segunda-feira, 17 de agosto de 2015

"Dark Was the Night" o segredo que as florestas escondem


Deixei para postar essa crítica um pouco tempo depois dos comentário feitos no filme "Indigenous". Pelo fato de ambos os filmes tratarem de coisas semelhantes, porém trazem o mito da criatura na floresta de forma diferente.

Essa crítica foi feita em conjunto com outro membro do Mega Hero, André Souza que escreve no "Magia de Bolso".

As florestas sempre atraíram uma aura de mistério e terror, talvez seja uma lembrança dos nossos tempos mais primitivos de quando temíamos o que poderia vir a noite. A maior parte dos predadores tem hábitos noturnos e não saber o que está camuflado pelas folhas da mata são o tipo de coisa que perturbam o sono de qualquer pessoa.

Susan (Bianca Kajlich) e Paul (Kevin Durand) - Foto: Reprodução internet

Maiden Woods é uma cidade remota e tranquila de pessoas decentes e trabalhadoras. Depois de uma empresa madeireira dizimar uma área de floresta, uma erupção de eventos cada vez mais violentos e inexplicáveis transparece. O Xerife Paul Shields (Kevin Durand) e seu vice (Lukas Haas) lutam para enfrentar seus próprios demônios pessoais enquanto enfrentam o desconhecido que habita as florestas da região.

Paul Shields está vivendo uma fase horrível na sua vida com sua esposa, depois de ter perdido o seu filho mais novo ele entrou numa depressão onde acredita piamente ser o culpado pela morte dele, embora tenha sido apenas um acidente. A filmagem em tons frios combinados com a estação de inverno, traz um clima melancólico em boa parte do longa o que ajuda a acentuar o drama em que o casal passa. Essa núcleo do filme não interfere na trama, mas ajuda o espectador a criar uma simpatia pelos personagem e torce para que tudo seja resolvido no final.

Casos misteriosos começam a acontecer em Maiden Woods - Foto: Reprodução internet

Se você está esperando um filme com muitos sustos, talvez se decepcione um pouco. "Dark Was the Night" foca em uma tensão na maior parte do filme, isso não é um ponto negativo é uma maneira do diretor prepara o espectador para sustos que parecem vir do nada.

O clima do filme vai se construindo aos poucos ao abordar fatos aparentemente desconexos (desaparecimentos de cavalos, fuga de cachorros, etc) até aparecimentos de pegadas e marcas de arranhões em árvores e estábulos, mostrando que algo bizarro está habitando a floresta próxima a cidade. E os animais mais ajuizados que os humanos, já foram embora e não deixaram um cartão postal.

Apesar de seu parceiro Donny estar assustado com toda a situação, o xerife não da minima e ignora qualquer tipo de alerta até que a situação se torna alarmante e precisa passar confiança para uma população cada vez mais assustada. O longa mostra várias teorias para o espectador que tem que decidir em que ele deve acreditar, pois a cada minuto que passa outras possibilidades sobre a identidade da "coisa" são levantadas, isso fez que eu e outras pessoas discutíssemos o que deveria ser, ajudou a quebrar o clima de tensão.

Donny e o Xerife Paul perseguindo a criatura - Foto: Reprodução internet

Porém no arco final quando a criatura se torna mais "ousada" a ponto de começar a atacar as pessoas na cidade. O embate final se desenrola bem até o momento que o monstro é revelado o que acabou causando uma certa decepção pra mim e as outras pessoas que estavam assistindo, a computação gráfica poderia ter sido melhor e se usassem uma fantasia poderia ter causado um impacto diferente.

"Dark Was the Night", não é totalmente inovador mas consegue ser um bom filme de terror de criatura apesar de todas as suas limitações, consegue dar medo e diverte os fãs do gênero. O cinema ainda pode oferecer bons filmes sobre monstros sem ter que recorrer ao "gore" e a "trasheira".

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