quarta-feira, 15 de abril de 2015

RetroAnime | Gundam Wing #1


Por Shuratus

Olá galera... Venho trazer essa excelentíssima serie de GUNDAM que marcou época para as crianças e adultos dos anos 90. No 07/04/15 a série completou 20 anos.

Mobile Suit Gundam Wing (Shin kidō senki Gandamu W) é uma das muitas series do universo Gundam, porém foi a única que chegou ao Brasil. Produzida pela Sunrise em 1995, a série é uma das três sagas alternativas que foram criadas para o 25° aniversário da franquia Gundam. Gundam Wing - e seu OVA Endless Waltz - foram dirigidos por Masashi Ikeda (de Samurai Warriors). A versão mangá foi desenhada por Koichi Tokita. No Brasil, a série foi exibida pelo Cartoon Network, recebendo uma dublagem do estúdio Álamo. No Brasil o mangá foi lançado pela Panini, esta foi sua primeira publicação de quadrinhos japoneses no país.


História

A história de Gundam Wing começa no ano After Colony 195, após esgotar os recursos do planeta Terra, a Humanidade, sofrendo com a superpopulação e a degradação do meio ambiente, resolve construir colônias no espaço sideral, ao mesmo tempo em que procura recuperar o planeta. O resultado é o estabelecimento de gigantescos satélites artificiais ao redor da Terra. Com a recuperação do padrão de vida terráqueo, a vida em ambos os sistemas parece caminhar para a perfeição. Até as datas passam a ser escritas de outra forma: agora, DC significa Depois da Colonização. Mas os humanos ainda possuem uma forte ânsia por guerras.

Essa ânsia por guerras gerou diversos conflitos bélicos entre as nações e acabam se espalhando sobre toda a Terra, ocasionando a criação de uma aliança militar que tem por objetivo, a princípio, evitar as guerras. No entanto, essa aliança militar vê seu próprio poderio e sua influência sobre os países crescer muito rapidamente, a própria Aliança da Esfera Terrestre Unida se torna uma força opressora sobre as nações, passando a controlá-las através da ocupação militar. Mas havia ainda uma fronteira que eles não haviam obtido controle: o espaço sideral. Sob a justificativa de evitar novas guerras, uma vez que as colônias espaciais, estando fora da zona de controle da Aliança, representavam uma fonte de conflitos em potencial, o espaço sideral é dominado pelas forças da Terra.

Entretanto, Heero Yuy, das colônias espaciais, e a família Peacecraft, do Reino Sank, que fica na terra, tentaram criar um mundo baseado no pacifismo através do desarmamento total das nações. Temendo as consequências dessa iniciativa, a Fundação Romfeller, organização que reunia as antigas aristocracias de todo o mundo e que havia apoiado a criação da OZ - um grupo de soldados especialistas da Aliança Militar -, interfere diretamente nessas iniciativas de paz. Heero Yuy, líder sobre os esforços para desarmas as pessoas das colônias espaciais, é assassinado. Na Terra, o Reino Sank é destruído, e a sua família real é eliminada e dispersada, os únicos sobreviventes foram Millardo e Relena.

A morte de Heero Yuy, em vez de alimentar o pacifismo, acabou desencadeando uma insurreição secreta nas colônias. A operação envolve cinco rapazes que cada um foi escolhido e treinado por um dos cinco cientistas por trás da insurreição, então, enviados para a Terra de forma independente em extremamente avançados Mobile Suits projetados por cada um dos cientistas, conhecidos como "Gundams". Seus Mobile Suits são chamados Gundams porque eles são construídos a partir de um material raro, incrivelmente durável e praticamente indestrutível conhecida como liga Gundanium, que só pode ser criada no espaço sideral.

