sábado, 22 de outubro de 2016

Chegou a vez dos filmes com Kaiju?


Já a algum tempo os fãs inveterados do gênero Kaiju Eiga (como eu), sonham por um retorno triunfal do gênero nos cinemas. Mas será que agora chegou a vez?

Meu primeiro contato com os monstros gigantes japoneses foi em meados dos anos 90 em exibições vespertinas dos longa metragens de Godzilla no SBT (obrigado Silvio Santos). Claro que antes disso, tinha visto outros monstros gigantes em séries como Changeman (1985) e Jaspion (1985). Mas nada se comparava a um filme estrelado pelo popular Rei dos Monstros. O SBT exibiu diversas sequências de Godzilla sendo Godzilla vs Biollante (1989) o meu favorito na franquia.

Apesar do monstro da Toho ser o mais lembrado pelos fãs de Tokusatsu, outros filmes marcaram época como Rodan (1956), Varan (1958) e a concorrente Gamera (1965). Outras empresas também beberam dessa fonte em meados dos anos 60 até inicio de 80, mas o gênero perdeu forças com o passar dos anos até se tornar uma cultura "meio underground". Em 1998 tivemos um "suspiro" com o Godzilla de Roland Emmerich e lá do outro lado do globo, a versão japonesa ainda lançava algumas sequências, claro que sem o impacto que tinha no seu auge.

A primeira paixão a gente nunca esquece. Godzilla vs Biollante (1989) - Foto: Reprodução internet

Certa feita assisti um ótimo documentário sobre Kaijus feito pelo site Kaiju Cast onde um veterano do ramo de filmes com monstros gigantes comentou que o futuro para o gênero era uma união entre americanos e japoneses. Os ocidentais cuidavam dos efeitos especiais enquanto os japoneses criavam todo o roteiro. Combinação perfeita não? Talvez essa postura adotada pelo cineasta deve-se ao fato do sucesso absoluto do filme Círculo de Fogo (2013) de Del Toro.

Apesar de não ter tido impacto em sua terra de origem, Círculo de Fogo conquistou uma legião de fãs durante sua passagem nos cinemas. O filme que trazia Robôs Gigantes lutando contra Kaijus em uma versão moderna e com ótimos efeitos especiais, foi o sinal de que o gênero ainda podia se reinventar nas telonas e moldar nova geração e contemplar os veteranos. No ano seguinte, a Legendary apresentava a sua versão de Godzilla (2014) , que seria muito mais aceita que o "Zilla" de 98. O grande truque na manga da empresa era expandir o universo do monstro e criar um universo cinematográfico, semelhante aos filmes de super heróis da Marvel.

O sucesso foi instantâneo e logo uma sequência foi encomendada para o ano 2019 e o primeiro filme derivado Kong: Skull Island chega aos cinemas em Março do ano que vem. E a melhor parte é que em 2020 já temos o crossover confirmado entre Godzilla e o símio gigante. Temos o que reclamar? Acho que não.

O novo filme que abre o universo de Godzilla nos cinemas americanos - Foto: Reprodução internet

Claro que a Toho iria voltar a explorar a sua mina de ouro radioativa. Esse ano estreou Shin Godzilla (2016) reboot japonês para os tempos modernos. O filme que teve boa recepção no Japão chegou recentemente aos Estados Unidos também cativando o público e trazendo a esperança de novas sequências nipônicas com o personagem. Também temos uma promessa de um novo longa com Gamera, mas esse eu prefiro não criar muitas expectativas.

É muito cedo ainda para afirmar que os Kaijus estão voltando de vez. Temos algumas tentativas aqui e ali (que por sinal estão dando muito certo) e uma forte presença dos fãs para que os monstros gigantes tenham o seu retorno triunfal. Da minha parte, os Kaijus já deviam ter voltado a muito tempo.

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