segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Dead of Summer é uma viagem ao terror dos anos 80


Situado no final de 1980, Dead of Summer entra na lista das séries mais diferentes de 2016 e promete bons sustos e um elenco cativante na primeira temporada.

Aparentemente o cinema de terror atual vive uma época onde a criatividade está limitada e um gênero em questão anda saturado. É claro que devemos aplaudir diretores como o James Wan que reinventou o gênero de longas com espíritos e criaturas demoníacas, criando histórias interessantes onde o susto e o suspense conseguem caminhar de mãos dadas de forma coesa, mas iremos falar do Wan e seus filmes em outra oportunidade.

Apesar de não gostar muito de comparar uma série com outra, não podemos deixar de notar que estamos sendo "bombardeados" com alguns seriados de terror nos últimos anos. Scream, Stranger Things e Slasher são algumas obras que podemos destacar por criarem boas histórias e reinventar conceitos para uma nova geração de espectadores. Assisti "Dead of Summer" em apenas um dia, a série que terminou no mês de Agosto tem apenas dez episódios e estreou no desconhecido canal "Freeform".

Como de costume sempre procuro saber mais sobre a produção do que estou assistindo e para a minha surpresa, descobri que a série não teve um bom tratamento em termos de divulgação pelo canal, o que resultou durante a primeira temporada, oscilações em audiência até o fim. Infelizmente Dead of Summer não estreou em um grande serviço como a Netflix. Acredito que o impacto teria sido muito maior.

O grupo se reune no Acampamento Stillwater - Foto: Reprodução internet

A série se passa no final da década de 1980, no período de férias escolares durante o verão, e a temporada ensolarada será movimentada em Camp Stillwater, um acampamento de férias do meio-oeste americano aparentemente calmo, onde jovens vão experimentar seus primeiros amores, seus primeiros beijos e ser quem eles querem ser. No meio dessa história, uma antiga e sombria mitologia de Stillwater desperta, e o que era para ser um verão de folia logo se transforma em um período inesquecível de sustos e de terror.

Apesar de se vender com uma série de terror, Dead Of Summer trabalha mais o suspense e o drama pessoal dos personagens com alguns sustos e mortes. O que não tira o brilho do seriado, mas traz um ponto positivo que é convidar os que não apreciam o gênero, a terem vontade de assistir.

O elenco é encabeçado pela atriz Elizabeth Mitchell que interpreta a dona do acampamento e é o rosto mais conhecido no elenco por ter feito Lost (2004). A missão da personagem é reabrir o local para reviver suas saudosas e apaixonantes memórias quando era monitora de Stillwater. Do outro lado temos um grupo de oito jovens que estão animados para voltar ao lugar que marcou as suas infâncias. E por fim e não menos importante, o retorno de Tony Todd (Candyman, Premonição e O Mestre dos Desejos) no papel do assustador Holyoke.

O assustador e misterioso Holyoke - Foto: Reprodução internet

O seriado tenta resgatar o final dos anos 80 com uma abordagem moderna (o que acaba espantando o fã que deseja ligar o botão da nostalgia). Porém o clima de verão norte americano está ali e os personagens não tem suas personalidades "plásticas" e caricatas sendo o oposto disso tudo, as ótimas histórias de fundo de cada uma das personagens que são colocadas de modo que encorpam a trama e fazem o telespectador torcer para que eles sobrevivam

Dead of Summer, oscila entre diversão, terror e emociona em alguns pontos, que são elementos destinados para o público adolescente. O que não quer dizer que ela não proporciona momentos de horror, algumas mortes em particular são bem assustadoras. A série provavelmente vai entreter seu público alvo. mas não é necessariamente o que o fã "hardcore" de filmes terror ou dos anos 80 vai procurar. O enredo pode apresentar alguns deslizes na sua reta final, mas a reviravolta compensa e o diretor ousa em matar boa parte dos protagonistas enquanto uma certa série de terror tenta se esquivar.

A primeira vista o seriado remete imediatamente aos clássicos como Sexta-Feira 13 (1980) e Acampamento Sinistro (1983), mas os diretores Edward Kitsis e Adam Horowitz traçam um caminho diferente que instiga o telespectador a querer entrar de cabeça na trama e ficar ansioso pelo final.

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