terça-feira, 27 de março de 2018

Jogador Nº 1 mergulha na nostalgia em aventura emocionante


O Spielberg que conhecemos entre os anos oitenta e noventa retorna em um grande blockbuster que irá cativar os mais nostálgicos e também os que apreciam uma boa e divertida aventura.

Ready Player One (Jogador Número 1, no Brasil) é o primeiro livro de Ernest Cline, que antes de se tornar um escritor trabalhava em uma locadora vídeo, o sonho de boa parte das crianças que cresceram nos anos 80 e 90. O livro lançado em 2011 rapidamente ganhou fama pela sua riqueza em abraçar elementos da cultura pop criando uma ponte entre o passado e o presente dos amantes desse amplo universo. E após sete anos de sua publicação, chega aos cinemas pelas mãos de Steven Spielberg uma versão cinematográfica da obra de Cline.

Um mundo diferente

No ano de 2045 muita coisa mudou. O planeta Terra passou por diversos episódios que levaram boa parte da humanidade a viverem em amontados de trailers com poucos recursos para sobreviver. Para fugir dessa realidade "cyberpunk", existe o OASIS, um gigantesco jogo de realidade virtual que permite você ser quem quiser. O protagonista Wade Watts (Tye Sheridan) assim como os outros jogadores que vão de crianças até adultos, sonham em descobrir um Easter Egg escondido pelo criador do OASIS dentro de um dos milhares de mundos virtuais do game. Seu criador James Halliday ( Mark Rylance), estipulou em seu testamento que quem conseguir descobrir o Easter Egg vai herdar a OASIS, um prêmio que segundo o próprio equivale a um trilhão de dólares.

Parzival, nickname de Wade Watts - Foto: Reprodução internet

Nessa briga sobre o controle do jogo está a IOI (Innovative Online Industries) comandada pelo inescrupuloso Nolan Sorrento (Ben Mendelsohn) que tem uma equipe de jogadores e pesquisadores dentro do OASIS treinada para descobrir as pistas deixadas por Halliday. Com a ajuda de seus amigos Aech, Daito, Shoto e a misteriosa Art3mis, eles precisam correr contra o tempo para impedir que Nolan tome o OASIS para si.

Criando um blockbuster nostálgico e divertido

O universo de Jogador Número Um abriu um leque de possibilidades para quem fosse dirigir o filme. No OASIS você pode ser qualquer personagem da cultura pop que vai de Ryu de Street Fighter até Raphael das Tartarugas Ninja. O desafio era reunir todos esses personagens que pertencem a empresas distintas e convencer essas empresas que o diretor que assumisse faria um bom uso dos seus personagens. Não tinha ninguém melhor para escolher se não Steven Spielberg.

Spielberg retorna com o frescor dos anos noventa, quem cresceu assistindo os longas do diretor vai mergulhar fundo na história e se envolver com o elenco que é composto em sua grande maioria por adolescentes e crianças. E apesar de ser recheado de referências, Jogador Número Um não se sustenta nelas, ele as usa para contar a história e fazer crível um game que possui infinitas possibilidades de ser jogado. Quem retorna também é o compositor Alan Silvestri (De Volta para o Futuro, Expresso Polar) em uma trilha que casa perfeitamente com a linguagem que Spielberg trouxe para o filme e presta homenagem aos filmes dos anos 90 e 80 e também às suas próprias composições.

OASIS, um mundo de infinitas possibilidades - Foto: Reprodução internet

Vale à pena entrar no jogo?

Jogador Número Um entrega uma divertida história que não ganha pontos pela sua complexidade e sim por fazer exatamente o contrário. Spielberg usa os elementos da obra de Cline para revisitar o passado e com isso trazendo uma atmosfera inocente que faz ode aos clássicos noventistas e oitentistas de forma simples e inteligente.

Você também pode gostar

Um comentário: