quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Elise enfrenta o seu aterrorizate passado em Sobrenatural: A Última Chave


Uma adaptação cinematográfica por si só, já exige muito investimento de tempo e recursos, criando, ao mesmo tempo, uma série de expectativas. No caso de uma continuação, essas expectativas tornam-se ainda mais altas, uma vez que para existir, espera-se que esse prosseguimento adicione algo de novo à história e à mitologia já apresentada nas telonas, o que, felizmente, pode ser visto em Sobrenatural: A Última Chave (Insidious: The Last Key).

O quarto volume da saga leva o expectador para o ano de 1953, onde a pequena Elise Rainier (que um dia viria a se tornar a renomada investigadora paranormal deste universo) vive uma dura infância precisando lidar com um pai abusivo e habilidades paranormais com as quais não sabe como lidar. Em sua inocência, a jovem abre uma porta para um terror que volta para aterrorizá-la em 2010, quando a história a leva de volta à sua casa de infância para confrontar um mal do passado.

O primeiro acerto de A Última Chave é não ser mais uma continuação da franquia, mas sim uma prequel que cria a oportunidade de conhecer bem mais a fundo a interessante personagem que é Elise (Lin Shaye). E o filme faz muito bem esse trabalho, explorando as mais pessoais cicatrizes que a protagonista carrega, alternando entre passado e presente para tal.

Um antigo mal ameaça Elise e todos aqueles próximos a ela

O tom da continuação é outro importante destaque, mantendo o clima tenso dos projetos anteriores, dando espaço para o público acompanhar o desenvolver do caso junto à Elise e sentir os receios e medos que a personagem sente, mas, principalmente, sua determinação inabalável em salvar vidas.

Para contrabalancear essa tensão, o humor dos ajudantes Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell) é bastante utilizado, o que fica exagerado em alguns pontos e retira um pouco da imersão da história. Principalmente na primeira metade da trama há uma má distribuição desse humor, quase que como se não houvesse história suficiente para preencher o espaço até chegar na parte que realmente interessa.

Por sorte a continuação recupera seu fôlego no ato final, se aproximando mais do tom dos demais filmes e levando os personagens a um cenário sombrio e com uma interessante visão da entidade que assombra a casa da protagonista.

Comum à franquia Sobrenatural, o tema esperança acaba sendo um importante tópico para a conclusão da trama e funciona bem nesse novo projeto, considerando a criatura que Elise enfrenta e o conceito do Além que vem atrelado a esse ser. Definitivamente é algo que merecia mais tempo de tela, mas não se pode dizer que foi mal utilizado de qualquer maneira.

Elise (Lin Shaye) enfrenta a entidade que a assombrou desde sua infância - Foto por: Justin Lubin - © 2017 - Universal Pictures

O longa ainda tem outras questões menores como atuação medíocre em certos momentos e previsibilidade, mas no fim das contas serve como um boa última oportunidade à atriz Lin Shaye em representar o papel de Elise mais uma vez.

Em sua essência, Sobrenatural: A Última Chave torna-se uma válida adição à franquia, ainda que passe por algumas dificuldades para engajar a trama, mas definitivamente aprofunda mais a mitologia desse universo e liga o filme diretamente com o início de Sobrenatural (Insidious - 2010).


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