sexta-feira, 20 de março de 2015

Crítica | Cinderela


Por Karen Argolo

Confira abaixo a crítica do filme “Cinderela".

Título original: Cinderella

Lançamento (Estados Unidos): 13 de março de 2015

Lançamento (Brasil): 26 de março de 2015

Diretor: Kenneth Branagh

Nacionalidade: Estados Unidos

Gênero: Drama, Família, Fantasia

Elenco: Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden, Helena Bonham Carter, Nonso Anozie e Stellan Skarsgård

Sinopse: A história segue a vida da jovem Ella, cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta e suas filhas, Anastasia e Drisella, na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja feliz.

Crítica: A adaptação é belíssima, cheia de referencias ao clássico de 1950. O elenco é cheio de atores britânicos, o que dá aos diálogos certa melodia. A fotografia do filme e a delicadeza dos figurinos te fazem babar na sala de cinema (além, obviamente, da doçura da Lily como Cinderela). As cenas são tão delicadas que eu me senti vendo uma peça, e não assistindo um filme.

É divertido perceber como o figurino acaba remetendo ao estado emocional das personagens. Quando Ella está triste, a iluminação é mais fraca, o azul das suas roupas é mais desbotado; o que não acontece na noite do baile em que, embora use as mesmas cores que usou na maior parte do filme, exibe o mesmo brilho que tinha quando criança enquanto vivia com seus pais.

Kenneth Branagh fez um trabalho maravilhoso na direção (pra quem não sabe, Cinderela tem a mesma direção do filme Thor de 2011). Nem preciso falar em como a linda da Helena Bonham Carter sugou toda a atenção da Lily James, embora sua aparição tenha sido muito breve.

No geral, a adaptação é muito boa. Minhas ressalvas são quanto ao fato de que a Ella do filme me lembrou mais a Pollyana do que a Cinderela. Sua visão sempre otimista e sua forma distorcida de ver a realidade me deram agonia em certos momentos, mas nada que me fizesse não gostar do filme.

Vale a pena ser visto, e não só por crianças! Acho o máximo como ultimamente têm feito varias adaptações de clássicos infantis. Só fica aqui registrado que esse foi um daqueles filmes em que eu me apaixonei mais por uma personagem secundária do que pela principal. Cate Blanchett por exemplo.

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