quinta-feira, 2 de junho de 2016

5 razões para os leitores não temerem adaptações de livros para o cinema


Aqui estou eu novamente, e dessa vez irei tratar de um assunto que chega a ser polêmico algumas vezes: as adaptações de livros para o cinema. Sim! Apesar de não parecer, esse tema pode render muitas discussões, sejam elas boas ou ruins, positivas e negativas. Porém devemos lembrar que nem tudo é 8 ou 80, preto ou branco. Sempre existe um meio termo que deve ser levado em consideração.

Foi justamente pensando nisso que resolvi fazer uma lista com 5 razões para os leitores terem um pouco mais de fé em algumas adaptações, mesmo que elas sejam ruins, como costuma acontecer. Um grande exemplo disso é Eragon e Percy Jackson.

1. Tempo

Esse é uma das principais razões na hora de se adaptar um livro. Não tem como um diretor pegar um livro de mais de 300 páginas e jogar toda a sua história na tela. É praticamente impossível. Se isso acontecesse, o filme teria provavelmente mais de 3 horas de duração. O que convenhamos, a depender da adaptação até eu ficaria mais de 3 horas sentado em uma cadeira para assistir ao filme.

Além de ser impossível adaptar totalmente um livro, ainda existe a questão de que as adaptações não são feitas unicamente para os fãs, mas sim para aquelas pessoas que não tem tempo para ler um livro tão extenso, ou que não conhecem a história do livro. Mas, essas pessoas conseguem parar pelo menos 2 horas para assistir um filme e entender o que se desenrola ali.

A adaptação pode não ser das melhores, mas ela vai instigar a pessoa a procurar a obra original, como foi meu caso com Os Instrumentos Mortais. Eu fui assistir ao filme sem saber de nada e sai do cinema maravilhado. Logo em seguida fui procurar o livro para ler, e notei que o filme era muito ruim. Porém, eu só conheci a série de livros por causa do filme.

Às vezes a adaptação só precisa instigar o público a procurar o material de origem, como acontece em muitos casos.

2. Obrigado à Academia

Muitos dos filmes que são elogiados pela Academia de cinema norte-americana são baseados em livros. Porém muita gente não sabe disso. Temos vários exemplos desses "bons cinemas" que acabam passando despercebidos. E o Vento Levou, Forrest Gump, Um Estranho no Ninho, O Silêncio dos Inocentes, O Poderoso Chefão, Psicose e tantos outros, são filmes que foram baseados em livros. Vale lembrar ainda que o Oscar é um pouco (para não dizer muito) preconceituoso quando se trata de adaptações de livros. Mesmo que a adaptação seja ruim, provavelmente o filme será bom, quando não for comparado ao material original, Insurgente e Convergente são um forte exemplo disso. Os clássicos literários e do cinema podem ser classificados como: "não é uma completa perda de tempo", já que poucos sabem que vieram de livros e também por terem ganhado algum prêmio ou reconhecimento da Academia.

3. Às vezes o visual é melhor do que o escrito

As adaptações podem fazer as pessoas entenderem melhor uma história do que o próprio material original. O tom dos atores e o carisma transforma uma história chata em algo bom e de fácil entendimento. A minissérie da A&E, Orgulho e Preconceito, é um forte exemplo disso. Apesar de durar mais de oito horas, vale muito a pena gastar todo esse tempo com a obra, que é um clássico da literatura romântica de época, escrito por Jane Austen. Outro bom exemplo de adaptação é a versão de Kenneth Branagh de Hamlet. Ele consegue transformar o texto de uma forma que qualquer estudante entenda, especialmente o confronto final entre Hamlet e Claudius. O livro pode ser realmente bom, porém, as vezes o visual ajuda bastante.

4. Um mundo totalmente novo, um novo ponto de vista

As adaptações que existem atualmente não são as únicas oportunidades de se representar um romance. O que não falta em Hollywood são remakes. Um clássico exemplo disso é Um Conto de Natal. Sempre irão existir diversas versões dessa história de Charles Dickens, algumas mais assustadoras do que outras, mas graças a isso, as pessoas poderão escolher qual lhe agrada mais. Além disso, refazer histórias antigas pode ser algo bom, em vez de um grande erro como muitos imaginam. A criatividade no cinema é sempre bem-vinda.

5. Ver para crer

É a forma como o diretor decide traduzir o livro para o cinema, e isso muitas vezes acaba sendo um fator muito importante. Alguns elementos exclusivos do filme podem melhorar muito a adaptação, em vez de prejudicá-la. Em O Silêncio dos Inocentes, o público vê a expressão aterrorizada no rosto de Clarice Starling e ouve a música de suspense sendo construída de forma muito dramática. É uma experiência totalmente diferente do que só ler sobre a mesma cena. Harry Potter é outro bom exemplo, pois toda a série é exuberante em todos os sentidos. Os filmes dão vida a ambientes incríveis, isso para não mencionar o parque temático que foi construído. Um mundo sem o Wizarding World of Harry Potter é um mundo sem a luz do sol.

É verdade que as adaptações podem ser assustadoras. Quem quer ver seu livro favorito profanado em uma tela de cinema? Mas e se for uma boa adaptação? E se ele for imortalizado na cultura pop? Como aconteceu com O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Na próxima vez que uma empresa anunciar que irá adaptar seu livro favorito, basta respirar profundamente, pedir que a história seja amada incondicionalmente, e preparar todos os doces que puder, pois a noite será longa.

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