Em Cartaz

Vingadores: Ultimato celebra o fim da maior saga dos cinemas de todos os tempos


O status adquirido pelo Universo Cinematográfico da Marvel nos cinemas é inquestionável. Não apenas importante no mundo das HQs, esse empreendimento bilionário causou grande impacto na indústria cinematográfica e seu epílogo é um marco, não apenas por ser a concretização de um projeto composto por mais de vinte filmes produzidos por mais de 10 anos, mas também por movimentar o público de uma maneira nunca antes vista, além do sucesso avassalador nas bilheterias.

Mas o que esperar do que se pode chamar o final de uma era? 

Uma década de ação, risadas, lágrimas e uma intensa produção de histórias e personagens certamente carrega muitas emoções e, com elas, expectativas. Então mesmo que Vingadores: Ultimato seja um longo filme de 3 horas, ele é definitivamente mais longo do que isso, pois ele encerra a saga do infinito nos cinemas e carrega com si o fim da jornada de alguns dos heróis que acompanhamos por muitos anos.

Para evitar estragar a experiência daqueles que ainda não tiveram a oportunidade de assistir o filme, não trarei spoilers nesse texto, mas passarei por alguns pontos essenciais. Ainda assim, certamente falaremos mais sobre esse épico encerramento aqui no Mega Hero.

Como disse anteriormente, são 3 longas horas de filme que parecem mais 5 horas com tantos acontecimentos, mas ao mesmo tempo aparentam se passar em apenas uma única hora. É difícil explicar, mas é de se esperar que a empolgação esteja lá para qualquer um que acompanhou essa saga por todos esses anos. Pelo menos esse foi o meu caso.

As reuniões em Ultimato são maiores e mais significativas do que em Guerra Infinita - Foto: Reprodução Internet

Diferente da grande maioria dos filmes da Marvel, Ultimato não se apoia tanto na ação para carregar a trama, ao invés disso o silêncio é usado bem para manter a tensão já criada por Guerra Infinita. Em um breve prólogo somos relembrados do terror causado por Thanos e logo vemos as consequências do seu plano pouco tempo após o estalo.

Sem qualquer esperança, os heróis sobreviventes se deparam com uma última solução desesperada e assim segue a história com uma sucessão de eventos e homenagens aos filmes anteriores. Vemos alguns rostos do passado e alguns dos momentos marcantes dos últimos 10 anos são relembrados ao longo da trama.

O que Ultimato consegue fazer com maestria é concluir tramas e subtramas trabalhadas por anos. Dos Vingadores originais, o Capitão América e o Homem de Ferro tem seus arcos de certa forma concluídos, enquanto sinto que mais poderia ter sido feito com o Gavião Arqueiro, a Viúva Negra e o Hulk. Já Thor tem um desfecho interessante que não posso contar aqui. Mas de qualquer forma o longa trabalha bem os 6 heróis que começaram tudo no MCU, enquanto alguns dos outros tem um papel bem mais secundário na narrativa.

Steve carrega a trama de diversas maneiras - Foto: Reprodução Internet

Particularmente achei a participação e todo o set up do Capitão América muito mais significativas e envolventes. De todos os MUITOS heróis em Ultimato, Steve Rogers tem um papel especial e suas cenas de batalha são os pontos altos do filme. Por falar nelas, as batalhas em Ultimato são todas breves, mas tem a sua importância.

Com tantos personagens em tela, fica difícil focar em apenas um ponto e sempre haverá um herói que alguém gostaria de ver mais ou menos em dada cena. Mas os ''encurtamentos'' das lutas são compreensíveis, da mesma forma que se entende alguns personagens atuando mais como figurantes na trama. É muito conteúdo para ser trabalhado e, muito pouco tempo, então sinto que com o que se tinha para explorar, os irmãos Russo fizeram um bom trabalho na direção.

As consequências do estalo são bem reais e afetam as escolhas dos personagens, até mesmo os levando a escolhas imorais - Foto: Reprodução Internet

Extremamente satisfatórios também são as conclusões que o longa trás. Fica claro que Ultimato é mais do que a continuação direta de Guerra Infinita, pois toda a preparação e o terreno são montados em Guerra Infinita, enquanto Ultimato apenas amarra pontas soltas e encerra pontos da narrativa. Então, pelo menos para mim, vejo os dois filmes como um só dividido em duas partes. E é até melhor enxergá-los desse jeito, pois Ultimato é uma sucessão de eventos definitivos, que mais estão lá para finalizar, do que explicar ou criar algo novo.

Retornando à pergunta ''o que esperar do que se pode chamar o final de uma era?'', eu diria que de Ultimato se deve esperar satisfação, algumas reviravoltas, mais de Thanos e possivelmente o último encontro dos Vingadores da maneira em que os conhecemos. Esse é o momento que os fãs esperaram por anos e acredito que Kevin Feige e os Russo cumpriram com o que prometeram.

O filme tem falhas? Sim. Mas elas não o definem da mesma maneira em que os momentos feitos para os fãs (e são muitos), o humor inusitado e a seriedade não característica de outros filmes da Marvel o fazem. Por isso Ultimato é um dos melhores finais possíveis para todos esses anos de diversão e sonhos colocados e tela. Que venha a nova saga.

Publicado por Eduardo Bélico

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