quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O Roubo da Taça conta de modo divertido um dos maiores traumas do orgulho nacional


Mesclando fatos históricos e ficção, O Roubo da Taça é um filme que mostra a paixão do brasileiro pelo futebol, ao mesmo tempo que escancara o pior do "jeitinho brasileiro" na figura dos protagonistas.

O filme se passa nos anos 80, mais precisamente no ano de 1983, e conta a história romantizada do roubo da taça Jules Rimet, troféu confeccionado para premiar a seleção vencedora da Copa do Mundo da FIFA.

Metido com dívidas de jogo, Peralta (Paulo Tiefenthaler) faz um esquema para roubar o símbolo do orgulho nacional e se livrar das perigosas cobranças. Mas o que ele e seu comparsa Borracha (Danilo Grangheia) não esperavam, é que ao invés de roubar a réplica da taça para vendê-la como original, roubaram a própria Jules Rimet. A taça ficava exposta na sede da CBF, no centro do Rio de Janeiro e, por algum motivo, a original e não a réplica coroava a sala do presidente da confederação, enquanto a cópia jazia protegida no cofre.

Desesperados com a repercussão do roubo da taça e do envolvimento não só da polícia como do exército em sua procura, os dois tentam arduamente encontrar um comprador, enquanto Peralta ainda precisa lidar com sua companheira Dolores (Taís Araujo) que descobre tudo e se envolve na confusão.


A trama consegue captar o clima oitentista do Rio de Janeiro, mostrando o cotidiano dos cartolas e sua paixão pelo futebol, além de mostrar os resquícios da ditadura militar ainda muito marcados nas ações da polícia.

O protagonista Peralta já prepara o expectador para o conhecido fim da história, já que consegue se meter em uma encrenca atrás da outra e fazendo-os se perguntar a cada momento do filme: Dá para piorar? A resposta é sim. Descontrolado com os jogos e malandro, Peralta chegou a vender a icônica taça para um argentino, que ainda estava atrás de sua mulher.

Mesmo com o pandemônio criado ao redor do crime, o protagonista se aproxima do público por reconhecer sua realidade, sendo possível enxergar nele uma incorporação dos trejeitos do povo brasileiro, ainda que tenha ido de encontro a uma de suas maiores paixões nacionais e ferido o orgulho representado na taça.

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Um comentário:

  1. Se dependesse de mim, a sede da CBF seria em BSB e não no RJ.
    BSB por ser a capital!! E tem mais segurança.

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