Os cinco Gundam Pilots - Heero Yuy (um pseudônimo, para não ser confundido com o líder assassinado), Duo Maxwell (também um apelido), Trowa Barton (outro apelido, ele era conhecido anteriormente como Nanashi (No-Name)), Quatre Raberba Winner, e Chang Wufei – originalmente não fazem ideia da existência uns dos outros. No primeiro encontro de qualquer um dos outros cinco, cada piloto acredita que os outros pilotos são inimigos em um novo projeto da OZ. Uma vez que os jovens pilotos percebem que têm o mesmo objetivo de destruir OZ (e em alguns casos, a mesma missão), eles se unem para ajudar uns aos outros completarem seus objetivos.


Irei falar mais sobre os pilotos e seus Gundam’s na próxima semana, visto que todos eles tem uma história interessante e seus Gundam’s possuem características marcantes e até mesmo bem APELATIVAS para uma guerra.

Forças em Conflito

Aliança da Esfera Terrestre Unida

Criada pelos Governos da Terra para fazer valer seus direitos sobre as colônias, a Aliança é uma espécie de ONU militar. Com um poderio bélico baseado no uso de Mobile Suits, a Aliança se tornou uma organização bastante odiada no Espaço Sideral, graças à ocupação das colônias. Na Terra, a Aliança esmagou o pacifismo do Reino Sank, destruindo-o em 182 DC. Mas a Aliança entrou em decadência quando seus soldados mais jovens rumaram para a OZ. Seu último líder, o Marechal Noventa, tentou trazer a paz ao sistema, mas acabou assassinado por Heero, que caiu numa armadilha. A morte de Noventa foi o gatilho para um imenso golpe de estado preparado pela OZ.

OZ

Essa sigla significa Organização do Zodíaco. Fundada na década de 170 DC, a OZ no início era uma espécie de serviço secreto da Aliança Unida. Foram membros da OZ que assassinaram o líder colonial Heero Yui. Mais tarde, Treize Kushrenada, um líder nato, assumiu a chefia da OZ, e com recursos da Fundação Romfeller, transformou o perfil da organização. Suas tropas eram predominantemente compostas de jovens, que deviam lealdade a Treize. A tecnologia da OZ era superior a da Aliança. Com tanto poder, os soldados da OZ - os Especiais - ganharam a antipatia dos chefões da Aliança. Mas estes não puderam evitar o surgimento dos Gundams. O ataque destes foi o trunfo que Treize esperava para dar um golpe e destruir a Aliança Militar. Com isso, OZ assumiu o controle. Treize e sua fiel escudeira, Lady Une, conseguiram atrair o Espaço Sideral para o seu lado, unificando o domínio da OZ. Mas a Fundação Romfeller passou a interferir na administração da OZ, investindo na construção de Mobile Dolls - MS sem pilotos, automáticos. Treize acreditava que a força da OZ estava em seus soldados que protegiam uns aos outros nas batalhas, ele foi obrigado a aceitar essa nova geração de MS, devido a essa diferença de ideais renunciou ao comando da OZ e foi preso. A partir daí, a outrora poderosa Organização do Zodíaco entrou em fatal decadência.

Fundação Romfeller

Essa fundação era formada pelos membros da antiga realeza européia (portanto, uma espécie de sucessora da União Européia). Poderosa política e financeiramente, Romfeller no início se dedicava a práticas pacifistas. Mas a ascensão de Treize - um dos seus membros - ao comando da OZ mudou os dogmas da Fundação. Sob a liderança do Duque Dermail, Romfeller passou a financiar OZ. Com o tempo, a fundação acabou assumindo de fato o poder, forçando a deposição de Treize Kushrenada. Com uma política muito mais agressiva, baseada no uso dos Mobile Dolls, a Fundação procurou esmagar o Reino Sank, a Facção Treize e os rebeldes coloniais. Disposto a conseguir apoio total das nações do globo, Dermail colocou Relena Peacecraft no comando da fundação. Mas a nova rainha conduziu tão maravilhosamente a fundação, bem mais organizada e utilizando muito mais dos ideais pacifistas, ela conquistou o coração de seus seguidores, acabando por isolar dermail, que tentou reunir forças nas colônias, porém acabou assassinado pelos rebeldes da Presa Branca. A partir daí a Fundação Romfeller cede lugar à Nação Mundial.

