quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

John Wick: Um Novo Dia Para Matar garante o futuro da franquia com cinematografia e ação exemplares

O mercado do cinema tem, hoje, uma nítida carência na produção de bons filmes do gênero ação-violência, a estilo de clássicos como Duro de Matar e Máquina Mortífera, possuindo poucas franquias que ainda conseguem fazer jus a essa estética. Por sorte, com a sequência de De Volta ao Jogo (John Wick), há uma nova força que chega para dar novo fôlego à essa categoria de filmes.

Em John Wick: Um Novo Dia para Matar (John Wick: Chapter Two), John Wick (Keanu Reeves), um assassino aposentado, é obrigado a voltar ao submundo do crime, após vingar-se com sucesso daqueles que violaram o momento de aceitação após a morte de sua mulher. Dessa vez, John precisa ir a Roma, onde deve enfrentar ameaças ainda mais perigosas e se envolver em uma trama que arriscará sua própria segurança.

Assim como o primeiro filme, a continuação é marcada por bem coreografadas cenas de ação, com excelentes sequências de luta e trocas de tiros, fazendo um trabalho ainda melhor do que seu antecessor ao deixar essas cenas mais fluidas e ainda mais carregadas de adrenalina. Fica fácil perceber, assim, que o diretor Chad Stahelski definitivamente conseguiu pegar o que já havia dado certo e aprimorar no novo longa.

John Wick (Keanu Reeves) enfrenta inúmeros inimigos desde o início da trama - Foto por Niko Tavernise - © 2017 - Lionsgate

O segundo capítulo da franquia faz um ótimo trabalho em responder muitas das perguntas abertas com o primeiro filme, se aprofundando ainda mais na mitologia por trás do hotel Continental e do que ele representa nesse mundo. A medida que John passa por Nova Iorque ou Roma, é possível ver todos os recursos de que ele dispõe, não importando aonde esteja.

O longa, por outro lado, não chega a desenvolver muito daquilo que já se conhece de John Wick, dando pouco espaço para Keanu Reeves para expressar algo a mais do que alguns grunhidos e frases curtas. Contudo, isso não vem a ser um problema, uma vez que o personagem se aproxima de uma sátira dos típicos protagonistas de filmes de ação, os quais geralmente falam pouco e matam mais.

Dito isso, a violência é um dos elementos centrais de Um Novo Dia Para Matar, sendo, inúmeras vezes, bastante crua e certamente difícil de processar para algumas pessoas. Há um fantástico trabalho de coreografia e cinematografia que deixam a violência bastante real,  ainda mais pelo pouco uso de cortes.

John já é um personagem bastante interessante por si só, mesmo que não tenha grandes diálogos e uma personalidade atrativa. O seu silêncio e a destreza no combate trazem um certo humor para a trama, que acabam criando um carisma sobre ele e tornam-se características únicas que funcionam bem com a narrativa.

Santino D'Antonio (Riccardo Scamarcio) e Ares (Ruby Rose) tentam escapar de John - Foto por Lionsgate
Essa personalidade introvertida também vem a ser complementada por um ótimo elenco de apoio que conta com nomes como Ian McShane, Laurence Fishburne, Ruby Rose, Riccardo Scamarcio e John Leguizamo, que servem para intercalar os intensos momentos de ação e violência que se encontram pela grande parte do longa.

Há, sem dúvidas, um ritmo acelerado que leva a decorrência de muitos eventos ao longo do filme, assim como é possível ver John em seus melhores momentos das telonas, mas ainda há muito a ser explorado no universo de John Wick, seja do seu passado ou avançando ainda mais com a história em uma futura sequência.

John Wick: Um Novo Dia para Matar consegue aperfeiçoar a mitologia criada com o primeiro filme, integrando ainda mais o roteiro com bem produzidas cenas de ação e uma cinematografia singular. Em especial, define o que deve ser um bom filme de ação nesses novos tempos.

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