quarta-feira, 4 de abril de 2018

Gamera, O Guardião do Universo é um eficaz filme de Tokusatsu


Com o sucesso de Godzilla em meados dos anos 80, foi pensado um novo filme da tartaruga gigante, que infelizmente nunca aconteceu. Apenas em 1995 com a direção de Shûsuke Kaneko, Gamera voltou aos cinemas em uma nova versão durante a Era Heisei.

Criado em 1965 para rivalizar com Godzilla, Gamera, a tartaruga gigante do extinto Estúdio Daiei surgiu durante o "Boom" de monstros gigantes que invadiram o Japão durante a década de 60. O Kaiju se destacou dentre os demais longas, ganhando notoriedade e fama. Como consequência oito filmes foram produzidos durante a Era Showa e em 1995 retornou em uma trilogia considerada por muitos apreciadores, bastante superior aos clássicos dos anos sessenta. Agora Gamera passa a focar em um público mais adulto, deixando de lado o tom infantil do passado.

Gamera destrói um estádio no Japão - Foto: Reprodução internet

Um antigo inimigo, agora repaginado

A história começa no pacífico, quando um grupo de militares encontram um atol gigantesco que se move. Não muito distante, uma nova e intrigante espécie de pássaro de gigante é acordado numa ilha japonesa. De um lado temos a brilhante Mayumi Nagami, formada em Ornitologia, os militares Yoshinari Yonemori, seu superior Naoya Kusanagi e sua filha Asagi, que durante a trama acaba ganhando bastante destaque. Juntos eles precisam desvendar o que são as duas criaturas antes que ambas destruam o Japão.

Misturando fantasia com e atmosfera militar que é um grande elemento dos longas japoneses de Kaiju, "Gamera: O Guardião do Universo" mergulha na mitologia da criatura para conquistar o telespectador de primeira viagem que não conhece o personagem e seus arqui-inimigos. Quem faz o seu retorno também no primeiro filme da Era Heisei é o pássaro gigante Gyaos, muito mais intimidador e agressivo.

Gyaos repousa na Torre de Tóquio - Foto: Reprodução internet

Um clássico filme de Tokusatsu

"Gamera: O Guardião do Universo" é o típico exemplar de longas de Tokusatsu que envelheceram bem depois de muito tempo. A produção soube mesclar o modelismo habitual dos clássicos do gênero com passagens em computação gráfica, que mesmo sendo bem medianas não estragam a experiência do telespectador que busca de imediato assistir um filme de monstros gigantes. A equipe ainda arrisca o uso de animatrônicos em alguns momentos para dar mais mobilidade a Gyaos.

O ápice da obra (é claro) são as batalhas. Apesar de parecerem confusas em um primeiro momento são divertidas, sobretudo quando Gamera usa seus golpes clássicos e sai voando em forma de disco voador. Os militares também ganham destaque nas cenas de batalha, mas ao decorrer do filme suas forças não são mais necessárias contra os filhotes de Gyaos já que a Tartaruga Gigante da conta do recado.

Da pra assistir?

A entrada de Gamera na Era Heisei é bastante segura. Kaneko não arriscou em uma trama profunda e entrega o que promete, um divertido filme de Kaiju sem muita profundidade e com os clichês que já fazem parte do estilo da película. Por conta da boa receptividade na época, ganhou mais duas continuações e rendeu alguns prêmios na terra do sol nascente. Não fuja, é um bom filme de Tokusatsu.

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