Facção Treize

A mudança de comando na OZ não agradou a muita gente. Partidários de Treize Kushrenada, indignados com a prisão de seu mentor e líder, resolveram se rebelar, criando a Facção Treize. Esse grupo rebelde passou a se opor a Romfeller na Terra, se tornando uma pedra no sapato do Duque Dermail. Mas os rebeldes não tinham muitos recursos, e por isso pouco puderam fazer no longo prazo. Com a deflagração da Operação Nova pela Romfeller - o envio de exércitos de Mobile Dolls para a Terra - a facção perdeu grande parte dos seus integrantes. Seus remanescentes, mais tarde, voltariam a integrar a OZ, quando Treize se tornou representante-chefe da Nação Mundial.


Reino Sank

Reino localizado no norte da Sibéria, era governado pela família real Peacecraft. O último rei Peacecraft tentou, com o apoio de Heero Yui nas colônias, criar uma doutrina pacifista de governo. Ganhou tantos adeptos que despertou a ira da Aliança Militar, que aproveitou a ausência de um exército de defesa para destruir o Reino Sank, em 182 DC. A família real foi eliminada, com exceção dos herdeiros. Milliardo, o mais velho, se alistou na OZ, onde fez fama como Zechs Marquise. Relena, a caçula, foi adotada pelo senador Darlian. Ela, mais tarde, reformaria o reino, mas seria forçada a abdicar com a invasão da OZ/Romfeller, desejosa de eliminar de vez o pacifismo. Mas o tiro sairia pela culatra.

Presa Branca

Fundada por Quinze, ex-membro da Operação Meteoro, a Presa Branca surgiu quando o poderio de Romfeller no espaço parecia infinito. Com audácia e muita estratégia, a Presa Branca infiltrou espiões no quartel general de Tubarov, na Lua. Com facilidade, os rebeldes eliminaram Tubarov e tomaram a supernave Libra e seus arsenais. Desejosos de conseguir a independência total através da eliminação da Terra, os rebeldes colocaram Zechs no comando do grupo e se lançaram numa terrível Guerra Final contra a Nação Mundial. No início a Presa Branca contava com o apoio das colônias, cansadas da opressão terráquea. Mas a visão da batalha entre dois Gundams (Heero e Zechs) e a rendição da Terra com a morte de Treize tiraram esse apoio, e a Presa Branca acabou vencida.

Fundação Barton e Operação Meteoro

Para vingar a morte de Heero Yui, um grupo de cientistas coloniais decidiu criar cinco Mobile Suits feitos de Gundanium. Eles deveriam participar da Operação Meteoro, um audacioso e terrível plano arquitetado por Dekim Barton. Uma colônia seria derrubada na Terra, instaurando o caos total. Nesse momento, os Gundams desceriam à Terra e a conquistariam. Embora não tivessem contato entre si, os cientistas tomaram a mesma decisão: desobedecer Dekim e enviar os Gundams apenas para destruir OZ. A morte de seu filho, Trowa, acabou adiando os planos de Dekim, que resolveu criar uma fundação e preparar uma nova Operação Meteoro, dessa vez usando sua neta, Mariemaia Kushrenada.

Nação mundial e nação unificada

Ao colocar Relena Peacecraft na liderança da Fundação Romfeller, o duque Dermail espaerava poder unir as nações pacifistas sob o manto da Romfeller. Como rainha, Relena fez bem mais que isso: uniu todos os países do mundo numa única nação, a Nação Mundial, que passou a substituír Romfeller na prática. De início pacifista, a Nação mudou seu estilo com a deposição de Relena e a ascensão de Treize, que militarizou o planeta para responder a ameaça da Presa Branca. Com o término da Guerra Final, Terra e Colônias se uniram na Nação Unificada da Esfera Terrestre.

