traz boas histórias para ler e conhecer o universo de Kamala, que realmente é "nada normal", e consegue relacionar e aproximar adolescentes que, apesar de não serem muçulmanos, identificam-se com os problemas passados pela personagem com sua família durante essa fase da vida.

O traço é leve, a revista é bem colorida e tem um movimento visual divertido. Traz elementos da cultura paquistanesa bem retratados, assim como vocabulário com expressões e notas de rodapé com explicações. O encadernado é de capa dura, com ilustrações  de Adrian Alphona, cores de Ian Herring e roteiro de G. Willow Wilson.

O quadrinho quebra inúmeros paradigmas sobre super-heroínas e padrões de vida e beleza, apresentando dilemas e aventuras dentro de uma cultura tão singular. É uma leitura que recomendo não só por ser sobre uma super-heroína, mas por sair do mainstream e apostar no diferente, coisa que a Marvel fez muito bem com a criação da nova Ms. Marvel.