quarta-feira, 6 de junho de 2018

Jurassic World - Reino Ameaçado mistura ação e terror em aventura empolgante


Três anos após o retorno de Jurassic World para os cinemas, J. A. Bayona assume a franquia para mais um capítulo da obra criada por Spielberg em meados dos anos 90.

Vinte e cinco anos após a estreia do primeiro Jurassic Park uma pergunta deve ser feita: A franquia ainda tem fôlego para as próximas décadas? Se existe ainda alguma dúvida na resposta, basta olhar o quão o "Parque dos Dinossauros" de Steven Spielberg influenciou a cultura pop e até hoje arrasta uma legião de fãs para as salas de cinema. O clássico lançado em 1993 é atemporal e existe uma certa mágica em torno dele que faz com que toda vez que assistimos pareça ser a primeira vez que entramos nesse mundo de criaturas pré-históricas.

O Reino está ameaçado

Jurassic World: Reino Ameaçado passa alguns anos após o desastre causado pela Indominus Rex na Ilha Nublar. O mundo agora está ciente de tudo que aconteceu e o prejuízo que isso causou não só à empresa que tomava conta do parque assim como todas as vidas que foram perdidas durante o evento.

Claire (Bryce Dallas Howard) agora está à frente de uma equipe que pretende salvar os dinossauros da ilha que agora está ameaçada por conta de um vulcão em atividade. Ao lado dela estão os novatos na franquia Franklin, interpretado pelo ator Justice Smith e Zia, personagem de Daniella Pineda. Sem muita esperança após o governo negar ajuda para tirar os animais da ilha, ela recebe a ajuda do milionário Benjamin Lockwood (James Cromwell) que possui uma relação muito próxima com o antigo dono do parque John Hammond. A missão fica ainda mais arriscada quando pedem que Claire resgate Blue, a última Velociraptor e para isso precisará da ajuda do especialista Owen (Chris Pratt).

Uma aventura emocionante

O longa metragem vai até o âmago da franquia para resgatar elementos que se perderam no último filme. A cena de abertura de Reino Ameaçado remete aos primeiros filmes onde Spielberg trouxe elementos de terror para criar uma atmosfera muito mais apavorante (como se dinossauros soltos não fossem suficiente). Esse estilo narrativo não fica preso apenas aos primeiros minutos e, ao longo de todo o filme sustos e momentos tensos estão garantidos.

O assustador Indo Raptor - Foto: Reprodução internet

Dosando com o terror, Bayona traz uma forte carga dramática. Estamos no fim da Ilha Nublar e todos os dinossauros estão em perigo, mas será que todos eles terão um final feliz? Esse momento em específico mescla uma boa dose de nostalgia com toda a ideia de preservação dos dinossauros. Vai ser difícil não se emocionar.

Uma última visita à Ilha Nublar - Foto: Reprodução internet

Jurassic World tem uma grande virada de roteiro ao mudar o cenário da Ilha para a mansão dos Lockwood, onde o resto da trama se desenrola. A criação de um novo ser híbrido parece ser o mote novamente, mas não é só isso. O filme mergulha no passado e apresenta um elemento em específico que deve surpreender boa parte do público e encerra a história com algumas interrogações, e isso não é um ponto negativo.

Qual será o limite?

Menos ambicioso que o filme anterior, Jurassic World: Reino Ameaçado cria uma sólida base para o que está por vir. O desenrolar dos eventos mudam drasticamente o cenário da franquia deixando o futuro incerto e interessante. Mas para saber o que vai acontecer teremos que esperar mais três longos anos.



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