Anime

Gundam Wing não foi a primeira série da franquia Gundam para ser dublado e distribuídos em os EUA (a versão do filme compilação do Mobile Suit Gundam original, bem como as OVAs de GUNDAM 0080: War in the pocket e Stardust Memory, precedeu Wing por cerca de dois anos), mas é bem conhecida como a primeira série Gundam para ir ao ar na televisão americana.


Foi transmitido em dois formatos; uma versão editada exibida durante o dia em Toonami da Cartoon Network e uma versão sem cortes exibida passado da meia-noite, como parte de do Toonami "Midnight Run". Exemplos das edições incluem a remoção de sangue, profanação, ateísmo, e a palavra "matar" a ser substituída pela palavra "destruir" (este foi prorrogado até o apelido de Duo, "O Deus da Morte", alterado para "The Great Destroyer, "forçando a alteração de dois títulos de episódios). Todos os episódios de Gundam Wing foram liberados para VHS e DVD nos EUA, a diferença entre os dois sistemas de vídeo é que os episódios VHS continham a versão editada enquanto os episódios de DVD contêm a versão sem cortes. A versão sem cortes, como mostrado à meia-noite, estava completamente inéditos – GW foi a primeira série para Cartoon Network, que na época nunca tinha mostrado um anime não editado.

OVAs

Após a série terminar, duas OVAs, compilando várias cenas da série, juntamente com alguns minutos de cenas inéditas, foram lançados em 1996, como Gundam Wing: Operação Meteoro I, II e III. Estes OVAs nunca tinham sido lançados fora do Japão.

A OVA de três partes intitulado Gundam Wing: Endless Waltz (Valsa eterna) foi produzido em 1997 como uma continuação da série de TV. Ela trouxe o final da linha temporal "After Colony”. A OVA também foi notável por suas reformulações maciças dos Gundams, como a nova aparência "anjo de asas" do Wing Gundam Zero. A versão do filme é uma compilação de “Endless Waltz” (Valsa Eterna) com cenas adicionais, alterações da música e uma música diferente para o encerramento.

Mangá

Além de adaptações de mangá da série e Endless Waltz, vários sidestories manga também foram produzidos. Episode Zero é um prequel, detalhando os acontecimentos que levaram à série, as histórias foram reunidas em um volume que também contém um breve interlúdio em aberto, Preventer 5, que detalha uma operação que ocorre depois infinito Waltz. Os mangás inéditos são Blind Target, Episode Zero e Ground Zero, que se aprofundam mais no passado dos personagens e nos eventos que antecedem o início da série de TV. Em 2010, foram anunciados mais dois mangás no Japão, pegando a todos de surpresa: Gundam W Endless Waltz – Haisha Tachi no Eiko, baseado na série de OVAs que fecha a série e Gundam Wing: Frozen Teardrop que se passa 20-30 anos após o termino da série.

O Gundam Wing, Battlefield of Pacifists, e Endless Waltz foram publicados em Inglês pela Tokyopop, enquanto Blind Target, Ground Zero e Episode Zero, foram publicadas por Viz Communications. Outra manga sequela detalhando o futuro das colônias direito Tiel’s Impulse foi impresso em 1998 e não foi publicado nos Estados Unidos.

Em setembro de 2010, a revista Gundam Ace começou a serialização de um mangá intitulado New Móvel Relatório Gundam Wing: Endeless Waltz: The Glory of Losers que reconta os acontecimentos do anime, incorporando fatos a partir Episode Zero e o romance Frozen Teardrop.

