sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas traz novo universo aos cinemas com espetáculo visual


O diretor Luc Besson leva aos cinemas a adaptação dos quadrinhos franceses Valérian et Laureline contando um épico espacial cheio de aventura e grandes efeitos visuais em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (Valerian and the City of a Thousand Planets).

A história se passa centenas de anos no futuro, após uma vasta expansão do contato entre a raça humana e diferentes formas de vidas extraterrestres. O avanço espacial da humanidade levou à criação da gigantesca estação espacial, Alpha, onde diferentes formas de vida vivem em conjunto como um sinal de cooperação entre raças.

Com o surgimento de uma possível ameaça à Alpha, os agentes Valérian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) se envolvem em uma trama ligada à liderança da própria Alpha e a uma raça em risco com um passado desconhecido.

Logo de início, o filme trata em uma simples cena do processo de evolução da Alpha, que teve seu nascimento de uma estação espacial terrestre, aos poucos ganhando adições e novos integrantes. O interessante da cena é ver o passar dos anos com as diferentes lideranças e novas raças (bastante diversas e bem produzidas) se integrando ao complexo ao som de David Bowie em Space Oddity.

A raça humanoide que vive em paz com o seu planeta é um dos destaques visuais de Valerian - Foto: Reprodução Internet

Outra cena inicial que revela todo o potencial visual do longa expõe um novo planeta e sua espécie humanoide, que lembra os omaticaya de Avatar, com corpos alongados e um estilo de vida cooperativo com o seu planeta.  Com um foco nessa interação entre seres vivos e o ambiente, a cena é muito bem elaborada com incríveis efeitos.

Esse é, sem dúvidas, o grande destaque de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas. Ainda que seja composto por uma história envolvente e curiosos personagens, o impacto visual é o grande ponto positivo e chamariz do filme, que definitivamente se destaca entre o gênero.

Funciona ele, ainda, como uma mistura de Guardiões da Galáxia e Star Wars, mas de qualquer maneira é uma cópia de qualquer um desses grandes sucessos. As semelhanças carregadas existem apenas em relação à quão bem integrada ao filme é a trilha sonora e como os visuais e elementos de ficção científica compõem o trabalho de uma forma muito natural.

Assim como esses filmes, Valerian é uma obra muito bem ordenada e com uma essência única que a sustenta como um projeto independente e diferente de outros já vistos no cinema. Seja pelo bom humor que acompanha o desenvolvimento da trama, por uma história bem amarrada ou pelas interessantes ideias utilizadas, o título é definitivamente um projeto a ser apreciado.

Valérian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) são dois agentes espaço-temporais incomuns - Foto por © Vikram Gounassegarin

Os protagonistas Valérian e Laureline, por sua vez, tem uma participação pertinente na narrativa. Não há um foco específico em nenhum dos dois, mas sim na dupla como um todo. São eles uma ferramenta utilizada pelo diretor para contar a sua história, o que é feito com sucesso, mas, por outro lado, não cria uma grande conexão entre os personagens e o público.

Nesse processo, um fator que fica bastante evidente é o carinho e a atenção do diretor Luc Besson com a construção do longa. Como um verdadeiro fã do material original, Besson consegue levar à tela muito da magia dos quadrinhos e captar novos apreciadores desse vasto universo.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas se constrói, assim, como uma excelente produção visual, carregada de ação e focada em mostrar diferentes formas de vida alienígena com uma história bem coesa e amarrada.

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Um comentário:

  1. Só fui saber da existência de Valerian este ano !
    Antes do filme era pouco famoso

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