sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A Bailarina nos ensina a nunca desistir de nossos sonhos


“Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior .É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!" Mário Quintana

Sei que não costumo começar críticas com citações, mas o filme A Bailarina merece este destaque por trazer o sonho como seu principal e indispensável elemento.

No filme, a órfã Félicie sonha em ser bailarina, pois a dança é sua única ligação com seu passado. Frustrada por não poder realizar seus sonhos em um orfanato do interior da França, a garota e seu melhor amigo, que sonha em ser inventor, fogem para Paris para realizá-los. Félicie vai para o único local que acredita ser possível se tornar uma bailarina profissional, a Ópera de Paris.

Claro que os sonhos não caem facilmente do céu, então a garota encontra muitas dificuldades em seu caminho, pois ela não possui técnica, muito menos um local para ficar e o que comer. Mas ela tem paixão pela dança e por seu sonho. Assim, a aspirante a bailarina conhece Odette, a faxineira da Ópera e da casa de uma influente mulher, que vai ajudá-la não só com suas necessidades básicas de sobrevivência, como no aprendizado do ballet e descoberta do amor.

Félicie precisa trabalhar duro para vencer a perfeita técnica de Camille, sua maior rival, e filha da chefe de Odette. De uma maneira não correta, Félicie entra para a turma de ballet da Ópera e acaba sendo desmascarada pela por Camille e sua mãe, mas ainda recebe uma chance por todo seu esforço e melhora de tentar ganhar a tão desejada vaga para dançar com a bailarina principal da Ópera de Paris no Ballet do Quebra-Nozes.

A animação se passa na França em 1869 e possui referências a personalidades como Gustave Eiffel, criador da famosa Torre Eiffel, que ainda estava em construção no período e assim é retratada no filme, e também da famosa Estátua da Liberdade, localizada em Nova York, um presente dos franceses para os norte-americanos pelo centenário de sua independência, durante sua fase de construção na França, no atelier de seu criador.

Outra coisa que preciso ressaltar é a precisão com que a Ópera de Paris foi retratada na animação, os detalhes do foyer e da escadaria são tão absurdos que eles gastam um tempo da animação com closes nos detalhes, mostrando que a locação da história foi amplamente estudada. Mesmo para quem nunca visitou a Ópera parisiense, é possível observar sua arquitetura em inúmeras produções, como por exemplo, O Fantasma da Ópera.

A Bailarina é um filme que pode ser visto em família, com os amigos e até mesmo sozinho, pois diverte e, de alguma maneira, te faz acreditar e perseguir seus próprios sonhos. Apesar de ter uma trama clichê, é bonito de ver o cuidado que a equipe de animação teve ao apresentar os movimentos das bailarinas, sua estrutura física e as danças bretãs de Félicie. Quem gosta de dança e ballet com certeza notará estes aspectos e vai se entreter com a produção.

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