quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Resident Evil 6: O Capítulo Final revive elementos clássicos da franquia em final satisfatório

Cerca de 15 anos após o lançamento do primeiro filme da franquia, Resident Evil 6: O Capítulo Final (Resident Evil: The Final Chapter) traz um fim ao longo confronto entre Alice (Milla Jovovich) e a poderosa Umbrella Corporation.

Seguindo diretamente os eventos de Resident Evil 5: Retribuição, Alice tem apenas 48 horas para salvar a enfraquecida e última parcela da humanidade. Para isso, deve retornar ao local onde tudo começou, Raccoon City, e se unir aos sobreviventes para impedir, de uma vez por todas, os planos da Umbrella.

No sexto e definitivo episódio, o roteirista e diretor Paul W. S. Anderson mantém o tom dos filmes anteriores, misturando, em meio às numerosas cenas de ação, importantes momentos de tensão e pontuados sustos que ajudam a manter o foco sobre a narrativa. Traz, ainda, conhecidos elementos da franquia cinematográfica e alusões explícitas a títulos anteriores, assim como algumas referências aos jogos em que os filmes são baseados, que acabam sendo muito bem-vindas.

Alice (Milla Jovovich) segue para o confronto final com a Umbrella - Foto: M-JOVOVICH.ORG

Alguns dos pontos fortes da continuação são definitivamente as ligações feitas com acontecimentos anteriores da história, que tem inúmeras de suas pontas soltas finalmente amarradas. Vários elementos são adicionados à protagonista Alice, em especial, dando mais material à Milla Jovovich para desenvolver a personagem, que nem sempre foi a mais querida pelos fãs por não ter sua origem nos games.

O retorno de outros personagens como Claire Redfield (Ali Larter), Albert Wesker (Shawn Roberts) e o Dr. Isaacs (Iain Glen) contribue para dar continuidade à história, mas, fora Alice, o restante do elenco não vem a ser muito explorado.

A construção da história, por sua vez, é bem direta e sem grandes surpresas. Há um problema e este problema precisa ser solucionado. A protagonista é, então, colocada em seu caminho para solucionar esse problema, sem encontrar desafios que sejam realmente ameaçadores para o seu sucesso.

Existe, aqui, um ponto fraco do filme, uma vez que Alice acaba sendo interrompida repetidamente em sua jornada para chegar a Raccoon City, ficando desacordada em diversos momentos, que logo são superados sem maior esforço. Uma alternativa para fugir dessa repetição seria diminuir o tempo explorado até a chegada de Alice na colmeia, a sede da Umbrella,  dando maior foco sobre o que sobrou de Raccoon City e outros segredos da Umbrella.

Alice (Milla Jovovich) retorna a Raccoon City - Foto: M-JOVOVICH.ORG

O filme também é marcado por leves problemas de continuação dentro da própria trama, como personagens que estão em um local e, em poucos segundos, aparecem onde precisariam de minutos para chegar; alguns clichês que deixam a trama um tanto óbvia em certos momentos; explosões exageradas e explosões inexplicavelmente fracas. Mas, para falar a verdade, vale a pena parar para questionar as leis da física em filmes de ação/ficção?

No geral, o filme faz um bom trabalho em resgatar elementos da franquia, mesmo que a história em si seja uma adaptação bastante leve de todo o conteúdo dos games. Ainda assim, isso não chega a ser um problema, pois a tonalidade dos próprios games tem mudado bastante, a exemplo de Resident Evil 7: Biohazard, lançado essa semana com uma série de inovações positivas para o mundo de Resident Evil (por sinal, foi uma boa jogada de marketing lançar o filme junto com o novo game!).

Resident Evil 6: O Capítulo Final cai em problemas e clichês clássicos do cinema, mas consegue, com sucesso, fazer ligações com os filmes anteriores e responder perguntas deixadas pelos seus antecessores, funcionando como um bom encerramento para a franquia no cinema.

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Um comentário:

  1. Onde fala " problemas de continuação dentro da própria trama" fica melhor: "problemas de continuidade dentro da própria trama"

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