domingo, 7 de maio de 2017

Porque Mortal Kombat ainda é uma das adaptações mais divertidas?


Vinte e dois anos se passaram desde a estreia de Mortal Kombat nos cinemas. O longa que trazia pela primeira vez Liu Kang e outros personagens icônicos do game, marcou toda uma geração e até hoje é lembrado pelos fãs.

Lançado um ano depois de Street Fighter e dois anos após a adaptação de Super Mario Bros., a obra de Paul W. S. Anderson que mais tarde veio dirigir Resident Evil (2002) teve o feito de ser muito superior a essas duas citadas e ser bem mais memorável. O que não era tão difícil se formos analisar rapidamente.

Da esquerda para a direita: Robin Shou (Liu Kang), Talisa Soto (Kitana), Christopher Lambert (Rayden),
Bridgette Wilson (Sonya Blade) e Linden Ashby (Johnny Cage) - Foto: Reprodução internet

Mortal Kombat é um dos jogos mais populares dentro da cultura "gamer". A série de jogos ficou conhecida pelo seu alto teor violento, incluindo movimentos e fatalidades que não eram vistos nos concorrentes da época. Por esse diferencial, MK se destacou e até hoje ganha novos jogos e adaptações em diversas plataformas. Claro que Hollywood ia dar um jeito de trazer os personagens e o torneio lendário para as telonas.

Em 1995 chegava Mortal Kombat: O Filme (título no Brasil). Na trama, três humanos talentosos são atraídos para uma misteriosa ilha onde precisam lutar para decidir o destino da humanidade. O elenco tem como destaque Christopher Lambert que estava no auge da sua carreira depois dos três longas da franquia Highlander. Com muitas coreografias e uma história convincente (tá, não tanto), Mortal Kombat cumpriu com o que prometia e agradou uma boa parcela do público e com um tímido orçamento de 18 milhões de dólares, arrecadou mais de 120 milhões no mundo inteiro. O sucesso rendeu uma sequência (não tão memorável), uma animação chamada de Mortal Kombat: Defenders of the Realm e uma série conhecida no Brasil como Mortal Kombat: A Conquista, que teve um lançamento confuso em VHS por aqui confundindo muitos que acharam que o seriado era uma sequência direta do filme de 1995.

Sub-Zero vs Liu Kang - Foto: Reprodução internet

O diretor do filme poderia seguir duas linhas quando estava produzindo Mortal Kombat: Fugir completamente do material original semelhante à Super Mario ou abraçar a mitologia do jogo e adaptar alguns personagens e histórias para entregar um material aceitável e que cativasse o público alvo. Obviamente ele escolheu a segunda opção.

MK se difere de muitas adaptações recentes, incluindo as sequências de Resident Evil, que é não ter medo de ser aquilo que propõe. O filme é lotado de referências que transportam o telespectador para dentro da história e as cenas de luta são quase idênticas à aquelas vistas no Super Nintendo sem contar é claro com a tosquice que não sabemos se foi proposital ou não. Tudo isso fica mais evidente se assistirmos com o áudio original. Lembro que na época que conheci o filme foi através da TV aberta e depois de ver a versão em inglês minha percepção mudou completamente nesse aspecto.

A busca pelo realismo no cinema e na televisão as vezes pode tirar a essência de determinado material e o resultado pode ser desastroso. Hoje com a invasão dos super heróis essa variável fica mais evidente e vez ou outra temos uma adaptação que agrada e outra que não tem boa recepção. Mortal Kombat é umas das poucas adaptações que mergulha na fantasia e mesmo com os efeitos especiais limitados da época, tenta trazer o máximo de semelhança com o jogo.

O ninja do submundo, Scorpion - Foto: Reprodução internet

Depois do fracasso "Aniquilação" de 1997, a New Line decidiu não mais continuar a contar as histórias dos lutadores e desde então os apreciadores da franquia apenas consomem jogos e uma vez ou outra um quadrinho. Claro que não vamos esquecer do curta-metragem Mortal Kombat: Rebirth feito por Kevin Tancharoen que chamou atenção da Warner e encomendou uma mini série Mortal Kombat: Legacy em meados de 2010, que apesar de ser distante do filme clássico fez um sucesso considerável e motivou na época a produção de um longa de grande orçamento. Mas parece que apenas ficou no papel.

Desde então apenas rumores circulam pelos "cantos obscuros da internet" de um possível filme dirigido por (pasmem) James Wan. Se vai se concretizar ou não, só o tempo dirá. Enquanto isso não acontece, vale a pena reunir os amigos para re-assistir os clássicos novamente.

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2 comentários:

  1. Filme fodastico. Um dos que mais gosto

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  2. Este filme foi o que mais se aproximou do material de origem, no caso MK...coisa que SF, RE (dirigidos por irônicamente Paul W.S. Anderson, o mesmo de MK), Super Mario Bros e outros...Se fosse hoje, eles teriam que adaptar MKIX e MKX, ou seja teria que contar a história de Raiden, das Famílias Cage, Briggs, Takahashi, dos Clãs Shirai Ryu e Lin Kuei contra Shao Khan, Shinnok, Quan chi e cia e no futuro a ameaça por parte do casal Liu Kang, Kitana e outros, pois MKX deixou aberto a muitas possibilidades...

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