Outros atrativos

Um jogo de luta/vídeo intitulado Shin Kido Senki Gundam Wing: infinity Duel foi desenvolvido pela Natsume e lançado na Super Famicom no Japão em 29 de março de 1996. Um segundo jogo de luta, intitulado Shin Kido Senki Gundam Wing: The battle foi desenvolvido por Natsume e lançado para o PlayStation no Japão no dia 11 outubro de 2002 como o volume 13 dos personagens simples Série 2000. Personagens Gundam Wing e mecha também apareceram em várias séries de outros jogos de vídeogame, incluindo Super Robot Wars, Assault Gundam Battle, “Another Century episode”, Mobile Suit Gundam: Vs. Extreme e Dynasty Warriors: Gundam.


Após a estreia das séries na América do Norte, Gundam Wing recebeu uma grande variedade de produtos licenciados incluindo Papeis de parede, roupa, material escolar, skates, cards, jogos modelo e figuras de ação.

Em 1996, um jogo de luta chamado Gundam Wing: Infinity Duel foi lançado para o Super Famicom no Japão. O jogo nunca foi lançado nos Estados Unidos ou na Europa, mas tem vindo a ganhar alguma popularidade através da emulação de jogos de vídeo mais velhos. Desde então, Gundam Wing tinha aparecido em várias entradas na série Super Robot Wars, o seu número de aparições estão perdendo apenas para o Século Universal. Gundam Wing também apareceu em todos os títulos de Episódio de um “Another Century”, com todos os cinco pilotos de Gundam e Zechs Merquise usando suas respectivas máquinas no episódio de Another Century 1 e 2, e Heero Yuy sendo o único presente no episódio de um outro século.


Como a maioria das obras de Gundam, Gundam Wing também apareceu na sub-franquia SD Gundam. Ele foi o principal foco de Musha Senki.

Recepção

Gundam Wing era apenas um modesto sucesso no Japão durante sua exibição inicial juntamente com G Gundam, foi a única série Gundam da década de 1990 que conseguiu uma classificação média de televisão ao longo de quatro por cento. Ela foi classificada como número dois no Anime Grand Prix da revista Animage em 1996 e também foi classificada como número 76 na lista da publicação dos 100 anime mais importante de todos os tempos. A série é famosa dentro dōjinshi yaoi onde os autores tendem a retratar relacionamento romântico entre vários dos protagonistas.

Gundam Wing foi um maior sucesso na América do Norte, no entanto, e é creditado com sozinho popularizar a franquia Gundam entre o público ocidental. Um pouco mais de uma semana depois de sua estréia no Cartoon Network em 6 de março de 2000, a série foi o programa mais votados em todas as faixas etárias. Durante o verão de 2000, manteve-se como o primeiro ou segundo show com a melhor nota entre as crianças e adolescentes durante seus doze transmissões por semana no bloco Toonami. O ventilação inicial do OVA infinito Waltz em 10 de novembro de 2000, foi a segunda maior audiência do programa do canal de cada vez, no momento, apenas sendo coberto pela estréia de in-house do dub Funimation de Dragon Ball Z.

Produzida em 1995, Gundam Wing conseguiu atingir bastante sucesso no Japão e também nos EUA ( onde chegou a ser o programa mais visto do Cartoon Network). Como toda boa saga Gundam, temos uma historia onde, vilões e heróis são identificados por ideologias, não pelo seu visual, como ocorre em um Samurai Troopers, por exemplo.

A trama política por trás da história pode parecer confusa (e na verdade é) pra quem pega o bonde andando, obrigando você a sentar diante da tv até o fim dos 49 episódios da série. Mas lá pelo meio, você não fica mais preocupado em entender a história e apenas curte um anime de ficção científica com excelentes batalhas entre robôs!


O sucesso de Gundam Wing foi tramado pelo pessoal da Bandai em conjunto com a Sunrise pra que sua franquia mais lucrativa não agradasse apenas os otakus viciados. A grande sacada da produção foi fazer Wing “livre”, de forma que tanto um indivíduo que nunca viu sequer um episódio de qualquer serie Gundam na vida pudesse curtir, quanto aqueles que já conheciam bem a trama base do universo Gundam (basicamente: um anime de robô gigante com trama política na história) curtissem. Deu certo também com seu predecessor G Gundam.

