quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Maze Runner: A Cura Mortal coloca Thomas em frente a um antigo inimigo e uma escolha sem retorno


Há um estigma que assombra os capítulos finais de sagas nos cinemas e fugir dele é certamente uma difícil provação. Maze Runner: A Cura Mortal, por sua vez, se aproveita de erros já cometidos em outros desfechos, apresentando uma história linear em um episódio centrado em grandes cenas de ação.

Seguindo diretamente os eventos de Prova de Fogo, Thomas (Dylan O'Brien) resolve deixar seu acampamento junto a Newt (Thomas Brodie-Sangster) e Caçarola (Dexter Darden) para resgatar seu amigo Minho (Ki Hong Lee), que foi capturado e está sendo testado pela organização CRUEL. Junto a Jorge (Giancarlo Esposito) e Brenda (Rosa Salazar) o grupo chega até a Última Cidade, a base de operações da CRUEL, e precisa atravessar as gigantescas muralhas que os separam de seu objetivo em uma missão quase que impossível.

Vindo de dois filmes com várias tramas não resolvidas e personagens mal desenvolvidos, o capítulo final da saga Maze Runner consegue salvar o incerto rumo trazido por seus predecessores e dar um propósito simples a uma história não muito complexa: ação. Ao invés de se prender a infinitos subplots que apenas complicariam a narrativa, o filme é bastante direto em mostrar ao público que seu foco e principal artifício são suas bem coordenadas e apresentadas cenas de ação, desde sua cena de abertura de 14 minutos de duração.

Thomas (Dylan O'Brien) e Newt (Thomas Brodie-Sangster) realizam um resgate impossível em uma abertura memorável para o último capítulo da saga Maze Runner - Foto por: Joe Alblas - © TM & © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation.

O diretor Wes Ball faz um excelente trabalho, produzindo um longa com elementos suficientes para agradar os fãs leitores do material original, assim como o grande público que vai atrás de um bom filme de ação, com um desenvolvimento satisfatório de história para deixar a obra interessante.

Há uma dualidade na missão de Thomas em salvar seu amigo (e rever um antigo amor) que fica em cheque em face à possibilidade de se encontrar uma cura para o mal que dizimou a humanidade. O ponto cativante dessa narrativa são as escolhas que Thomas toma em seu caminho, mostrando que, em diversos momentos, o protagonista não é um herói, mas sim alguém que está lá para salvar a si e a seus amigos.

Ao mesmo tempo, um outro elemento que marca o filme, assim como nas primeiras duas adaptações, é o drama adolescente, típico de produções do gênero e que objetiva atingir seu já conhecido público alvo. E isso é bem trabalhado ao longo de A Cura Mortal, com espaço suficiente para possíveis romances e momentos decisivos nas amizades dos protagonistas.

Não é de se deixar de perceber, no entanto, que há sim, em determinados momentos, um dramatismo excessivo que até prolonga desnecessariamente a duração do longa. Mas apesar de ser cansativo, não causa grandes impactos à trama.

Os protagonistas seguem juntos para uma missão suicida na Última Cidade - Foto por: Joe Alblas - © TM & © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation.

O antagonista Janson (Aidan Gillen) apesar de estar presente e ser uma ameaça real, não necessariamente é o principal vilão da adaptação, que, por outro lado, encontra no Tempo um verdadeiro mal que aos poucos causa a impressão de que algo ruim atingirá os protagonistas, o que de fato acontece de certo modo.

Ainda que com alguns defeitos de trama que fazem o espectador questionar as escolhas de roteiro e direção, Maze Runner: A Cura Mortal é bastante agradável como uma obra de ação, possuindo boas perseguições e soluções inteligentes que deixam a história minimamente intrigante, mas, principalmente, conduzindo a saga cinematográfica a um final satisfatório.


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