sexta-feira, 13 de julho de 2018

Freddy vs Jason vs Ash: A sequência que só aconteceu nos quadrinhos


Em 2003, Freddy vs Jason estreou nos cinemas, reacendendo duas franquias de terror amplamente populares: Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13. O crossover não foi só o sonho dos fãs se tornando realidade, como mostrou que pode ser divertido e lucrativo reunir mundos diferentes.

O encontro dos ícones Freddy Krueger e Jason Vorhees já havia sido planejado no final dos anos 90, o longa Jason Vai Para o Inferno (1993) já deixava uma pista que o crossover iria acontecer. Mas devido a vários impasses, o filme que reunia os personagens só aconteceria dez anos depois. Freddy vs Jason (2003) rapidamente se tornou um cult entre os fãs dos gêneros mesmo com críticas mistas.

O filme deixava um final em aberto que foi feito de proposito para puxar uma sequência. Foi especulado na época que outros ícones como Michael Myers (Halloween) Pinhead (Hellraiser) e até mesmo Chucky poderiam fazer parte desse universo compartilhado que infelizmente (ou felizmente) nunca aconteceu.

Mas o único personagem que legitimamente chegou realmente a ser cogitado foi Ash Williams da franquia Evil Dead. Fato que foi confirmado anos depois com notas de produção de Freddy vs Jason 2 feitas pela própria New Line. A história com Ash nunca foi para os cinemas, mas foi nas páginas dos quadrinhos que ela ganhou vida.

Em 2007 depois de vários discussões entre a New Line em fazer Freddy vs Jason 2, a Editora Dynamite tomou as rédeas e publicou em seis edições Freddy vs Jason vs Ash. A história começava com Laurie e Will, sobreviventes do filme que retornam a Crystal Lake cinco anos depois, que é rebatizado para Forest Green para esconder os terrores do passado.

Laurie está convicta que Freddy e Jason ainda estão vivos de alguma maneira e ela descobre da pior forma que o assassino de máscara de hockey realmente ainda estava por ali. Os dois são mortos brutalmente, aliás, os ilustradores desse quadrinho não poupam esforços para mostrar toda força e brutalidade de Jason e Freddy Krueger.

Ash viaja até Crystal Lake atrás do Necronomicon - Foto: Reprodução internet

O inicio do quadrinho é narrado por Ash Williams, que continua sua luta contra os demônios (Deadites) e está a procura do Necronomicon, o livro dos mortos. Os fãs mais atentos e fervorosos de Sexta-Feira 13 irão fazer uma conexão imediata do livro com essa história. Em Jason Vai para o Inferno (1993), o Necronomicon aparece como um easter-egg na cabana de Jason. Proposital ou não, o artefato é o mote da história. Krueger precisa ler as palavras mágicas para se libertar da mente de Jason e voltar a aterrorizar o mundo.

Ilustrações precisas em Freddy vs Jason vs Ash - Foto: Reprodução internet

O quadrinho é bem fiel ao gênero que os dois personagens pertencem, o Slasher. Várias situações clássicas como: adolescentes fumando, adolescentes fazendo sexo e adolescentes falando e fazendo besteiras são corriqueiras durante os seis volumes o que torna tudo mais verossímil e interessante de ler. Ash é muito bem retratado, não só fisicamente como também sua personalidade e toda a história que o "herói" passou. Jason e Freddy são exatamente iguais às telonas e recebem um "plus" pela liberdade que o quadrinho oferece, fazendo com que as mortes sejam mais criativas e os poderes de Freddy sejam muito mais explorados.

No final o saldo é positivo. Freddy vs Jason vs Ash é um quadrinho que você consegue ler em apenas uma sentada. Apesar de não ter grande profundidade e detalhar mais elementos fantásticos de dois dos maiores ícones do terror de todos os tempos, ele ainda ousa em contar como Jason viveu todos esses tempos e a inserção de Ash nesse universo não parece forçada e instiga o leitor em querer ler outras histórias com o personagem. Mas não se desesperem, esse quadrinho ganhou uma continuação.

Ficha Técnica

Título: Freddy vs Jason vs Ash
Editora: Dynamite Entertainment e Wildstorm
Roteiro: Jeff Katz e James Kuhoric
Arte: Jason Craig
Cores: Thomas Mason
Capa: J. Scott Campbell e Eric Powell
Número de páginas: 144 páginas (Versão definitiva publicada pela Wildstorm em 2008)

Você também pode gostar

0 default-disqus:

Postar um comentário