Em Cartaz

MIB Internacional apresenta bem a franquia para a nova geração


Como uma fã da franquia MIB e dona de teorias sobre como os filmes são uma paródia encomendada pelos verdadeiros Homens de Preto. MIB Internacional foi uma grata surpresa para mim quando foi anunciado. Permanecendo na linha temporal da trilogia original, a produção nos apresenta novos agentes e a mitologia da franquia para uma nova geração de possíveis fãs.

Em MIB Internacional somos apresentados à personagem principal Molly (Tessa Thompson), que teve uma experiência com a misteriosa organização e um encontro com um espécime quando era criança. Com sua memória intacta, ela passa sua vida em busca dos Homens de Preto, pois sua maior motivação é conhecer e entender o universo. E qual lugar seria melhor para trabalhar do que o MIB?

Molly, ou melhor, a Agente M consegue encontrar o que em teoria não deveria existir e é admitida na organização de maneira inusitada. Em sua primeira missão, M é enviada para a sede de Londres, onde irá conhecer e se envolver diretamente com o melhor agente local, o Agente H (Chris Hemsworth). Para alguém ainda considerada uma estagiária, M inicia seu trabalho no MIB em um caso grandioso envolvendo a realeza de outro planeta.

Apesar do Agente H ter fama de solitário e ser o preferido do chefe, Agente High T (Liam Neeson), sua curiosidade a coloca em uma aventura complexa demais para uma estagiária, pois M precisa proteger um dispositivo extremamente perigoso dos maiores agentes do MIB.

Ao contrário do que a maioria das críticas vêm apresentando, para mim, MIB Internacional funciona. MIB possui toda uma estética visual e de narrativa que envolve comédia e aventura entre uma dupla de colegas de trabalho que trabalham com algo inusitado...alienígenas! E essa é a essência da franquia.

A nova dupla do MIB - Agente M e Agente H. Foto: Sony

O filme de 1997 girava em torno da inexperiência do Agente J (Will Smith) recrutado sem ter a menor noção do que se tratava o trabalho e a experiência anestesiada do veterano Agente K (Tommy Lee Jones), seguidor a risca das regras da organização. Will Smith era o alívio cômico e representava o próprio público descobrindo não só a existência de alienígenas, mas também a íntima relação dos humanos com eles, sua presença por toda Terra e como funcionava o trabalho dos Homens de Preto.

Em 2019 temos uma inversão de papeis. O agente experiente, o Agente H, é descolado, bonitão e faz tudo de acordo com as suas próprias regras já que sempre é acobertado por seu chefe. Ele é um dos alívios cômico, que acabou sendo dividido em vários personagens, como a própria Tessa Thompson, Agente M. M, ao contrário de J, monitorava informações sobre o universo e já acreditava que A Verdade Estava Lá Fora, era treinada, inteligente e seu objetivo de vida era se juntar ao MIB.

Neste filme vemos uma maior interação dos humanos com alienígenas já que um deles se junta até à missão, o pequenino Pawny, que divide a parte cômica com os dois protagonistas. É interessante lembrar que um filme sobre alienígenas nos anos 90 e um filme de alienígena em 2019 são totalmente diferentes. Não existe tanto fascínio depois que a era dos celulares começou e os avistamentos diminuíram. A magia do desconhecido, plot do primeiro filme, não existe mais, agora queremos saber o que há além no espaço.

Com a construção da narrativa como de uma paródia, MIB tem sim atuações exageradas, super vilões e alguns clichês que são da própria franquia, mas que fazem total sentido dentro da obra individual e total. São propositais!

Integrante da equipe, Pawny. Foto: Sony

A história não é original, o roteiro é totalmente inspirado do original de 1997, no qual um pequeno artefato dado por um alienígena moribundo precisa ser protegido para evitar uma guerra galática. A diferença é que desta vez, ele precisa ser protegido do próprio MIB já que existe uma ameaça dentro da própria organização. Eu encaro como uma reintrodução para o novo público.

Tessa Thompson e Chris Hemsworth já provaram até em outras produções que funcionam juntos e fazem um ótimo trabalho em MIB Internacional. M aprende rápido e é muito mais apegada às regras que H, e isso faz com que a dinâmica deles lembre muito a dupla original, mas de uma maneira nova e com discussões mais atuais.

O que falta em um filme de MIB para mim, e que por um instante eu achei que fosse acontecer em MIB Internacional, é levar os agentes para uma missão fora da Terra, talvez apenas um agente humano e fazer uma ligação com organizações de controle planetário de outros mundos! Juntando um parceiro alien e um humano, eu voto na Agente M, para uma aventura mais fora da caixa.

Já que as sedes do MIB são portais para outros planetas, porque não levar um caso para o exterior e termos mais do que um MIB Internacional, mas um MIB Intergalático! Eu entendo que esse filme já foi uma expansão mostrando a interação entre sedes, mas eu quero MAIS!

Já em despedida peço apenas uma coisa: Não se deixem levar por críticas, nem as minhas, nem de ninguém! Assista os filmes, aproveite e tire suas próprias conclusões. E não julgue o filme pelo o que você queria que ele fosse e sim pelo que ele é! A vida é muito curta para virarmos robôs repetidores da opinião dos outros. Não é porque todos estão falando mal que você precisa fazer o mesmo. Tenha sua própria voz e pensamentos!

E não se esqueçam, a Verdade está mesmo lá fora.


Publicado por Kiki Bélico

Eu sou a @kikibelico! Atuo na área das artes plásticas, sou cosplayer e também jornalista.Trabalho como Produtora de Conteúdo do @megaherooficial e @megapowerbrasil e sou membro oficial do #SquaddoPoder e #MegaSquad!

0 default-disqus:

Postar um comentário

Tecnologia do Blogger.