quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vale a pena assistir Overlord?


Overlord é a adaptação, feita pela Madhouse, da Light Novel de mesmo nome escrita por Kugane Maruyama e ilustrada por So-Bin. A história do jogo começa quando, ao que deveria ser o final de um popular jogo de realidade virtual chamado Yggdrasil, o jogador Momonga não sai do jogo antes que os servidores sejam interrompidos, quando acorda, ele descobre que o jogo ainda esta em atividade, mas ele não consegue se desconectar ou entrar em contato com outras pessoas. Agora, ele usa tudo que ele conquistou no jogo para tentar encontrar alguém e descobrir o que aconteceu.

Atenção, esse review contém spoilers!

Apesar de ter jogado MMOs por anos, eu nunca me interessei muito pelos últimos animes cujo princípio é prender as pessoas em um mundo virtual, como Sword Art Online, SAO: Phantom Bullet ou Log Horizon, geralmente pelo fato de o enredo não extrair nada mais interessante da ideia principal. Mas eu me interessei por Overlord pois a obra tem um pouco mais a apresentar em termos de história, já que o personagem principal tem um objetivo interessante, que é achar outro ser humano na mesma situação que ele, apesar de isso também ter suas falhas.


Lord Momonga - Foto: Reprodução internet

Para encontrar algum outro ser humano preso no jogo, Momonga, o personagem principal (cujo nome na vida real é Satoru Suzuki, mas isso é mencionado apenas uma vez e provavelmente é irrelevante ao enredo) assume o nome de Ainz Ooal Gown e se apresenta como um grande feiticeiro nesse mundo virtual. Ele ainda se disfarça e assume outra identidade, a de Momon, um cavaleiro de armadura negra, para obter informações sobre o mundo do jogo. Seu plano: utilizar essas duas identidades para chamar a atenção e encontrar antigos companheiros ou outros jogadores.

Eu acho que isso é muito interessante e, nesses 13 episódios até agora foi muito bem executado, já que várias das decisões e ações que o personagem toma, no final das contas atendem de uma forma ou outra a esse objetivo. Mas, como eu disse, isso trás um pequeno problema. O fato de que todos os demais personagens serem supostamente NPCs, ou seja, personagens virtuais que não são controlados por pessoas.

Momonga Sama - Foto: Reprodução internet

Nessa parte, o anime perde um pouco em relação a SAO, Log Horizon e.//Hack, já que o destino da maioria dos personagens não importa, já que, diferente dos dois últimos animes, não há nenhum tensão associada a eles. Apesar de que, depois de uns dois os três animes do gênero, até isso perde a importância. Mas eu acho que Overlord lida bem com esse problema, já que o anime encontra uma solução interessante.

Alguns personagens são importantes para que Momonga atinja seu objetivo e isso implica que cedo ou tarde ele vai ter de arriscar a própria vida por um desses personagens. O anime consegue deixar isso claro ainda que, no que eu espero que seja apenas a primeira temporada, no final das contas nada realmente grave aconteça e ainda assim, o anime recupera um pouco do suspense.

As personagens Yumi Hara e Sumire Uesaka - Foto: Reprodução internet

A variedade de personagens faz um grande serviço ao anime, as interações entre os guardiões de Nazarick são interessantes e divertidas e isso dá uma boa dinâmica aos episódios e da vida a um mundo que tinha tudo pra ser desinteressante. É muito legal como as personalidades de cada guardião são como uma relíquia dos antigos companheiros de guilda de Momonga e que todos conseguem um pouco de destaque até então, apesar da grande quantidade de fan service (se isso é bom ou ruim, depende fortemente da sua opinião pessoal).

Ainda assim, as interações mais interessantes surgem do fato de Momonga ser um ser humano comum (e um péssimo ator) em um mundo onde todos os outros personagens consideram ele um grande e poderoso ser. É interessante ver como ele às vezes se deixa levar pela situação mesmo sabendo que tudo não é real. O humor criado por essa situação cabe em qualquer lugar sem criar exageros e os momentos que ele usa o conhecimento que ele tem do jogo para atingir seus objetivos são muito legais.

O humor também está presente em Overlord - Foto: Reprodução internet

Além disso tudo, vale destacar que uma das coisas mais legais do anime é o fato de, dada as circunstâncias, o personagem principal assume uma posição de vilão em relação ao mundo do jogo e eu achei legal que isso não aconteceu de forma aleatória e que o personagem não necessariamente age de forma maligna.

Eu diria que os combates em si são um pouco fracos, mas esse não é necessariamente o ponto da obra. Eu cometi um erro ao entrar esperando algo parecido com um shounen, mas eu já ajustei minhas expectativas. É mais uma pequena dica antes de você decidir assistir esse anime, já que ter a perspectiva correta irá melhoras sua experiência.

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