sábado, 9 de julho de 2016

Ultraman Orb abre caminho para as próximas décadas


No ano passado os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de acompanhar o lançamento simultâneo de Ultraman X pelo serviço de stream Crunchyroll, este ano a dose se repetiu na última hora com o anuncio relâmpago de Ultraman Orb.

Anunciado no inicio desse e comentado com bastante ênfase no Mega Hero, Ultraman Orb é a série que comemora os 50 anos de Ultraman e abre caminho para as próximas décadas com o propósito de conquistar novos fãs e reconquistar aqueles de longa data.

Estamos em um ano repleto de comemorações dentro do universo dos Tokusatsu. Super Sentai celebra o marco de 40 séries exibidas até o momento, enquanto o herói Kamen Rider marca 45 anos de lançamento. Ultraman junto com Godzilla, é o Tokusatsu mais antigo em atividade e semelhante também ao Rei dos Monstros, é um ícone da cultura pop oriental com reconhecimento mundial.

Ultraman passou por diversas mudanças ao longo desses 50 anos de exibição quase que ininterrupta. O sucesso da primeira série em 1966 abriu um leque para dezenas de continuações nos mais diversos formatos que vão de séries de TV até publicações em quadrinhos. O fato é que Ultraman cativou e ainda cativa um público especifico de fãs que consomem seriados de Tokusatsu com uma pitada de ficção científica. E pelo visto, não teremos uma pausa tão cedo na franquia.

Ultraman Orb enfrenta seu primeiro inimigo - Foto: Reprodução internet

Ultraman Orb começa com um flashback interessante onde claramente o gigante de luz aparece lutando contra um Kaiju enquanto uma garota assiste todo combate assustada. No final a luz desaparece e vemos pela primeira vez o protagonista Gai Kurenai e seu dispositivo de transformação o Orb Ring. Nos dias atuais um grupo de amigos investiga casos sobrenaturais no Japão usando o codinome de SSP (Special Science Search Party) enquanto uma forte tempestade se aproxima da região. De repente um ser gigantesco na forma de uma ave ataca a cidade que é salva pelo misterioso Ultraman Orb.

O primeiro episódio de Ultraman Orb é semelhante aos seus antecessores, o formato de apresentar o elenco de apoio, o monstro do dia e o universo que se passa a série foi feito com êxito. A diferença é que diferente de "X" e "Ginga", tivemos um episódio inicial que destaca as características dos personagens secundários a ponto de você simpatiza-los com eles de imediato. O ar misterioso de Orb (Gai Kurenai) deixa tudo ainda mais intrigante quando da margem que ele e outro personagem possuem uma ligação antiga.

"O Viajante do Pôr do Sol" é um convite para quem estava afastado da franquia e tem interesse em retomar. Um episódio simples, mas recheado de elementos que cativam e compõe o universo de Ultraman. Temos maquetes, uso de pirotecnia e uma computação gráfica cada vez mais competente tudo isso aliado a uma trilha sonora coerente e que agrada os mais atentos. Pelo fato de ser uma série mais curta se compararmos com outras produções do gênero, Ultraman Orb tem um orçamento que pode ser melhor aplicado na criação de efeitos especiais e na criação de props. Como comentei na crítica de Ultraman X, volto a repetir: Ultraman é o melhor gênero para se apreciar a arte tradicional do Tokusatsu e até mesmo para quem quer estudar esse estilo de entretenimento.

Gai e a engraçada Naomi - Foto: Reprodução internet

No lugar das Spark Dolls que foram utilizadas com exaustão em Ginga, Ginga S e X, temos os Ultra Fusion Cards que são os colecionáveis da vez e prometem virar febre no Japão nos próximos meses. Diferente dos "bonequinhos", os cartões foram colocados de maneira mais suave nas série e se assemelha ao que vimos em Kamen Rider Decade (2009) da Toei Company só que com o detalhe que esses parecem mais íntimos ao usuário. Em Decade o protagonista apenas emulava os poderes de outro personagem, em Orb soou uma ligação mais profunda que pode ser vista em cena especifica no final do episódio quando o personagem está enfraquecido.

É muito cedo para traçar qual linha Ultraman Orb irá seguir. A verdade é que desde "X", a Tsuburaya parece tentar voltar com o estilo usado nas séries clássicas, sem deixar de lado é claro que estamos vivendo em uma era totalmente diferente. E se você tinha uma desculpa para não assistir um Ultraman desde o começo, acho que agora chegou a hora de dar o play e se divertir.

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Um comentário:

  1. Sei lá. Ao mesmo tempo que gosto acho Ultraman muito "mais do mesmo". Sempre a mesma coisa. E esse negócio de bonequinhos, cards, etc. trocentas formas alternativas. Me desanima muito. Tiveram uma boa iniciativa com o Nexus, mas parou aí. Gostei do Mebius, com as referências as séries clássicas até culminar no excelente filme Mega Monster Battle apresentando o Ultraman Zero. Depois disso começou a ficar chato, sempre tudo se repetindo muito, e agora mais infantil que nunca. Tá seguindo os passos dos Kamen Riders.

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