terça-feira, 24 de julho de 2018

Godzilla: Cidade no Limiar da Batalha traz muita ação e mitologia para o universo do Rei dos Monstros


Após um tímido recomeço com Planeta dos Monstros, a sequência animada de Godzilla feita pela Toho enfim explora esse novo universo e traz o terror e suspense que são marca do Rei dos Monstros.

A segunda parte da trilogia que re-introduz Godzilla para um novo público continua os eventos exatamente após o ataque da gigantesca versão da criatura em Planeta dos Monstros. Haru, o protagonista, foi resgatado por um misterioso povo que vive na Terra desolada enquanto sua equipe procura por sobreviventes e uma maneira de contactar a nave que está orbitando nosso planeta.

Eu comentei na crítica anterior que Planeta dos Monstros apresentava um universo vasto, mas tinha medo de explorar tudo que ele podia entregar, em Cidade no Limiar da Batalha é completamente diferente. Somos apresentados ao povo Houtuas, seres humanoides que se comunicam telepaticamente e vivem no subsolo, uma ótima forma de se esconder dos seres que agora estão habitando a terra.

Haruo precisa bolar um último plano para derrotar o Rei dos Monstros - Foto: Reprodução internet

Também é mostrado que esse povo primitivo venera um Deus que foi morto por Godzilla deixando para trás apenas um Ovo. Miana e Maiana são gêmeas Houtuas que irão ajudar Haru e os outros humanos em mais uma empreitada contra o monstro gigante. Essa parte do enredo do longa metragem talvez seja uma pista do que vai acontecer mais pra frente, os mais atentos irão associar essa passagem dos Houtuas e as gêmeas com a mariposa Mothra.

As gêmeas Miana e Maiana - Foto: Reprodução internet

A trama fica ainda mais convincente e interessante quando outro elemento clássico da franquia  é introduzido de uma forma completamente nova. Descobrimos que no passado os humanos criaram uma arma para combater Godzilla, o Mecha-Godzilla. E que por muito tempo ficou perdida nos escombros perto do Monte Fuji. Haru pede mais uma chance para enfrentar o Rei dos Monstros e vai até o coração da cidade Mecha-Godzilla para usar os restos do robô e o armamento que está lá para armar uma emboscada e derrotar Godzilla de uma vez por todas.

Godzilla está mais implacável em Cidade no Limiar da Batalha - Foto: Reprodução internet

A forma usada para buscar a vitória é um dos pontos mais elaborados do filme e gera um debate entre as raças dos Bilusaludos, Humanos e Exifs do que é certo e errado e do quanto podemos abandonar da nossa "humanidade" para chegar a um único propósito. No final o resultado é satisfatório, ainda pecando em alguns detalhes como o grande número de informações jogadas na tela que acaba cansando o telespectador pelas repetições de diálogos para passar uma única ideia.

O gancho para a terceira parte é muito mais instigante que o anterior. A entrada de um novo personagem com certeza vai mudar todo o cenário do filme e promete uma conclusão empolgante para uma franquia que começou sem querer a mostrar a que veio e na segunda parte trouxe uma boa história, bons questionamentos e sopros atômicos destruindo tudo pelo caminho.



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