domingo, 17 de julho de 2016

Stranger Things é uma viagem fantástica e misteriosa aos anos 80


Cercada de referências e com um elenco encabeçado com um famoso nome hollywoodiano, "Stranger Things" estreia em uma época onde a televisão e serviços de stream apostam em super heróis e épicos, com uma fórmula que não se desgasta com o tempo.

A nova série da Netflix com certeza vai conquistar aqueles com mais de vinte anos, mas  também não deixará de cativar o mais novos. A direção de Stranger Things é uma fantástica e misteriosa viagem ao inicio dos anos 80 quando a tecnologia ainda caminhava a passos curtos e as teorias de conspiração estavam em evidência.

Antes mesmo de estrear, a série dos irmãos Duffer já parecia bastante promissora. Um dos maiores influenciadores da obra Stephen King, elogiou a produção deixando os criadores super contentes. Mas essa não é a única novidade. Stranger Things é a estreia de Winona Ryder na televisão (sim aquela mesma que fez o filme Bettlejuice) e que por sinal está irreconhecível no papel da preocupada Joyce.

Lucas, o cético, Mike o aventureiro, a misteriosa Onze e o engraçado Dustin - Foto: Reprodução internet

A história gira em torno de quatro garotos: Mike, Lucas, Dustin e Will, cada um com sua própria personalidade. Depois de uma longa sessão de RPG na casa de um dos amigos, Will acaba se esbarrando com algo misterioso perto de sua casa. Ele acaba desaparecendo e nos dias que se seguem, vários evento estranhos começam a acontecer na cidadezinha de Montauk e Long Island. Uma outra menina some, um homem comete suicídio e uma estranha garotinha de cabeça raspada com superpoderes surge no meio de toda essa confusão.

A menina chamada "Onze" acaba fazendo amizade com os garotos para procurar Will, enquanto outras subtramas se desenrolam e divertem tanto quanto a principal e não soa como algo que foi feito para preencher os outros minutos do episódio. Aliás, elas se convergem de uma maneira tão interessante que não deixa pontas soltas e você fica pedindo por mais o tempo inteiro.

O Resgate aos anos 80

Apesar de ter muitos que assistiram não terem crescido nos anos 80, Stranger Things cativa por ter vários elementos que estiveram presentes também na infância do inicio dos anos 90. As longas partidas de RPG (Dungeons & Dragons), as "aventuras" imaginárias e os dramas colegiais são muito bem representados na tela e cria uma sensação de imersão ao telespectador.

Todo o resto também foi feito com muito cuidado e sem deslizes. A ambientação da cidade foi bem executada, retratando muito cuidado o ano de 1983. Os carros, vestimentas, objetos pessoais, entre outras coisas fez parecer que você realmente estava assistindo um longa ou seriado da época. Tudo isso fica ainda mais coerente quando é somado a trilha sonora "New Wave" que está presente desde o tema de abertura de Stranger Things.

O veredito

Diferente de outras obras que tentam homenagear os anos 80, Stranger Things acerta por não exagerar nessa dosagem, transformado essas referências em situações cotidianas da trama não soando artificial e que foram colocadas de propósito apenas para despertar nostalgia.

A personagem Onze é muito bem desenvolvida nos oito episódios da série. E apesar de não falar muito, a atriz que a interpretou soube muito bem representar as emoções e todo o ar de mistério da protagonista com apenas os olhares. Quem também cativa e faz você torcer para que permaneça vivo até o final é o xerife Jim Hooper que cresce a cada episódio e entrega uma das melhores subtramas do seriado. Por fim, Winona Ryder brilha como Joyce, a mãe preocupada pelo desaparecimento do seu filho que permanece até o final em uma linha bem tênue entre a fragilidade e a força.

Stranger Things termina convidando o espectador a uma possível continuação, mas seria uma inverdade dizer que tudo foi muito bem orquestrado até o último episódio deixando a sensação de dever feito para os irmãos Matt e Ross Duffer. Mas aqui vai um comentário impessoal: Estou torcendo para uma segunda temporada.

Um brinde para quem gostou da série. A trilha sonora completinha no Spotify.




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Um comentário:

  1. O Melhor Original da Netflix, sem mais...
    E Claro, depois de BoJack Horseman...

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