sexta-feira, 30 de março de 2018

Wonder Woman 77 carrega poderosas mensagens e divertidas histórias curtas da amazona nos anos 70


Mais uma sexta-feira com um review de quadrinho #GirlPower aqui no Mega Hero. Depois de muito namorar a edição importada de Wonder Woman'77, finalmente consegui um exemplar para ler e comentar aqui com vocês. Infelizmente, esse quadrinho não foi lançado ainda no Brasil, e sinceramente não entendi o porquê, já que a estreia do filme de Mulher Maravilha em 2016 foi um motivo mais que suficiente para isto, mas não vamos perder as esperanças, não é mesmo?

Para quem está lendo sobre este título aqui na minha matéria pela primeira vez, Wonder Woman'77 é um quadrinho da Mulher Maravilha baseado na famosa série da heroína nos anos 1970. Sim, aquela mesmo que se transformava girando e tem vários gif maravilhosos pela internet! A protegida de Hera é encarnada por Lynda Carter, a atriz do seriado, e é incrível ver o trabalho dos artistas desta HQ para trazê-la para a mídia dos quadrinhos.

O Volume 1 traz cinco histórias curtas, cada uma independente da outra, lembrando uma vibe de seriado de TV com episódios aleatórios. Nessas histórias vemos a vida dupla, mas complementar de Diana Prince, uma agente federal e a Mulher Maravilha, defensora do amor e da justiça lutando com cinco vilões da mitologia da amazona.

Na primeira delas, "Disco Inferno", escrita por Marc Andreyko, com arte de Drew Johnson, Matt Hayley e Richard Ortiz, colorido por Romulo Fajardo Jr., a heroína luta contra a vilã Cisne de Prata e os soviéticos para salvar cientistas com importantes pesquisas. É interessante ver essa interação com vilões clássicos e as soluções simples e engraçadas que a amazona chega para derrotar seus inimigos.

A segunda história, "Who is Wonder Woman?" (Quem é Mulher Maravilha?), também escrita por Marc Andreyko, com arte de Jason Badower, Matt Hayley e Richard Ortiz, colorido por Romulo Fajardo, Diana se vê perdida e atordoada sem seus poderes de Mulher Maravilha e com sua vida totalmente mudada. Até mesmo uma nova Mulher Maravilha luta pela justiça, então quem é ela mesmo? É legal ver a "nova" Mulher Maravilha representada pela atriz Cathy Lee Crosby do filme de 1974 em seu lugar, mas claro que descobrimos que tudo isso foi um engenhoso plano do Doutor Psyco para derrotar a amazona.

Páginas da história "Celsia 451". Foto: Mega Hero

Visitando mais uma história, temos na terceira, "The Cat Came Back" (O gato voltou) escrita por Marc Andreyko, com arte de Drew Johnson e Richard Ortiz, colorido por Romulo Fajardo,a volta da bem conhecida e intensa Cheetah. A Mulher Maravilha ganhará uma grande exposição no Madison Institute em Washinton, mas a pesquisadora responsável pelo espaço forçadamente cedido quer acabar com a perfeição da Mulher Maravilha, por isso se rende a rituais antigos para se transformar em sua nêmesis felina. Mas claro que a justiça e até os animais estão do lado do bem e da Mulher Maravilha que acaba enjaulando a vilã no fim. Os desenhistas fizeram um belíssimo trabalho com o design da Cheetah trazendo ferocidade e beleza nos traços da personagem.

Na penúltima história, "Celsia 451", escrita por Marc Andreyko, com arte de Cat Staggs, colorido por Romulo Fajardo, conhecemos a vilã nuclear de fogo e gelo, Celsia, uma vingadora para as más ações de políticos sem coração e responsabilidade de seus atos. Claro que está nas mãos da Mulher Maravilha mostrar-lhe o caminho da justiça e do perdão para que o caso seja resolvido da maneira certa. Apesar de possuir um grande ressentimento e até certa razão, Celsia após brigar contra a amazona, consegue entender o caminho da verdade e do bem. O design de Calsia e a carga de sua história me surpreenderam positivamente, aliás todo o quadrinho possui uma estética bem anos 70 e muito cuidadosa com os visuais de personagens e da própria Mulher Maravilha de Carter.

A última história "Wisdom of Solomon", escrita por Marc Andreyko, com arte de Jason Badower, colorido por Brett Smith, apesar de ser a mais curta delas traz um grande ensinamento que vai além de vencer grandes criminosos e derrotar estranhos vilões. A Sabedoria de Solomon, em tradução livre, fala sobre amor. Amor próprio, amor pelo outro e como é importante defender mulheres que sofrem violência em casa. De maneira bem lúdica e com a óbvia ajuda e resolução da Mulher Maravilha, a heroína traz palavras fortes e seu apoio contra a violência praticada contra a mulher.

Edição importada na Saraiva. Foto: Mega Hero

Com esta história de forte mensagem o Volume 1 se encerra deixando aquela vontade de conhecer outras aventuras vividas por Lynda Carter como Mulher Maravilha nos quadrinhos. Para os fãs da amazona e que curtem o estilo da série dos anos 70, é uma leitura agradável e caricata da heroína, sem comprometer seu enorme senso de justiça.

Para aqueles novos fãs da personagem, recomendo para que conheçam outro lado de Diana Prince e da Mulher Maravilha, pensado décadas atrás, mas com um só objetivo: Espalhar o amor e a justiça pelas mãos da maravilhosa amazona de Themiscira.

Eu ainda aguardo o lançamento desta HQ no Brasil, quem sabem trazendo mais edições além do primeiro Volume. É fã de Mulher Maravilha? O que achou?

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