quinta-feira, 24 de março de 2016

Batman vs Superman define o futuro da DC nos cinemas


Se você vai para o cinema esperando ver uma das produções da Marvel ou eco dos filme de Nolan, desapegue-se dos seus vícios visuais e aproveite um novo estilo de história que se mantém bem próximo das páginas dos quadrinhos.

Batman vs Superman é um reflexo do que vimos na produção anterior Homem de Aço (2013). O mundo está lidando com a presença de uma entidade que está acima dos humanos, de um lado tem aqueles que acreditam que o Superman (Henry Cavill) é uma divindade enquanto outros o enxergam como uma ameaça e que precisa ser contida.

No meio dessa guerra, somos apresentados ao novo Bruce Wayne (Ben Affleck) dos cinemas, um homem de negócios que voa até Metrópolis para salvar a sua companhia durante a batalha de Zod e Superman vista no filme anterior. Neste momento que é traçada a rivalidade entre os dois personagens.

Bruce Wayne face a face com o desastre causado por Superman e Zod - Foto: Reprodução internet

Dezoito meses depois o mundo não é mais o mesmo. Os espólios da guerra estão por todas às partes e a humanidade não está sozinha no universo. Após tentativas de contenção do Superman, sempre acompanhadas de perto por Lex Luthor (Jesse Eisenberg), temos um Clark confuso e desnorteado, que não sabe a quem deve agradar para ser aceito como quem ele realmente é.

As críticas ao Superman acontecem durante todo o filme e o expectador experimenta o drama do personagem enquanto este se decide por que atitudes tomar. Enquanto isso, acompanhamos as investigações do Batman sobre um mineral que pode ajudá-lo na luta contra os kryptonianos, todos os movimentos apontam para Lex Luthor. Com isso, temos um Batman detetive, que não apenas aterroriza e bate nos vilões, mas também investiga seus casos e inimigos.

Em meio a eventos sociais promovidos entre Gotham e Metrópolis, que parecem tão próximas uma da outra que podem causar confusão, os três personagens principais se cruzam enquanto perseguem seus objetivos. O repórter Clark Kent em busca da história sobre fim do vigilante noturno, Bruce Wayne usando sua máscara social para conseguir dados importantes para as apurações do morcego e Diana Prince (Gal Gadot), que misteriosamente faz suas próprias investigações.

Diana e Bruce Wayne - Foto: Reprodução internet

A partir das investigações, os ânimos entre os dois heróis esquentam quando acabam se cruzando nas ruas da cidade e representam um dos diálogos mais famosos do filme. É interessante ressaltar que muitos dos conflitos que acontecem durante a história acontecem com um pivô em comum, Lex Luthor está no centro das críticas ao Superman e tenta derruba-lo e desmoralizá-lo a todo custo. Erroneamente, como o vilão irá perceber tarde demais, Luthor tenta se aproveitar das angústias do vigilante de Gotham para jogar um herói contra o outro.

Depois de ter seu brinquedo novo tomado de suas mãos, Luthor ultrapassa o limite da sanidade e cria, dentro da nave kryptoniana, uma aberração para enfrentar Superman e finalizar o Batman, que neste momento já lutam do mesmo lado. O que não estava programado no louco plano de Lex Luthor foi a intervenção da amazona, Mulher Maravilha.

A aparição de Diana é impactante. É a primeira vez da Mulher Maravilha nos cinemas e logo de cara somos apresentados a vários de seus poderes e acessórios. Braceletes de prata, escudo e espada, laço da verdade e super força, tudo isso juntamente com um estilo de luta agressivo, parte do rigoroso treinamento das amazonas. Mulher Maravilha segura a luta contra Apocalipse enquanto Batman e Superman resolvem o resto da trama.

A Trindade faz a sua aparição nos cinemas - Foto: Reprodução internet

Visualmente o filme forma variadas pinturas fotográficas, são perceptíveis os quadros artísticos que o diretor apresentava e deixava pairar na tela para alguns segundos de apreciação. Muito vem se falando dos cortes feitos entre cenas, apesar de chocantes aos olhos assim que o filme começa, a sensação de estar lendo uma história em quadrinho em movimento, onde cada “brusco” corte de cena simboliza um quadro da história, é extremamente interessante como narrativa. A trama é contada quadro a quadro (referencia aos quadros das revistas), mudando a arte, sua coloração e até mesmo tema, carregando o expectador por entre as diversas subtramas apresentadas.

O embrião da Liga da Justiça é formado de forma tímida, mas instigante em Origem da Justiça. O longa-metragem define quais serão os rumos que a DC Comics e Warner Bros. irão tomar nos cinemas a partir de agora. A trilha sonora não pode deixar de ser mencionada, pois conseguiu traduzir e causar sensações durante os momentos mais enigmáticos do filme. Batman Vs Superman cumpriu o seu papel, não precisando de cenas pós-créditos, pois os caminhos que serão brevemente apresentados já foram definidos durante a obra.

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2 comentários:

  1. Gostei da abordagem da sua crítica Ana Luísa, limpa, imparcial, no ponto. Críticas bem escritas assim é que me fazem ir assistir a um filme. Parabéns.

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  2. Muito boa sua matéria, não assisti o filme ainda,mas posso dizer que essa maneira de editar o filme que o deixou mais "quadrinizado" me deu uma vontade de ir ao cinema privilegiar o trabalho do Snyder.

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