quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Psycho-Pass: A sociedade do controle e da vigilância


A ficção científica é uma das minha paixões tanto nos livros quanto nas artes visuais. Sempre que sobra um tempo procuro coisas novas para ler ou assistir, afinal os clássicos são mandatórios, porém não se vive só deles. Numa dessas incursões encontrei Psycho-Pass: anime policial de ficção científica cyberpunk. Com inúmeras referências visuais e temáticas de clássicos como: Ghost in the Shell, Neuromancer, Minority Report e Blade Runner. O anime traz uma visão distópica interessante do futuro a partir de uma abordagem diferenciada.

Foto: Reprodução internet

Psycho-Pass tem duas temporadas, um longa metragem, mangás e jogo. Sugiro que assistam na ordem de lançamento de cada obra. A primeira temporada lançada no segundo semestre de 2012 conta a estória de Akane Tsunemori, recém chegada a primeira unidade da divisão de investigação criminal do escritório de segurança pública do Japão. Em seu primeiro dia de trabalho ela precisa resolver um caso perigoso sem nenhuma experiência de campo. No entanto, ela contará com a ajuda da arma Dominator e de seus companheiros de unidade: o inspector Nobuchika Ginoza; os Justiceiros Tomomi Masaoka, Shusei Kagari, Yayoi Kunizuka e Shinya Kogami que desempenha um papel importante durante a trama.

Foto: Reprodução personagem

Ambientada em uma sociedade do futuro que alcançou um nível de controle e vigilância altíssimo a partir de uma inteligência artificial, o Sibyl System. Tsunemori e sua equipe resolvem inúmeros casos durante a temporada de 22 episódios de aproximadamente 20 minutos. A estrutura do anime é composta, em parte, pela resolução de um caso por episódio, sendo unidos pela trama principal do sistema Sibyl.

O sistema controla a vida dos cidadãos basicamente em todos os níveis de existência. Desde de seu nascimento, passando pela profissão que cada um pode desempenhar na sociedade, alimentação diária e  saúde mental. O elemento temático do controle e vigilância das intenções violentas ou agressivas dos indivíduos é bem trabalhado durante a temporada, especialmente a quantificação da existência e da subjetividade, princípio central do sistema  que é questionado durante a tempora. Em cada episódio Tsunemori entra em conflito com os princípios do sistema Sibyl, nos conduzindo no exercício de estranhamento de nossa realidade. Questionamentos como: é possível reduzir o indivíduo a um coeficiente criminal? É correto executar uma pessoa que não cometeu nenhum crime? Além disso, é assustador como tal sociedade se tornou absolutamente autoritária com o consentimento de seus cidadão, subjugando suas consciência e poder de decisão para um sistema supostamente justo e automatizado.

Foto: Reprodução internet

Um ponto do anime que talvez incomode as pessoas são os diálogos expositivos e professorais, principalmente nos momentos finais. Eles chegam a citar os nomes de alguns pensadores famosos que com certeza você já deve ter escutado em sua aula de filosofia. Entretanto, a qualidade do anime não fica prejudicada, pois com a beleza estética, boa história, excelente desenvolvimento de personagem aliado a uma boa trilha, Psycho-Pass é uma pedida certa para você que gosta de ficção científica. Inclusive, a Panini publicará os mangás aqui no Brasil em 2018, estou particularmente na expectativa para ler e vocês?

Ficha técnica

Produção:  Production I.G
Direção: Naoyoshi Shiotani and Katsuyuki Motohiro
Roteiro:  Gen Urobuchi
Design de Personagens:  Akira Amano
Música:  Yugo Kanno

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