Morte no Nilo é uma misteriosa e perigosa história de amor para Poirot desvendar


O mais famoso detetive belga está de volta: Hercule Poirot! A primeira coisa que é preciso entender sobre Poirot é que ele nunca descansa, pode até parecer que está tirando umas férias, mas ele bem sabe que o crime o persegue.

Então não se engane quando Poirot aparecer em algum lugar exótico, longe da cinzenta Londres, muito provavelmente existe um mistério ali e ele irá encontrá-lo, e isso não é diferente em Morte no Nilo.

Desta vez acompanhamos Poirot no Egito onde se vê completamente envolvido em um drama familiar que já havia começado a acompanhar sem querer meses atrás. Simon Doyle, anteriormente noivo de Jackie De Bellefort, acaba casando com uma de suas melhores amigas de uma hora para outra, a riquíssima e bela, Linnet Ridgeway. Agora a ex-amiga e noiva irá atormentar o casal, seguindo-o por todo Egito até que a tragédia se instale.


Para tentar despistá-la, o casal reserva alguns dias num grandioso barco que faz excursões pelo Nilo, mas quando chegam a Abu Simbel, coisas estranhas começam a acontecer e uma visitante indesejada embarca no cruzeiro. E naquele local histórico que a morte os encontra.

Poirot parece estar no lugar e momento certos para iniciar a difícil tarefa de extrair pedaços de informações de casa passageiro e montar o quebra-cabeça completo do crime. Todos ali são possíveis suspeitos, pois as animosidades contra a vítima não param de surgir durante a investigação. Poirot sabe que aquele crime envolve amor, um amor tão forte que pode ser perigoso.

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Com tomadas deslumbrantes de prontos turísticos egípcios, Morte no Nilo reconstrói um destino muito procurado nos início dos século 20 pela aristocracia e mostra, do olhar europeu, as maravilhas do turismo no país.

 Kenneth Branagh mais uma vez consegue captar a ambiência da época através dos figurinos, caracterização dos personagens e cenários onde se desenrolam a trama, levando o espectador a se sentir realmente imerso dentro de um dos romances de Agatha Christie.

Sobre o Hercule Poirot de Branagh, é inegável como o diretor e ator principal consegue ser ainda mais dramático que o próprio detetive belga, e isso diz muito. Ele tem seus momentos de humor, seus Transtornos obsessivo-compulsivo estão presentes, assim como sua necessidade de aplicar a ordem e método para descobrir quem é o assassino.


Estas são todas características que compõe o personagem escrito pela Rainha do Crime, mas ao mesmo tempo Branagh sente uma necessidade de ir além, construindo uma mitologia para o personagem que ultrapassa os romances, dando justificativas exageradas para o que antes era apenas vaidade.

Kenneth  Branagh consegue mais uma vez mostrar o conflito do detetive enquanto os crimes se desenrolam e como ele precisa correr contra o tempo para garantir a segurança dos que restaram. Isso mostra a vulnerabilidade de Poirot e que mesmo um gênio ainda é um ser humano suscetível a falhas.

Morte no Nilo é uma viagem no tempo a época de ouro das descobertas consideradas exóticas ao mesmo tempo que mergulha o público em uma trama sinistra, complexa e boa para quem gosta de um bom mistério, enquanto guia a mente pelas deduções de um grande detetive.

O livro, publicado em 1937, é mais um dos brilhantes e trágicos casos de Hercule Poirot, o melhor detetive do mundo, segundo ele próprio. Considerada a Rainha do Crime, Agatha Christie escreveu mais de 70 romances. Suas obras são vendidas há mais de 100 anos e várias editoras já publicaram e republicaram as icônicas histórias. Mesmo depois de tanto tempo, Christie continua seduzindo milhões de leitores por seus crimes excentricos e quase perfeitos.

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