terça-feira, 14 de julho de 2015

Crítica | O grande Homem-Formiga


Fechando a fase 2 da Marvel, Homem-Formiga não apresenta novidades em relação as produções da Marvel Studios deste período. Entretanto, apesar de ser modesto em suas pretensões, o filme consegue levar as grandes telas mais um personagem que muitos consideravam ser “difícil de aceitar” e não esconde segurar a trama em personagens cativantes que vão desde os protagonistas até os inusitados coadjuvantes da história.

Na trama, somos apresentados ao Doutor Hank Pym (Michael Douglas), um experiente cientista que após ter colaborado com o seu país na Guerra Fria, hoje esconde o segredo de sua mais importante descoberta: As Partículas Pym. Com o risco de seu grande experimento ser replicado novamente pelo inescrupuloso Darren Cross (Corey Stoll), o inventor, com a ajuda de sua filha Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), precisa escolher um sucessor, o ex-presidiário Scott Lang (Paul Rudd), para impedir que a poderosa fórmula de encolhimento caia em mãos erradas.

Scott Langa e o traje do Homem-Formiga - Foto: Reprodução internet

Com base neste enredo, temos uma história que se arrasta em seus primeiros minutos, parecendo não confiar muito bem na aceitação do público para um tema que remonta ao âmago da ficção cientifica dos anos 50. Dessa maneira, ficamos nos primeiros momentos com um foco muito maior nos personagens centrais da trama, enxergando as motivações e desafios de cada um para que enfiem as suas vidas se cruzem para o desenvolvimento da história.

Apesar de um pouco maçante, esse início não é de todo ruim pois se sustenta em um conjunto de atores que, mesmo sem nenhuma dificuldade exigida por conta do roteiro simples, cumprem muito bem os seus respectivos papéis e conseguem elevar o lado humano dos envolvidos. Vale destacar o trio de coadjuvantes formado por Dave (T.I.), Kurt (David Dastmalchian) e principalmente Luis (Michael Peña) que roubam a cena em bons e divertidos momentos da trama. Aliás, Peña consegue roubar as atenções em dois momentos antológicos, que com certeza ficarão na história dos filmes da Marvel.

Jaqueta Amarela é o vilão da vez - Foto: Reprodução internet

Mas, se o início pode parecer um pouco tanto quanto demorado, ele acaba se justificando em uma transição que se eleva pouco a pouco de maneira correta até um empolgante clímax que não decepciona aos que vão aos cinemas para uma boa ação super-heroica digna dos filmes da Casa das Ideias. Aliás, toda a trama microscópica do diminuto herói é digna de elogios, pois consegue realizar uma imersão do público aquele estranho universo em miniatura e valoriza os poderes do herói com bons efeitos especiais e sequências dinâmicas que prendem o espectador.

Hope a filha durona de Hank - Foto: Reprodução internet

Além disso, outro trunfo que o filme consegue realizar é a valorização de personagens que não são tão utilizados nos quadrinhos, fazendo com que o Homem-Formiga consiga ter ares de franquia e produza mais e mais conceitos adjacentes para possíveis sequências. Questionado por muitos, a decisão de unir o uniforme do Jaqueta Amarela – que nas HQs é também uma invenção de Pym – a um antagonista como Darren Cross (que fora utilizado em poucas histórias) se torna bastante plausível com o andamento da trama. O mesmo se deve falar para a adição de Hope Van Dyne, que somente existia em histórias alternativas da Marvel e agora tem tudo para figurar na linha de revistas titulares da editora pois traz mais uma forte protagonista feminina para os holofotes.

As vezes é necessário ser pequeno para derrotar problemas maiores - Foto: Reprodução internet

No final das contas, Homem-Formiga consegue figurar como uma boa opção no leque de películas super-heroicas não por alguma revolução estética ou revolução narrativa, mas por ser honesto com a sua inspiração e autêntico como toda boa adaptação pode ser. Além de mostrar, que uma história só precisa ser bem contada para ser uma boa história.

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