O sucesso de Wing – principalmente no mercado exterior – fez com que a Sunrise voltasse a investir com tudo em novas séries Gundam com a mesma ideia “livre”. Tivemos grandes títulos em sequência: Gundam X, Turn A Gundam, Gundam Seed, Gundam 00 e Gundam Unicorn – que conseguiram emplacar com a mesma intensidade de Wing e em alguns casos maior.

Fora do Japão, Wing conseguiu maior êxito com o público americano, como já citado. O anime se tornou o carro-chefe do Toonami no Cartoon Network de lá, que reprisou a série até dizer chega. Ainda fizeram o “favor” de juntar as 3 partes do OVA à série de tv, gerando “episódios inéditos” após o fim da mesma. E não era só criança que via Gundam (até porque eu acho que criança não entende aquela história e só está assistindo pelos robôs que lutam).

O sucesso da série nos EUA nos anos 2000 era tanto que logo chamou a atenção da Imagine Action para lançá-la em território brasileiro Só que Gundam é um estilo de anime que até hoje nunca foi bem explorado por aqui, e se não fossem traçadas estratégias inteligentes, o investimento poderia ser um fiasco certo.

Tínhamos a esperança que em 2001 viesse pro Brasil, porém nessa época quem dominava a TV era Dragonball Z, finalmente em junho de 2002, o anime estreia no Cartoon Network brasileiro. A expectativa dos otakus era grande, pois a poderosa “imprensa” da época sempre se rasgava de elogios pra saga dos mechas espaciais. Além disso, as fotos de Gundam que víamos nas revistinhas pareciam indicar que aquele anime era “radical”, que iria ser um “estouro” por aqui.

Não saíram bonecos ou produtos com a marca. Curiosamente, por volta de 95, uma empresa de São Paulo vendia camisetas “oficiais” com estampas dos Mobile Suits de Gundam e o horrível título de “Gandamo” nas mesmas. A propaganda podia ser conferida em revistas da Abril Jovem – especialmente nas do Spawn. Elas não eram feias... apenas carregavam esse péssimo título de “Gandamo”.

A versão brasileira foi feita nos estúdios da Álamo (sempre a álamo fazendo os melhores e mais sensacionais trabalhos), que realizou um trabalho muito bom. As fitas vieram com a versão americana, que por milagre não mecheram nas aberturas e encerramento da série. Por ser a versão americana, o OVA Endless Waltz veio incorporado como episódios extras. De certa forma, isso até que não foi ruim, pois poderíamos acabar não vendo o OVA sendo lançado em separado – da mesma maneira que foram os de Samurai Troopers e Shurato!!

E na tv aberta? Ao contrário da especulação que circulava na época, a Record não comprou o anime, e sim a Globo! Segundo o próprio Daniel Castañeda, da Cloverway, o anime foi vendido pra emissora carioca junto com um pacote de filmes, mas parece que esse contrato não foi divulgado, fazendo com que expirasse sem que o anime fosse ao ar. Pensem bem amigos, se esse canal não teve a coragem e dignidade de colocar no ar nem Patlabor que era uma obra prima, alguém ainda tinha alguma esperança de que exibissem Gundam?

Na época, a Imagine Action (atual Creative Licensing) revelou que estava cogitando a possibilidade de trabalhar ainda com mais séries Gundam. G Gundam (anterior a Wing, mas sem tanta complicação na história), Gundam X e a mais recente Gundam Seed eram produções que tinham boas chances de pintar na TV brasileira, mas com o Wing sem fazer muito sucesso por aqui, a ideia desapareceu.

Como disse anteriormente, semana que vem vou falar dos personagens e também dos principais Mechas (robôs) que a serie apresentou, apesar de não parecer para muitos, os personagens tem um excelente background, os mechas são bem desenvolvidos e alguns bem apelativos.


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