terça-feira, 11 de setembro de 2018

The Purge mostra maior complexidade de casos na série e expande universo do cinema


Não é novidade que quando Uma Noite de Crime (The Purge) foi lançado, em 2013, o filme faria sucesso e ganharia uma legião de fãs. Como consequência, outros 3 filmes da franquia foram lançados, e agora, temos também uma série de TV, que leva o mesmo nome do primeiro filme, The Purge.

A série, exibida pelo canal americano USA Network, conta uma história paralela a dos filmes, mostrando outras histórias a respeito da fatídica noite do expurgo, um feriado nacional que acontece todo ano, no qual, qualquer tipo de violência e mortes são permitidos dentro de um período de 12 horas.

Uma das máscaras utilizadas na série - Foto: Reprodução da Internet
O primeiro episódio da série, sobre o qual irei falar, serve como apresentação de alguns dos personagens principais, além de mostrar a preparação da população americana para o evento. A temporada terá um total de 10 episódios, o que indica que, as 12 horas que serve para o expurgo serão retratadas nesses 10 episódios.

Somos apresentados a Miguel (Gabriel Chavarria), um ex-fuzileiro naval que retorna a cidade para procurar sua irmã, que havia deixado uma carta um tanto quanto suspeita para ele. Os objetivos de Miguel ficam claros desde o início, e o personagem provavelmente será a bússola moral da série, fazendo o telespectador se questionar se a política do expurgo é de fato boa ou não.

Culto do qual Penelope faz parte - Foto: Reprodução da Internet
A irmã de Miguel, Penelope (Jessica Garza), não possui muito desenvolvimento no episódio. Ele aparece apenas em algumas cenas para mostrar que o horror também estará presente na série, assim como é nos filmes. Penelope faz parte de um culto que pretende usar seus seguidores como vítimas na noite de expurgo, usando a desculpa de que eles irão encontrar a salvação a partir desse sacrifício.

A atriz Amanda Warren vive a personagem Jane, uma empresária que continuará seu trabalho durante a noite do expurgo. Já é possível notar que Jane esconde algum segredo e que isso será desenvolvido durante os episódios seguintes. Se Miguel é a bússola moral na série, Jane será aquela que irá mostrar o aspecto trabalhista e empresarial que pode ser adquirido através do expurgo, algo que a franquia dos filmes trabalha de certa forma bem.

Jane em um encontro suspeito - Foto: Reprodução da Internet
Por fim temos o casal Jenna (Hannah Anderson) e Rick (Colin Woodell), que escondem um segredo, que nada mais é do que um relacionamento com a jovem socialite Lila (Lili Simmons). Este provavelmente será o núcleo que estará a salvo do expurgo físico, já que estão protegidos, porém, deveremos ver muito do teor psicológico e de intrigas envolvendo um relacionamento a três.

Como o episódio se preocupa basicamente em mostrar a preparação para o expurgo, acaba não desenvolvendo um dos pontos fortes da franquia, que é o motivo que leva as pessoas a participarem deste ato. A sensação que fica é que muitos, se não todos, matam apenas porque são livres para isso. Apesar de que, pelo menos nos filmes, é visível que os atos acontecem muitas vezes por discordâncias de opiniões, uma diferença de classes, racismo ou simplesmente pelo prazer de ferir e fazer mal a outra pessoa.

A premissa em cima da história é boa, resta saber se ela poderá ser sustentada durante 10 episódios. Se você for um fã da franquia, vale a pena acompanhar e ver como será o desenvolvimento da história, e claro, esperar para que alguns personagens do cinema apareçam ou sejam citados. Em 12 horas, muita coisa pode acontecer, e com toda a certeza, irá.

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