domingo, 12 de junho de 2016

Warcraft: A nova era dos filmes de games


Aqui estou eu novamente, e dessa vez para falar sobre o filme Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundo.

Antes de começar, tenho que deixar uma coisa muito bem clara: eu nunca joguei nenhum dos jogos da franquia, não conheço nada da mitologia dos jogos e o pouco (ou quase nada que sei) é por causa de meus primos, que são totalmente viciados nos jogos. Então, não farei comparações, e sim falarei do que eu achei do filme, que por sinal é muito bom.

Quando foi anunciado que iriam adaptar Warcraft, eu fiquei com os dois pés atrás, já que Hollywood tem um péssimo histórico de adaptações de jogos... Lembrem-se se Prince of Persia. Não estava com nenhuma expectativa, já que não conhecia nada a respeito da história, e para mim não iria mudar em nada o fato de ser lançado ou não.

Minha “empolgação” só começou de fato quando o primeiro trailer divulgado, e eu consegui ver como seria a ideia do filme e fiquei deslumbrado com o visual. Porém, mesmo assim, ainda não estava colocando muita fé no filme, ao contrário de vários amigos e primos, que estavam indo a delírio por causa da história.

Foto: Reprodução da Internet
Eu estava mais empolgado com o filme de Assassin’s Creed (ainda estou muito empolgado), do que com o de Warcraft. Mas um fator muito importante chamou a minha atenção: Magos! Gente... eu AMO magos e feiticeiros. Independente do jogo que seja, se tiver um mago, feiticeiro ou bruxo, pode ter certeza de que eu irei escolher ele. E foi justamente por causa deles que eu fiquei curioso para assistir ao filme, e também porque o visual me chamou a atenção.

A crítica especializada vem massacrando o filme, e isso, infelizmente, não é nenhuma novidade, já que parece que os críticos escolheram 2016 para ser o ano em que vão falar mal de todos os filmes que não sejam da Marvel/Disney, como Batman vs Superman, X-Men: Apocalipse e até o próprio Warcraft. Fica muito difícil você gostar de um filme e tentar falar sobre ele, sem que algum amigo, conhecido ou até alguém que você não conhece, venha falar mal. Estamos vivendo algo no cinema que é 8 ou 80. Ou você ama o filme ou você odeia. Não existe mais o meio termo.

Mas vamos lá... vamos falar agora sobre o filme em si. Depois de vários amigos terem assistido ao filme e contaram que é muito bom, alguns até começaram a jogar por causa da adaptação, eu finalmente tomei coragem para assistir, e devo dizer uma coisa. Foram as melhores 2 horas de minha vida!

O visual do filme é simplesmente magnifico. Apesar de praticamente 90% ter sido feita com computação gráfica, em nenhum momento incomoda aos olhos, como acontece em outros filmes (isso foi uma indireta a Capitão América: Guerra Civil, que tem horas que fica claro o excesso de CGI). O visual dos Orcs é fantástico e dá uma sensação real como se eles de fato existissem. Todos os seus movimentos faciais, o movimento do corpo, tudo é muito bem feito.

Durotan e Orgim - Foto: Reprodução da Internet
O cenário criado para o filme é impressionante. A sensação de que você está imerso em um MMORPG é muito real, e acho que esse é um dos pontos que agradaram muitos aos fãs, e a mim também, pois, apesar de nunca ter jogado Warcraft conheço e joguei outros MMO, ou até mesmo RPGs de mesa. Ver a dinâmica de tudo aquilo que você já jogou ganhando vida não tem preço. O movimento de câmera pelo cenário é algo descomunal.

Um outro ponto positivo é o elenco, que contém alguns rostos conhecidos para os fãs de cinema e de séries. Um dos personagens principais, Anduin Lothar é vivido pelo ator Travis Fimmel, conheço pelo papel de Ragnar em Vikings. Não sei praticamente nada a respeito do ator, até porque ainda não assisti Vikings, porém, ele me ganhou com sua atuação no filme, e provavelmente por causa disso irei começar a acompanhar a série.

Dominic Cooper, conhecido por dar vida a versão mais jovem de Howard Stark em Capitão América: O Primeiro Vingador e em Agent Carter, além de protagonizar atualmente a série Preacher, é o responsável por viver o Rei de Azeroth, Llane Wrynn. Toby Kebbell, que dá voz ao orc Durotan, já participou de uma outra adaptação de jogos... O tão criticado, e não tão bom, Prince of Persia. Devemos concordar que todo mundo merece uma segunda chance. E o desempenho de Toby no papel de Durotan é magnífico. Nunca achei que fosse capaz de gostar dos orcs, porém Toby conseguiu essa façanha.

Outros atores conhecidos são Clancy Brown, que deu voz ao orc Blackhand. Clancy é um rosto conhecido para os fãs de The Flash, já que ele deu vida na série ao General Wade Eiling. Ruth Negga também é conhecida pelos fãs de séries, já que participou de Agent’s of SHIELD no papel da inumana Reina e atualmente contracena ao lado de Dominic Cooper em Preacher, como Tulip O’Hare. No filme Ruth da vida a Rainha de Azeroth, Lady Taria, mulher do personagem vivido por Dominic Cooper e irã do personagem vivido por Travis Fimmel.

Apesar de não serem tão conhecidos do público, eu por exemplo não conhecia eles direito. Outros três atores também roubaram a cena com seus personagens. Paula Patton, que dá vida a orc Garona Halforcen, é simplesmente fantástica e em alguns momentos lembra muito a personagem Gamora, vivida por Zoe Saldana em Guardiões da Galáxia. Na verdade, eu pensei que fosse Zoe quem estivesse vivendo Garona, já que suas feições são bem parecidas com as de Paula, e também porque Zoe tem um história engraçado de personagens coloridos. Avatar por exemplo.

Garona e Gamora - Foto: Reprodução da Internet
E claro que eu não poderia deixar de falar sobre os magos. Ben Schnetzer vive o jovem mago Khadgar. Devo dizer que super me identifiquei com ele. Um pouco desastrado, porém, sempre disposto a se superar e a mostrar ao que veio. Ainda temos Ben Foster, no papel de Medivh, O Guardião. Ben fez o personagem Anjo em X-Men: O Confronto Final. É muito interessante ver a dinâmica que se estabelece entre os dois Ben’s, já que um é um aprendiz ainda e o outro já é um grande e poderoso mago. Ia soltar um spoiler aqui, mas não quero estragar a diversão de vocês.

Os efeitos das magias são algo de outro mundo e o fato dela ser conjurada, juntamente com os círculos mágicos é o que as torna algo único. Me senti realizado com esses magos do filme.

Bom... Resumindo tudo. O filme é muito bom, vale muito a pena ser visto. A crítica falou mal porque não está acostumada a filmes desse tipo. e o importante é que os fãs gostaram, pelo menos uma parte deles. E se o plano do diretor Ducan Jones der certo, teremos toda a trilogia nos cinemas. E eu espero que dê, pois eu preciso de mais desse universo.

Mas o que você achou do filme? Deixe sua opinião nos comentários e vamos divulgar bem o filme, para que a bilheteria dele seja boa e a continuação seja confirmada.

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Um comentário:

  1. Filme perfeito pequenos desvios para adaptação do publico em geral q não deixou nada a desejar espero q venham muitos outros kkkkk , excelente critica Tico =D

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