terça-feira, 10 de abril de 2018

Gamera, o Bravo um inocente e divertido filme de monstros gigantes


O que aconteceria se Hayao Miyazaki fizesse um filme com Kaijus em Live Action? Gamera, o Bravo é uma mistura de estilos em uma obra que com certeza vai marcar você de alguma forma.

Lançado em 2006 pela Kadokawa Pictures, Gamera, O Bravo (Gamera, The Brave no original) é o último longa metragem da Tartaruga Gigante. É o primeiro e único filme da "Era Millenium". Depois da trilogia "Heisei" onde o público adulto era o foco, "The Brave" retoma a inocência dos primeiros filmes e traz uma abordagem que vai cativar fãs e apreciadores de todas as idades por conta do seu ritmo leve e gostoso de assistir.

Do passado para o presente

A trama inicia em 1973 quando Gamera derrota Gyaos, o Kaiju voador. Para derrotar o bando de Gyaos, Gamera se sacrifica em uma grande explosão e acaba se tornando um símbolo para os japoneses. Um dos sobreviventes desse grande combate é um garotinho que trinta e três anos depois abre um restaurante na cidade costeira japonesa de Iseshima.

Em 2006 conhecemos o filho desse "garoto". Toru é uma criança que adora brincar com seus amigos na praia. É o seu primeiro verão sem sua mãe, que morreu recentemente em um acidente de carro. Em uma das visitas à praia, ele vê um estranho brilho vermelho emanando de uma formação rochosa próxima. O garoto decide investigar e encontra um ovo em cima de uma rocha vermelha. Quando ele pega esse ovo, uma tartaruga filhote choca. Ele passa a chama-lo de "Toto" que era como sua mãe o chamava.

Toru precisa esconder o novo amigo do seu pai, que não aceita animais de estimação por conta do restaurante (que é localizado em baixo da sua casa). Ao mesmo tempo que apresenta "Toto" para seus dois amigos e a garota Mai, que é a sua melhor amiga. Paralelo a essa história, um monstro chamado Zedus se aproxima da cidade e Toto acaba sendo a única esperança para salvar o Japão.

A tartaruga Toto e o jovem Toru - Foto: Reprodução internet

Um filme de Kaiju inocente e diferente

Os que procuram um longa com muito combate e cidades destruídas, pode se decepcionar com o filme. Mas é justamente por ser diferente da maioria dos filmes do gênero que "Gamera, O Bravo" ganha pontos e se sobressai dentro desse universo.

O foco nas crianças traz um ar leve e divertido no filme. Os mais velhos poderão sentir um grande fator nostalgia, sobretudo por conta da atmosfera que remete aos clássicos dos anos 80 e 90. Uma aventura inocente que carrega uma forte mensagem sobre amizade e prioridades. O ritmo não é tão acelerado se usarmos os longas anteriores de Gamera como parâmetro. Os momentos de luta apesar de serem muito bem feitos, aparecem pouco na tela, ficando apenas os minutos finais como o grande clímax da obra. Em Gamera, O Bravo você irá acompanhar o crescimento de Toto e Toru.

Gamera vs Zedus - Foto: Reprodução internet

Um clássico do século 21?

Gamera, O Bravo carrega uma série de elementos de séries antigas de Tokusatsu, seu teor mais leve e o enfoque nas crianças irá lembrar imediatamente do herói prateado da Tsuburaya, Ultraman. O uso de efeitos práticos e animatrônicos indica que você está assistindo de fato um Tokusatsu legítimo que respeita os amantes do estilo. A última passagem de Gamera nas telonas não é tão gigante quanto os seus antecessores, mas merece uma atenção maior por conta da sua ousadia em contar uma história de uma forma que agrada os fãs e não fãs de monstros gigantes.

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