terça-feira, 6 de outubro de 2015

Entre a vida e a morte, Kamen Rider Ghost leva a franquia para o sobrenatural


Depois da despedida de Tomari Shinosuke (Kamen Rider Drive) chegou o momento de acompanhar o novo Kamen Rider que mais uma vez promete mexer no conceito da franquia e reinventar o que conhecemos, seja bem vindo Ghost.

Atenção, esse Review contém spoilers.

Leia também o review definitivo de Kamen Rider Drive.

A franquia Kamen Rider começa nesse segundo semestre de 2015 os preparativos para a comemoração de 45 anos com a chegada de Kamen Rider Ghost, a série que tem como obrigação dar dar continuidade ao legado iniciado em 1971 e é claro manter o bom nível de séries que nos é apresentado nos últimos anos.

Se os temas atuais de Kamen Rider te chocaram, principalmente se você viveu os tempos áureos do "Kamen Rider Black", com Ghost não será diferente. Tivemos de 2009 pra cá: Cartas, Pendrives, Moedas, Cartuchos, Anéis, Frutas e recentemente Carrinhos. Agora são pequenos acessórios em formato de olhos chamados "Eyecons" e fantasmas.

A importância de carregar o legado da franquia - Foto: Reprodução internet

Se você é uma daquelas pessoas que deixam de assistir uma série por causa da temática que cerca o visual do Kamen Rider e seus acessórios (Armas, Moto, etc), provavelmente perdeu o enredo fantástico de Kamen Rider Gaim (2013) e o desfecho dramático de Kamen Rider Drive (2014). Por isso, tenho quase certeza que Ghost irá seguir no mesmo caminho: As "Eyecons" serão mais um elemento de estilo do que um fator determinante no enredo (apesar de serem importantes tal como foi os Shift Cars em Drive).

A história começa com o aparecimento de terríveis criaturas conhecidas como Gamma, espíritos que aparentemente estão atrás de algo. Em seguida vemos o protagonista Takeru Tenkuuji ainda criança ao lado de seu pai que está morrendo, ele entrega ao garoto um pingente e logo em seguida a cena muda e encontramos um Takeru (Shun Nishime) mais velho dormindo em cima de livros.

Essa primeira tomada apresenta o que será o "QG" do protagonista da série, um porão que se esconde no Templo Daitenkun. O núcleo de personagens que irão interagir com Takeru também é apresentado no primeiro episódio, são eles: Akari Tsukimura (Hikaru Osawa), uma garota que não acredita em fantasmas e usa o raciocínio lógico para responder perguntas que aparentemente não tem solução, o engraçado monge Onari (Takayuki Onagi) e outros dois monges que vivem no local, Shibuya (Takuya Mizoguchi) e Narita (Reo Kansyuji).


Shibuya, Onari e Narita, os monges do Templo Daitenkum - Foto: Reprodução internet

Aparentemente Tóquio está sob o ataque de fantasmas há algum tempo e Onari está estudando uma forma de conter as aparições assim como o pai de Takeru que foi um brilhante Caçador de Fantasmas. Infelizmente o garoto não parece ter a mesma determinação do pai e prefere viver no mundo dos livros, mas sua vida acaba mudando quando ele é atacado por dois Gamma e acaba morrendo.

No outro mundo ele encontra um Sábio (Yoshiyuki Morishita) que lhe entrega um cinto de transformação para que possa se transformar no Kamen Rider Ghost, um guerreiro poderoso capaz de canalizar o poder de heróis do passado e destruir os Gamma.

De um lado Takeru apaixonado pelos heróis do passado e a cética Akari - Foto: Reprodução internet

O episódio introdutório é dividido em três partes, todas elas recheadas de elementos que são comuns nos Riders atuais: Humor, introdução da trama e uma amostra dos poderes dos Riders (e dos brinquedos que serão vendidos), todos esses três pontos são bem encaixados e conseguem fluir de maneira que não cansa o telespectador. É uma fórmula básica que dá certo e prende você para o episódio seguinte.

