quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Tom Hardy é o Eddie Brock perfeito para o universo Venom da Sony


Enquanto a Marvel Studios segue com seu universo cinematográfico consolidado, a Sony tenta seguir o mesmo caminho com personagens icônicos em histórias levemente baseadas nas suas origens dos quadrinhos.

Venom é o primeiro de uma nova leva de longas baseados nos personagens da Marvel. O lançamento do filme faz parte de um acordo entre a Sony e a casa das ideias para que ambos possam usar personagens do universo do Homem-Aranha nos próximos anos. Além de Venom já está confirmada a animação Homem-Aranha: No Aranhaverso e fortes rumores de que o vampiro Michael Morbius irá pintar em breve nas telonas, mas isso é uma conversa para outra hora.

Trazendo um personagem conhecido com origem diferente

O panteão de vilões do cabeça de teia sempre foi vasto com personagens icônicos e bem desenvolvidos. A maioria desses grandes inimigos tem sua origem estritamente relacionada com o Homem-Aranha e desde o anúncio do longa de Venom a questão foi levantada: Como Venom irá surgir já que ele precisa do Homem-Aranha?. Questionamento esse que permeou minha cabeça até o dia da estreia e satisfatoriamente foi resolvido pela direção de Ruben Fleischer.

Os fãs mais próximos com as outras mídias do Aranha, irão notar uma certa semelhança da origem do personagem com a que foi apresentada na animação dos anos 90, que naquela época também não utilizou a origem dos quadrinhos para apresentar o simbionte. O resultado dessa breve homenagem (seja ela intencional ou não) é um bom "start" para um filme que quer fazer jus ao vilão mais perigoso do Homem-Aranha.

Eddie Brock, o repórter problemático


Michelle Willianms (Anne) e Tom Hardy (Eddie Brock) - Foto: Sony Pictures

Tom Hardy (Mad Max) vive Eddie Brock, o fotografo que tem sua vida completamente mudada quando a simbionte se cruza em seu caminho. Assim como sua contraparte dos quadrinhos e animação, Eddie Brock comete um grande deslize em sua carreira o que faz afundar em uma breve depressão ocasionando diretamente no seu encontro com Venom.

Hardy contracena uma boa parte do filme com Michelle Williams que vive a advogada Anne Weying, seu par romântico que será uma peça fundamental para a construção do personagem, sendo ele Venom ou Eddie Brock.

O vilão continua sendo um problema dos filmes de heróis?

Venom nesse filme funciona como um anti-herói, devorando cabeças e destruindo membros de quem encontrar no caminho, porém com um propósito. Na outra esfera temos o verdadeiro vilão do filme, Carlton Drake (Riz Ahmed), líder da misteriosa Fundação Vida que traz toda a atmosfera de Ficção Científica para mesclar com a ação e o humor de Eddie Brock e Venom.

Drave (Riz Ahmed), um vilão com potencial, sub aproveitado - Foto: Sony Pictures

Apesar de ser um vilão com propósitos interessantes, Drake se perde no meio da história e o desfecho que é dado para que o personagem consiga realizar seus planos é bastante raso e pode desapontar aqueles que esperavam uma motivação maior para o embate de Venom contra ele. O tempo de tela considerável que Riz Ahmed interpreta o vilão não acrescenta nada à trama e se torna maçante seu discurso que é repetido diversas vezes.

Somos Venom!

O tom do filme é provável que surpreenda. Venom está longe de ser um filme de terror e sangue jorrado na tela, apesar de ter sequências de ação com o personagem que são apavorantes. Esse tom é mesclado com o humor do Eddie Brock e do próprio Venom, que funciona como a segunda consciência do personagem, servindo sobretudo para ajuda-lo em momentos de crise e problemas pessoais.

Venom irá devorar o seu cérebro! - Foto: Sony Pictures

O ritmo rápido do filme faz perceber que muito material foi colocado de fora e que poderia melhorar a interação de Eddie com a simbionte. As explicações da origem do alienígena são breves e rasas, o que soa como os filmes de herói dos anos 90 e 2000 onde o único intuito era entreter sem se aprofundar de fato na origem dos super heróis. Apesar desses deslizes apresentados, Venom consegue ser uma obra divertida e recheada de referências para os fãs mais assíduos e a porta de entrada para quem quer conhecer o universo dos simbiontes que não se ressume apenas ao parasita de Brock.

A primeira cena pós-crédito abre portas para uma possível sequência, enquanto a segunda é apenas um deleite do que a Sony está preparando para o futuro dos seus personagens.

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