terça-feira, 4 de outubro de 2016

Kamen Rider 1 faz uma grande homenagem ao primeiro herói


Com o "Super Hero Year" perto de encerrar, o longa metragem que comemora os 45 anos de Kamen Rider finalmente foi lançado em home video para que os fãs do outro lado do mundo possam assistir um dos grandes filmes da Toei dos últimos anos.

O ano é de celebração para duas grandes franquias da empresa que lança Tokusatsu até os dias atuais. Super Sentai comemora quatro décadas enquanto os Motoqueiros ultrapassam esse marco com cinco anos a mais. Enquanto a primeira franquia parece afrouxar no caminho, o mesmo não pode ser dito de Kamen Rider. Além da exclusiva série Kamen Rider Amazons (2016) que inclusive tem uma segunda temporada encomendada, Kamen Rider 1 (2016) traz o retorno de Hiroshi Fujioka reprisando o lendário Takeshi Hongo junto com o elenco de Kamen Rider Ghost (2015). Fujioka esteve profundamente envolvido na produção desse longa ao lado de Toshiki Inoue e apesar de ter feito algumas participações nos últimos anos, o novo filme é com certeza a melhor re-aparição do herói.

Takeshi Hongo retorna para mais uma batalha - Foto: Reprodução internet

Takeshi Hongo, o primeiro Kamen Rider, passou anos viajando pelo mundo lutando contra as forças do mal. No entanto, quando a organização do mal Shocker retorna para sequestrar Mayu Tachibana, neta do seu grande amigo e mentor, Takeshi retorna ao Japão mais uma vez. No meio do caminho, Tenkujii (Kamen Rider Ghost) e seus amigos participam efetivamente dessa nova batalha com o inimigo que ressurge misteriosamente.

Desta vez o inesperado acontece e Shocker se desmembra em duas organizações. A Shocker clássica, cujo único objetivo é conquistar o mundo e ressuscitar o Embaixador Infernal e a Nova Shocker que pretende "derrubar o mundo" controlando a economia e necessidades dos seres humanos. Enquanto isso Hongo precisa decidir em viver uma vida normal com Mayu ou vestir o manto de Kamen Rider 1 pela última vez.

O Hongo que vemos nessa versão cinematográfica é completamente diferente da sua última aparição em Kamen Rider Taisen de 2014. Aqui vemos um herói cansado e de poucas palavras que perdeu companheiros ao longo dessa trajetória. Fujioka consegue muito bem retratar esse aspecto áspero e endurecido do personagem com apenas sua postura e expressões faciais. A adição da personagem Mayu na história do Rider é uma das partes mais emocionantes no longa e que podem comover o telespectador nos diversos momentos em que o passado de Takeshi e de Tashibana vem à tona. É um elemento que traz verossimilhança à obra e convence até os minutos finais.

Mayu Tachibana e Takeshi Hongo - Foto: Reprodução internet

Nos minutos que iniciam Kamen Rider 1, acaba soando que o elenco de Kamen Rider Ghost irá roubar a cena e ofuscar o brilho do personagem que leva o título do filme, mas acontece justamente o oposto. O elenco de Ghost serve como contraparte para o herói veterano, sobretudo a relação entre Takeru e Hongo que constrói uma ótima relação entre a juventude otimista e a "enrugada" e fria velhice. Apesar de que em diversos momentos da obra, podemos perceber que Takeshi vê muito do seu passado em Ghost. A lição que o primeiro Kamen Rider ensina a Ghost é extremamente profunda e carregada de interpretações para quem assistir e ela permeia a trama em diversos momentos até o desfecho.

A Shocker está aqui novamente, mas com coerência. Nos últimos anos a organização criada pelo mangaká Shotaro Ishinomori foi jogada de diversas formas e sem aprofundamento. A divisão que citei um pouco acima foi a melhor forma de atualizar as ambições dos vilões. É uma versão moderna e coerente e não soa tão forçada como nos últimos filmes. Inclusive um dos grandes arcos de Kamen Rider 1 é o retorno do Embaixador Infernal que culmina em um momento maravilhoso nos minutos finais.

Ichigo sofreu uma repaginação para esse novo filme. O visual do herói foi muito criticado quando estampou revistas e cartazes, mas vendo ele em ação é completamente diferente. Não é explicado como e quando Takeshi ganhou esse "upgrade", o traje por si só já transmite a ideia de que foi feito para se adequar à idade avançada de Hongo dando inclusive um ar "Cavaleiro das Trevas" ao personagem, um herói mais velho só que continua dando conta do recado. Também temos uma cena que muitos podem apelidar como fanservice, mas que se encaixa perfeitamente em uma celebração.

O encontro de gerações: Ghost, Ichigo e Spectre - Foto: Reprodução internet

O fã que está acostumado em longas com grandes explosões como os últimos Taisen, pode se desapontar um pouco, mas Kamen Rider 1 é o filme que precisávamos. Temos um grande tributo para o aniversário do herói trazendo Hongo para uma nova aventura com coerência e inclusive abrindo portas para outras histórias (se o ator assim desejar). O crossover com Ghost simboliza exatamente o encontro de duas gerações com valores iguais. E o final com a música tema e a mensagem do ator é um resumo de tudo que foi dito nesse último parágrafo.

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Um comentário:

  1. unica coisa q não curti foram não terem explicado pq a mudança de uniforme sem mais nem menos mas de resto eu adorei o filme :D

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