Me chamou atenção os efeitos especiais que deram uma melhora significativa de 2014 pra cá. Os fantasmas que são as formas de Ghost não parecem ter sido colocados digitalmente, eles fazem parte da cena e interagem como se fossem reais. A ação também tem seu destaque, os dois combates que acontecem no episódio são bem feitos e as coreografias bem ensaiadas, sobretudo quando Takeru acessa o fantasma de um antigo guerreiro que admirava.

Quem são os Gamma? O que eles querem? - Foto: Reprodução internet

Apesar de ser apenas o primeiro capítulo da série, Kamen Rider Ghost consegue prender a atenção do expectador, aguçando a curiosidade para saber mais sobre a trama e os próximos acontecimentos. Uma série que já começa despertando o interesse tem tudo para ser boa se mantiver o ritmo, por isso teremos que esperar e acompanhar o protagonista nos seus 98 dias restantes de vida em busca das 15 Eyecons lendárias.




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4 comentários:

  1. Eu gostei muito da estréia de Ghost.

    Takeru é um personagem que me surpreendeu. Dado o tema mais voltado para a morte, imaginei, de início, que poderíamos ter um Rider mais frio e seco, algo nos moldes de Tendou ou Takumi, talvez até com um pouco de Takeru Shiba ou Joe Gibken. Ganhamos o cruzamento de Arata com Right e Ryotaro.

    Mas gostei dele assim mesmo.

    O início com mais dificuldades em combate é um sinal bacana de que o personagem vai passar por uma grande evolução no decorrer da série.

    Adorei os efeitos dos casacos. Deram uma cara muito boa a Deadpool, digo, Ghost.

    Gostei muito também dos designs dos Ganmas. Lembrou um pouco alguns monstros de Sentai e alguns de Kamen Riders mais antigos.

    Até agora, as únicas coisas que não gostei foram as aparições de Akari e do monge. Achei o conflito deles (ceticismo x crença) muito chato e forçado. Acho que um pouco de sutilidade nos personagens faria bem.

    Estou com muita vontade de acompanhar a série e estarei aqui para debater com outros fãs, seja semanalmente, seja a cada 5 episódios (prefiro semanalmente, só pra constar).

    Abraços

    Kamen Rider Anônimo

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  2. Excelente Review, Realmente Kamen Rider Ghost, chegou chegando, e confesso que não me empolgo tanto com um novo Rider desde a estréia de Kamen Rider OOO em 2011. Os demais não tive vontade de assistir, Gaim assisti por curiosidade, e acabei achando excelente, e creio que Ghost tem tudo para ter o mesmo efeito de Gaim.
    A Primeira impressão que a série me passou, foi de humor e drama na medida certa, o enredo ta bem elaborado, assim como uma boa introdução de personagens. Takeru, me lembrou muito o Wataru (Kamen Rider Kiva), que mostra ser aquele cara fraco, inexperiente mas que depois acaba superando todos os seus medos e se fortalecendo ao decorrer dos episódios... O lance dos Eyecons também foi interessante, e o que achei mais legal mesmo no enredo, é que aqui, nosso herói tem um objetivo e uma importate missão: Reunir 14 Eyecons em 99 dias. O que torna a série muito mais interessante.
    Mas a grande sacada mesmo, foi o motivo desta missão (Que não irei contar para evitar Spoilers). De ínicio, o que posso dizer, é que Ghost começou muito bem, em questão de visual, efeitos e performances de luta, tudo está muito bonito, e espero que a Toei saiba aproveitar tudo isso. Como disse, faz tempo que não me empolgo com uma nova série Rider, e raramente acompanho quando a mesma está em exibição. Mas Ghost abrirei uma excessão. Espero que não me arrependa. RS

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  3. Disse tudo que eu penso sobre o primeiro epi de Ghost :D

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  4. Pelo o que nos episódios finais de Drive, já deu pra sacar que o Ghost vai ser interessante...quanto a premissa de em 99 dias encontrar 15 eyecons, me lembrou de Lightning Returns, Valkyrie Profile...quanto ao sobrenatural, o KR Hibiki, Kiva,etc tratavam da mesma temática...em relação a heróis do passado pode se referir também a outros riders como Ichigo, V3, Black,Rx, Decade, Gaim, Drive...Off.: Quem não garante que com o tempo Ghost não vai interargir com os espíritos do Faiz,Blade, Skull e Chase...?

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