segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Kamen Rider Ghost precisa provar que merece voltar à vida durante 99 dias com ajuda de ícones históricos


Kamen Rider Ghost, que começou a ser exibido em 04 de outubro de 2015, é a 26ª série da franquia Kamen Rider feita pela Toei. Desta vez, o tema da série são espíritos, mas não qualquer espirito – mas os espíritos de grandes ícones da humanidade. Apesar de nem todos esses ícones serem necessariamente pessoas, como Newton, Thomas Edison ou Miyamoto Musashi, eles também são de personagens cujas histórias inspiraram de forma profunda a cultura, como Robin Hood.

Por Leonardo Souza

Após ser morto no primeiro episódio, Takeru Tenkuuji ganha uma segunda chance como Kamen Rider Ghost e deve coletar os 15 Eyecons que contém espíritos de pessoas ilustres para salvar sua vida. Ele tem 99 dias para fazer isso e é basicamente como a série se desenrola.

O tema deu uma dinâmica legal a série e os episódios foram bem trabalhados, apresentando elementos compatíveis com o espírito do ícone que estava sendo procurado em cada episódio. Isso deu um pouco mais de substância a série quando se trata de apresentar uma nova forma ou um upgrade para os personagens.

Apesar de já ter me acostumado, ainda é um pouco frustrante quando um novo poder surge do nada para ajudar o personagem principal. Muitas vezes o poder não tem relação nenhuma com a forma que ele foi adquirido, especialmente quando se considerada que muitas vezes a nova forma é simplesmente dada ao personagem principal.


Esse assunto em particular me incomodou bastante principalmente em Kamen Rider Wizard, onde as vezes eu tinha a impressão de que Haruto ia simplesmente tropeçar em uma pedra e fazer um anel novo com ela. Em consequência disso, as histórias que a série constrói em torno dos Eyecons são muito bem-vindas. Elas são divertidas e às vezes trazem alguma lição ou pelo menos alguma trivialidade interessante.

Quando o tema de Kamen Rider Ghost foi anunciado, uma das primeiras coisas que eu esperava da série é que Takeru fosse interagir com esses ícones da sociedade de alguma forma. No início isso não acontece muito, geralmente a influência dessas pessoas ilustres aparece como referências ou temas nos episódios, como associar Newton a um episódio sobre gravidade ou Edison a um episódio sobre eletricidade.

Mas, com o passar dos episódios, Ghost passa aos poucos a interagir de forma mais direta com esses espíritos. Até o episódio 15 isso só aconteceu algumas vezes e eu não tenho como dizer até onde essa interação vai chegar. Mas dá pra dizer uma coisa – os espíritos de ícones da cultura japonesa recebem um pouco mais de carinho, mas isso já era algo esperado.

Eu ainda não tenho certeza sobre o que falar dos personagens, Takeru, como personagens principal, tem uma personalidade bem morna e a evolução dele tem sido lenta. Assim como Shinosuke em Drive, parece que ele não tem motivação suficiente, mesmo tendo a própria vida em jogo.


O único personagem que chamou a atenção do lado do bem, surpreendentemente foi Onari, ele é um bom alívio cômico, sem muito exagero – é um personagem que se apresenta de forma muito mais autêntica. Quanto aos vilões, bem, algumas coisas interessantes estão começando a acontecer, mas nada que valha um spoiler para ser comentado ainda.

Algo importante a se comentar é que Kamen Rider Ghost mostra uma evolução que a Toei vem cultivando desde OOO. Os personagens secundários estão ganhando cada vez mais espaço na história, com suas próprias motivações e seu próprio passado. Esses personagens estão preenchendo as lacunas que antes não tinham nada além de fillers. Eu me atreveria a dizer que em alguns pontos, alguns personagens secundários têm um impacto maior que o personagem principal nas últimas séries, especialmente em Drive.

Essa mudança gradual é boa para a série, já que ela permite que a Toei apresente um produto melhor de forma mais consistente, mesmo considerando os altos e baixos que a qualidade do enredo pode ter. O desenvolvimento adequado de mais personagens torna a série mais sólida e atrai mais fãs, que tem uma maior oportunidade de se identificar com alguém.

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